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segunda-feira, 23 de março de 2015

Paulo Sérgio e Vereadores visitam comunidades com risco de alagamento

Passando a Semana Santa, ás águas começa a baixar 

Vice-prefeito Paulo Sérgio e Vereadores conversando com ribeirinhos do médio madeira (Fotos: Edy Lima)

Cheia do rio Madeira ameaça familias ribeirinhas na região de Santo Antônio do Pau Queimado


Vice-prefeito Paulo Sérgio, Familias Ribeitinhas e Vereadores da Cãmara de Manicoré 



O Vice-prefeito em Exercício de Manicoré, Paulo Sérgio Barbosa, visitou nesse fim de semana as comunidades ribeirinhas que estão sendo ameaçada pela a enchente do Rio Madeira. Na visita, Paulo Sérgio teve acompanha dos Vereadores: Nara Reis, Zulandio Galdino (Uca), Luzinei Delgado, Markson Machado, do Técnico em Rede Elétrica o Marcão, do Alberto Iannuzzi Secretário de Trabalho, e do Radialista Edy Lima.

As nove comunidades visitas pela caravana do Vice-prefeito foram: Santo Antônio do Pau Queimado, Boas Novas, São José, São Lázaro, Urumatuba, Santa Elena, Barreira do Curuçá, Barreira do Capanã e Santa Maria. Durante o percurso vários amigos foram visitados pelo prefeito sua e comitiva.

Na oportunidade da viagem, o vereador Zulandio Galdino (Uca) e o Técnico em Rede Elétrica Marcão da prefeitura de Manicoré, realizaram um levantamento e o orçamento de uma extensão de rede elétrica na região de Santo Antônio de Pau Queimado, onde há necessidade de se fazer uma parte da extensão da rede na Comunidade de Boas Novas, de 700 metros, e a aquisição de um Motor Gerador, que supra a necessidade dos comunitários.

“Na terça-feira (24) de março, daremos o inicio a construção da rede elétrica nessa comunidade, em vista que Boas Novas é uma das poucas comunidades do interior que ainda não tem energia elétrica, por isso a urgência em fazê-la”. Disse Zulandio Galdino (Uca). 

“Nessa viagem, o nosso intuito é observar o comportamento da cheia do rio Madeira e percebemos que, esse ano a cheia não vai ser igual a do ano passado, a de 2014, que devastou toda plantação em área de várzea, isso nos deixa muito alegre”. Disse Paulo Sérgio.

“Mas podemos observar que plantios em algumas áreas muito baixas, já foram afetados pela cheia do rio. Com tudo isso os agricultores ao perceber que a plantação de mandioca ia para o fundo, resolveram tira-las e fazer logo a farinha. Também podemos observar que em algumas casas, a água já passa por debaixo delas, mas as famílias que estão dentro das mesmas não correm por enquanto o risco de perder seus pertences e nem sair de suas casas. Nada que pode por em risco a vida deles”. Falou Paulo Sérgio. 

Segundo os próprios ribeirinhos, a tradição reza que até na semana ‘Santa’ possa acontecer de o rio encher mais um pouco, mas como falta somente duas semanas, eles acreditam que não serão atingidos. Passando a Semana Santa, ás águas começa a baixar e a chuva que tem castigado tanto a região, começa a dar uma trégua. A visita do prefeito em exercício Paulo Sérgio e Vereadores se encerraram às 17h e trinta, na comunidade de Santa Maria, dentro do Igarapé com o mesmo nome da comunidade.  


Edy Lima DRT-AM 1823

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Prefeitura de Manicoré constrói escola no interior

Paulo Sérgio que é Vice-prefeito de Manicoré esteve visitando 


Escola São Sebastião sendo construída na região de onças (Foto: Edy Lima)

Igarapé e Lago de São Sebastião, região de Ilha de Onças (Foto: Edy Lima)



Prefeitura Municipal de Manicoré está construindo uma escola na Comunidade de São Sebastião de Onças, Zona Rural do município de Manicoré. A escola tem o mesmo nome da comunidade: Escola Municipal São Sebastião e vai atender alunos de 1º a 4º série do ensino fundamental.

A comunidade de São Sebastião de Onças nunca teve uma escola, só agora no governo Lúcio Flávio e Paulo Sérgio é que os comunitários da referida comunidade foram agraciados com a construção de um grupo escolar. “No momento os alunos da minha comunidade estão estudando em uma casa alugada pela prefeitura de Manicoré, mas isso esta prestes a acabar. Com a construção desta escola vamos mudar está pagina que pra nós ficará no passado”. Disse a professora da escola.

Alunos de 1º ano ao 9º ano estudam na escola da Comunidade de Urumatuba (Rio Madeira), a cerca de uma hora e meia de bicicleta. Bicicletas que foram doadas pela própria prefeitura de Manicoré aos alunos. A escola que está sendo erguida em São Sebastião é de Madeira e mede 10 metros de comprimento por 7 de largura, em um total de 70 metros quadrados.

Paulo Sérgio que é Vice-prefeito de Manicoré esteve visitando a construção da escola e aproveitando a visita se reuniu com a comunidade para discutirem e atender os anseios dos mesmos. “Queremos que a prefeitura nos ajude a recuperar a nossa estrada que foi totalmente destruída pela última enchente. Com a estrada nessas condições não podemos escoar nossa produção de melancia e outros produtos”.

