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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
(Fonte da imagem: Reprodução/CBN)

Jovens se reúnem em shoppings para passear e se divertir. Mas os casos mais recentes têm gerado caos nos centros comerciais. Entenda melhor o que é e como começou essa onda

Se você acompanhou os noticiários online, impressos ou televisivos das últimas semanas, deve ter se deparado com relatos e implicações dos chamados rolezinhos.

O assunto ganhou grande repercussão na mídia a partir de dezembro do ano passado, quando as aglomerações de jovens marcadas pela internet, com o objetivo inicial de um simples passeio, começaram a ocasionar tumultos e confrontos com a polícia.

Mas você sabe qual o exato conceito do rolezinho? E como essa manifestação popular começou? Quais são, ou foram, os motivos que levaram a essas reuniões de centenas e até milhares de pessoas? Como as redes sociais ajudaram a tornar essa prática uma moda e quais as consequências que esse tipo de encontro tem gerado? Neste artigo nós vamos deixá-lo a par de tudo isso.

#partiurolezinhonoshopping

Em sua essência, os rolezinhos nada mais são do que encontros de pessoas, em sua grande maioria de jovens, com o objetivo de dar um rolê, ou seja: passear, comer um lanche, fazer novas amizades e paquerar.

Na verdade, esse tipo de evento não é exatamente uma novidade. Há muitos anos, estacionamentos de postos de gasolina, supermercados, entre outros estabelecimentos são pontos de encontro durante as noites e madrugadas, principalmente nos finais de semana, para que os jovens possam conversar, ouvir música e cantar.

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
(Fonte da imagem: Reprodução/Renato Mendes para Estadão Conteúdo)

A nova onda se diferencia pela enorme quantidade de participantes, o que foi possível graças ao poder de viralização e de interação da internet — mais especificamente das redes sociais. Foi basicamente através de eventos criados no Facebook que milhares de pessoas passaram a se reunir em shoppings de várias cidades do país, afinal esses são os locais perfeitos para caminhar vendo vitrines, comer e azarar.

A ideia do encontro

Mas por que combinar de sair com tantas outras pessoas, as quais muitas vezes nem sequer se conhecem? Aqui parece existir uma separação de pretextos. Alguns dos organizadores encaram os rolezinhos como uma manifestação pura e simplesmente em prol de mais lugares de lazer. Os primeiros rolês teriam sido organizados por cantores de funk como uma forma de explicitar sua indignação com um projeto de lei que proibia bailes do gênero nas ruas de São Paulo.

Em contrapartida, há uma segunda vertente do movimento. Esse formato de reunião teria surgido ainda em 2012 como um encontro de fãs. Jovens populares em redes sociais se articularam para promover encontros que permitissem uma maior proximidade entre ídolos e seus seguidores. Quando citamos ídolos, não estamos falando de astros da TV, do cinema ou do esporte, mas sim de jovens com perfis famosos na web.

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
Encontro dos jovens no Shopping Metrô Itaquera, na capital paulista. (Fonte da imagem: Reprodução/INFO Online)

Um exemplo desse tipo de celebridade virtual é Juan Carlos Silvestre, um adolescente de 16 anos que é conhecido na internet como "Don Juan" e possui mais de 50 mil seguidores no Twitter. Uma de suas fãs, Jhenifer, de 17 anos, contou à Folha de S.Paulo (conforme cita o BOL) que gosta dos encontros e já participou de sete deles. "Tem que ser em um lugar onde dê para zoar e tirar foto com o ídolo", disse a jovem.

Os primeiros rolezinhos

Embora iniciativas parecidas já existissem, conforme comentamos acima, o atual formato, que viralizou com a ajuda das redes sociais, se concentrou na cidade de São Paulo e repercutiu pela primeira vez no dia 7 de dezembro de 2013, quando aproximadamente 6 mil jovens foram até o Shopping Metrô Itaquera, na Zona Leste da capital paulista.

Devido à aglomeração incomum de tantas pessoas, algumas lojas fecharam as portas mais cedo com medo de saques. O final do evento não foi dos melhores: houve corre-corre nos corredores do centro comercial e a polícia acabou sendo acionada. Após o ocorrido, clientes e comerciantes entraram em contato com o shopping informando sobre furtos efetuados durante o incidente.

