Nos
últimos dois meses aumentou em 40% o número de atendimentos para
problemas no sistema respiratórios como asmas, bronquites, gripes e
mesmo a dengue nas unidades de atendimento da prefeitura, por conta do
inverno que o Amazonas enfrenta, e que deve perdurar até o fim de junho.
A
informação é do secretário municipal de Saúde, Evandro Melo, que estima
em mais de 300 os atendimentos diários nas unidades de saúde do
município, por problemas relacionados ao aparelho respiratório. “Nossa
grande demanda é por atendimento para crianças e idosos, que, nesSe
período, são os mais inclinados a ficarem doentes”, disse.
Além
da intensificação das chuvas, a imunização “atrasada” da população
contribui para o aumento nos casos de problemas respiratórios, como
explicou o secretário. Ele disse que a demanda de todos os Estados do
Norte junto ao governo Federal é criar uma campanha de imunização antes
da campanha nacional, realizada em abril de cada ano.
“Nós, aqui no
Amazonas, estamos brigando com o Ministério da Saúde para que possamos
iniciar a nossa vacinação no mês de outubro, que aqui é o período ideal
para imunizar contra os as doenças do inverno. Com as vacinas em abril,
quem tinha que adoecer de problemas respiratórios já adoeceu. Ou seja,
já foi atacado pela doença. Mas o Ministério não quer dividir as
campanhas”, explicou.
Atendimento
Reclamando
de fortes dores abdominais e dificuldade para respirar, a aposentada
Francisca Do Valle, 69, em companhia do marido, Antônio Pedro, 69,
procurou atendimento na manhã de sábado na UBS Leonor de Freitas, na
Compensa 2. “Nós já fomos no Caimi da Compensa, mas infelizmente não
tivemos atendimento. Aqui o médico mandou aplicar uma injeção e agora eu
estou esperando para falar com ele de novo. Mas já me sinto melhor”,
comentou dona Francisca.
A enfermeira
responsável pelo SPA Joventina Dias, Vera Lúcia, disse que os
atendimentos diários passam de 200 e os casos mais frequentes são a
gripe e a dengue. “A gente faz uma triagem para saber qual o problema.
Não podemos confundir a dengue com uma virose ou gripe. Quem estiver com
dengue não poderá receber medicamentos que tenham ácido acetil
salicílico. O exame do laço é feito no laboratório daqui”, garantiu.
Na
sala de espera do SPA Joventina Dias, encontramos a dona de casa
Fabiana Arcanjo, 27, com o filho Leandro da Silva, 10, com suspeita de
dengue, que “desmentiu” a enfermeira. “Estamos esperando a liberação do
médico pra ir a outro SPA ou ao pronto socorro, porque aqui não tem
laboratório para saber se é dengue. O médico mesmo disse”, reclamou a
mãe.
Atendimento ampliado
Para
aliviar a demanda de atendimentos diários na rede municipal de Saúde em
decorrência das enfermidades típicas do inverno amazônico, o secretário
municipal de Saúde, Evandro Melo, disse que a prefeitura estendeu o
horário de atendimento de oitos unidades de saúde até as 21h.
Nelas,
a população terá consultas com especialistas em clínica médica,
pediatria, ginecologia, ondontolgia, atendimentos para hipertensão e
diabetes, diagnóstico de malária, atendimento de suspeita de dengue,
tuberculose, imunização, prevenção ao câncer de colo do útero e de mama
além de pré-natal às grávidas.
Nos
casos de urgência, a prefeitura orienta que sejam procurados os
Serviços de Pronto Atendimento (SPA) do Governo do Estado, ou pronto
socorro mais próximo.
As unidades da
prefeitura que atendem nas quatro zonas de Manaus são: UBS Dr. José
Rayol dos Santos, na avenida Constantino Nery, Chapada, UBS Morro da
Liberdade, na rua São Benedito, Morro da Liberdade; USA Sálvio Belota,
na rua das Samambaias, nº 786, Santa Etelvina, UBS Áugias Gadelha, na
rua A, nº 15, Cidade Nova 1, USA Alfredo Campos, na rua André Araújo,
Zumbi 2, UBS Leonor Brilhante, na avenida Autaz Mirim, Tancredo Neves,
UBS Leonor de Freitas, na avenida Brasil, Compensa 2 e UBS Deodato de
Miranda Leão, na avenida Presidente Dutra, s/nº, Glória.
KLEITON RENZO