“Nós da Associação não temos mais de onde tirar, porque o pouco que nos restou já está no fim, só temos mal mente pra comer”. “Precisamos também de uma Agente de Saúde (ACS) em nossa comunidade”. Disseram ao prefeito os lideres da comunidade. O prefeito se prontificou em ajudá-los.   

Edy Lima DRT/AM 1823


quarta-feira, 9 de julho de 2014

MORADIA E BEM ESTAR SOCIAL


APRESENTAÇÃO


SITEMA DE CONSTRUÇÃO DE CASAS MORADIA- RESIDENCIAL RURAL EM AREA DE VARZEA.
(Divulgação: de Lana)

Adamario de Lana mora em Manicoré e trabalha na SEMAPA órgão pertencente ao município de Manicoré. Quanto a sua proposta através do seu projeto “Moradia e Bem Estar Social”, Adamario de Lana já enviou para o governador do estado do Amazonas, José Melo, para o prefeito da Capital de Manaus Artur Virgílio, Presidenta Dilma Rousseff, para Câmara Municipal de Manicoré, prefeito do município de Manicoré Lúcio Flávio e vice-prefeito de Manicoré Paulo Sérgio.  Podendo assim em breve enviar mais propostas a quem possa interessar. 
Amazônia, o verde do planeta, orgulho dos brasileiros e satisfação dos amazonidas, com mais de 40% do território nacional. Coberto pela maior floresta do mundo, clima quente e úmido, o que favorecem grandes volumes de pluviosidades. Nos meses de dezembro a junho período em que os Rios transbordam, a exemplo do Madeira, alagando as margens, e inundando propriedades, casas, plantações, pastagens e por consequência, perda de animais.


No século 20, foram registrados duas grandes enchentes (1954 e 1997), com intervalo de 43 anos uma da outra. Agora no século 21, no ano em curso, após 17 anos do ultimo registro, ocorre à maior de todos os tempos, passando a ser noticiário Nacional e Internacional, como a maior catástrofe natural na região. Fazendo com que os residentes das áreas de várzeas sofram muito com essas enchentes, necessitando mudar para cidade, deixando suas residências e passando a viver abrigos públicos (ginásios, igrejas, escolas e tendas montadas pela defesa civil) e casas de parentes.

PERMANÊNCIA DA FAMÍLIA NO IMÓVEL DURANTE A ENCHENTE, EM CASA DE DOIS PISOS JÁ EXISTENTES NAS MARGENS DOS RIOS COM CONFORTO RELATIVAMENTE BOM (Foto: Adamario de Lana)


Aqueles que insistem em ficar nas suas casas, correndo o risco de ser atacado por animais peçonhentos, tenta salvar um pouco dos seus pertences, vivendo com a família em situação aventurada, deprimente e desumana (HUMILHADO!). Construindo marombas dentro de casa, diminuindo o espaço para família, um verdadeiro transtorno para conglomeração, principalmente para as crianças e idosos que dependem de cuidados especiais.

O modelo de casa residencial com dois pisos, construída com madeira de lei, devidamente legalizada, pode sem dúvida reduzir muito as dificuldades que nossos irmãos ribeirinhos enfrentam. O padrão não é novidade, pois, já existem dezenas as margens do Rio Madeira, conforme fotos demonstrativas. Aliás, um grande exemplo, pois famílias que vivem em casas de dois pisos permanecem mesmo enfrentando todas as dificuldades das grandes cheias.

O projeto padrão de casas de dois pisos, que apresentamos, trás embasamento característico, na adequação de áreas de várzeas, para resistir impactos nas grandes enchentes, com suas bases bem fixadas ao solo (esteios de qualidades e resistente), com certeza, uma obra que trará muita segurança e conforto aos nossos irmãos ruralistas. 

AUSÊNCIA DA FAMÍLIA DURANTE A ENCHENTE EM CASA DE UM PISO, UM DESCONFORTO SOCIAL QUE PODE SER EVITADO COM CONSTRUÇÃO DE CASA DE DOIS PISOS CONFORME O NOVO MODELO APRESENTADO  (Foto: Adamario de lana)


O modelo é composto de casa com proporção regular para família de até oito (8) pessoas. Sendo que o primeiro piso será de 36m2, o segundo 49m2, no piso superior, incluirá uma área-varanda de um metro de largura em torno de toda extensão da casa, para comodidade da família e conservação de sementes e mudas em caso de futuras grandes enchentes. Pois, a altura do solo para o assoalho será de 1m. E, toda a altura do imóvel, conterá 6m. A madeira a ser utilizada para construção poderá ser retirada na própria comunidade, ou adjacente, gerando emprego e renda para os comunitários, podem ainda ser adquirida nas madeireiras da região.

O telhado poderá ser de telha galvanizada ou alumínio. O imóvel pode ser adquirido com recursos próprio ou financiado através dos programas de moradia dos Agentes financeiros, Bancos estatais (estadual e federal) ou Agentes financeiros privados, até mesmo em parceria, com organizações não governamentais. Dito posto, apesar dos desastres naturais subscritos tem-se a garantir do direito de todos em viver com qualidade de vida, na certeza novas conquistas e novos horizontes.

