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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Começa nesta segunda-feira a expedição que vai analisar condições de tráfego da BR-319

Entre os organizadores da comitiva está o deputado estadual Francisco Souza

(Foto: Aleam) A Audiência Pública foi solicitada pelo deputado Francisco Souza (PSC), que irá exibir fotos


Começa nesta segunda-feira (26) a viagem da comitiva formada por deputados estaduais, federais, senadores e empresários dos Estados do Amazonas e Rondônia, que irá percorrer os quase 800 quilômetros da BR-319. A comitiva sairá às 14h desta segunda-feira, da cidade de Porto Velho (RO), com destino ao município de Humaitá, no Sul do Amazonas.

O objetivo da viagem, que terá a presença do vice-governador de Rondônia, Daniel Pereira (PSB), é inspecionar as obras de recuperação da rodovia que liga os Estados do Amazonas e Rondônia. A comitiva também vai analisar as condições de trafegabilidade da estrada, principalmente nos trechos onde as obras de recapeamento, executadas pelo Dnit, foram embargadas, há três semanas, pelo Ibama.

Entre os organizadores da comitiva está o deputado estadual Francisco Souza, que há anos luta pela recuperação da rodovia. “Vamos verificar, in loco, como está a estrada e o que falta para ela ligar, efetivamente, o Amazonas e Rondônia por via terrestre”, afirmou o deputado.
A comitiva irá pernoitar na cidade de Humaitá, saindo para Manaus na manhã de terça-feira (27). A previsão é chegar à capital do Amazonas por volta das 20h, com o uso da balsa no porto da Ceasa.

A comitiva será formada também por representantes da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero), da Fecomercio-RO, e dos setores ligados à piscicultura, pecuária e turismo dos dois Estados. Quinze deputados estaduais de Rondônia e dez deputados estaduais do Amazonas confirmaram participação na comitiva.

O senador do Estado de Rondônia, Acir Gurgacz (PDT), disse que participará da ‘caravana’. Ele acrescentou que levará para o Senado Federal o relatório da viagem, que será entregue ao Governo Federal a fim de providenciar melhorias imediatas na rodovia.
Na quarta-feira (28), os integrantes da comitiva participam de uma audiência pública, às 10h, na Assembleia Legislativa do Amazonas. Eles vão apresentar o relatório sobre a viagem pela BR-319. A Audiência Pública foi solicitada pelo deputado Francisco Souza (PSC), que irá exibir fotos e vídeos capturados durante a travessia dos 900 quilômetros da rodovia.


Com Informação da Assessoria



terça-feira, 13 de outubro de 2015

Chagas diz que Governo Federal deixa pescadores do Amazonas na miséria sem o Seguro Defeso

O deputado Dermilson disse concordar com a titular do MAPA

(Foto: Portalamazônia) Chagas afirmou que em todo o país 90 mil pescadores serão afetados e mais 

 

Durante a Sessão Plenária realizada na manhã desta terça-feira (13), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o deputado Dermilson Chagas (PDT), falou sobre a decisão do Governo Federal em suspender, por 120 dias, o pagamento do Seguro-Defeso aos pescadores profissionais artesanais, para, durante esse período, realizar um recadastramento desses trabalhadores pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

“Nós não temos o respeito do governo federal”, disse o deputado, afirmando que os pescadores do Amazonas que dependem desse recurso durante o período do defeso, provavelmente irão retornar suas atividades de pesca, pois precisam manter suas famílias. O deputado Dermilson disse concordar com a titular do MAPA, Kátia Abreu, que justificou essa medida em razão da necessidade de realizar um monitoramento para combater situações onde pessoas recebam o seguro, mesmo sem ter direito; porém, para o deputado, isso não pode ser feito justo neste período, e punindo a todos.

Chagas afirmou que em todo o país 90 mil pescadores serão afetados e mais de R$ 290 milhões deixarão de circular na economia nacional, e condena a atitude do Governo Federal, que escolhe deixar o povo do interior do Amazonas em situação de miséria, ao optar por conceder, por exemplo, isenção de impostos às grandes empresas.

