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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Para governo, decisão do STF sobre rito de impeachment dá fôlego a Dilma

Ministros avaliam que, com o processo de impedimento nas mãos do Senado, a presidente tem mais chances de se salvar

A presidente Dilma Rousseff em reunião com membros da Frente Brasil Popular, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF)(Evaristo Sá/AFP)








O novo rito de impeachment definido nesta quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal foi comemorado no Palácio do Planalto por dar fôlego à presidente Dilma Rousseff e representar uma derrota de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que comanda a Câmara dos Deputados. Na avaliação de ministros que compõem a coordenação política, Dilma tem agora chance de se salvar, mesmo se a abertura do processo for autorizada pela Câmara.

Apesar da base aliada conflagrada, o governo possui maioria no Senado, presidido por Renan Calheiros (PMDB-AL). O destino de Dilma, em guerra com Cunha, está agora nas mãos de Renan. A esperança do Planalto, para arrefecer a crise, é de que o Supremo aceite o pedido da Procuradoria-Geral da República e afaste Cunha, acusado de manter contas secretas na Suíça com dinheiro desviado da Petrobras.

Logo após o veredicto do Supremo, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, telefonou para Dilma, que estava voltando da viagem do Rio para Brasília. "Ela está segura de que vai vencer essa batalha", disse o ministro. "Considero que o Supremo cumpriu a nobre função de moderador da República. Creio que a corte deu a grandeza necessária a um rito processual da relevância do impedimento no regime presidencialista."

A decisão do Supremo de ordenar o voto aberto na Comissão Especial da Câmara, encarregada de analisar o impeachment, também foi considerada uma reviravolta importante pelo Planalto. A comissão montada com a bênção de Cunha era majoritariamente contra Dilma.
Depois do revés sofrido na quarta-feira, quando o ministro Edson Fachin, relator da ação, rejeitou pontos centrais do processo questionados por Dilma, o governo já esperava nova derrota. Havia muito desânimo no Planalto. A opinião de Fachin, no entanto, não foi acatada pela maioria de seus colegas.

"Tivemos uma vitória por duas razões: uma porque invalida as arbitrariedades do Eduardo Cunha. O Supremo está dizendo que o que ele fez não vale", afirmou o advogado Flávio Caetano, que defende Dilma, citando a ordem do Judiciário para o fim da votação secreta na Câmara e da chapa avulsa na formação da comissão que analisa o processo. "Além disso, foi definida a regra do jogo porque, do jeito que a coisa estava, a lei era tirada da cabeça do presidente da Câmara. É claro que o Senado não poderia ser apenas um homologador, um carimbador da Câmara".

Toffoli - Chamou a atenção do Planalto o voto do ministro José Antônio Dias Toffoli, que já foi advogado do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Toffoli acompanhou o parecer de Fachin na ação do impeachment e foi contra Dilma. "Se a presidente não tem apoio de 1/3 dos deputados, fica difícil a governabilidade", afirmou ele. As declarações de Toffoli, que se aliou até ao ministro Gilmar Mendes deixaram o governo perplexo.

Em jantar anteontem com Dilma e ministros, no Palácio da Alvorada, Lula disse a ela que o governo precisa retomar a ligação com os movimentos sociais, se quiser evitar o impeachment. Ainda ontem, a presidente se reuniu, no Planalto, com representantes de 67 entidades da Frente Brasil Popular, e prometeu um novo rumo no governo em 2016.


Veja.com


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Dilma e Temer prometem manter relação produtiva

Declaração aconteceu depois de encontro de 50 minutos entre a presidente e o vice no Palácio do Planalto; reunião foi marcada após o vazamento da carta do peemedebista


O vice-presidente Michel Temer, em Brasília após reunião com a presidente Dilma Rousseff - 09/12/2015 (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)


A presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer se reuniram por 50 minutos na noite desta quarta-feira, em Brasília. O encontro, o primeiro depois do vazamento da carta-desabafo do peemedebista, aconteceu no Palácio do Planalto. Ao final da reunião, os dois divulgaram declarações curtas e quase iguais, prometendo manter uma "relação pessoal e institucional" produtiva.P

"Combinamos, eu e a presidente Dilma, que nós teremos uma relação pessoal e institucional que será a mais fértil possível", afirmou Temer, na única frase que disse aos jornalistas após o encontro.
"Na nossa conversa, eu e o vice-presidente Michel Temer decidimos que teremos uma relação extremamente profícua, tanto pessoal quanto institucionalmente, sempre considerando os maiores interesses do país", diz a breve nota divulgada pela Presidência.

Dilma fez questão de combinar com sua assessoria as palavras que seriam usadas no comunicado e esperou a declaração do vice para decidir o teor da nota. O cuidado foi tomado para que não acontecesse como na última vez em que estiveram juntos, na semana passada, quando houve desencontro nas versões divulgadas por auxiliares de ambos sobre o tema da conversa.

