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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Falta de abrigos força Amazonas a ‘exportar’ animais

Sem conseguir dar abrigo aos silvestres resgatados aqui, órgãos ambientais precisam encontrar locais fora do Estado

A onça pintada, espécie ameaçada de extinção, é uma das que mais sofrem com falta de espaço, por pesar até 130 kg. Um exemplar está sendo levado para o Mato Grosso
A onça pintada, espécie ameaçada de extinção, é uma das que mais sofrem com falta de espaço, por pesar até 130 kg. Um exemplar está sendo levado para o Mato Grosso (Antonio Menezes)
 
O Amazonas, apesar de estar localizado no meio da maior biodiversidade do mundo, não possui abrigos suficientes para os mais de 800 animais silvestres que, anualmente, passam pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), provenientes de apreensões, entregas voluntárias e, em número menor, resgates. O jeito é tentar mandá-los para outros Estados brasileiros, uma tarefa nada fácil que se repete mensalmente.

Em 2012 foram 888, pertencentes a mais de 80 espécies diferentes. Os principais grupos estão entre as aves, primatas (macacos), felinos e quelônios. Alguns, são devolvidos ao seu habitat, dependendo de aspectos como o estado de saúde e o tempo em cativeiro.
Mas a maioria precisa ser transferida a criadouros controlados, como zoológicos, instituições de pesquisa, mantenedores de fauna silvestre e até voluntários, mas tudo de outros Estados. Os disponíveis em Manaus estão lotados.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).


NELSON BRILHANTE

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Incra lança edital para manejo de fauna silvestre em assentamentos no AM

Seleção destina em torno de R$5,5 milhões para entidade selecionada realizar estudos de impacto, manejo sustentável e implantação de cadeia produtiva licenciada pelo Ibama de animais silvestres

Para a SDS, é importante o incentivo do consumo dessa espécie pelo amazonense, já que não é hábito do nosso povo consumir o jacaré, ao contrário do paraense e agora de alguns Estados do Sul e Sudeste do País
O jacaré é um dos animais silvestres que deverão fazer parte do projeto de manejo sustentável, proposto pelo Incra (Antonio Lima - 15/09/2005)

A superintendência o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Amazonas está com edital em aberto para a seleção de entidades interessadas em desenvolver projetos de conservação e uso da fauna silvestre em projetos de assentamentos no Estado.
A seleção destina aproximadamente R$5,5 milhões para a entidade selecionada realizar as metas do projeto dentre elas estudos de impacto e manejo sustentável e a implantação de fato da cadeia produtiva licenciada pelo Ibama de animais silvestres como jacarés, tartarugas, pacas, queixadas entre outras espécies nativas que podem ser criadas com a autorização do órgão ambiental.
Tais espécies podem ser uma alternativa econômica para aqueles assentados que moram em áreas extrativistas ou florestas no Amazonas.  
Os projetos de assentamentos Agroextrativistas Cabaliana I e II e PAE Piranhas, no município de Manacapuru e no município de Nova Olinda do Norte, respectivamente; comunidades Paquequer e Abacaxis II, no município de Borba; PAE Maripiti, PAE Curupira, Anumaa, Puxurizal, Piaba, Abacaxis, Trocana, no município de Itacoatiara; e PA Matupi, PAE Matupiri, PAE Jenipapos, PAE Baetas, PAE Onças, em Manicoré, serão atendidos pelo edital.
Podem participar da seleção órgãos da Administração Pública Federal, Estadual, Municipal e do Distrito Federal, bem como as instituições privadas sem fins lucrativos relacionadas ao tema.

ACRITICA