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sábado, 10 de janeiro de 2015

Neto de amazonense, brasileiro preso na Indonésia não consegue clemência e será fuzilado

Marco Archer Cardoso Moreira, que foi preso em 2003 ao tentar entrar com mais de 13 quilos de cocaína no país asiático, onde o tráfico de drogas é punido com a morte, esgotou seus recursos e deve ser executado "muito em breve", como revelou porta-voz do governo Indonésio. Ele passou com a droga por Manaus antes de ser preso


A aparência de Marco Archer já não é a mesma após quase 12 anos preso: careca, sem dentes e abatido (Arquivo A Crítica )



De família amazonense, Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, condenado à pena de morte por tráfico de drogas na Indonésia, teve o último recurso que poderia lhe livrar do fuzilamento negado e o governo asiático disse que ele "será executado muito em breve". Ele foi preso em 2003 ao tentar entrar no país com mais de 13 quilos de cocaína dentro de equipamentos de asa delta.
O pedido de "perdão presidencial", o segundo solicitado (o primeiro foi em 2006), foi negado no último dia 31 de dezembro pelo presidente do país. Pelas leis indonésias, prisioneiros sentenciados à morte só podem fazer dois pedidos de clemência depois que as chances de recursos à Justiça acabam. 
Segundo noticiou a Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (9), não há mais o que fazer para evitar a execução do ponto de vista legal, mas o gabinete da presidente Dilma Rousseff ainda avalia, com certa urgência, se há mais alguma maneira de interceder pelo brasileiro. Para o jornal, o único meio de evitar o fuzilamento seria fazendo pressão política.
O brasileiro foi preso ao tentar no aeroporto de Jacarta com 13,4 quilos de cocaína escondidos em tubos de asa delta. Procurado pela Folha nesta quinta-feira (8), ele, que se diz arrependido, ainda não sabia que seu pedido havia sido negado, apesar de ter acesso a jornais na prisão.
Drogas passaram por Manaus
Antes de ser preso na Indonésia, o instrutor de voo livre Marcoficou dois dias em Manaus, na casa da avó, com o asa-delta recheado de droga. A cocaína havia sido retirada no Peru, em um hotel no norte do país, na cidade de Trujillo. Archer entrou no Amazonas de barco e embarcou para São Paulo pelo aeroporto internacional Eduardo Gomes. De lá, ele viajou rumo a Jacarta, na Indonésia, depois de fazer uma escala em Amsterdã, na Holanda.
Marco é neto de Lourdes Acher Pinto, último membro da família a assumir os negócios iniciados pelos irmãos Agnaldo e Henrique Archer Pinto, com a fundação de “O Jornal”, que foi durante décadas um dos principais veículos da mídia impressa do Estado. A mãe dele, Carolina Acher Pinto, morreu em 2011, vítima de câncer.
Conforme foi noticiado na époica, o brasileiro saiu do Rio de Janeiro, onde morava, com destino ao Peru para transportar droga até a Indonésia para pagar um dívida de um hospital em Cingapura, contraída em 1997: na ocasião, ele sofreu uma queda de parapente em Bali, e foi levado para o país vizinho para tratamento. Como não conseguiu pagá-lo integralmente, era constantemente cobrado.
Há quase 12 anos detido, a reclusão na Indonésia mudou Marco. A aparência não é mais sadia: o cabelo está ralo e o brasileiro quase não tem mais dentes que eram, na verdade, implantes feitos depois do acidente de parapente. Sem tratamento dentário, os implantes caíram. Além disso, ele adquiriu o hábito de fumar cigarros, o que não fazia quando estava livre.
Execução
A execução é feita por 12 soldados. Apenas dois fuzis são carregados, sem que os atiradores saibam quais. Cada soldado atira no peito do condenado uma vez e, se ele sobreviver, leva um tiro na cabeça. Depois, o corpo é entregue à família.
História inspira filme
Depois dos sucessos de "Tropa de Elite" 1 e 2 e do documentário Ônibus 174, o cineasta José Padilha havia declarado, ainda em 2012, que iria fazer um documentário contando a história de Marco Archer. O documentário, previamente intitulado “Curumim, o homem que queria voar”, estaria orçado em R$ 1,5 milhão.
Acritica.com
 

domingo, 19 de maio de 2013

A história do Flamengo vai virar série de TV


A intenção da dupla é levar o programa a canais fechados de televisão ligados ao esporte




O formato da série é simples(Divulgação)



O diretor do filme “Garrincha – Estrela Solitária”, Milton Alencar, e seu filho Miguel Fornaciari, tocam o projeto de um documentário dividido em 25 capítulos sobre as passagens mais importantes dos 118 anos do clube e intitulado “Flamengo até Morrer”.

A intenção da dupla é levar o programa a canais fechados de televisão ligados ao esporte.

O formato da série é simples: capítulos com duração em torno de 15 minutos, algo pensado para que a veiculação seja possível também pela internet, por meio das principais redes sociais.

Cada episódio documentará um esporte ou uma passagem marcante do clube, como a conquista do Mundial de 1981.

Para abastecer de informação o documentário, a produtora conduzida por Milton e Miguel conseguiu a autorização do Flamengo para pesquisar na base de dados do próprio museu do clube.