Carta - Temer foi chamado por Dilma para uma conversa no Palácio do Planalto após o vazamento de uma carta que o peemedebista enviou para a petista em tom de desabafo. No texto, o vice reclama que foi tratado como um auxiliar "decorativo" pela presidente e que nunca contou com a confiança dela.

Apesar da declaração tentando mostrar uma reaproximação na fria relação entre os dois, o PMDB tem se mostrado cada vez mais rachado e o grupo que defende a ruptura com o governo tem ganhado força. Nesta quarta, o então líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani, um aliado do Planalto, foi destituído pela ala pró-impeachment do PMDB.

(Com agências Reuters e Estadão Conteúdo)


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Chapa da oposição vence disputa por comissão do impeachment

Nomes apresentados por oposicionistas venceram a chapa governista por 272 votos a 199. Caberá ao colegiado dar parecer sobre pedido acolhido por Cunha


Sessão para votação dos integrantes da comissão especial destinada a dar parecer sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff(Antonio Augusto/Câmara dos Deputados)



A eleição da comissão que analisará o pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff representou nesta terça-feira mais uma dura derrota da petista no Congresso - e deu mais uma inequívoca mostra da fraqueza da base governista: por 272 votos a 199, a chapa protocolada pela oposição foi eleita para analisar o documento acolhido na semana passada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Caberá à comissão dar o parecer prévio sobre o pedido de impeachment. A questão será, então, levada a plenário - se a Casa optar por instaurar o processo, Dilma será julgada pelo Senado.

Governistas chegaram a impedir que parlamentares votassem pouco depois de aberta a sessão. Isso porque Cunha determinou que a votação fosse fechada, ao contrário do que prefere o Planalto: afinal, o voto aberto facilita o mapeamento das traições. Houve tumulto e bate-boca até que finalmente a votação começasse. Outro sinal preocupante para o governo está no fato de que a chapa 1 teve 199 votos, apenas 27 a mais do que o governo precisa para barrar a instauração do processo de impeachment em plenário - uma margem arriscada para uma presidente com dificuldades históricas de negociar com o Congresso.

Após o resultado, o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), convocou uma reunião de emergência com aliados em seu gabinete. Em pronunciamento no plenário, o petista atacou o presidente Eduardo Cunha e o acusou de cometer ilegalidades na sessão ao impedir o encaminhamento dos votos das bancadas e o discurso dos líderes. "Você não pode atuar a partir das conveniências políticas. Em qualquer processo tem que ter regras claras e procedimento", disse Guimarães.

Petistas e parlamentares da base tentaram minimizar a derrota por 73 votos. Eles apostam agora que o Supremo Tribunal Federal consiga anular a sessão, por ter sido realizada em uma tumultuada votação secreta. O PCdoB ingressou com medidas cautelares na ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) protocolada na semana passada, quando Cunha despachou favoravelmente à abertura do processo. "Esse resultado não reflete a realidade do plenário, reflete as manobras feitas, mas acredito que o Supremo vai restabelecer ordem", disse Guimarães. "Mesmo ganhando com as manobras regimentais do Cunha eles não tem os votos que acham que tem."

Relator do recurso para barrar o impeachment no STF, o ministro Edson Fachin pautou para o dia 16 de dezembro a apreciação em plenário da ADPF, segundo o deputado Rubens Pereira Junior (PCdoB-MA), autor do texto. A base governista não deve entrar com outro recurso antes de uma decisão. "O processo está todo comprometido e viciado. Temos que barrar essa situação. Isso aqui não é um jogo, um Fla x Flu", disse o líder do PT, Sibá Machado (AC).
Também da tribuna da Câmara, o líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), comemorou o resultado da votação. "Essa foi uma demonstração inequívoca da fragilidade do governo. Senhoras e senhores do PT, esse governo chegou ao fim. A presidente Dilma não tem o apoio da população, perdeu o apoio do vice-presidente e hoje demonstra a sua fragilidade absoluta ao perder essa votação. Hoje somos mais de 270 deputados a demonstrar a indignação para com esse governo corrupto e mentiroso".

Partidos de oposição e deputados que se classificam como independentes protocolaram às 13h50 desta terça-feira uma chapa rival à orientação do Palácio do Planalto com 39 nomes de 13 partidos. Para que fosse formalizada, eram necessários no mínimo 33 nomes. Como a comissão tem de ter 65 nomes, os demais ainda precisarão ser eleitos em votação suplementar, agendada para esta quarta-feira.