AMAZÔNIA/BRASIL, MAIO DE 2014
Idealização e Proteção: Adamario de Lana.
Rua Capitão Antônio Franco dos Reis N 849 – Auxiliadora
Telefone e E-mail (97) 9175 – 9571/ adamariodelana@hotmail.com
Revisão de texto: Radialista Edy Lima DRT/AM 1823
Participação Técnica: Mizael França da Silva, Suamy Braga de Melo e Rodolfo Torres de Albuquerque.
Participação Técnica: Mizael França da Silva, Suamy Braga de Melo e Rodolfo Torres de Albuquerque.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Rio Madeira: vazante revela rastro de destruição

O Governo do Estado anunciou anistia e renegociação de dívidas junto

Mas não é só o fenômeno da natureza que está batendo recordes (Foto: Arquivo)



O prenúncio de uma cheia recorde na região do baixo Amazonas tem como pano de fundo o rastro de destruição que a enchente deste ano deixou na calha do rio Madeira, e que agora a vagarosa descida das águas vai revelando. Cidades alagadas, plantações submersas, casas destruídas, famílias desabrigadas. Cenários que vêm se repetindo em um intervalo de tempo cada vez menor. Nos últimos quatro anos, a cheia bateu recorde em quatro calhas de rios do Amazonas – Branco, em 2011; Negro e Solimões, em 2012; e Madeira, em 2014.


No médio e baixo Amazonas, região que “recebe” o volume de água dessas calhas, a última grande cheia aconteceu em 2009, quando o rio chegou à marca de 9,45 metros. Este ano, a estimativa é que a cota máxima seja superada entre os dias 8 a 10 de junho, segundo o coordenador de Defesa Civil de Parintins, Suami Patrocínio. Na sexta-feira, estava em 9,30 metros. E, se depender da enchente do rio Madeira, deve ser uma das maiores da série histórica. “A água do Madeira está chegando, este ano tem tudo para superar a de 2009”, analisou Patrocínio.



Prejuízos



Mas não é só o fenômeno da natureza que está batendo recordes. Os estragos também. Em todo o Amazonas, mais de 230 mil pessoas já foram atingidas pela enchente, 31 municípios declararam situação de emergência e, dois, estado de calamidade pública, segundo a Defesa Civil estadual. Em Novo Aripuanã (a 225 quilômetros de Manaus), que está em situação de emergência, foram 1.198 famílias afetadas e mais de 600 desabrigadas pela cheia do rio Madeira, que este ano superou a enchente recorde registrada em 1993 e atingiu a cota de 25,63 metros.



Enquanto quem vive na calha do Amazonas acompanha, com apreensão, a cheia nos outros rios, os moradores da calha do Madeira esperam a água baixar para voltar para casa e contabilizar o prejuízo.



Aos 58 anos, o agricultor Raimundo de Queiroz Filho conta que nunca viu estrago tão grande. Ele, que perdeu plantações de açaí, mandioca, mamão, banana e cacau - inundadas e aterradas -, teve a casa invadida pelas águas barrentas do Madeira e precisou se mudar com a família para um barco, onde mora desde o dia 1º de abril. Fiz o assoalho da minha casa 20 centímetros mais alto do que a marca da enchente de 1997. Mas este ano o rio subiu 55 centímetros acima do meu assoalho. Casa, plantações, tudo ficou debaixo d’água”, disse Raimundo, que mora na comunidade Santo Amaro, zona rural de Novo Aripuanã.
Da plantação dele, restaram apenas alguns pés de cacau. Todo o resto foi destruído pela água e pelo barro, que aterrou os roçados com o início da vazante. “Um prejuízo incalculável. É triste de ver”, lamentou.



Casas destruídas pela água



Das mais de 600 casas atingidas pela cheia do rio Madeira na zona rural de Novo Aripuanã, pelo menos 100 delas foram totalmente destruídas pela força da água, que em muitos casos chegou a partir os imóveis ao meio e arrastá-los para o meio do rio. Os dados são da prefeitura municipal.



Quem passa pela comunidade São Pedro custa a acreditar no que a força da natureza foi capaz de fazer com a casa dos vizinhos de Rodrigo Cabral, 26, dividida pela correnteza do Madeira. O cenário é de assustar, e lembra mais uma cidade destruída por fenômenos como tsunamis e furacões. “É impressionante”, comentou.
Casas tombadas, sem paredes, janelas, telhados e assoalhos são inúmeras às margens do Madeira. Muitas delas terão que ser reconstruídas. Em outros casos, uma reforma pode ser suficiente.



Pelo menos, é o que espera o agricultor Miguel Pavão, 40, que após dois meses morando com a sogra, voltou para casa esta semana. Ele conta que perdeu a plantação de macaxeira e cacau, mas tem esperança de recuperar a casa. “A água arrancou muitas tábuas, vamos ter que reconstruir tudo, mas tenho esperança que vai dar certo”, relatou ele, enquanto levava os móveis e eletrodomésticos de volta para casa, com a ajuda do irmão.