Apesar de se tratar de um projeto independente, o Rubro-negro se mostrou disposto a contribuir com o que fosse necessário na pesquisa para a série.



Fonte / Willian D'Ângelo

sexta-feira, 6 de abril de 2012

‘Xingu’ estreia nos cinemas do Brasil em missão de resgate

De acordo com dados do portal Filme B, nenhuma produção brasileira fez mais de 1 milhão de espectadores em 2012.




Rio de Janeiro - A missão de "Xingu", que estreia hoje em 200 salas de cinema do Brasil, é quase tão dura quanto a expedição que os irmãos Villas Bôas lideraram pelo Centro-Oeste brasileiro há sete décadas. O filme é a esperança de recuperação para um mercado que vem amargando resultados bem abaixo do esperado em 2012, com uma queda de 71% neste primeiro trimestre, em relação ao ano passado.
"Xingu" é uma obra de aventura com uma trama de conteúdo histórico. Ela narra a história de Orlando (Felipe Camargo), Cláudio (João Miguel) e Leonardo Villas Bôas (Caio Blat), o trio que desbravou matas virgens brasileiras a partir da década de 1940 e que estabeleceu contato com tribos indígenas que viviam isoladas. Foi pelas ações dos irmãos que a reserva do Parque do Xingu pôde ser criada, em 1961.
O filme, dirigido por Cao Hamburger, o primeiro depois do sucesso de "O ano em que meus pais saíram de férias" (2006), tem recebido elogios da crítica e foi eleito pelo público do último Festival de Berlim, em fevereiro, como o terceiro melhor longa-metragem de sua concorrida mostra Panorama. Mas o desafio que ele passa a enfrentar hoje é o do mercado.
De acordo com dados do portal Filme B, nenhuma produção brasileira fez mais de 1 milhão de espectadores em 2012. Entre 1 de janeiro e 31 de março deste ano, 54 filmes nacionais foram exibidos no país, totalizando 1,8 milhão de espectadores. No mesmo período do ano passado, os 36 filmes brasileiros que estiveram em cartaz foram vistos por 6,2 milhões.
— A gente precisa dobrar o número de filmes competitivos feitos no Brasil. Hoje, a indústria brasileira finge que produz 90 filmes por ano. Mas, na verdade, fazemos 90 produtos audiovisuais. Filmes para disputar o mercado são só uns oito. Enquanto isso, toda semana estreia um novo possível blockbuster estrangeiro. É um jogo desigual. É como se entrássemos em campo com menos jogadores do que o outro time — afirma Bruno Wainer, da Downtown, a distribuidora de "Xingu".
— O problema é que, quando algum lançamento grande não vinga, o cinema brasileiro vai para o buraco. E a culpa não é dos produtores. Existe um problema crônico, estrutural, com o cinema brasileiro, que são os atuais mecanismos de estímulo do governo. Por serem limitados e cheios de burocracia, eles não conseguem financiar mais de oito filmes competitivos num ano.
A estratégia de lançamento de "Xingu", segundo Wainer, trabalha num panorama de um "filme grande, mas com cautela". Para superar o que parece estar sendo uma resistência do espectador nacional aos maiores lançamentos do ano, o distribuidor tem feito ações em escolas para mostrar que o longa-metragem trata de meio ambiente, um tema sempre em voga, de maneira atraente.
No último ano, a Downtown liderou o ranking de filmes nacionais com os 3,1 milhões de espectadores de "De pernas pro ar" (contando o público de 2010, a comédia foi vista por 3,5 milhões de pessoas e chegou a estar em cartaz em 345 salas). Em 2012, a empresa também está na frente, porém com um filme que teve um resultado aquém do almejado: "As aventuras de Agamenon, o repórter" estreou em 242 salas, mas atraiu "apenas" 920 mil pessoas aos cinemas. Nem "Agamenon" nem qualquer outro longa-metragem brasileiro conseguiu até aqui o que sete fizeram em 2011: entrar para o clube do milhão.
— Mesmo que o resto do ano seja melhor, certamente teremos um desempenho pior do que o de 2011 — afirma Paulo Sérgio Almeida, diretor do Filme B.
— A questão é nossa carência em mecanismos de produção. As principais estatais, como Petrobras e BNDES, que historicamente financiam o cinema brasileiro, não lançaram editais durante 2011. Isso prejudica a grade de lançamentos, sobretudo a do primeiro semestre. Mas é importante dizer que não acho que tenhamos tido grande surpresas até aqui. Se alguém esperava mais dos filmes já lançados, estava equivocado.
Hoje, o ranking brasileiro se mantém com "Agamenon" na frente, seguido por "2 coelhos" (334 mil espectadores), "Billi Pig" (247 mil) e "Reis e ratos" (126 mil). Em quinto colocado, aparece o documentário "A música segundo Tom Jobim" (71 mil), talvez um dos poucos filmes do ano que possa bater no peito para dizer que se tratou de um sucesso para suas pretensões.
Agora, "Xingu" vai tentar dar a volta por cima. Depois dele, outros filmes com potencial virão, como "E aí, comeu?" e "Gonzaga — De pai para filho".
— O ano não tem sido bom, mas vamos ver se a gente quebra este ciclo de 2012 e inaugura um novo ciclo — afirma Cao Hamburger.