Depois de uma manobra dos oposicionistas, que se rebelaram contra a possibilidade de serem escolhidos, dentro do PMDB, apenas integrantes alinhados ao Palácio do Planalto, a indicação e escolha da chapa com os 65 deputados que vão integrar a comissão especial foram adiadas da noite desta segunda-feira para as 14 horas de hoje. O adiamento ocorreu no mesmo dia em que a presidente Dilma anunciou querer que o Congresso vote o impeachment "o mais rápido possível".

O primeiro racha na composição da comissão especial que analisará o impeachment foi na bancada do PMDB. O líder Leonardo Picciani (RJ), defensor declarado de Dilma, sinalizou que não reservaria vagas para deputados pró-impeachment, deixando de lado peemedebistas que defendem a deposição da petista. Irritados, eles articularam agora a derrubada de Picciani da liderança do partido. "Tenho certeza que a bancada do PMDB apoiou a chapa indicada pelo partido. Infelizmente o procedimento adotado está em desacordo com a lei. É lamentável que num tema tão importante para o paí os parlamentares tenham se escondido atrás do voto secreto", disse Picciani após a derrota.


Fonte: Veja.com


sábado, 21 de novembro de 2015

Não há como pensar em 2018 sem resolver crise política e econômica, diz Lula

Mais uma vez, o ex-presidente defendeu a relação do governo com o partido e voltou a cobrar dos militantes que defendam o PT, afirmou que o partido pode fazer “uma surpresa” em 2016


Lula sai em defesa das medidas fiscais duras aplicadas por Dilma e Levy(Divulgação)



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu discurso na abertura da 3ª Conferência da Juventude do PT, na manhã desta sexta-feira, para alertar o partido que não há como pensar em 2018, ano eleitoral, sem resolver a crise política e econômica atual e ajudar a presidente Dilma Rousseff, mas pôs a culpa dos problemas na oposição.
“Antes de a gente pensar em 2018 nós temos que ajudar a companheira Dilma a sair da encalacrada que a oposição colocou a gente depois das eleições”, afirmou, para um plateia que o recebeu com gritos de “Lula de novo com a força do povo”.
“O que precisamos ter consciência é que a primeira tarefa é ajudar a companheira Dilma. Deus queira que seja aprovado tudo o que ela quer até o final do ano para que gente possa virar a página do ajuste e colocar a página do crescimento no lugar, para que a gente possa fazer esse país voltar a crescer”.
Crítico dos métodos ortodoxos do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, Lula diz constantemente e interlocutores que é preciso ir além do ajuste fiscal. No entanto, nas últimas semanas tem moderado as cobranças a pedido da própria presidente e do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, de acordo com auxiliares palacianos ouvidos pela Reuters.
A  avaliação feita por Wagner a Lula antes do encontro do Diretório Nacional, há duas semanas, é que o vazamento de conversas do presidente minava o poder do ministro, responsável por negociar o ajuste fiscal.
Já na reunião do diretório Lula sai em defesa das medidas fiscais duras aplicadas por Dilma e Levy. Esta manhã, voltou à carga. “Se nós estamos passando por um momento delicado, é hora de nos juntarmos e ajudar a Dilma a vencer todos os obstáculos”, disse.
Antes do ex-presidente chegar ao Congresso, no entanto, os jovens reunidos não deixaram de lado os gritos de “Fora, Levy”, e “Fora Cunha”, referindo-se ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha.
Lula ironizou os pedidos. “’Fora Levy’ ou ‘fora PMDB’ é muito pouco,  me desculpem, é muito pouco. Eu quero saber quais as propostas da nossa juventude para educação, para o país, o que esse congresso vai propor para geração de emprego”, disse. “Essas palavras de ordem até eu com 70 anos falo, eu sei. Eu quero que vocês me digam o que eu não sei”.
Logo que o presidente chegou ao local do Congresso, um clube em Brasília, foi recebido com gritos de “Lula de novo”, mas também com cobranças para que o partido rompa com o PMDB. “Lula eu quero ver você romper com o PMDB”.
Mais uma vez, o ex-presidente defendeu a relação do governo com o partido. Ao cobrar que o PT precisa ter candidatos em todos os lugares nas eleições municipais de 2016, “com chances de ganhar”, afirmou que se não for possível é necessário sim fazer alianças. “O ideal seria se pudesse disputar e ganhar a presidência, 27 governadores, 81 senadores e 513 deputados com um partido só. Seria maravilhoso”, disse.
“Quando a gente ganha precisa construir a governabilidade. Seria maravilhoso se a Dilma sozinha pudesse votar tudo, mas entre a política e o sonho, entre o meu desejo ideológico e partidário e o mundo real da política tem uma distância enorme, e a gente tem que governar”.
Lula voltou a cobrar dos militantes que defendam o partido, afirmou que o PT pode fazer “uma surpresa” em 2016 aos que acham que partido está derrotado e chegou a defender o ex-tesoureiro petista, João Vaccari, preso por suspeita de corrupção na Petrobras pela operação Lava-Jato, dizendo que “tem que se parar de dizer que só o dinheiro do PT veio de empresas.“Quero saber se o dinheiro do PSDB foi buscado numa sacristia”, disse.

