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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Informações da Operação Cauxi- Abertura dos lacres

Nesta manhã, 17 de novembro,às 9:30 da manhã


(Foto: MP/AM) Os primeiros lacres abertos são referentes ao material apreendido no gabinete



Nesta manhã, 17 de novembro,às 9:30 da manhã, a coordenação do Gaeco- Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado- do Ministério Público do Amazonas, fez a abertura dos lacres referentes ao material apreendido durante a operação Cauxi, em Iranduba, no último dia 10 de novembro.

Ao todo , cerca de 50 pacotes de plástico contendo farto material, entre eles, dvds, computadores, celulares e documentos, foram abertos na presença dos advogados das partes envolvidas na investigação. A partir de agora, os técnicos da Controladoria Geral da União vão periciar os documentos, um trabalho que deve durar entre 1 e 2 meses.

Os primeiros lacres abertos são referentes ao material apreendido no gabinete do Prefeito afastado, Xinaik Medeiros. A abertura e conferência dos pacotes foram acompanhadas pela Prefeita de Iranduba, Maria Madalena de Jesus Souza, e o atual Procurador do Município, como partes interessadas no caso .

De acordo com o Coordenador do Gaeco, Mauro Veras Bezerra, o resultado da perícia sobre toda essa documentação pode reforçar provas da existência e atuação da organização criminosa criada para fraudar licitações na prefeitura e desviar dinheiro público.




Com Informação da Assessoria

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Últimas Informações da Operação Cauxi

(Foto: Acritica.Uou.com) A advogada que acompanhou o caseiro foi contratada pelo pai do Xinaik


No início da noite desta quinta-feira, 12 de novembro, o agricultor Jomar Cintra de Andrade, compareceu à sede do MP-AM, acompanhado de uma advogada, para prestar esclarecimentos relativos às fraudes em licitações da Prefeitura de Iranduba, identificadas durante as investigações que levaram à deflagração da Operação Cauxi na última terça-feira,10 de novembro.

Jomar trabalharia como caseiro do pai do Prefeito, Xinaik Medeiros, e era procurado pela Polícia porque teve mandado de condução coercitiva e ainda não havia sido encontrado.
De acordo com as investigações do Gaeco- Grupo Regional de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o caseiro era usado como Laranja de uma empresa do ramo da construção utilizada para ganhar licitações fraudadas pela organização criminosa.
Jomar admitiu ter cedido documentos e uma procuração a Ângela Raianne Medeiros, filha de Nádia Medeiros e sobrinha do Prefeito, Xinaik Medeiros, para que ele constasse como sócio proprietário da empresa. Ele confessou que recebeu R$2 mil reais de Raianne para tal fim uma única vez e não tinha conhecimento de que detinha no nome dele R$ 380mil reais referentes à parte dele no capital social da firma. A mesma empresa, de acordo com a investigação do MP-AM, teria movimentado só este ano mais de meio milhão de reais.
O agricultor alegou desconhecer qualquer esquema de corrupção e disse que trabalha como caseiro do Prefeito, ganha R$800 reais por mês e não tem a carteira de trabalho assinada.
A advogada que acompanhou o caseiro foi contratada pelo pai do Xinaik. Depois de prestar depoimento, o agricultor foi liberado.

Assessoria de Imprensa