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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Volta a chover em Manicoré

Chuva molha solo manicoreense

A chuva voltou a molhar o solo Manicoreense (Foto: Edy Lima)



O governador do Amazonas José Melo, decretou situação de emergência por 90 dias em 11 municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM), por conta das queimadas registradas desde setembro, e por causa das nuvens de fumaça que vinha sendo provocadas pela floresta pegando fogo.

Manicoré também sofreu por aproximadamente 72 dias de seca, sem chover um pingo d’água. Nesse período as pessoas além de reclamarem, por causa do calor, também viram sua plantações secar, e muitos deles perderam suas casas, devido às fortes queimadas que aconteceram quase que simultaneamente. A Secretaria Municipal de Meio de Manicoré (Semades), juntamente com os Brigadista de Combate a Incêndio, tiveram muito trabalho.

Agora, o clima começa a mudar no Sul do Amazonas. A chuva voltou a molhar o solo Manicoreense. Agricultores estão otimistas com as chuvas que tem caído ultimamente no município de Manicoré. “Até o clima ficou mais frio”.  Disse uma moradora de Manicoré.   
   
Edy Lima DRT/1823



sexta-feira, 6 de abril de 2012

IBAMA deflagra "Operação Soberania", no Sul do Amazonas, contra o desmatamento (Manicoré).

Apesar das constantes chuvas na região, o que dificulta o trabalho das equipes, o órgão conta com o apoio de helicópteros para fiscalizar as áreas
Foto: Ibama



Os municípios de Apuí, Novo Aripuanã, Manicoré, Humaitá, Canutama, Lábrea e Boca do Acre – a maioria deles localizada na região Sul do Amazonas -, são alvos da “Operação Soberania”, deflagrada nesta semana pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com o objetivo de combater o desmatamento em terras públicas federais.
De acordo com o gerente executivo do Ibama em Humaitá, Abner Brandão, na primeira missão, as equipes encontraram 1200 litros de gasolina, que seriam usados em motosserras para derrubar aproximadamente 400 hectares nas proximidades do Rio Camaiu, no município de Apuí- localizado a 476 quilômetros de Manaus.

Segundo ele, a região ainda apresenta muitas chuvas o que dificulta o trabalho das equipes, no entanto, o Ibama conta com o apoio de helicópteros para fiscalizar as áreas e combater o desmatamento ilegal.


sábado, 24 de março de 2012

Queimadas deixam AM em emergência ambiental

Sul do Amazonas em situação de emergência ambiental contras os focos de queimadas

Ministério do Meio Ambiente decretou portaria que permite aos órgãos ambientais contratar brigadistas temporários para combater incêndios nas unidades de conservação. Amazonas foi dividido em quatro ‘etapas’

Desmatamentos são um dos fatores que contribui para o aumento acelerado da temperatura média do planeta
Queimadas contribuem para o aumento acelerado da temperatura média do planeta (Marcelo Cadilhe -18/08/2011)

 O combate aos incêndios florestais e queimadas nas Unidades de Conservação de 14 estados brasileiros, entre eles o Amazonas, devem receber um reforço com a Portaria 337, que decretou situação de emergência ambiental em boa parte do País e foi publicada pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União (DOU).
É que, segundo o texto do documento, que decretou situação de emergência ambiental entre os meses de abril e novembro deste ano no Sul do Amazonas e também nos estados do Acre, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins, além das regiões da Zona da Mata e do Triângulo Mineiro, os órgãos ambientais federais poderão contratar brigadistas, temporariamente, sem necessidade de uma concorrência pública.
As datas em que cada região entram em situação de emergência ambiental estão relacionadas ao início da seca, período em que surgem a maior parte dos focos de queimada e em que ocorrem os maiores incêndios florestais, indica o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Conforme o documento, a medida segue as recomendações do Plano Nacional Anual de Proteção Ambiental (PNAPA).
 Etapas
Entre os meses de maio e dezembro, a situação de emergência ambiental passa a valer para o Centro e Sudoeste do Amazonas, além do Vale do São Francisco, na Bahia, Leste do Maranhão, Mato Grosso do Sul, Sudeste e Sudoeste do Pará, além de outras regiões de Minas Gerais e do Piauí.
Já na região do baixo Amazonas, assim como no Amapá, Centro-Norte e Centro-Sul da Bahia, Ceará, Maranhão, Nordeste do Pará e Norte e Sudeste do Piauí, a  situação de emergência ambiental se estende de junho deste ano até janeiro de 2013.
Entre julho a fevereiro de 2013 entram em emergência ambiental o Norte do Amazonas, Nordeste de Bahia e Pernambuco
Estatísticas
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que, entre janeiro e março deste ano, o número de focos de incêndio registrados no Brasil aumentou 76% em comparação a todo o ano passado.
Foram registrados 5.099 focos de incêndio do início de 2012 até o dia 19 de março, enquanto durante todo o ano de 2011 esse número foi de 2.891. Atualmente, o Amazonas tem dois focos de incêndio registrados nos últimos dois dias (entre 0h do dia 19 e 17h do dia 20 – horário de Brasília). Um deles está no município de Tapauá e o outro na Terra Indígena do Alto Rio Negro, no município de São Gabriel da Cachoeira.
Acumulado
Desde o início do ano até hoje (20), foram registrados pelos satélites do Inpe cerca de 60 focos de incêndio nas Unidades de Conservação e Terras Indígenas do Amazonas. Só em março foram 16 focos identificados pelo Inpe em 11 Unidades de Conservação do Amazonas.
Entre as unidades onde foram registrados focos de incêndio estão os Parques Nacionais (Parnas) do Mapinguari, em Canutama, Pico da Neblina, em São Gabriel da Cachoeira, dos Campos Amazônicos, em Novo Aripuanã, do Juruena, em Maués e de Anavilhanas, em Novo Airão. Em Anavilhanas o Inpe detectou cinco focos de incêndio em março de 2012.
As outras unidades são as Florestas Nacionais (Flonas) do Purus, em Pauini, do Pau Rosa, em Maués, do Amazonas, em Barcelos e a de Tefé, no município de mesmo nome, além da Reserva Extrativista do Ituxi, em Lábrea, e da Reserva da Biodiversidade de Uatumã, em Presidente Figueiredo.

MONICA PRESTES