REUTERS BRASIL


quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Brasil e EUA aprofundam cooperação em energia

Brasil e Estados Unidos deram mais um passo para fortalecer a cooperação

(Foto: Rodrigo Araujo) A reunião entre Braga e Moniz faz parte da agenda da viagem aos Estados Unidos



Brasil e Estados Unidos deram mais um passo para fortalecer a cooperação para o desenvolvimento de tecnologias em energia, em especial nas áreas de energias renováveis, eficiência energética e redes inteligentes, ou Smart Grids. Nesta terça-feira (20/10), o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, foi recebido em reunião pelo secretário de Energia dos Estados Unidos, Ernest Moniz, na sede de Departamento de Energia americano, em Washington para discutir ações de parceria.

A próxima reunião para dar sequência nas ações de cooperação entre os países foi marcada para novembro, quando começam a ser  operacionalizadas as atividades selecionadas, que se inserem no Diálogo Estratégico em Energia Brasil - Estados Unidos (SED).

“Iniciamos desde sexta-feira diversas reuniões com potenciais investidores e com alavancadores de investimento para o setor elétrico,  aqui e em Nova Iorque, e hoje, junto com nosso embaixador Luiz Alberto Figueiredo, estivemos com o secretário de Energia dos Estados Unidos, tratando de cooperações entre o Brasil e os Estados Unidos, principalmente nas áreas de tecnologia e energias renováveis. Tivemos uma reunião bastante objetiva e, a nosso juízo, muito bem sucedida”, afirmou Braga.

A colaboração entre os dois países na área energética se insere nos esforços iniciados após o compromisso firmado entre a presidenta Dilma Rousseff e o presidente Barack Obama, em junho, de atingir 20% da matriz elétrica com uso de fontes renováveis, sem contar a hidroeletricidade, até 2030. A reunião entre Braga e Moniz dá continuidade a esses esforços.

De acordo com Moniz, os Estados Unidos têm focado sua pesquisa em inovação tecnológica, com destaque para a energia solar fotovoltaica. Segundo afirmou Moniz a Eduardo Braga, os Estados Unidos têm grande interesse em contribuir com o Brasil para expandir essa fonte elétrica na matriz brasileira.
Do lado americano, Moniz afirmou que os Estados Unidos têm especial interesse em conhecer mais tecnologias em biocombustíveis, área em que o Brasil acumula grande experiência. Na reunião, ele afirmou que os países podem fomentar a troca de experiências entre especialistas e centros de pesquisa e desenvolvimento.
"O Brasil tem muito a oferecer, é um pais enorme e importante para nós", afirmou Moniz, durante a reunião.

MISSÃO NOS EUA

A reunião entre Braga e Moniz faz parte da agenda da viagem aos Estados Unidos, iniciada na sexta-feira, em Nova Iorque, para apresentar oportunidades no setor de energia no Brasil a investidores internacionais e visitar o centro de pesquisa tecnológica em energia.
Na sexta, Braga participou de almoço com representantes de empresas e potenciais investidores, na Câmara de Comércio Brasil - Estados Unidos. Na ocasião, proferiu palestra a convidados da Câmara de Comércio, mostrando as perspectivas do setor elétrico e os futuros projetos em estudo.

Rodrigo Araujo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

PF abre inquérito para apurar suspeita de irregularidade em campanha de Dilma Rousseff

Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu dar andamento a uma ação movida pelo PSDB que pede a cassação da presidente Dilma e de seu vice Michel Temer por abuso de poder na campanha eleitoral do ano passado.


Perda de confiança, índices baixíssimos de aprovação e insatisfação de grande parcela da população ameaçam o mandato de Dilma (Divulgação)


A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar suspeitas de irregularidades na campanha para a reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014, informou nesta sexta-feira a assessoria de comunicação da Superintendência da PF no Distrito Federal.

