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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Planejamento Estratégico do Amazonas é apresentado à sociedade civil


Um desafio com bons resultados, mas que demandam tempo e mais investimentos que cresceram


Uma rodada permanente de exposições temáticas(Seplan/AM)


A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan) esta apresentando o projeto Planejamento Estratégico 2030-, um estudo com os principais eixos de desenvolvimento sustentável previsto para o Amazonas até 2030, a convidados de 32 organizações da sociedade civil, que deverão participar de grupos temáticos para propor soluções em diferentes áreas de atuação regional no eixo  público e privado.

Uma rodada permanente de exposições temáticas

O secretario executivo da Seplan, Ronney Cesar Peixoto destaca que o Estado retoma no projeto uma visão estratégica de desenvolvimento, procurando definir com a sociedade caminhos na economia, para as questões sociais e ambientais  que estarão na agenda de desenvolvimento do Amazonas para os próximos 17 anos.

Coordenado pelo professor Luiz Almir Fonseca, o projeto Planejamento Estratégico 2030 concentra sua visão de futuro em cinco eixos temáticos: Meio Ambiente e Regionalização, Infraestrutura básica, ciência e tecnologia, formação de recursos humanos e transformação produtiva que terão fóruns temáticos de discussão, e consolidação de documentos em Manaus e no interior do Estado.

O projeto tem apoio da Fundação de Amparo de Pesquisa (Fapem) que destinou bolsas de estudo para doutores, mestres e especialistas acompanharem o trabalho do PE2030. A Fapeam, segundo o assessor da presidência, Edilson Soares, vem procurando suprir as demandas de recursos humanos especializados na região.

Um desafio com bons resultados, mas que demandam tempo e mais investimentos que cresceram no atual governo. Da mesma forma a Companhia de Desenvolvimento do Amazonas, por meio da Seplan, aporta recursos para financiar as atividades de pesquisa e dos pesquisadores.

APOIO

As instituições que se fizeram presentes destacaram positivamente a iniciativa do Estado em propor uma discussão ampla sobre o futuro do Amazonas.

Para o presidente do Sindfisco, Joaquim Corado, com a iniciativa retoma-se um caminho deixado no passado quando foram extintos órgãos de planejamento e pesquisa, e que no atual ambiente de competitividade e crise internacional tornam-se cada vez mais necessários.

Para ele, sem planejamento estratégico o Estado fica refém de uma visão do passado. O Sindfisco será uma das instituições que irão participar ativamente dos estudos do PE2030.

Para o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado – CREA todos os eixos são fundamentais porque o Amazonas precisa construir caminhos alternativos e complementares a uma série de desafios, segundo o engenheiro Carlos Alonso Queiroz. Entre os problemas estão os da área de saúde, praticamente abandonada nos municípios e comunidades, segundo Antônio Ramalho, do Conselho Regional de Medicina – CRM.

A vida dos interioranos e populações originárias, segundo ele, cria uma imagem muito negativa para o Amazonas.

Estas questões ampliadas também estão sendo pensadas pela Fiocruz, segundo Aldemir Lima Maquiné, que entregou a Seplan um relatório das principais preocupações com a saúde regional.

No encontro a Grande Loja Maçônica, representada por seu secretário Paulo Couto colocou à disposição as sedes da maçonaria no interior do Estado para reuniões com lideranças dos municípios como uma contribuição para fortalecer o projeto e as iniciativas do governo em propor um desenvolvimento sustentável para o Amazonas em todos os aspectos.

Da mesma forma o Sindicato dos Jornalistas, segundo seu presidente Wilson Reis, pretende ampliar o alcance das discussões previstas nos próximos encontros, dando oportunidade para que a sociedade possa manifestar seu pensamento sobre um futuro comum, que pertence a todos.

Wilson destacou que o jornalista, como cidadão, participa dos mesmos problemas e expectativas e que a sociedade vivencia e o Sindicato vai participar das discussões previstas.