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
(Fonte da imagem: Reprodução/Robson Ventura para Folhapress)

Concentrando cerca de 2,5 mil adolescentes, o segundo rolezinho seguiu para o Shopping Internacional de Guarulhos no dia 14 de dezembro. O desfecho do passeio foi o mesmo, mas com 22 suspeitos detidos pelas autoridades e liberados depois de averiguações.
Na semana seguinte, na data de 22 de dezembro, época em que os centros comerciais estão lotados devido à proximidade do Natal, o rolê combinado pela internet debandou para a Zona Sul de São Paulo, no Shopping Interlagos. Dessa vez, não foram registrados furtos, mesmo assim quatro pessoas foram detidas.

Já em 2014, no dia 4 de janeiro, foi a vez do Shopping Tucuruvi, em São Paulo, receber os participantes de outro encontro. Nesse evento não foram informados roubos ou prisões, mas o tumulto das centenas de pessoas fez com que o expediente das lojas fosse encerrado três horas antes do convencional.

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
(Fonte da imagem: Reprodução/Robson Ventura para Folhapress)

No dia 11 de janeiro ocorreu aquela que talvez tenha sido a reunião mais caótica, novamente marcada para o Shopping Metrô Itaquera. De acordo com notas da Polícia Civil da capital paulista, foram registrados um furto e dois roubos. A Polícia Militar do estado entrou em ação e usou balas de borracha e gás lacrimogênio para dispersar o grupo. Nesse mesmo dia aconteceram eventos paralelos nos shoppings Campo Limpo e JK Iguatemi.

Caso de polícia

A intenção dos rolezinhos em sua essência é aceitável, ingênua e não fere qualquer tipo de legislação. Contudo, na prática os encontros estão gerando algazarra nesses espaços privados abertos ao público, ocasionando tumulto e pânico — o que é um delito criminal. Isso sem falar na infiltração de pessoas mal-intencionadas nesses grupos, as quais querem apenas furtar e promover baderna.

Com isso, lojistas se sentem obrigados a fechar as portas mais cedo e os visitantes, muitas vezes amedrontados, vão para suas casas. Como era de se esperar, não demorou muito para que as administrações dos shoppings entrassem com pedidos de apoio judicial para evitar maiores prejuízos. E elas conseguiram decisões a favor da triagem de clientes.
Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
(Fonte da imagem: Reprodução/Bruno Poletti para Folhapress)

Por exemplo, no dia 10 de janeiro, a juíza Daniella Carla Russo Greco de Lemos expediu uma liminar impedindo o rolezinho programado para o Shopping Itaquera, estipulando uma multa de R$ 10 mil para quem desrespeitar a determinação. A magistrada alega que a Constituição Federal prevê direito à livre manifestação, mas sendo exercida com limites.

"A Constituição Federal de 1988 estabeleceu diversas garantias fundamentais em seu art. 5º. Entre elas a da livre manifestação, o direito de propriedade, a liberdade do trabalho. O art. 6º garante, ainda, como direito social, a segurança pública, o lazer, entre outros. O direito à livre manifestação está previsto na Constituição Federal", afirmou a juíza ao site G1.

"Contudo, essa prerrogativa deve ser exercida com limites. Ora, o exercício de um direito sem limites importa na ineficácia de outras garantias. De fato, se o poder de manifestação for exercido de maneira ilimitada a ponto de interromper importantes vias públicas, estar-se-á impedido o direito de locomoção dos demais. Manifestação em Shopping Center, espaço privado e destinado à comercialização de produtos e serviços, impede o exercício de profissão daqueles que ali estão sediados, bem como inibe o empreendedorismo e a livre iniciativa", complementou Greco de Lemos.