O inquérito foi instaurado na semana passada por determinação do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Gilmar Mendes, relator das contas da campanha do ano passado, e pode dar munição para a oposição que tenta abrir processo de impeachment contra a presidente Dilma.
Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu dar andamento a uma ação movida pelo PSDB que pede a cassação da presidente Dilma e de seu vice Michel Temer por abuso de poder na campanha eleitoral do ano passado.
Em despacho, o ministro Gilmar Mendes apontou haver indicativos da prática de ilícitos eleitorais e crimes de ação penal pública na prestação de contas da presidente, reeleita em 2014.
Mendes, que também é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), alegou em documento do mês de agosto haver “vários indicativos", obtidos com o cruzamento de notícias veiculadas na imprensa e documentos sigilosos da operação Lava Jato, de que o PT foi indiretamente financiado por recursos da Petrobras.
Segundo o ministro, a investigação policial apurou que empreiteiras corrompiam agentes públicos para firmar contratos com a Petrobras, mediante fraude à licitação e formação de cartel.
"Parte da propina voltaria ao PT em forma de doações contabilizadas à legenda e às campanhas eleitorais. Outra parte seria entregue em dinheiro ao tesoureiro do partido. Uma terceira financiaria a agremiação por meio de doações indiretas ocultas, especialmente por meio de publicidade”, disse o ministro em despacho.
Além disso, segundo a assessoria do TSE, o ministro afirmou que a conta de campanha de Dilma também contabilizou expressiva entrada de valores depositados por empresas investigadas na Lava Jato.
O ministro pediu, no despacho de agosto, investigação pela Procuradoria-Geral da República, Corregedoria-Geral Eleitoral e Polícia Federal.
O PT tem afirmado, em resposta a pedidos de investigação sobre a campanha de Dilma, que as doações recebidas ocorreram de forma legal e foram declaradas à Justiça Eleitoral.
A Reuters tentou sem sucesso contactar representantes da campanha de Dilma para comentários. A assessoria de imprensa do Palácio do Planalto disse que não iria comentar.
O TSE havia aprovado, porém com ressalvas, a prestação de contas da campanha eleitoral de reeleição de Dilma e do comitê eleitoral petista em dezembro do ano passado.

REUTERS BRASIL


terça-feira, 17 de março de 2015

Manifestações contra o governo da presidente Dilma repercutem na Câmara

O vereador disse que o Governo respondeu às manifestações

As manifestações contra o governo da presidente Dilma Roussef (PT) e contra a corrupção (Foto: CMM)




As manifestações contra o governo da presidente Dilma Roussef (PT) e contra a corrupção, que mobilizaram milhares de pessoas nas ruas de Manaus e de todo o país repercutiu na Câmara Municipal de Manaus (CMM), ocasião que os vereadores foram à tribuna, na manhã desta segunda-feira (16), falar dos protestos.

O vereador Mário Frota (PSDB) fez questão de fazer um comparativo entre as duas manifestações que marcaram a semana: a de sexta-feira (13), Pró-Dilma, e a de domingo, contra o Governo. Em São Paulo 1 milhão de pessoas; em Curitiba, 80 mil pessoas; em Porto Alegre, 100 mil pessoas e em Manaus, 20 mil pessoas. Para ele, a manifestação em favor do Governo Dilma levou poucas pessoas para a rua.

Frota, que é um grande crítico do governo do PT e da presidente Dilma, citou várias frases e dizeres nos cartazes e faixas nos protestos.
Para o vereador Hiram Nicolau (PSD), o domingo foi o “dia do basta” e fez um questionamento: “Quando o MST (Movimento dos Sem Terra) vai para as ruas com suas foices, apoiando a presidente Dilma, o governo interpreta como ato democrático, e quando a população vai às ruas de forma organizada, pacífica e ordeira, é interpretada como tentativa de golpe”, afirmou.

De acordo com o vereador, a manifestação em Manaus foi gigantesca. “A oposição não é mais política, é civil, organizada e pacífica, que dá exemplo e recado. Quero ver o país andando para frente”, disse ele, parabenizando o cidadão por manifestar um gesto que é legítimo.
Segundo o vereador Luis Mitoso (PSD), as ruas falaram no domingo e os jornais retratam com fidelidade o “verde e amarelo” das ruas. “Diferente de sexta-feira (13), que foi uma manifestação partidária e paga. O Brasil estava de verde e amarelo, não de vermelho”, lembrou.

Álvaro Campelo (PP) disse que, na movimentação de domingo, ficou evidenciado que a tese de golpismo e ação de parte da mídia, como queriam passar os aliados da presidente Dilma, “caíram por terra”. “A manifestação veio da insatisfação do povo e independente de ter votado ou não na presidente”, disse ele, ao afirmar que, com a manifestação o Governo, está fragilizado, ao contrário do que quiseram passar os ministros da presidente. O vereador criticou ainda o fato da Petrobras, de acordo com as notícias, estar ajudando pela segunda vez o Paraguai, ao reduzir o preço do combustível no país vizinho. “Lá o preço do litro da gasolina caiu, enquanto aqui a gente paga um preço absurdo”, lembrou.

O vereador Sildomar Abtibol (PROS) manifestou preocupação quanto ao momento político. Para ele, os vereadores devem discutir o quanto antes a reforma política, uma das reivindicações dos movimentos sociais. “O Congresso discute o mandato tampão de dois anos para que as eleições sejam unificadas. Precisamos discutir, porque senão pode chegar uma reforma sem a participação dos vereadores”, advertiu. O vereador sugere um encontro com todos os vereadores e participação dos congressistas que estão à frente das discussões em Brasília (DF).

