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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Alerta máximo para o Baixo Amazonas

Em todo o Estado, 16 municípios estão em situação de emergência por conta de cheia na Bacia do rio Madeira, que atingiu o nível histórico, ficando acima com cota de 25,68 metros 
Cidades do interior do AM estão quase submersas por conta da enchente (J. Renato Queiroz)


Faltando apenas 0,55 cm para atingir a cota histórica que foi registrada em 17 de junho de 2009, o município de Parintins, no Baixo Amazonas, recebeu na manhã desta quarta feira (30) o alerta máximo para emergência, que foi emitido pela Chefia de Monitoramento da Defesa Civil do Estado. O Departamento de resposta ao Desastre pretende iniciar os trabalhos paralelamente às ações de resposta ao desastre, que devem ser iniciadas o quanto antes pelo município de Parintins, que tem o dever de apresentar a primeira resposta à população.
Uma das primeiras ações da Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil do Baixo Amazonas é orientar a população que mora em área de risco para buscar um local seguro: casas de amigos, casa de parentes, abrigos e se resguardar de possíveis perdas, tanto material quanto humana.
Essa anormalidade tem como principal fator a cheia histórica enfrentada pelo rio Madeira, com influência direta no Baixo Amazonas. Em todo o Estado, 16 municípios estão em situação de emergência: Guajará, Ipixuna, Boca do Acre, Envira, Humaitá, Lábrea, Pauini, Apuí, Canutama, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba, Novo Olinda do Norte, Tapauá, Itamarati e Autazes. Dos municípios em emergência, apenas Humaitá está em estado de calamidade pública.
Apoio aos municípios
O Governo do Estado, por meio do Subcomando de Ações de Proteção e Defesa Civil (Subcomadec), já enviou 386 toneladas de alimentos e continua fazendo os atendimentos aos municípios afetados pela cheia, enviando kits de ajuda humanitária, constituídos de materiais de higiene, limpeza, medicamentos, colchões, além de oferecer serviço aeromédico, barracas de campanha e gás de cozinha.
O município de Humaitá foi o primeiro a receber o programa Amazonas Solidário, que visa beneficiar famílias que estão sofrendo com a cheia, e receberam cheques no valor de R$ 300. Centenas de famílias foram cadastradas pela Defesa Civil do município. Foram emitidos 3.955 cheques nominais, que impossibilitam qualquer tipo de fraude. Somente recebem o benefício as famílias que comprovadamente estão sofrendo com os danos causados pela enchente de 2014. Manicoré foi o segundo município a receber o beneficio do programa Amazonas Solidário, no dia 26 de abril, beneficiando 1.322 famílias.
Os municípios de Boca da Acre, Maraã, Apuí, Borba, Envira, Manicoré, Novo Aripuanã, Canutama e Humaitá receberam apoio financeiro, por meio de convênios junto à Defesa Civil do Estado, no valor total de R$ 3.255,885 para ações de prevenções, socorro e assistência por conta da emergência.
Também está disponível para o município de Humaitá uma estação de tratamento de água móvel, produto cedido pelo Exército que recebeu o equipamento de consignação pela empresa H2Life e está atendendo a população e abastecendo os alojamentos com água potável. Além disso, para prevenir acidentes com vitimas em embarcações ribeirinhas, o secretário da Defesa Civil do Estado, coronel Roberto Rocha, em ação de cooperação com a Marinha do Brasil, providenciou a distribuição de 250 coletes salva-vidas.
A Bacia do Madeira atingiu o nível histórico, ficando acima da média para o período, com cota de 25,68 metros, apresentando transbordamento nos municípios de Manicoré, Novo Aripuanã, Borba, Nova Olinda do Norte e Humaitá. As Bacias do Juruá e Purus apresentam sinais de finalização de cheia. Ambos atingiram sua cota máxima, chegando em situação de emergência nos municípios de Guajará, Ipixuna, Envira, Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Canutama e Tapauá.
*Com informações da assessoria


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Cheia dos rios Purus e Juruá causam estragos em municípios do Amazonas

Quatro prefeituras decretaram estado de emergência em função de problemas com a subida das águas



Cheia dos rios Purus e Juruá causam estragos em municípios do Amazonas(Evandro Seixas)



Os municípios de Envira, Guajará, Ipixuna e Boca do Acre, nas  calhas dos rios Purus e Juruá,  estão em estado de emergência, em decorrência da enchente deste ano, segundo informou ontem o secretário da Defesa Civil Estadual, Roberto Rocha. De acordo com ele, no máximo até a próxima semana as águas começam a massacrar mais municípios da calha do rio Madeira.

 Ele lembra que até Humaitá, que é o município mais alto da calha do Madeira, já foi atingido pela subida das águas. “Em décadas passadas os desastres naturais eram mais raros que agora. Por exemplo, tivemos uma grande cheia em 2012 e  temos previsão de outra, de grandes dimensões, este ano”, afirmou o secretário.
Apesar da ameaça de outro desastre natural no Amazonas, Roberto Rocha garante que a força tarefa comandada pela Defesa Civil está preparada para enfrentar qualquer adversidade. “Como membro também do Conselho Nacional de Gestores  solicitei uma aeronave para atender os municípios mais distantes. Somos um Estado continental, então não é fácil enfrentar os fenômenos naturais, cada um com dimensões diferentes”, reconhece.
Defesa Civil criticada

