terça-feira, 17 de março de 2015

Manifestações contra o governo da presidente Dilma repercutem na Câmara

O vereador disse que o Governo respondeu às manifestações

As manifestações contra o governo da presidente Dilma Roussef (PT) e contra a corrupção (Foto: CMM)




As manifestações contra o governo da presidente Dilma Roussef (PT) e contra a corrupção, que mobilizaram milhares de pessoas nas ruas de Manaus e de todo o país repercutiu na Câmara Municipal de Manaus (CMM), ocasião que os vereadores foram à tribuna, na manhã desta segunda-feira (16), falar dos protestos.

O vereador Mário Frota (PSDB) fez questão de fazer um comparativo entre as duas manifestações que marcaram a semana: a de sexta-feira (13), Pró-Dilma, e a de domingo, contra o Governo. Em São Paulo 1 milhão de pessoas; em Curitiba, 80 mil pessoas; em Porto Alegre, 100 mil pessoas e em Manaus, 20 mil pessoas. Para ele, a manifestação em favor do Governo Dilma levou poucas pessoas para a rua.

Frota, que é um grande crítico do governo do PT e da presidente Dilma, citou várias frases e dizeres nos cartazes e faixas nos protestos.
Para o vereador Hiram Nicolau (PSD), o domingo foi o “dia do basta” e fez um questionamento: “Quando o MST (Movimento dos Sem Terra) vai para as ruas com suas foices, apoiando a presidente Dilma, o governo interpreta como ato democrático, e quando a população vai às ruas de forma organizada, pacífica e ordeira, é interpretada como tentativa de golpe”, afirmou.

De acordo com o vereador, a manifestação em Manaus foi gigantesca. “A oposição não é mais política, é civil, organizada e pacífica, que dá exemplo e recado. Quero ver o país andando para frente”, disse ele, parabenizando o cidadão por manifestar um gesto que é legítimo.
Segundo o vereador Luis Mitoso (PSD), as ruas falaram no domingo e os jornais retratam com fidelidade o “verde e amarelo” das ruas. “Diferente de sexta-feira (13), que foi uma manifestação partidária e paga. O Brasil estava de verde e amarelo, não de vermelho”, lembrou.

Álvaro Campelo (PP) disse que, na movimentação de domingo, ficou evidenciado que a tese de golpismo e ação de parte da mídia, como queriam passar os aliados da presidente Dilma, “caíram por terra”. “A manifestação veio da insatisfação do povo e independente de ter votado ou não na presidente”, disse ele, ao afirmar que, com a manifestação o Governo, está fragilizado, ao contrário do que quiseram passar os ministros da presidente. O vereador criticou ainda o fato da Petrobras, de acordo com as notícias, estar ajudando pela segunda vez o Paraguai, ao reduzir o preço do combustível no país vizinho. “Lá o preço do litro da gasolina caiu, enquanto aqui a gente paga um preço absurdo”, lembrou.

O vereador Sildomar Abtibol (PROS) manifestou preocupação quanto ao momento político. Para ele, os vereadores devem discutir o quanto antes a reforma política, uma das reivindicações dos movimentos sociais. “O Congresso discute o mandato tampão de dois anos para que as eleições sejam unificadas. Precisamos discutir, porque senão pode chegar uma reforma sem a participação dos vereadores”, advertiu. O vereador sugere um encontro com todos os vereadores e participação dos congressistas que estão à frente das discussões em Brasília (DF).

Joãozinho Miranda (PTN), por sua vez, afirmou que também está preocupado com a Reforma Política, mas destacou que a Associação Brasileira da Câmaras Municipais (Abracam) já tem mobilização em relação ao tema, tanto que recebeu convite para participar. “Passarei para o presidente da Casa e para os demais vereadores que tiverem interesse”, informou. Para o vereador, as manifestações tanto pró quanto contra são legítimas. “Sou contra a corrupção, que não tem freio, não tem punição. No Brasil, o crime compensa”, disse ele, que criticou a delação premiada, onde o individuo ganha os benefícios da lei, mas não devolve o que roubou. “A corrupção está impregnada em toda a sociedade, todo mundo dá o jeitinho, faz cópia de livro, tira xerox e quem  leva a culpa somos nós, os políticos. Em todo o Brasil existe político honesto”, defendeu.

Pela oposição, Professor Bibiano (PT), vê que fica difícil combater a corrupção sem Reforma Política. Para ele, a corrupção tem raízes, mas existem políticos de conduta ilibada. “Essa podridão pode mudar, mas não por leis, que muitas vezes não são cumpridas”, disse ele, que apresentou requerimento para a realização de audiências publicas, em parceria com a CNBB (Conferência Nacional de Bispos do Brasil), para tratar da reforma política e do fim do financiamento de campanha. Segundo ele, o financiamento de campanha por empresas é a raiz do mal, pois o político passa a defender o interesse dos empresários.

Na discussão, o vereador Waldemir José (PT) chegou a criticar os dados superestimados da manifestação publicados. Baseado em dados da Folha de São Paulo, de acordo com o vereador, o número de participantes chegou a 210 mil em São Paulo e não 1 milhão como o divulgado. De acordo com ele, a população de São Paulo mandou recado também para o PSDB. “Vamos abrir os olhos. A população pediu por liberdade e democracia, tinha até faixa de Fora Supremo”, disse ele.

O vereador disse que o Governo respondeu às manifestações com o lançamento do Pacote Anticorrupção com cinco medidas, entre elas, o fim do Caixa 2 de campanha, enriquecimento ilícito, confisco de bens, criação de Juizados Especiais para crime de improbidade e aproximação com os movimentos sociais.
O vereador disse que para somar o seu mandato às reivindicações do movimento, apresentou proposta de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escolas Municipais Rurais que estão abandonadas. “As manifestações das ruas, de combate a corrupção, tem que chegar a todas as esferas dos governos”, afirmou.
Arlindo Júnior (PROS) lembrou que outras manifestações de insatisfação contra o governo foram feitas lá atrás, antes das eleições. “Queria que fizessem na hora certa, na hora do voto”, disse.


Com Informação da Assesoria


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