Assessoria de comunicação


sábado, 24 de março de 2012

Artur Neto e FHC querem 'oxigenar' o PSDB no Amazonas

Ex-senador começa negociações de bastidores para aumentar musculatura política dos tucanos nos municípios do AM

Artur Neto (à esquerda) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso durante visita ao Parque do Mindu, em Manaus
Artur Neto (à esquerda) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso durante visita ao Parque do Mindu, em Manaus (Euzivaldo Queiroz)

Principal peça do PSDB no Amazonas, o ex-senador Artur Neto (PSDB) não assume a pré-candidatura a prefeito, mas seu retorno a Manaus, nessa sexta-feira (23), onde volta a morar, dá a largada nas articulações para oxigenar o partido que, hoje, conta apenas com dois assentos na Câmara de Vereadores do Município, e administra somente duas de um total de 62 prefeituras no interior do Estado.
Nessa sexta, durante visita ao Parque do Mindu, em companhia do ex-presidente Fernado Henrique Cardoso (PSDB), Artur Neto voltou a dizer que não pensa em candidatar-se à prefeitura de Manaus. “É a última coisa que eu penso no momento. Eu não tenho intenção”, afirmou. Após perder as eleições para o Senado em 2010, Artur Neto passou a morar em Lisboa, Portugal, cumprindo trabalho diplomático para o Itamaraty. Ele retorna ao Amazonas exatamente no mês em que o senador Eduardo Braga (PMDB) é escolhido líder da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado.
A exemplo do tucano, e do prefeito Amazonino Mendes (PDT), o senador Eduardo Braga já deu declarações onde nega que tenha interesse em brigar pela prefeitura. Nessa conjuntura, a possível saída do ex-governador da disputa não incomoda o tucano, que também, se diz fora das eleições.
“Eu nunca me preocupei com ele (Eduardo Braga). (A minha decisão) não tem nada a ver com o Braga. nasci longe dele, bem longe. Politicamente, mais longe ainda e não tenho nada a ver com ele e jamais tive”, dispara Artur.
ARTICULAÇÕES
Reclamando do cansaço da viagem, o ex-senador disse que ainda não teve tempo de conversar com os demais partidos “simpáticos” ao PSDB. “Olhe, foi uma viagem longa. Estou à poucas horas no Brasil e ainda vou me reambientar da situação. A partir de amanhã (hoje) já começa uma conversa (com os partidos). Mas será uma coisa descontraída apenas”, disse.
Sobre uma renovação de antigas alianças com o DEM, o PPS e o PSB, o ex-senador disse que não existe “nada definido ainda”. “Nós vamos começar a ver tudo isso agora”, afirmou. O senador confirmou apenas que o PSDB terá candidato majoritário, mas não quis adiantar nenhum nome.
“É ideal que o partido tenha seu próprio candidato. Mas eu não tenho pretensão”, reafirmou. Questionado se pensa numa possível candidatura a vereador, o ex-senador também desconversou. “Nós só vamos tratar disso na hora própria”, disse.
Para o Senado, em 2010, Artur Neto, obteve 644.340 votos. Mas perdeu a disputa para a senadora Vanessa Graziottin (PCdoB) que teve 672.920 votos. Em Manaus, o tucano recebeu 391.088 votos, o que representa 22,2% do eleitorado.
Serafim Corrêa (PSB) Ex-prefeito de Manaus
“Não tem mais acordo. Ficou decidido lá atrás que tanto o PSB e o PSDB teriam candidatura própria. Já está resolvido. É matéria vencida. Mas veja, não há nenhuma briga com o Artur (Neto), é uma relação da mais fraterna possível. Agora, já é o entendimento tanto do PSDB e PSB. Mas no segundo turno é a hora de abrir uma nova conversa, que para o segundo turno só vão dois, e quem não for conversa com os demais”, disse o ex-prefeito Serafim Corrêa.
 No final de julho do ano passado, na semana em que a Câmara Municipal de Manaus (CMM) prestou homenagem ao ex-senador, Serafim e Artur Neto se encontraram para discutir uma eventual composição para este ano.
Processo pronto para ser julgado
O processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pede a cassação da senadora Vanessa Grazziontin (PCdoB) está pronto para ser julgado. A análise é do advogado do ex-senador Arthur Neto (PSDB), em Brasília, José Eduardo Alckmin e foi passada para reportagem pelo advogado dos tucanos no Amazonas, Yuri Barroso. Yuri disse que esteve semana em Brasília e conversou com Alckmin.
O processo está sob a relatoria da ministra Carmen Lúcia, que costuma, superada todas as fases normais do processo, abrir novas alegações finais, o que pode deixar o julgamento mais distante. Ainda há outro detalhe: Carmen Lúcia, agora, em abril, assume a presidência do TSE e o processo contra Grazziontin será redistribuído para outro relator. Após passar 16 anos com mandato, Arthur Neto foi derrotado em 2010 e atribuiu o fato à compra de votos no interior do Amazonas orquestrada pelo ex-governador Eduardo Braga em favor de Grazziotin.
Sigla comanda só duas prefeituras
O PSDB comanda atualmente apenas duas prefeituras no interior do Amazonas. O que representa 3% do total de 62 municípios do Estado. Em 2008, os tucanos elegeram três prefeitos: o de Parintins, Bi Garcia; de Anori, Sansuray Pereira Xavier; e o de Silves, Aristides Queiroz. Em setembro do ano passado, com a revoada de políticos para o PSD, partido criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab com o apoio do governador do Amazonas, Omar Aziz, o PSDB, perdeu a prefeita Sansuray Pereira Xavier.
No pleito de 2008, a legenda conseguiu eleger somente 21 vereadores em todo o Estado. Na Câmara Municipal de Manaus (CMM), a sigla conquistou apenas uma cadeira, a de Leonel Feitoza. Diante da ameaça de ser expulso do partido, o ex-tucano migrou para o PSD.
Com as movimentações visando a campanha deste ano, o partido ganhou dois representantes no Legislativo da capital: o vereador Mário Frota que deixou o PDT, conquistado pelo prefeito Amazonino Mendes; e o vereador Paulo De Carli. A sigla só tem um assento na Assembleia Legislativa. E nenhum membro na bancada do Estado no Congresso.
Vereador (PSDB) Mário Frota
“Ele (Artur) poderia dar as rédeas da situação” O vereador Mário Frota (PSDB), comentou ontem que o partido alimenta o interesse de uma possível candidatura do ex-senador Artur Neto (PSDB) à Câmara Municipal de Manaus (CMM) nas eleições municipais deste ano. “Não há dúvida, que havendo uma grande possibilidade do Artur sair candidato a vereador, o partido se fortalecerá. Por tudo que nós sabemos, ele (Artur Neto) pode fazer de dez a 12 vereadores (pelo voto de legenda). Artur pode chegar a 150 mil votos ou ultrapassar isso facilmente”, disse o vereador.
A expectativa de Frota, a exemplo dos demais partidos, é pelas eleições para o Governo do Estado em 2014. “Uma bancada forte na cidade mais importante do Amazonas é um peso muito forte. Ele poderia dar as rédeas da situação”, comentou o vereador tucano.
FHC critica ‘politização’

