O vereador disse que o Governo respondeu às manifestações
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As manifestações contra o governo da presidente Dilma Roussef (PT) e contra a corrupção (Foto: CMM) |
As manifestações contra o governo da presidente Dilma Roussef (PT)
e contra a corrupção, que mobilizaram milhares de pessoas nas ruas de Manaus e
de todo o país repercutiu na Câmara Municipal de Manaus (CMM), ocasião que os
vereadores foram à tribuna, na manhã desta segunda-feira (16), falar dos
protestos.
O vereador Mário Frota (PSDB) fez questão de fazer um comparativo
entre as duas manifestações que marcaram a semana: a de sexta-feira (13),
Pró-Dilma, e a de domingo, contra o Governo. Em São Paulo 1 milhão de pessoas;
em Curitiba, 80 mil pessoas; em Porto Alegre, 100 mil pessoas e em Manaus, 20
mil pessoas. Para ele, a manifestação em favor do Governo Dilma levou poucas
pessoas para a rua.
Frota, que é um grande crítico do governo do PT e da presidente Dilma,
citou várias frases e dizeres nos cartazes e faixas nos protestos.
Para o vereador Hiram Nicolau (PSD), o domingo foi o “dia do
basta” e fez um questionamento: “Quando o MST (Movimento dos Sem Terra) vai
para as ruas com suas foices, apoiando a presidente Dilma, o governo interpreta
como ato democrático, e quando a população vai às ruas de forma organizada,
pacífica e ordeira, é interpretada como tentativa de golpe”, afirmou.
De acordo com o vereador, a manifestação em Manaus foi gigantesca.
“A oposição não é mais política, é civil, organizada e pacífica, que dá exemplo
e recado. Quero ver o país andando para frente”, disse ele, parabenizando o
cidadão por manifestar um gesto que é legítimo.
Segundo o vereador Luis Mitoso (PSD), as ruas falaram no domingo e
os jornais retratam com fidelidade o “verde e amarelo” das ruas. “Diferente de
sexta-feira (13), que foi uma manifestação partidária e paga. O Brasil estava
de verde e amarelo, não de vermelho”, lembrou.
Álvaro Campelo (PP) disse que, na movimentação de domingo, ficou
evidenciado que a tese de golpismo e ação de parte da mídia, como queriam
passar os aliados da presidente Dilma, “caíram por terra”. “A manifestação veio
da insatisfação do povo e independente de ter votado ou não na presidente”,
disse ele, ao afirmar que, com a manifestação o Governo, está fragilizado, ao
contrário do que quiseram passar os ministros da presidente. O vereador
criticou ainda o fato da Petrobras, de acordo com as notícias, estar ajudando
pela segunda vez o Paraguai, ao reduzir o preço do combustível no país vizinho.
“Lá o preço do litro da gasolina caiu, enquanto aqui a gente paga um preço
absurdo”, lembrou.
O vereador Sildomar Abtibol (PROS) manifestou preocupação quanto
ao momento político. Para ele, os vereadores devem discutir o quanto antes a
reforma política, uma das reivindicações dos movimentos sociais. “O Congresso
discute o mandato tampão de dois anos para que as eleições sejam unificadas.
Precisamos discutir, porque senão pode chegar uma reforma sem a participação dos
vereadores”, advertiu. O vereador sugere um encontro com todos os vereadores e
participação dos congressistas que estão à frente das discussões em Brasília
(DF).
Joãozinho Miranda (PTN), por sua vez, afirmou que também está
preocupado com a Reforma Política, mas destacou que a Associação Brasileira da
Câmaras Municipais (Abracam) já tem mobilização
em relação ao tema, tanto que recebeu convite para participar. “Passarei para o
presidente da Casa e para os demais vereadores que tiverem interesse”, informou.
Para o vereador, as manifestações tanto pró quanto contra são legítimas. “Sou
contra a corrupção, que não tem freio, não tem punição. No Brasil, o crime
compensa”, disse ele, que criticou a delação premiada, onde o individuo ganha
os benefícios da lei, mas não devolve o que roubou. “A corrupção está
impregnada em toda a sociedade, todo mundo dá o jeitinho, faz cópia de livro,
tira xerox e quem leva a culpa somos nós, os políticos. Em todo o Brasil
existe político honesto”, defendeu.
Pela oposição, Professor Bibiano (PT), vê que fica difícil
combater a corrupção sem Reforma Política. Para ele, a corrupção tem raízes,
mas existem políticos de conduta ilibada. “Essa podridão pode mudar, mas não
por leis, que muitas vezes não são cumpridas”, disse ele, que apresentou
requerimento para a realização de audiências publicas, em parceria com a CNBB
(Conferência Nacional de Bispos do Brasil), para tratar da reforma política e
do fim do financiamento de campanha. Segundo ele, o financiamento de campanha
por empresas é a raiz do mal, pois o político passa a defender o interesse dos
empresários.
Na discussão, o vereador Waldemir José (PT) chegou a criticar os
dados superestimados da manifestação publicados. Baseado em dados da Folha de
São Paulo, de acordo com o vereador, o número de participantes chegou a 210 mil
em São Paulo e não 1 milhão como o divulgado. De acordo com ele, a população de
São Paulo mandou recado também para o PSDB. “Vamos abrir os olhos. A população
pediu por liberdade e democracia, tinha até faixa de Fora Supremo”, disse ele.
O vereador disse que o Governo respondeu às manifestações com o
lançamento do Pacote Anticorrupção com cinco medidas, entre elas, o fim do
Caixa 2 de campanha, enriquecimento ilícito, confisco de bens, criação de
Juizados Especiais para crime de improbidade e aproximação com os movimentos
sociais.
O vereador disse que para somar o seu mandato às reivindicações do
movimento, apresentou proposta de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das
Escolas Municipais Rurais que estão abandonadas. “As manifestações das ruas, de
combate a corrupção, tem que chegar a todas as esferas dos governos”, afirmou.
Arlindo Júnior (PROS) lembrou que outras manifestações de
insatisfação contra o governo foram feitas lá atrás, antes das eleições. “Queria
que fizessem na hora certa, na hora do voto”, disse.
Com Informação da Assesoria

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