Pontos



O Governo do Estado anunciou anistia e renegociação de dívidas junto à Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) a produtores rurais que sofreram prejuízos com a cheia. Segundo o Instituto de Desenvolvimento do Amazonas, as culturas mais afetadas foram: banana, com perda de 84,7 mil toneladas; macaxeira (39,2 mil); mandioca (11, 8 mil); maracujá, (1,5 mil) e milho (1,1 mil).A Fundação Amazonas Sustentável (FAS) também está realizando ações de saúde, distribuição de filtros e hipoclorito, reconstrução de casas e distribuição de mudas e sementes. Segundo a prefeitura de Novo Aripuanã, as famílias afetadas receberam 358 cestas básicas, 1.150 kits com água e alimentos, 630 kits de higiene pessoal e 630 kits dormitório (rede, toalha e lençol).



‘E a enchente do rio levou...’: Famílias da zona rural perderam a safra do ano
Dramas como o de Raimundo Queiroz Filho se repetem em todo lugar, ao longo das margens do rio Madeira. O agricultor Francinal Rodrigues Coelho, 36, precisou deixar para trás a casa, na comunidade Zé João, e mudar com a mulher e os três filhos para a residência de parentes, onde espera o nível do rio baixar para que possam voltar à rotina. O mesmo aconteceu com as outras 12 famílias que vivem nessa comunidade e mais de 600 em todo o Município de Novo Aripuanã.



Mas o prejuízo vai muito além da reconstrução da casa, que inevitavelmente vai precisar de reparos, uma vez que a correnteza do rio Madeira é tão forte que arranca tábuas e joga árvores contra elas. A maior preocupação de Francinal é com o sustento da família, que vem exclusivamente da agricultura.
Como os outros, ele perdeu plantações de mandioca, açaí, banana e cacau – carro chefe da economia local. Francinal relata que a plantação de 3 mil pés de cacau foi inundada e que, das três toneladas que ele esperava colher este ano, só conseguiu salvar 200 quilos. O resto foi por água abaixo. Literalmente. “Dos R$ 20 mil que esperávamos lucrar com a venda da nossa produção este ano, que era o dinheiro para sobrevivermos até a próxima safra, só vamos conseguir R$ 1 mil, com a venda desse cacau que restou. Todo o resto a água levou”, disse.



Com as plantações alagadas, Francinal precisou se adaptar para colher o que restou nos poucos pés de cacau que sobreviveram à cheia. Para salvar os frutos das formigas, que “invadiram” as árvores que sobraram, ele passou a usar a canoa para colher o cacau, enquanto o nível do rio não baixa. “É o jeito que a gente encontrou para o prejuízo não ser ainda maior e poder levar alguma coisa para o sustento da casa. Mas precisa ter muito equilíbrio”, contou.



Além das casas, os moradores das margens do rio Madeira aproveitam a descida das águas para reconstruir e recuperar escolas, que ficaram alagadas, e até igrejas, como a da comunidade Santa Maria. Mutirões são feitos para lavar móveis, assoalhos e as paredes e, assim, tentar retomar a rotina que tinham antes da cheia recorde.



Blog: Virgílio Viana - superintendente-geral da FAZ



“A atuação da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) em eventos extremos, como a cheia do rio Madeira, inclui ações de curto, médio e longo prazo. No campo social, promovemos ações de saúde, com vacinação e distribuição de filtros e hipocloreto. No campo econômico, a distribuição de sementes de culturas que podem dar um retorno a curto prazo. 

A longo prazo, promover a discussão, entre os próprios ribeirinhos, sobre adaptação e mudanças de estratégias na produção rural. Em vez de levarmos a solução, levamos um debate. Temos que estimular esse debate também junto às prefeituras, governos federal e estadual, para que essa não seja uma agenda apenas emergencial, mas estruturante e relacionadas aos eventos climáticos extremos”.

Jornal a Crítica

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Devido a cheia dos rios do AM, governo federal reconhece período de defeso para pescadores

O período de defeso é quando ficam vetadas ou controladas atividades de caça, coleta e pesca com o objetivo de permitir que os peixes se reproduzam sem a ameaças


A medida é considerada excepcional em decorrência de fenômenos naturais(Arquivo AC)



Uma instrução normativa do Ministério da Pesca e Aquicultura e do Ministério do Meio Ambiente publicada nesta segunda-feira (19) no Diário Oficial da União reconhece, por 30 dias, período de defeso (paralisação temporária da pesca) em municípios do Amazonas. A medida é considerada uma excepcionalidade por conta de fenômenos naturais, ou seja, a enchente dos rios.

A decisão vale para os municípios de Apuí, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Nova Aripuanã, Borba, Canutama, Lábrea, Envira, Ipixuna, Guajará, Careiro da Várzea, Humaitá e Boca do Acre. O governo levou em consideração decretos de situação de emergência em diversos municípios da região da Bacia Hidrográfica do Rio Amazonas em razão de chuvas intensas e inundações. A instrução normativa já entrou em vigor.
No Brasil, o período de defeso é quando ficam vetadas ou controladas as atividades de caça, coleta e pesca em diversos locais do território nacional, com o objetivo de permitir que os peixes se reproduzam sem a ameaça de caçadores. Este período é estabelecido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O tempo dessa paralisação da pesca é determinado conforme o tempo em que os crustáceos e os peixes se reproduzem na natureza. A medida visa a preservação das espécies e a fruição sustentável dos recursos naturais. Quando é período de defeso, ou seja, época em que a renda da pesca tem impedimento legal, os pescadores artesanais recebem do governo proventos em dinheiro
O engenheiro de pesca e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Carlos Freitas explica como a enchente ou seca dos rios em nível extremo pode prejudicar a pesca. “Os peixes da Amazônia desenvolveram um sinal reprodutivo. Quando o rio está muito cheio eles se reproduzem e colocam seus ovos em um lugar, e quando o rio está muito seco é outro lugar”, disse.