Na escolha dos ministros FHC bebe suco de cupuaçu numa pausa à visita que fez, ontem, ao Mindu O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) fez duras críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e à “politização” nas escolhas dos nomes para compor os ministérios do Governo Federal.
“Houve uma politização, no mal sentido, da formação do ministério, e isso veio de longe. E quando tem uma opinião pública e imprensa muito ativa, pega lá atrás as ações, e o ministro fica sem explicações para os atos que tomou e a presidente Dilma admite. Vai fazer o que? Manter? Desmoralizar?”, declarou FHC, em Manaus.
O ex-presidente veio à cidade para participar, como conferencista, do 3º Fórum Mundial de Sustentabilidade, no Tropical Hotel. FHC aproveitou a visita para conhecer o Parque do Mindu, obra realizada pelo ex-senador Artur Neto (PSDB-AM) à época em que foi prefeito de Manaus (1989-1993). Para Fernando Henrique Cardoso, o governo do PT não possui controle dos parlamentares no Congresso Nacional. Ele disse que a crise do Governo Dilma com os parlamentares da base aliada começou no final do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O Congresso funciona melhor quando o País tem uma agenda: aquilo que é importante para o País e o presidente chefiando. E o Congresso ficou sem agenda com o Lula no final do mandato”, disse FHC. No fórum, FHC comentou sobre a mudança na percepção ambiental no País. Disse que as políticas ambientais “já estão incorporadas ao Estado brasileiro, e não é mais uma questão de governo ou partido brasileiro”.
 
KLEITON RENZO