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quinta-feira, 12 de julho de 2012

TSE registrou 219 mulheres interessadas em participar das eleições 2012

A participação direta de mulheres em eleições é um direito assistido pela Constituição Federal, que exige através da Lei 9.504/97, a reserva de no mínimo 30% e no máximo 60% das vagas dos partidos/coligações para o gênero. A presença do grupo nas eleições pelo país cresce mas ainda não preenche o estabelecido pela Lei. Uma desembargadora da Bahia sugeriu até que homossexuais assumam as vagas não alcançadas

Vanessa Grazziotin (PcdoB) é uma das representantes das mulheres no pleito deste ano. Ela concorre ao cargo de Chefe do Executivo Municipal
Vanessa Grazziotin (PCdoB) é uma das representantes das mulheres no pleito deste ano. Ela concorre ao cargo de Chefe do Executivo Municipal (Antonio Lima)

De acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as mulheres são à base do eleitorado manauara, representando 54% dos votos na capital. A participação em massa nesse processo, contudo, não é repetida quando o assunto é candidatura, o público feminino na disputa por cargos eletivos ainda é tímido. Dos 679 candidatos registrados para as eleições deste ano, entre vagas para prefeitura e Câmara Municipal de Manaus (CMM), apenas 219 são pleiteadas por mulheres.

A reportagem do Portal acritica.com realizou análise na manhã desta quinta-feira (12), nos registros de candidaturas em Manaus, por meio do sistema DivulgaCand2012, mantido pelo TSE, e verificou que das 27 legendas que atuam no Estado, os Partidos Trabalhista Nacional (PTN) e da Social Democracia Brasileira (PSDB), foram os que mais indicaram mulheres para este pleito, com 18 candidatas cada um.

A lista segue com as candidaturas femininas lançadas pelo PSB, 17 nomes, PPS 15 nomes, PCdoB e PMDB 14 nomes, DEM 11 e PDT 11 nomes, PSL 10 nomes, PRB e PMN 7 nomes, PP e PV 6 nomes, PHS e PTB 4 nomes, PSD 3 nomes, PSOL, PTC, PRP, PR e PSC 2 nomes, PPL e PSTU 1 nome. A reportagem não encontrou o registro de candidaturas dos Partidos dos Trabalhadores (PT), Trabalhista do Brasil (PTdoB) e Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).

Legislação

A participação direta de mulheres em eleições é um direito assistido pela Constituição Federal, que exige através da Lei 9.504, de 30 de setembro de 1997, a reserva de no mínimo 30% e no máximo 60% das vagas dos partidos/coligações para o gênero. A Lei é uma reedição da 9.100, de 1995, que em seu inciso 3º do artigo 11º, estabelecia 20% das vagas para candidaturas femininas.

Embora comemore a existência da legislação que regulamenta a quantidade de mulheres no processo eleitoral, a presidente da União Brasileira de Mulheres no Amazonas (UMB-AM), Vanja Andrea Santos, lamenta o índice atestado na matéria.

Segundo a presidente, não se pode pensar em uma sociedade justa e igualitária sem que as mulheres estejam inseridas nas decisões políticas e econômicas do país. Para Vanja, a baixa adesão do público feminino não se dá pela simples falta de interesse, mas, pelas poucas alternativas disponibilizadas pelos partidos.

“Apesar de perceber que a maioria dos partidos está tentando se adequar ao que estabelece a Lei sabemos que, a inserção das mulheres no campo político inda encontra problemas. Ainda existe uma falta de valorização, as mulheres não tem um suporte, como fazer política sem lugares seguros para deixamos nossos filhos?, como fazer política se os maiores investimentos são feitos em candidaturas masculinas?”, questionou.

Para o Diretor da Seção Judiciária do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), Hugo Cesar Lindolfo Gomes, a tendência é que a cada eleição as mulheres se interessem mais pelo mundo político.

“Elas já mostraram a que vieram, tem a cada dia conquistado mais espaço nas decisões da sociedade. Cabe agora os partidos respeitarem a legislação do país”, disse, explicando que as siglas que não vem cumprindo a Lei, não têm recebido penalidade judicial, mas também não pode indicar nomes masculinos para a porcentagem não alcançada.