Joãozinho Miranda (PTN), por sua vez, afirmou que também está preocupado com a Reforma Política, mas destacou que a Associação Brasileira da Câmaras Municipais (Abracam) já tem mobilização em relação ao tema, tanto que recebeu convite para participar. “Passarei para o presidente da Casa e para os demais vereadores que tiverem interesse”, informou. Para o vereador, as manifestações tanto pró quanto contra são legítimas. “Sou contra a corrupção, que não tem freio, não tem punição. No Brasil, o crime compensa”, disse ele, que criticou a delação premiada, onde o individuo ganha os benefícios da lei, mas não devolve o que roubou. “A corrupção está impregnada em toda a sociedade, todo mundo dá o jeitinho, faz cópia de livro, tira xerox e quem  leva a culpa somos nós, os políticos. Em todo o Brasil existe político honesto”, defendeu.

Pela oposição, Professor Bibiano (PT), vê que fica difícil combater a corrupção sem Reforma Política. Para ele, a corrupção tem raízes, mas existem políticos de conduta ilibada. “Essa podridão pode mudar, mas não por leis, que muitas vezes não são cumpridas”, disse ele, que apresentou requerimento para a realização de audiências publicas, em parceria com a CNBB (Conferência Nacional de Bispos do Brasil), para tratar da reforma política e do fim do financiamento de campanha. Segundo ele, o financiamento de campanha por empresas é a raiz do mal, pois o político passa a defender o interesse dos empresários.

Na discussão, o vereador Waldemir José (PT) chegou a criticar os dados superestimados da manifestação publicados. Baseado em dados da Folha de São Paulo, de acordo com o vereador, o número de participantes chegou a 210 mil em São Paulo e não 1 milhão como o divulgado. De acordo com ele, a população de São Paulo mandou recado também para o PSDB. “Vamos abrir os olhos. A população pediu por liberdade e democracia, tinha até faixa de Fora Supremo”, disse ele.

O vereador disse que o Governo respondeu às manifestações com o lançamento do Pacote Anticorrupção com cinco medidas, entre elas, o fim do Caixa 2 de campanha, enriquecimento ilícito, confisco de bens, criação de Juizados Especiais para crime de improbidade e aproximação com os movimentos sociais.
O vereador disse que para somar o seu mandato às reivindicações do movimento, apresentou proposta de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escolas Municipais Rurais que estão abandonadas. “As manifestações das ruas, de combate a corrupção, tem que chegar a todas as esferas dos governos”, afirmou.
Arlindo Júnior (PROS) lembrou que outras manifestações de insatisfação contra o governo foram feitas lá atrás, antes das eleições. “Queria que fizessem na hora certa, na hora do voto”, disse.


Com Informação da Assesoria


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Podemos ter duas mulheres no segundo turno pela primeira vez

A nova pesquisa Vox Populi divulgada pela TV Record na noite desta terça-feira mostra que Dilma Rousseff


No noticiário político, a polarização entre Dilma e Marina já ocupa os principais espaços


A cada nova pesquisa, desde o ano passado, duas candidatas consolidam suas posições: a presidente Dilma Rousseff na liderança e a ex-ministra Marina Silva vindo em segundo lugar, ambas bem à frente dos demais concorrentes.
Se as pesquisas estiverem certas, a pouco menos de um ano da eleição, e se houver segundo turno, o que hoje é improvável, o Brasil pode ser um dos primeiros países do mundo a ter duas mulheres disputando diretamente a Presidência da República.
A nova pesquisa Vox Populi divulgada pela TV Record na noite desta terça-feira mostra que Dilma Rousseff seria reeleita já no primeiro turno, em qualquer cenário, contra quaisquer candidatos.
No mais provável, a presidente candidata à reeleição tem 43%, contra 20% de Aécio Neves e l0% de Eduardo Campos _ 13 pontos a mais do que a soma dos  seus principais adversários.
Por enquanto, ainda estão indefinidos os seus concorrentes no primeiro turno: Eduardo Campos ou Marina Silva, pelo PSB, e Aécio Neves ou José Serra, pelo PSDB, que só pretendem definir o cabeça de chapa lá para março ou abril do próximo ano. Contra qualquer um deles, no entanto, o Vox Populi aponta folgada vantagem de Dilma num eventual segundo turno.
Este é o quadro do momento, mas ainda temos entre 19 e 27% de eleitores que não sabem em quem votar ou pretendem votar em branco ou nulo. Ou seja, um em cada cinco eleitores ainda não tem candidato.
Se depender da mídia grande, a principal adversária de Dilma será mesmo Marina Silva, que foi sua colega no governo Lula. Cansados de Serra, que só perde, e sem confiar em Aécio Neves, os principais veículos de comunicação do país estão jogando tudo para a ex-ministra do Meio Ambiente, que teve quase 20 milhões de votos em 2010, ser a candidata do socialismo verde, tomando o lugar que estava reservado para o presidente do PSB, o governador pernambucano Eduardo Campos.
No noticiário político, a polarização entre Dilma e Marina já ocupa os principais espaços, eclipsando os demais candidatos. Se assim será até outubro de 2014, ninguém arrisca dizer, mas por enquanto temos uma grande novidade: duas mulheres na ponta e nenhum sinal do velho embate entre PT e PSDB.
Quem arrisca um palpite sobre as próximas pesquisas?