“Os peixes ajustaram a reprodução deles conforme a época do ano, ou seja, cheia ou seca. Quando acontece uma seca ou cheia muito forte, eles podem não reconhecer esse sinal reprodutor, e isso afeta a reprodução. Quando o rio está muito cheio há prejuízo para a pesca porque fica muito difícil de capturá-los. Eles (peixes) entrem nos igapós e fica difícil jogar uma rede, por exemplo”, declarou.
Com Informação da Agência de comunicação

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Vice-prefeito Paulo Sérgio e Vereador Markson Machado visitam comunidades na zona rural de Manicoré

Vice Paulo Sérgio garantiu que vai atender com uma escola os moradores de Barreira

Lago do Capanã: Comunidade de Santa Ana (Foto: Edy Lima)


Vice-prefeito Paulo Sérgio em reunião com as mães da comunidade de Santa Ana (Foto: Edy Lima)


Vice-prefeito de Manicoré Paulo Sérgio Barbosa (PSC), Vereador Markson Machado (PSC) e comitiva, estiveram no último sábado (17), na zona rural do município de Manicoré, região do lago do Capanãzinho. Antes de chegar às comunidades de Nazaré e Santa Ana, Paulo Sérgio e Vereador Markson Machado (PSC), visitaram a Comunidade de Barreira do Capanã (Rio Madeira), onde se reuniram com o presidente da comunidade seu Bibi, com a Agente Comunitária de Saúde, senhora Maria do Socorro e moradores.

Na reunião os lideres e comunitários reivindicaram, a construção de uma escola ou a reforma da antiga escola municipal que em um governo passado só fez dar inicio na reforma e ficou por isso mesmo. “O governo municipal que fez isso assumiu a prefeitura em 2005, passou quatro anos e não fez nada pela nossa comunidade, temos hoje 26 alunos, que moram na área de várzea e terra firme e por a escola ser em uma casa não apropriada, os alunos reclamam muito com a falta de espaço e com a quentura, é muito apertada”. Disse Maria do Socorro. 

Paulo Sérgio conversando com agente de saúde da comunidade: Barreira do Capanã (Foto: Edy Lima)


Vice Paulo Sérgio garantiu que vai atender com uma escola os moradores de Barreira do Capanã. Vereador Markson Machado disse que irá reivindicar ao poder Executivo para que a escola possa ser feita o mais rápido possível. “Já que nós vereadores fomos eleitos para lutar pelo povo, lutar junto com o povo”. Falou vereador Markson.

Após a reunião Paulo Sérgio, Markson Machado e equipe foram para a Comunidade de Santa Ana e Nazaré, ambas no Lago do Capanãzinho. Já em Santa Ana o Vice-prefeito Paulo Sérgio se reuniu com as mães da comunidade, até porque Santa Ana estava em festa, seria o Dia das Mães que todos os anos a comunidade comemora no dia 17 de maio e que já é tradição. Ao falar com as mães e lideres comunitários que ali estavam no momento, Paulo Barbosa e Markson machado fizeram uma surpresa as mães da comunidade, entregaram a elas diversos presentes. 


Vice-prefeito Paulo Sérgio visita a construção da Quadra Poliesportiva da Comunidade de Nazaré (Foto: Edy Lima)


Em seguida Paulo Sérgio e Vereador Markson embarcaram em uma lancha e foram para a região de Nazaré que fica próxima a Santa Ana. O motivo da ida do vice-prefeito e do vereador em Nazaré e naquela comunidade está sendo construída uma Quadra Poliesportiva coberta, reforma da Escola Municipal e o muro ao redor da escola. Já na comunidade de Santa está sendo construída uma escola municipal e também casas do Programa Minha Casa Minha Vida (Governo Federal).

“Já temos varias escolas que foram construídas em diversas comunidades rurais do município de Manicoré e que por causa da cheia histórica do rio Madeira ainda não ser inaugurada, mais assim que águas baixarem vamos sim inaugura-las”. Disse Paulo Sérgio.  Paulo Sérgio Machado Barbosa e Vereador Markson Machado retornaram no final da tarde de sábado para a cidade de Manicoré.

Paulo visita a construção da Escola Municipal de Santa Ana (Foto: Edy Lima) 


Do porto fluvial da cidade de Manicoré, direto para o Estádio Flávia Brande de Oliveira (Bacurauzão), onde assistiram a final do Campeonato de Seleção Rural entre as equipes femininas de São João e Bom Suspiro, e no masculino os times de Matupirí Grande e Boca do Jauari. O titulo de campeão de Seleção Rural 2014 no masculino ficou com a seleção de futebol da comunidade de Matupirí Grande.