Projetos como o Polo Naval, as oportunidades de bioindústrias, turismo, mineração, indústria da educação, cultura, indústrias criativas, hidrovias, serviços logísticos, entre outras atividades, foram destacadas pelo coordenador do projeto professor Luiz Almir como necessidades imediatas que visam complementar o modelo Zona Franca e criar alternativas de desenvolvimento emergentes.

Ele destacou que esses conhecimentos existem em instituições, com pesquisadores e comunidade, sendo o PE2030 a oportunidade de sistematizá-los para apresentar um portfólio de iniciativas reais para o futuro regional.

O presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Estado do Amazonas – Sindarma, Dodó Carvalho, enfatizou a necessidade de estabelecer metas e projetos espeficos para os serviços logísticos baseados em hidrovias, no transporte de cargas e passageiros.

PRÓXIMOS ENCONTROS

A Seplan vai organizar os próximos encontros por eixos temáticos.

Qualquer pessoa e instituição pode dar sua contribuição para o planejamento estratégico 2030. 

Uma apresentação do projeto estará disponibilizada na próxima semana, no site da Seplan (www.seplan.am.gov.br) para consulta e a coordenação do projeto receberá contribuições também pelo email: gtpe@seplan.am.gov.br. Organizações interessadas em conhecer o projeto poderão  também contactar com o grupo de trabalho pelo fone 92 2126-1247.



Antônio Lopes                                                    Lisandra Santos

sexta-feira, 1 de março de 2013

Implantação do Polo Naval deve gerar 30 mil empregos

Segundo o deputado, o programa de regularização visa capacitar as empresas do setor para atender as demandas com a criação desse polo

Nesse sentido podemos trabalhar juntos e alcançarmos os resultados positivos(Aleam)

 



O deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), Sinésio Campos (PT), disse nesta quarta-feira (27), que a implantação do Polo Industrial Naval (PIN), na cidade Manaus, vai gerar mais de trinta mil empregos.

Segundo Sinésio, a implantação desse polo, avança agora para a fase de regularização fundiária e licenciamento ambiental. Ele começou a ser discutido em 2006 e, que em sete anos, aconteceram avanços considerados.

“Não devemos apenas nos limitarmos ao projeto Zona Franca de Manaus (ZFM) como fator de desenvolvimento para nossa região”, assinalou Sinésio.De acordo com Sinésio Campos, a implantação do Polo Naval demandou intervenções em diversas frentes de trabalho, com a Secretaria de Planejamento (Seplan) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), lançando uma campanha voltada para a formalização dos pequenos empresários do setor naval. 

Segundo o deputado, o programa de regularização visa capacitar as empresas do setor para atender as demandas com a criação desse polo.

Sinésio destacou ainda, que para atender a demanda de qualificação do novo mercado, foi projetada uma mão-de-obra estimada em torno de 50 mil trabalhadores, nos próximos 5 anos na indústria naval local.

 Para isso, o governo está abrindo vestibular para o curso de Engenharia Naval, que será feito pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), voltado para a qualificação de pessoal para atuar nos setor náutico, com início ainda para este ano. 

Agora, disse o líder do Governo, se existem pessoas contra a criação do Polo Naval é só dizer para o governo não abrir curso de engenharia Naval porque essa proposta não é bem vinda.

“Uma questão que merece discussão apurada, diz respeito às comunidades lá existentes, cujos moradores merecem respeito e tratamento com consideração.

Nesse sentido podemos trabalhar juntos e alcançarmos os resultados positivos”, observou Sinésio.

Sinésio afirmou que o Polo Naval é uma realidade, assim como a Cidade Universitária e, como presidente da Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás e Energia, está aberto a prestar todas as informações sobre o assunto, principalmente em relação a discursos e encaminhamentos, pois o governo tem que mostrar como vai tratar aquelas comunidades ribeirinhas lá existentes.

Com informação da Assessoria