Proposta inusitada
O presidente do TRE-AM, desembargador Flávio Pascarelli, compartilhou, nessa quarta-feira (11), uma solução inusitada apresentada pela colega da Bahia, Sara Brito, para “sanar” o problema das cotas feminina nas chapas.

“Ela perguntou se no lugar das candidatas, nós poderíamos usar os candidatos homossexuais”, disse.


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Nove candidatos à prefeitura de Manaus fazem o registro de suas candidaturas

Os noves pretensos candidatos deixaram para registrar suas candidaturas no prazo final. O pedido feito junto ao TRE-AM ainda não significa uma candidatura certa. Os documentos irão passar por avaliação para considerar o candidato apto ou não a entrar na disputa eleitoral

Candidatos tiveram até o inicio da noite desta quinta-feira (05) para registrarem candidatura
Candidatos tiveram até o início da noite desta quinta-feira (05) para registrarem candidatura (Bruno Kelly)

Os nove candidatos à prefeitura de Manaus entregaram a documentação e registraram suas candidaturas nesta quinta-feira (05), no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), localizado na Avenida André Araújo, Zona Centro-Sul de Manaus.
Alguns candidatos aguardavam posições de partido e documentação para finalizar o registro, por isso a procura foi maior durante a tarde desta quinta-feira (05). .
Até esta quinta-feira (04), apenas o nome de Serafim Corrêa (PSB) aparecia nos registros no site do Tribunal Superior de Justiça (TSE).

O ex-senador Artur Virgílio (PSDB) foi um dos primeiros a comparecer na tarde desta quinta. O vereador Hissa Abrahão (PPS), que está ao lado de Virgílio, como vice, contou que deixaram para o ultimo dia, porque estavam aguardando a posição do partido, principalmente do PV, para novas alianças. “É uma fase desgastante, exige exercício de paciência e articulação. Estou confiante e digo que foi mais organizado que há dois anos”, revelou.

Em seguida, compareceram Jerônimo Maranhão (PMN), deputado federal Henrique Oliveira (PR) e a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB), que justificou a sua ida ao tribunal no último dia, porque seus documentos só ficaram prontos nesta manhã.

Durante entrevista, a senadora destacou que além do programa que teve de ser entregue para registro, ela disse que não irá se ater a ele.  “Durante a campanha irei ouvir muito as pessoas e discutir, porque esse programa poderá ser moldado”, disse.

Luiz Navarro (PCB) e o deputado federal Pauderney Avelino (DEM) foram os próximos. Segundo eles, as documentações estavam prontas e aguardando documentação dos integrantes da chapa proporcional. O democrata, diz que contará com a sua experiência, mesmo que pela primeira vez concorrendo a um cargo no executivo. “Tenho uma experiência de vida, desde que comecei como operário. A musculatura de vida é muito importante, além de cinco mandados como deputado federal”, defendeu.
Herbert Amazonas (PSTU), e Sabino Castelo Branco (PTB) foram os últimos a chegar. O petebista chegou dez minutos antes de terminar o prazo, acompanhado de sua família. Visivelmente ofegante e, até um pouco nervoso, disse que está confiante, já que esta é a quarta eleição que participa. “Estou tranquilo, não é a primeira eleição que participo”, declarou.

De acordo com ele, a sua campanha terá o orçamento de R$ 5 milhões. Já sobre o processo do TRE-AM, no qual poderia ser cassado, ele está tranquilo. “Há uma liminar suspendendo todos os atos”, informou.

Registros

Lembrando que o registro ainda não significa uma candidatura certa. Os documentos irão passar por avaliação para considerar o candidato como apto a concorrer o pleito. De acordo com o juiz do Pleito, Abraham Campos, o TRE tem até o dia 5 de agosto para julgar todos os pedidos que deram entrada nesta quinta e nos próximos cinco dias – para candidatos independentes que não tenham coligação. “Estimamos que mais de mil candidaturas sejam registradas. A partir das 15h desta sexta-feira (06) estarão disponíveis editais para divulgar quem são os candidatos que solicitaram. Só então, correrá o prazo para eventuais impugnações”, afirmou. O juiz disse ainda que futuramente, o tribunal cuidará da propaganda eleitoral, disciplinada pelo número de representantes nas casas legislativas. 

CAMILA PEREIRA