O time feminino da comunidade de São João foi à campeã de 2014 do maior campeonato de futebol de campo da calha do madeira ( Campeonato Rural de Seleção), que é realizado todos os anos no município de Manicoré. O prefeito Lúcio Flávio (PSD), Vice-prefeito Paulo Sérgio, Vereador Markson Machado e secretários de governo fizeram a entrega dos troféus e das premiações aos times consagrados campeões do campeonato rural.


Edy Lima DRT/AM 1823

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Nível do Rio Madeira baixa mais de 60 cm desde o último pico registrado

Cheia histórica atinge cerca de 30 mil pessoas em Rondônia.Rio Madeira marca 19,08 neste domingo, mas já chegou a 19,74 em março.

                                Água na Estrada de Ferro Madeira Mamoré  dá sinais de baixa (Foto: Gaia Quiquiô/G1)


O pico aconteceu dia 30 de março com 19,74 metros. Com a enchente do Rio Madeira, cerca de 30 mil pessoas foram atingidas e estão espalhadas entre abrigos, casas de parentes e amigos. No Baixo Madeira, muitos distritos de Porto Velho foram inundados e milhares de pessoas abandonaram suas casas. O distrito São Carlos foi 100% atingido e várias famílias passaram a viver em flutuantes.


Água na Estrada de Ferro Madeira Mamoré  dá sinais de baixa (Foto: Gaia Quiquiô/G1)
O nível do Rio Madeira, em Rondônia, baixou 66 centímetros desde o maior pico já registrado, dia 30 de março com 19,74. De acordo com a Agência Nacional de Águas (Ana), a cota deste domingo (13) é de 19,08. A cheia histórica atinge cerca de 30 mil pessoas no estado, segundo a Defesa Civil.

Especialistas do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), afirmam que o Rio Madeira pode demorar até cinco meses para atingir o menor nível, 3,70 metros. Dados do Sipam revelam que o se o Rio Madeira estivesse com o nível normal no mês de abril, marcaria cota de 15,37 metros. Para os próximos 10 dias, o Sipam prevê que o rio pode atingir 18,90 metros.

Com a baixa no nível do rio, a preocupação é o período pós-cheia. Técnicos da Força Nacional do SUS, devem chegar ao estado, para montar hospitais de campanha nos sete principais distritos atingidos: Calama, São Carlos, Nazaré, Jacy-Paraná, Abunã, Cuniã e Nova Califórnia. A data da chegada ainda não foi divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com dados da secretaria, até o dia 10 de abril, dos 106 casos suspeitos de leptospirose dentro de Porto Velho, 24 foram confirmados, sendo três mortes registradas. De janeiro a março de 2014 a incidência de malária atingiu 933 pessoas. O objetivo é superar o número de casos registrados em 2013, quando pela primeira vez em 13 anos o município de Porto Velho conseguiu fechar o ano com menos de 10 casos da doença.

Enchente histórica


As cidades atingidas pela cheia histórica do Madeira nas últimas semanas são: Nova Mamoré, Cacoal, Candeias do Jamari, Guajará Mirim, Jaru, Costa Marques e Pimenta Bueno. Nestas regiões, exceto Porto Velho e seus distritos, o Corpo de Bombeiros e a Força Nacional contabilizam 1.625 famílias diretamente afetados, sem condições de permanecer em suas casas.

A br-364 foi parcialmente liberada para passagem de caminhões na quarta-feira (9). A Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Rondônia e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) fiscalizam o trecho alagado da rodovia, em Jacy-Paraná, distrito de Porto Velho distante cerca de 90 quilômetros.

Representantes dos dois órgãos percorreram a região e constataram que a lâmina d’água, que chegou a 1,60 metro acima da pista em março, reduziu consideravelmente e está em 66 centímetros nesta quarta, em um trecho de três quilômetros.









terça-feira, 6 de maio de 2014

Cheia do Baixo Amazonas preocupa

Em recente visita realizada em Parintins e Itacoatiara

 

Preocupado com os impactos mais severos da maior cheia da história (Foto: Arquivo)




O grande volume de água do rio Madeira que causou sérios prejuízos à população de Humaitá (a 590 km de Manaus) chegará em breve ao baixo Amazonas e já ameaça a população de Parintins e Itacoatiara. Preocupado com os impactos mais severos da maior cheia da história registrada no Sul do Amazonas, o deputado Cabo Maciel (PR), já acionou a Defesa Civil para que medidas preventivas sejam tomadas com antecedências e urgentes, para que essas famílias sejam melhor atendidas.

Em recente visita realizada em Parintins e Itacoatiara, Cabo Maciel acompanhado do vereador Cabo Ernesto (PTN), constatou a elevação muito rápida das águas do rio Amazonas, inundando áreas que nunca tinham ficado submersos.

Cabo Maciel teve informação da equipe de monitoramento que além de Parintins e Itacoatiara, os municípios de Nova Olinda do Norte, Novo Aripuana e Borba serão os mais afetados pela cheia deste ano.