Repercussão na mídia

Em consequência dessas decisões judiciais, surgiram novas discussões que colocam governos, comerciantes e organizadores um contra o outro. Associações pedem para que as prefeituras liberem espaços de seu domínio para o público. Por sua vez, muitos dos governantes alegam não ter locais viáveis e disponíveis para isso. Enquanto isso, os integrantes continuam sem ter onde aproveitar os finais de semana.
Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
Foto do rolezinho gospel ocorrido em Cascavel, interior do Paraná. (Fonte da imagem: Reprodução/Folha de S.Paulo)

Polêmicas à parte, de maneira geral, a repercussão dos rolezinhos é negativa. Com isso, responsáveis por shoppings e autoridades começaram a monitorar atividades relacionadas a esse tipo de manifestação nas redes sociais. Inclusive, vários dos eventos criados no Facebook para organizar a concentração de adolescentes e jovens estão sendo apagados.
Mas nem todas as notícias sobre os rolês têm uma perspectiva recriminatória. A iniciativa originada em São Paulo serviu de inspiração para grupos específicos de jovens. Uma dessas reuniões aconteceu no maior centro de compras de Cascavel, no interior do Paraná, onde adolescentes se reuniram na praça de alimentação para ler a Bíblia.

Por Fernando Daquino
FONTE:  Folha de S.Paulo, INFO Online, Diário Catarinense, G1, Correio Braziliense, BOL

sexta-feira, 29 de março de 2013

Santas receitas: o preparo do peixe além do trivial

Para fugir da carne vermelha na Semana Santa, mas sem cair no lugar comum das receitas consagradas, vale experimentar

Ninguém melhor que o chef Felipe Schandler para compartilhar conosco uma de suas inventivas receitas
Ninguém melhor que o chef Felipe Schandler para compartilhar conosco uma de suas inventivas receitas (Juca Queiroz)
Na tradição cristã, é recomendada a abstinência de carne vermelha na Semana Santa. O que, para nós, não seria nenhum problema, já que o peixe é uma das matérias-prima mais abundantes da região amazônica. Mas se na hora do preparo você quiser fugir do trivial, o Vida & Estilo Gourmet dessa semana dá ótimas opções de como inovar com segurança, sem correr o risco de transformar o almoço de família numa invenção improvisada.

Ninguém melhor que o chef Felipe Schandler para compartilhar conosco uma de suas inventivas receitas. O catarinense que conquistou o paladar manauara com sua releitura moderna dos típicos pratos regionais, dessa vez nos apresenta o seu Tambaqui com Crosta de Castanha, um dos pratos mais comentados do premiado Restaurante Banzeiro Cozinha Amazônica.

“É um prato que tem uma mistura de texturas, com a carne macia do peixe e a crocância da crosta de castanha”, define Felipe, segundo quem a receita é muito simples, além de deliciosa. Para o acompanhamento, a sugestão do chef é de um bom vinho branco. No Banzeiro, o prato é servido todos os dias. Mas se você quiser encarar a cozinha e tentar reproduzi-lo, confira a receita ao lado.

Pesquisador Responsável pela criação de receitas da Coliseu Pizzaria e da sanduicheria e soparia Hamburguela, Mauro Kiriya é um ávido pesquisador de sabores. Idealizador da Sopa de Bacalhau, um dos carros-chefes do rodízio de sopas da Hamburguela, Mauro diz que sua inspiração é sempre a busca pelo novo.

“As pessoas seguem muito o trivial, a gente busca uma outra linha”, diz ele, que preparou para o V&E a consagrada Sopa de Bacalhau, servida nos dois restaurantes, e a refinada Pizza de Salmão do Coliseu.

Para a primeira, ele alega não haver grandes mistérios. “O bacalhau tem que ter uma certa consistência. É aí que entra a batata, ao invés de maisena, para engrossar. O caldo em si é batata batida e água de cozimento do próprio bacalhau, não tem mágica”, diz ele sobre o prato, de boa textura e excelente paladar, um dos preferidos da Hamburguela e que, apesar de leve, é uma refeição e tanto.
Serviço

o que é: Sopa de Bacalhau

onde: rodízio de sopa da Hamburquela (R$ 21, 50); Rua Rio Purus, 853, Vieiralves; fone: 3584-3000
o que é: Tambaqui com Crosta de Castanhaonde Banzeiro Cozinha Amazônica; Rua Libertador, 102, Nossa Senhora das Graças; fone: (92) 3234-1621