sábado, 19 de outubro de 2013

Comissão Especial para tratar da criação de municípios

Perguntado se a criação de novos municípios poderia ser usada como bandeira política nas eleições de 2014

Distrito de Santo Antônio do Matupi, Manicoré(Foto: A Critica.Com)




Depois que o Senado Federal aprovou na noite de quarta-feira (16), o Projeto de Lei complementar 416/2008, que permite a criação de novos municípios no Brasil, o assunto repercutiu na Sessão Ordinária desta quinta-feira (17), no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Vários deputados discursaram sobre o tema e a maioria defendeu a criação de municípios em algumas comunidades que já têm infraestrutura para se emancipar.

Em entrevista, o presidente Josué Neto (PSD) disse que a partir da aprovação da lei complementar, e após a sanção ou veto, pela presidente Dilma Rousseff (PT), a Assembleia Legislativa tem de se manifestar, uma vez que o assunto já vem sendo debatido há pelos menos dez anos na Casa. “Nesse momento, vamos nos preocupar em atender o que especifica a lei do Senado”, disse Josué Neto.

O presidente defendeu a formação de uma comissão específica para tratar do assunto e citou que alguns deputados que já se dispuseram a participar: Belarmino Lins (PMDB), Adjuto Afonso (PP) e Tony Medeiros (PSL). “Agora, vamos nos adequar às normas da lei e, pela especificidade da questão, entendo que deve ser criada uma comissão especial para isso”, informou Josué Neto.

Perguntado se a criação de novos municípios poderia ser usada como bandeira política nas eleições de 2014, o presidente Josué Neto respondeu negativamente. “Isso é uma decisão do Senado e o Senado não pensou nisso”. Segundo ele, se fosse uma decisão que tivesse sua origem na Assembleia do Amazonas, os deputados poderiam ser taxados de usar o fato eleitoralmente.
“Mas a decisão de dar início a esse processo não coube à Assembleia”, disse, acrescentando que se dependesse da Assembleia, isso já teria sido feito há muito tempo.

O projeto aprovado quarta-feira no Senado segue agora para sanção ou veto da presidente Dilma Rousseff. Segundo o relator da proposta, senador Valdir Raupp (PMDB-RO), atualmente, o projeto já permitiria dar início a processos de emancipação – e transformação em município – de pelo menos 188 distritos em todo o país. No Amazonas, existem 44 pedidos de emancipação de municípios, tramitando na Assembleia Legislativa.



Com Informação da Assessoria 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Seleção visita Dilma e leva taça da Copa das Confederações

  


(Arquivo)




A presidente Dilma Roussef recebeu a seleção convocada por Luiz Felipe Scolari no Palácio da Alvorada. O capitão Thiago Silva entregou à presidenta a taça da Copa das Confederações uma camisa autografada pelos atletas para ela e outra para seu neto, Gabriel.

Neymar, Pato, David Luiz, Hernanes Daniel Alves e Maicon não compareceram ao encontro com a presidenta. Dilma comprimentou todos os jogadores individualmente e brincou sobre o peso do troféu. "Muito pesado", disse ela.

"Brindamos a conquista da Copa das Confederações e a possibilidade do hexa da Copa do Mundo, que esperamos fazer um bom trabalho e conquistar. Foi muito legal, me senti como se estivesse em casa", declarou o goleiro Julio César.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Braga repudia espionagem dos Estados Unidos contra o governo brasileiro e confirma criação de CPI

“Existem circunstâncias e coincidências que precisam ser investigadas em nosso País, pelo uso das nossas redes sociais e pelo uso da Internet com fins, muitas vezes, de tentar desestabilizar politicamente um país".



“A atitude abusiva do governo americano, através de sua agência de segurança(Lucianovale.com)


O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB/AM), confirmou nesta segunda-feira (2) a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o monitoramento do governo americano de dados dos cidadãos brasileiros, revelado pelo jornal inglês The Guardian, e da presidenta Dilma Rousseff, conforme revelou reportagem veiculada pela TV Globo no último domingo (1). Chamada de CPI da Espionagem, a instância será instalada nesta terça-feira (02).