Com Informação da Assessoria


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Alerta máximo para o Baixo Amazonas

Em todo o Estado, 16 municípios estão em situação de emergência por conta de cheia na Bacia do rio Madeira, que atingiu o nível histórico, ficando acima com cota de 25,68 metros 
Cidades do interior do AM estão quase submersas por conta da enchente (J. Renato Queiroz)


Faltando apenas 0,55 cm para atingir a cota histórica que foi registrada em 17 de junho de 2009, o município de Parintins, no Baixo Amazonas, recebeu na manhã desta quarta feira (30) o alerta máximo para emergência, que foi emitido pela Chefia de Monitoramento da Defesa Civil do Estado. O Departamento de resposta ao Desastre pretende iniciar os trabalhos paralelamente às ações de resposta ao desastre, que devem ser iniciadas o quanto antes pelo município de Parintins, que tem o dever de apresentar a primeira resposta à população.
Uma das primeiras ações da Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil do Baixo Amazonas é orientar a população que mora em área de risco para buscar um local seguro: casas de amigos, casa de parentes, abrigos e se resguardar de possíveis perdas, tanto material quanto humana.
Essa anormalidade tem como principal fator a cheia histórica enfrentada pelo rio Madeira, com influência direta no Baixo Amazonas. Em todo o Estado, 16 municípios estão em situação de emergência: Guajará, Ipixuna, Boca do Acre, Envira, Humaitá, Lábrea, Pauini, Apuí, Canutama, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba, Novo Olinda do Norte, Tapauá, Itamarati e Autazes. Dos municípios em emergência, apenas Humaitá está em estado de calamidade pública.
Apoio aos municípios
O Governo do Estado, por meio do Subcomando de Ações de Proteção e Defesa Civil (Subcomadec), já enviou 386 toneladas de alimentos e continua fazendo os atendimentos aos municípios afetados pela cheia, enviando kits de ajuda humanitária, constituídos de materiais de higiene, limpeza, medicamentos, colchões, além de oferecer serviço aeromédico, barracas de campanha e gás de cozinha.
O município de Humaitá foi o primeiro a receber o programa Amazonas Solidário, que visa beneficiar famílias que estão sofrendo com a cheia, e receberam cheques no valor de R$ 300. Centenas de famílias foram cadastradas pela Defesa Civil do município. Foram emitidos 3.955 cheques nominais, que impossibilitam qualquer tipo de fraude. Somente recebem o benefício as famílias que comprovadamente estão sofrendo com os danos causados pela enchente de 2014. Manicoré foi o segundo município a receber o beneficio do programa Amazonas Solidário, no dia 26 de abril, beneficiando 1.322 famílias.
Os municípios de Boca da Acre, Maraã, Apuí, Borba, Envira, Manicoré, Novo Aripuanã, Canutama e Humaitá receberam apoio financeiro, por meio de convênios junto à Defesa Civil do Estado, no valor total de R$ 3.255,885 para ações de prevenções, socorro e assistência por conta da emergência.
Também está disponível para o município de Humaitá uma estação de tratamento de água móvel, produto cedido pelo Exército que recebeu o equipamento de consignação pela empresa H2Life e está atendendo a população e abastecendo os alojamentos com água potável. Além disso, para prevenir acidentes com vitimas em embarcações ribeirinhas, o secretário da Defesa Civil do Estado, coronel Roberto Rocha, em ação de cooperação com a Marinha do Brasil, providenciou a distribuição de 250 coletes salva-vidas.
A Bacia do Madeira atingiu o nível histórico, ficando acima da média para o período, com cota de 25,68 metros, apresentando transbordamento nos municípios de Manicoré, Novo Aripuanã, Borba, Nova Olinda do Norte e Humaitá. As Bacias do Juruá e Purus apresentam sinais de finalização de cheia. Ambos atingiram sua cota máxima, chegando em situação de emergência nos municípios de Guajará, Ipixuna, Envira, Boca do Acre, Pauini, Lábrea, Canutama e Tapauá.
*Com informações da assessoria


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Cheia do rio Madeira causa prejuízos de R$ 80 milhões só em Manicoré























Manicoré é o município que teve o Maior Prejuízo em relação aos outros municípios atingidos pela cheia do rio Madeira, Purus e Juruá.

Plantação de mandioca indo para o fundo (Foto: Edy Lima)


A cheia histórica do rio Madeira já causa um prejuízo de R$ 80 milhões para Manicoré somente no Setor Primário. Segundo estudo feito pelo Instituto de Desenvolvimento do Amazonas (IDAM), Defesa Civil Estadual e Secretaria de Produção do Município. 


A agricultura, a pecuária e as pequenas agroindústrias estão literalmente danificadas.
A perda dos produtores foi de 100%. Lavouras de banana, açaí, mandioca, maracujá, macaxeira e outros, assim como as atividades pastoris estão perdidas.



Em consequência da cheia, quase 2,5 mil famílias foram atingidas, e mais 12 mil pessoas Diretamente, conforme dados dos órgãos envolvidos nesse levantamento. Outro dado revela que, Manicoré é o município que teve o Maior Prejuízo em relação aos outros municípios atingidos pela cheia do rio Madeira, Purus e Juruá.


O IDAM e a SEMAPA levantaram dados preliminares que levam em consideração a cultura de cada área e produção perdidas, multiplicada pelo preço médio dos produtos.