FELIPE DE PAULA

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A (r)evolução das calças compridas

Foi revogada, no início do mês de fevereiro, lei que proibia as mulheres de usarem a peça em Paris



Nos anos 1930, as calças se tornaram populares entre as estrelas de Hollywood
Nos anos 1930, as calças se tornaram populares entre as estrelas de Hollywood (Jornal AC)


Tão comum no nosso dia a dia, o uso da calça comprida em suas diversas variações foi um direito conquistado a longo prazo pelas mulheres e está intimamente ligado à luta pela igualdade de gêneros.

Para surpresa de muitos, essa questão voltou à tona na semana passada em função da revogação de uma lei francesa datada de 7 de novembro de 1800 que proibia o uso da peça pelas mulheres em Paris. Segundo o documento, para desfilar pelas ruas da Cidade Luz, elas precisariam de uma autorização prévia da polícia; caso contrário, seriam presas.

A restrição ao uso de calças compridas pelas mulheres estava, na verdade, carregada de uma conotação política. Ainda sob os impactos e ideologias da Revolução Francesa, a veste utilizada pelos sans-culottes, o pantalon (feita de algodão grosso), representava o rompimento com a antiga aristocracia, cujo símbolo era os cullotes, calções com meias de seda. Apesar de terem marchado ao lado dos sans-culottes, a igualdade do lema revolucionário não foi aplicado ao guarda-roupa feminino, que cada vez mais se tornava exagerado e limitador.

EUA

Em meados do século XIX, começa a surgir nos Estados Unidos um movimento de contestação aos desconfortáveis trajes femininos. Amelia Blommer foi uma das líderes desse movimento e defendeu em seu jornal, The Lily, o uso de calças afofadas que iam até os tornozelos. A vestimenta, que era utilizada sob um vestido largo de comprimento médio, havia sido usada em público algum tempo antes por Elizabeth Smith Miller, em Nova York, mas ficou eternizada como calças “Bloomers”.

Amelia chegou a ir à Europa defender suas idéias, ganhou adeptas, mas estas foram uma minoria. Apenas em 1890, com a popularização da prática do ciclismo, as calças bloomers – já sem a saia até o joelho- passaram a ser incorporadas ao guarda roupa feminino, mas apenas como traje para a prática do esporte.


Popularização

Já no século XX, o primeiro a tentar transformar as calças compridas em traje feminino foi Paul Poiret, que, na década de 1910, criou um modelo inspirado em pantalonas turcas. Mas não coube a ele a aceitação da peça pelo público feminino, mas sim a sua rival, a icônica estilista Coco Chanel.

Foi mademoiselle quem, na década de 1920, passou a pregar que elegância e conforto podiam caminhar lado a lado e, assim, deu seu toque feminino e particular aos trajes masculinos. Sua primeira aposta foi uma peça de pernas largas, inspirada no modelo utlizado pelos marinheiros. Chanel não era feminista, mas não lhe agradava o figurino utilizado pelas endinheiradas da época; além disso, soube usar como inspiração as roupas utilizadas por seus amantes- como os culotes usados pelo primeiro deles, Étienne Balsan, para cavalgar seus cavalos puro-sangue.

Glamour

Nos anos 1930, as calças se tornaram populares entre as estrelas de Hollywood e, nos anos 1950, passaram definitivamente a fazer parte do dia a dia após a versão jeans tornar- se uniforme entre os jovens. Nos anos 1960, uma nova revolução se deu com o smoking feminino criado por Yves Saint Laurent, que se tornou símbolo de atitude e glamour. Na década seguinte, é a vez dos hippies e suas calças boca de sino se tornarem tendência.

Os anos 1980 foram marcados pelo exagero e neles, dentre outros modelos, se destacam as calças clochard, inspiradas nos mendigos de Paris. Em contraponto aos excessos da década passada, nos anos 1990 reina o minimalismo na moda, com calças mais retas.

Neste novo século, a tecnologia e o mundo globalizado trouxeram um turbilhão de influências que se modifica a cada estação. Liberdade de opções ou uma nova força de opressão? O tempo dirá.