Membro da diretoria da Central Única das Comunidades, Alexandre Simões, criticou a Defesa Civil Estadual que, segundo ele, não teria convidado as comissões municipais para participar da Conferência marcada para os dias 21 e 22 deste mês para tratar das cheias dos rios da Amazônia.
Indagado sobre o assunto, Roberto Rocha disse que a informação é infundada e, ao contrário do que afirma o líder, foram convidados representantes de vários municípios.
“A participação é aberta a todo mundo. Mas tem que saber se eles se preocuparam em fazer as conferências municipais para depois participar da nacional. Numa resposta por escrito que estou mandando a esse rapaz eu lembro que, de janeiro a abril quase todos os municípios estão alagados e que o pessoal da defesa civil tem muito mais o que fazer em seus municípios”, afirma Rocha.
Ritmo é normal, diz engenheiro do porto

O engenheiro Valderino Pereira, responsável pelo controle do nível de água do rio Negro no Porto Privatizado de Manaus, informou que a cota de ontem era de 23m91 e que no dia anterior o nível havia subido quatro centímetros.
Em relação à mesma data do ano passado o rio Negro encheu oito centímetros a mais.
A diferença total até ontem era 69 centímetros, um dado que segundo Valderino, pode ser considerado dentro da média. No início do período da enchente a diferença chegou a 3m39, mas depois diminuiu o ritmo.
O pico máximo registrado em 2013 foi de 29m33, isto é, 5m42 a mais que a marca registrada ontem. “As águas do rio Negro vão continuar subindo até meados de junho e inicio de julho, mas ainda é cedo para fazer previsões. Estamos torcendo para que a média continue descendo”, disse Valderino.

Jornal a Crítica


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Foco de brucelose no rebanho de gado de Envira (AM) será discutido em audiência

A audiência é uma iniciativa do deputado estadual Luiz Castro

Deputado Estadual Luiz Castro quer MPE exigindo das autoridades comeptentes uma maior fiscalização nas casas noturnas de Manaus
Deputado Estadual Luiz Castro (reprodução/nternet)
A identificação de um foco de brucelose no rebanho de gado de Envira, será discutida em audiência pública solicitada pelo deputado Luiz Castro, que denunciou hoje a existência de abatedouros clandestinos, na maioria dos municípios amazonenses, onde as populações estão expostas ao risco de contrair doenças pelo consumo de carne contaminada.

Castro considerou a situação grave, uma vez que a carne do gado abatido em Envira, foi vendida também para o município de Eirunepé. Ele  pediu à Agência de Defesa Agropecuária e Florestal (Adaf) e à Comissão de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Codesav), providências imediatas, a fim de conter o foco da doença nos animais. "O Amazonas precisa reforçar a vigilância principalmente nos municípios na área de fronteira", enfatizou.

Segundo o deputado,  56 municípios amazonenses consomem carne de abatedouros clandestinos, sem nenhuma condição de higiene para o abatimento dos animais, reforçando a necessidade de controle rigoroso no manejo do gado para o consumo de seus derivados.

Luiz Castro disse que a falta de controle, por parte da Secretaria Estadual de Produção (Sepror) permite o funcionamento dos abatedouros clandestinos, com a ausência de médicos veterinários, facilitando o surgimento de focos de zoonoses, que acabam sendo transmitidas aos consumidores. 

"Não adianta criar uma agência de defesa e não ter pessoal para atuar no interior do Estado", criticou o deputado.De acordo com o parlamentar, o Estado precisa deslocar imediatamente técnicos até Envira para, com as provas laboratoriais da infecção, delimitar o raio de alcance no município, evitando a proliferação para outros rebanhos. 

A brucelose não está incluída no rol das enfermidades que geram retaliações comerciais, mas gera risco à saúde dos consumidores, e prejuízos comerciais aos pequenos pecuaristas da região. "É preciso mais investimentos na prevenção para estimular o setor agropecuário", defendeu.

A audiência pública para tratar do problema está marcada para o dia 11 de abril. Luiz Castro pretende reunir representantes das Prefeituras, das Câmaras Municipais, dos órgãos estaduais de Saúde e de Produção Rural, do Meio Ambiente e de entidades ligadas à agricultura e pecuária, além de representantes do Conselho Regional de Medicina Veterinária no Amazonas CRMV-AM. 
  
ACRITICA*
*Com informações da assessoria.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Enchente é preocupante

Pelo menos cinco municípios do interior do Amazonas enfrentam problemas com a subida do nível das águas do rio Juruá


Em Envira, na calha do Juruá, o nível do rio subiu tanto que ruas inteiras ficaram ilhadas e moradores tiveram que improvisar pontes
Em Envira, na calha do Juruá, o nível do rio subiu tanto que ruas inteiras ficaram ilhadas e moradores tiveram que improvisar pontes (divulgação)


A enchente está causando prejuízos e preocupação em pelo menos cinco municípios amazonenses. Em Envira (a 1.208 quilômetros de Manaus) a área rural está quase que totalmente alagada. A situação é crítica também nos Municípios de Itamarati, Eirunepé, Guajará e Ipixuna, todos da calha do rio Juruá, região que sente primeiro os efeitos da subida das águas.

De acordo com o prefeito de Envira, Ivon Rates, o nível do rio já alcançou a maior marca dos últimos três anos. Embora, na prática, o município já esteja em situação crítica, o prefeito disse que só vai decretar estado de emergência depois de receber a visita da Defesa Civil estadual.

“Estamos na alta densidade pluviométrica e já tivemos picos de alagação. Não decretei emergência porque preciso de suporte técnico da Defesa Civil para que não pensem que é uma situação arranjada ou que fabriquei emergência, como já ocorreu em alguns municípios. Há sete dias solicitei do coronel Roberto Rocha que mande uma equipe a Envira para fazer uma avaliação técnica”, revelou o prefeito.