Em discurso no Plenário do Senado, Braga repudiou as denúncias de que a Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) acessou dados telefônicos e de e-mails de brasileiros e de autoridades brasileiras, entre elas, da presidenta Dilma Rousseff e de seus assessores.

“A atitude abusiva do governo americano, através de sua agência de segurança, foge completamente ao padrão de confiança esperado de uma parceria estratégica como a que tradicionalmente o Brasil mantém com os Estados Unidos”, disse.

O senador afirmou que a CPI, proposta pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM) e que teve a criação apoiada pela maioria dos membros do Senado, vai investigar as informações reveladas pelo ex-consultor da NSA, Edward Snowden, para comprovar até onde os Estados Unidos violaram dados dos cidadãos brasileiros e do governo, em desrespeito à soberania do Brasil.

“Existem circunstâncias e coincidências que precisam ser investigadas em nosso País, pelo uso das nossas redes sociais e pelo uso da Internet com fins, muitas vezes, de tentar desestabilizar politicamente um país”, enfatizou Braga.

Censura

O senador apoiou a intenção do governo brasileiro de questionar na Organização das Nações Unidas (ONU) as ações de espionagem do governo dos Estados Unidos.  Ele informou que encaminhou à Mesa Diretora do Senado requerimento solicitando voto de censura da Casa às investidas do governo americano contra princípios da soberania de vários países, assegurados pelo direito internacional e pela ONU.

Além de repúdio à violação de comunicação entre a presidenta Dilma e assessores, o voto de censura é relativo às denúncias de quebras de sigilo de empresas e entidades de países considerados amigos dos Estados Unidos.



Com Informação da Assessoria











terça-feira, 7 de maio de 2013

Sinésio é o coordenador da reeleição de Rui Falcão no Amazonas


Com a coordenação, Sinésio Campos começa uma ampla agenda da política nacional do PT no Amazonas

A aprovação do nome de Sinésio aconteceu depois que ele recomendou(Aleam)



O líder do governo, deputado Sinésio Campos (PT), vai coordenar a campanha à reeleição do presidente nacional do partido, Rui Falcão. 

O nome do parlamentar foi escolhido neste domingo, 5, durante o encerramento do Congresso Nacional do Movimento PT (MPT) em Brasília (DF), pelo ministro da Educação, Aluízio Mercadante, ministra chefe da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário e pelo líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (SP), que integram às forças políticas da legenda.

A aprovação do nome de Sinésio aconteceu depois que ele recomendou, em discurso na plenária, a recondução do presidente ao comando do PT. 

A proposta contou com apoio de 92% dos 200 delegados dos 24 Estados da federação que participaram do evento. 

O deputado defendeu a unidade das forças com a corrente Novos Rumos de Rui Falcão e conseguiu convencer os delegados da tendência Movimento PT (MPT) a segunda maior força da legenda e da qual o petista é líder no Amazonas, a não apresentar candidatura no Processo de Eleição Direta (PED), que acontece no dia 10 de novembro.  

O deputado também se destacou no encontro apresentando a maior e mais organizada caravana uniformizada.

Ela contou com a participação dos prefeitos de Nova Olinda do Norte, Joseias Lopes; Maués, Padre Carlos; Novo Airão, Lindinalva Ferreira, e os vices-prefeitos de Benjamin Constant, João Vieira; Silves, Jasmire Machado; Autazes, Tadeu Cabral e as vereadoras de Itacoatiara, Cheila Moreira e de Autazes, Suely Lopes.

Com a coordenação, Sinésio Campos começa uma ampla agenda da política nacional do PT no Amazonas, na qual reforça sua atuação como principal líder do Governo Federal na Assembleia Legislativa e se coloca no “olho do furacão” das discussões para as eleições de 2014. 

A partir de agora o trabalho do petista será unificar as forças do partido no Amazonas, que conta com 21 mil filiados, em torno da reeleição de Rui Falcão e, também, dar início às discussões do processo de alianças com partidos da base governista no Estado para a reeleição da presidenta Dilma Housseff.

O deputado informou que no encontro, o MPT Amazonas ampliou de um para três o número de representantes nas discussões nacionais do partido. 

“O Movimento tinha apenas uma vaga, que era a minha, como deputado estadual e membro da executiva estadual. Agora conseguimos incluir o prefeito de Nova Olinda, Joseias Lopes e do consultor regional da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Luiz Souza Borges. 

Esse é um fato inédito na política nacional e vai refletir em mudanças no Processo de Eleição Direta (PED) e no cenário eleitoral de 2014”, disse Sinésio Campos.



Antônio Lopes

Jornalista MTb-AM 593