LUCIANA SANTOS

Papo de homem: blogs de moda masculina em pauta

A CRÍTICA entrevista blogueiro paulista Kadu Dantas sobre os desafios desse universo 



Blogs de moda masculina em pauta
Blogs de moda masculina em pauta (Divulgação)


Os blogs de moda com fotos inspiradoras de “look do dia” não são mais exclusividade femininas. De mansinho, os homens também estão criando seus próprios espaços para falar sobre o assunto e conquistando um lugar na blogosfera fashionista.

Na falta de um blog brasileiro que falasse sobre moda masculina com um tom mais pessoal, o jornalista Kadu Dantas decidiu criar o seu. Há sete meses no ar, o ‘Blog do Kadu’ já é referência no segmento. “Sentia falta de algo parecido no Brasil. Apesar de existirem inúmeros blogs de moda voltados às mulheres, para os homens, com esta proposta (look do dia), praticamente não existia”, diz.

Estilo

No endereço, Kadu posta seus looks diários, dá dicas de moda e escreve sobre assuntos do universo masculino. Em um dos posts, por exemplo, o blogueiro lista os melhores tênis da temporada, em outro, fala sobre carros. “É um espaço com posts, comentários e looks baseados no meu gosto pessoal”, resume.

Mas o que chama mais atenção no blog são looks impecáveis exibidos por lá, todos escolhidos pelo próprio jornalista. “Subo looks de segunda a sábado, ininterruptamente, com algumas dicas e truques que uso no meu dia a dia para vestir-me melhor”, diz.

No melhor estilo preppy, Kadu parece ter saído de Upper East Side - bairro nobre de Manhattan retratado na série “Gossip Girl”. As produções são recheadas de calça de alfaiataria, camisas, blazers, cintos e sapatos sociais, de grifes como Zara, H&M, Daslu, Hermès e Louis Vuitton. “Estilo é algo que se conquista aos poucos, com bom senso e pesquisa”, diz ele. “Conhecer a si mesmo e ao seu corpo, respeitando seus limites e proporções”, completa.

Boom?

 Apesar de sentir o gostinho do sucesso com o blog - são mais de 200 mil acessos por mês - o blogueiro Kadu Dantas não acredita em um boom de blogs masculinos. “Blog é algo que necessita de muita dedicação e, geralmente, este tipo de trabalho os homens não têm muita paciência em fazer: escolher roupas, montar looks, investir tempo e dinheiro, fotografar. Parece fácil, mas não é”, diz. “Mas fico feliz em perceber que meu trabalho vem sendo muito valorizado, tanto aqui no Brasil quanto lá fora”.

Em ritmo de crescimento, no próximo mês o blog serábilíngüe, como opção para ler em português e inglês. “Recebo inúmeros e-mails pedindo para traduzi-lo”, diz.

Estilo e opinião


Filho de Pedro e Thereza Collor, o publicitário Victor Collor também é destaque entre os blogs de estilo masculino. No endereço vicco.com.br, ele aborda assuntos como moda, lifestyle, gastronomia e dá dicas sobre hot spots para se conhecer. Em um dos post fez um relato sobre a experiência de ir a uma barbearia inspirada no estilo dos anos 40 e 50.

LUANA RIBEIRO 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Vestido do século: noivas que se casaram com o mesmo vestido

Em 103 anos, 32 noivas de uma mesma família disseram o “sim” com a peça

1910: Beatriz Studart. A história começa quando ela importa o vestido de Bruxelas  1941: Klarisse Franco de Sá. Em homenagem à mãe, ela casa com o mesmo modelo
1910: Beatriz Studart. A história começa quando ela importa o vestido de Bruxelas 1941: Klarisse Franco de Sá. Em homenagem à mãe, ela casa com o mesmo modelo (Arquivo Pessoal)
 
Em 1910, Beatriz Studart procurava um vestido de noiva dos seus sonhos para dizer “sim” perante o altar. Em Manaus, na época, eles eram difíceis de encontrar. Além disso, poucas costureiras topavam encarar o desafio de fazê-los. Mas para uma ocasião especial, um vestido à altura: Beatriz importou o vestido de Bruxelas, Bélgica.