Fonte: Folha de Manicoré







terça-feira, 29 de abril de 2014

Governo de Manicoré entrega cestas básicas e dinheiro para ribeirinhos afetados pela cheia

Com a vinda do governador José Melo à Manicoré

Gerente do Banco Bradesco realizando a entrega de R$ 300 reais à família ribeirinha afetado pela cheia (Foto: Edy Lima)

Cheia e liberou  R$ 396 mil em cheque solidário (Foto: Edy Lima)



Prefeitura Municipal de Manicoré através do Governo do Estado Amazonas vem desde o começo da semana distribuindo cestas básicas para as famílias ribeirinhas que tiveram suas plantações perdidas pela enchente histórica do Rio Madeira. A entrega esta sendo realizada no Centro de Referencia de Assistência Social (CRAS), onde somente na segunda-feira (29), foram entregue 267 cestas e nesta terça-feira (29), mais 137 foram entregue, no total de 400 cestas.

Com a vinda do governador José Melo à Manicoré o qual assinou um convênio de R$ 200 mil com a prefeitura para ajudar no socorro às vitimas da cheia e liberou  R$ 396 mil em cheque solidário,que consiste em uma ajuda financeira de R$ 300 para cada uma das 1.400 famílias afetas pela enchente em Manicoré. Também começou ontem a entrega dos cheques para cada família, ou seja, a pessoa pega o cheque em seguida dentro do próprio CRAS faz a troca do cheque por dinheiro vivo que é pago pelo gerente do Bradesco Sr. Ricardo.

Todo o trabalho que esta sendo realizado é acompanhado pelo prefeito de Manicoré Lúcio Flávio do Rosário, Defesa Civil do Município de Manicoré, Defesa Civil do Estado do Amazonas e por demais órgãos municipais envolvidos com essa ação solidária.



Edy Lima DRT/AM 1823

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O governador José Melo visitou, no sábado (26), o município de Manicoré

Conjuntamente aos benefícios concedidos a Manicoré

Melo assinou convênios para a recuperação e melhoria de setores como infraestrutura, educação, saúde e produção agrícola (Foto: Valdo Leão)


O governador José Melo visitou, neste sábado (26), o município de Manicoré, localizado a 332 quilômetros de Manaus, onde assinou convênios para a recuperação e melhoria de setores como infraestrutura, educação, saúde e produção agrícola.
Melo explicou que essa série de convênios, que somam R$ 26,5 milhões, chega como resposta aos contratempos causados à economia e à população do município por ocasião da subida recorde do nível das águas. A liberação da verba, segundo o governador, tornará possível a retomada de financiamentos, assistência social e obras, incluindo a recuperação de escolas, sistema viário e vicinais, cujos serviços foram paralisados por conta da cheia.
“Estamos incluindo uma linha de crédito especial ao setor primário, além do perdão aos produtores rurais e comerciantes que contraíram dívidas junto ao Estado por meio de financiamentos e pelo não recolhimento do Imposto Sobre Circulação de Mercadoria (ICMS)”, completou Melo.
Conjuntamente aos benefícios concedidos a Manicoré, outros 12 municípios localizados nas regiões dos rios Madeira e Purus também receberão o mesmo tratamento. “São medidas que ajudam a mitigar o sofrimento de muitas famílias e a recuperar como um todo a economia da zona rural atingida”, finalizou Melo.


Fonte: Tefé news

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Agricultura familiar em Manicoré sofre prejuízos

As águas do Rio Madeira já estão baixando

No porto de embarque e desembarque de Manicoré (Foto: Edy Lima)


Os prejuízos já ultrapassam a casa dos R$ 50 Milhões de reais na área da agricultura familiar ribeirinha, por causa da grande cheia do Rio Madeira. Plantios de banana, macaxeira, mandioca, maracujá, cacau, cupuaçu, hortaliças, jerimum, milho e outros ficaram todos debaixo d’água.

Diante dessa situação o setor econômico quando se diz respeito à comercialização da farinha, da banana e de outros produtos, já começa a refletir no bolso da família manicoreense, principalmente por causa do preço, a farinha já esta entorno de R$ 5,00 reais o litro. Sem a matéria prima que é a mandioca a tendência é aumentar o preço da saca da farinha que vinha sendo comercializado por R$ 250,00 a saca.

As águas do Rio Madeira já estão baixando. No porto de embarque e desembarque de Manicoré próximo a Praça da Bandeira o nível do Rio Madeira chegou bem próximo aos degraus da escada que dar acesso ao mesmo, foi preciso que funcionários da Amazonas Energia desligassem a energia que ia para o flutuante, até o padrão de energia foi retirado para que o flutuante pudesse chegar mais perto da beira, ou seja, o flutuante está agora rente aos degraus da escada.

Mesmo com a vazante das águas do Rio Madeira, ribeirinhos ainda não podem voltar as suas casas, ainda vai demorar bastante tempo. Muitas dessas casas foram arrastadas pelas fortes correntezas e o que sobrou esta tomada pela lama. 

Igrejas, Casas, Casa de forno, Comércios, enfim comunidades inteiras foram destruídas pela a enchente. Umas dessas comunidades as margens do Rio Madeira é a Comunidade de São Carlos, acima de Humaitá. Lá o governo municipal já pensa em construir uma nova São Carlos em uma terra mais alta e firme, que não seja em área de várzea.



Edy Lima DRT/AM 1823
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