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sábado, 28 de março de 2015

Governador do Amazonas irá inaugurar Banco do Povo em Manicoré

Durante a semana uma equipe da AFEAM vindo de Manaus 

O Banco do Povo está localizado próximo a Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores (Foto: Edy Lima)


O Governo do Estado do Amazonas em parceria com a Prefeitura Municipal de Manicoré irá inaugurar no dia 30 de março segunda-feira o Banco do Povo (PV) em Manicoré. A inauguração está prevista para acontecer às 10h da manhã de segunda-feira. A solenidade de inauguração contará com a presença confirmada do Excelentíssimo Governador do Estado Amazonas, senhor José Melo do (PROS).

Durante a semana uma equipe da AFEAM vindo de Manaus trabalhou na infraestrutura do banco em Manicoré, tanto na parte externa e interna, e realizaram em tempo viável toda a reforma do prédio, onde será o Banco do Povo. Agora falta somente alguns detalhes e ajustes na parte frontal do banco. Além do Governador professor José Melo, outras autoridades do meio político, é esperado no dia da inauguração.

Na cidade de Manicoré e no interior do município, não se fala em outra coisa, a não ser na inauguração do Banco do Povo. A AFEAM e o SEBRAE são parceiros nessa empreitada. Segundo funcionários desses órgãos, é mais uma porta de oportunidade que se abre no município para aqueles que sonham e querem investir em seu próprio negócio, já que os juros do Banco do Povo são bem mais baixos em relação às outras agências espalhadas pelo nosso país.

O Banco do Povo está localizado próximo a Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores. Rua Floriano Peixoto, ao lado do Hotel Durval – Centro/MANICORÉ-AM.


Edy Lima DRT-AM 1823       

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Clientes estão frustrados com juros ofertados por redes bancárias no AM

Clientes estão indo a agências bancárias com uma expectativa (gerada pelo anuncio de redução nos juros) e saindo delas visivelmente frustrados com o que ouvem

João Carlos não conseguiu beneficiar-se com a queda dos juros bancários
João Carlos não conseguiu beneficiar-se com a queda dos juros bancários (Luiz Vasconcelos)

Passados quatro dias da aplicação da nova política de juros, clientes estão se deparando com realidades distintas daquelas anunciadas em propagandas feitas pelos bancos públicos e privados. Por isso, economistas reforçam a necessidade de o cliente, antes de tomar empréstimo, conferir o juro de fato embutido no financiamento.
O industriário João Carlos Batista, que tem renda familiar de R$ 1,2 mil, quer sair do aluguel. Para isso, definiu duas estratégias: financiar uma casa ou tomar um empréstimo e pagar o imóvel à vista. Ontem, ele foi a uma agência da Caixa Econômica Federal. Com a renda que possui se encaixa no programa “Minha Casa, Minha Vida”, e pode ser subsidiada pelo governo Federal até R$ 17 do valor do imóvel que custa R$ 100 mil. Mas ele teria que dar uma entrada de R$ 16 mil. “Opção descartada. Se eu quero financiar o imóvel, não tenho como dar entrada”, disse.
Carlos pediu então que o gerente calculasse seu limite no crédito pessoal. Nessa modalidade, com as novas taxas, os juros variam de 1,80% a 3,88%. O industriário pode comprometer somente 30% de seu rendimento. Resultado: pode tomar emprestado R$ 8.440 que deverão ser pagos em, no máximo, 36 meses, com parcelas de R$ 360. A surpresa está no fato de que nos seis primeiros meses os juros cobrados serão de 1,80%, porém, a partir do sétimo mês os juros sobem para 2,39%. De acordo com o gerente do banco, este é o método novo, que esta sendo aplicado em toda a rede da Caixa.
NO HSBC
Carlos também esteve no HSBC, banco onde recebe seu salário. Nesse banco, com as novas taxas, ele pode tomar emprestado até R$ 6.550, divididos em 36 parcelas de R$ 323. “Os juros são de 3% ao mês, que vão representar anualmente uma taxa duas vezes maior do que a a Selic (hoje em 9%). Este não é um bom negócio”, avaliou o consultor econômico Renilson Santos.
Outro caso é o do professor Rossi Almeida Silva, que há dois anos tomou emprestado no banco Bradesco R$ 5 mil para quitar em 60 parcelas de R$ 349,79. “Vi a propaganda de redução de juros e quero refinanciar a dívida. Mas o banco estava sem sistema e a gerente me orientou para retornar amanhã (hoje)”, disse ele.
Para Renilson, este foi um mau negócio. O cliente está pagando 3,5% de juros ao mês. Segundo ele, é necessário que o cliente exija e tome conhecimento dos juros efetivos que lhes serão cobrados. “Isso não é simples de ser calculado, mas assim o cliente sabe quanto pagará pelos serviços do banco, além dos juros da modalidade que está contratando”, acrescentou.
A secretária Cristina Almeida, mesmo não sendo cliente do banco do Brasil, esteve na instituição para tomar informações sobre cheque especial e cartão de crédito. “Se eu quiser ter acesso terei que passar a receber pelo BB e aderir ao pacote de adesão que varia de R$ 18 a R$ 38 ao mês”. Os juros estão menores, mais é necessário atenção antes de fechar negócios.

JORNAL A CRÍTICA