Feito em renda, com desenhos de flores e folhas bordadas à mão, o vestido começava ali uma história que atravessaria o tempo. As rendas tradicionais da cidade belga vestiram os sonhos de 32 noivas da família Franco de Sá, em mais de três estados brasileiros e por cinco gerações.


Resistiu ao tempo
 
O vestido de Beatriz Studart foi herdado primeiro pela filha, Klarisse Franco de Sá, que casou no ano de 1941. Depois disso, a peça virou parte integrante da família.

“Minha vó Klarisse teve seis filhos, e minha mãe foi a primeira que usou o vestido. Depois dela todas as sobrinhas, netas e bisnetas usaram ele”, diz a empresária Annik Valentine, que em 1987 casou com a mesma peça. “ A minha mãe foi a primera da terceira geração que usou o vestido e eu a primeira da quarta geração”, conta.

Para resistir ao tempo e às festas pelo qual passou, o vestido é lavado e guardado como manda uma tradição que também perdura por anos. “Depois que a noiva usa, o vestido deve deve ser lavado em água de chuva, e ser entregue de volta para a minha avó. Para não amarelar a renda, ela guarda-o dentro de um papel celofane de seda azul, e assim ele vem se conservando”, revela.

O vestido sofreu poucas modificações durante um século. De acordo Annik, apenas alterações de detalhes para se adaptar a diferentes silhuetas. “Algumas usaram com laço atrás outras sem e o forro também foi modificado. A maior delas foi a recomposição de toda a renda”, diz ela.



Lá vem a noiva!
 
O vestido centenário é atração nas festas da família Franco de Sá. “O casamento já é uma festa tradicional e com um vestido que tem história como esse, fica ainda mais emocionante”, conta Annik.

Depois de alguns anos de descanso, a peça se prepara para vestir mais uma integrante da quinta geração da família. E o casamento será este ano. Que seja eterno, assim como o vestido.

Valor sentimental

Algumas peças do closet da empresária Emanuelle Lins e suas irmãs tem muitas histórias para contar. Elas herdaram roupas usadas na juventude da mãe, dona Alice Lins, que até hoje se mantêm intactas ao tempo e aos modismos.

Um exemplo é o macacão branco comprado pela matriarca há 40 anos. “Ele não tem marca, e o valor é sentimental. Minha mãe usou durante um jantar especial com meu pai durante a primeira viagem deles pela Europa”, conta.

Outra peça guardada com carinho por Emanuelle e sua irmãs, é um casaco, que até já ficou famoso entre amigas. “Ele é bem diferente, tem uma malha metálica e é bem impactante”, descreve.

A empresária destaca a importância de reconhecer o real valor de peças de família. “Não são roupas importante por causa da grife ou preço, nem é questão de consumo, é sentimental. Elas têm uma história”, afirma . “Elas são provas de que a moda é passageira, mas o estilo é eterno”.


Por: LUANA RIBEIRO
Fonte: A Crítica

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Michael Kors aposta no neon em coleção de inverno 2013

O estilista Michael Kors é um dos favoritos entre as brasileiras que viajam ao exterior, especialmente por conta de suas bolsas, óculos e relógios. A primeira loja da marca no Brasil deverá inaugurar em março no Village Mall do Rio de Janeiro



Michael Kors apresenta coleção de inverno 2013 no Mercedes-Benz Fashion Week
Michael Kors apresenta coleção de inverno 2013 no Mercedes-Benz Fashion Week (Reprodução/Internet)

O queridinho das brasileiras, o estilista Michael Kors levou nesta quarta-feira (13), para a passarela da Mercedes-Benz Fashion Week, em Nova York, o colorido neon e a camuflagem militar. A coleção faz referências ao atletismo urbano.

Costuras geométricas e zíperes visíveis alinhados aos conjuntos lisos nas cores azul royal e laranja neon chamaram a atenção da plateia, atenta a coleção de  Inverno 2013 da marca. As estampas militares dos casacos, calças, saias, e até dos casacos e estolas de pele, chegam em tons menos camufláveis.

O estilista Michael Kors é um dos favoritos entre as brasileiras que viajam ao exterior, especialmente por conta de suas bolsas, óculos e relógios. A primeira loja da marca no Brasil deverá inaugurar em março no Village Mall do Rio de Janeiro.

Entre as celebridades presentes no desfile, estavam Jada Pinket, Zoe Saldanha, Hillary Swank e Michael Douglas.

ACRITICA

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Festas momescas: a folia das maquiagens em cor neon

Quem dá as dicas para a utilização correta da maquiagem em cores neon nas festas de momo é o make up e hair stylist Nior Sant’ana, 31, formado pelo Instituto Projac, no Rio de Janeiro. Segundo ele, para o Carnaval, os profissionais de maquiagem têm usado bastante adereços, como lantejoulas, glitters, cílios postiços coloridos e strass. Confira o tutorial de maquiagem

A população manauara tinha uma certa resistência à aderência das novas tendências, que pregavam tons mais abertos
A população manauara tinha uma certa resistência à aderência das novas tendências, que pregavam tons mais abertos (Laynna Feitoza)
 
O período das festas momescas já começou! E com os dias cheios de folia há a necessidade de se mesclar junto aos brilhos, cores e a animação dos festejos de Carnaval. Para as mulheres, as novas tendências podem integrar o visual em forma de maquiagem: uma dessas tendências, em especial, e a maquiagem em cor neon e os adereços removíveis, que prometem fazer as cabeças femininas e não só no momento das festividades carnavalescas.

Quem dá as dicas para o uso correto das maquiagens em cores neon nas festas de momo e no dia a dia é o make up e hair stylist Nior Sant’ana, 31, formado pelo Instituto Projac, no Rio de Janeiro. Segundo ele, para o Carnaval, os profissionais de maquiagem têm usado bastante adereços, como lantejoulas, glitters, cílios postiços coloridos e strass.

“Os adereços estão bem requisitados mesmo. Depois da novela ‘Cheias de Charme’, que tinha maquiagens bem animadas, as mulheres começaram a aderir também”, afirmou Nior.
Os preços dos adereços removíveis variam, segundo o make up stylist. Lantejoulas pequenas podem ser encontradas no valor de R$ 3. O strass custa em torno dos R$ 7. Já o glitter custa entre R$ 3 a R$ 4 reais o pacote que rende três ou quatro looks, e podem ser encontrados em lojas especializadas de beleza.




A origem das cores fortes

E as maquiagens em cor neon começaram a ganhar maior visibilidade em Manaus desde novembro de 2012 , devido ao Red Carpet, de Hollywood, segundo Nior. “E aí houve as premiações nacionais, e acho que as pessoas estão olhando e estão se espelhando realmente para usá-las no dia a dia, até porque o que os artistas e as celebridades usam não é nada extraordinário, todo mundo pode usar”, garantiu o profissional.

De acordo com Sant’ana, a população manauara tinha uma certa resistência à aderência das novas tendências, que pregam tons mais vivos e ousados, mas assegurou que atualmente a realidade é outra.

“Aqui em Manaus eu tive uma certa dificuldade para introduzir maquiagens coloridas, porque as pessoas daqui gostavam bastante de tom nude ou tom prata e branco. Mas hoje notamos que as pessoas estão buscando cada vez mais as cores. A prova de que a manauara aceitou a cor neon, por exemplo, é que antigamente só a usavam no Carnaval, e hoje já podemos sair à noite e ver as pessoas usando”, pontuou o make up stylist.

Extermine o tom neon de dia

Nior lembra que, no quesito maquiagem, tudo pode ser feito envolvendo as cores neon, até onde bom senso permitir. Mas há algumas ‘proibições’ em relação a esse tipo de maquiagem, principalmente no que diz respeito ao uso diurno, locais e horários mais específicos para o uso das cores.

“De dia não apareça nunca de cor neon. O neon pode ser usado em qualquer momento pela parte da noite, mas de dia não é nada adequado, a não ser que você queira chamar muita atenção. A partir das 21h, com o clima mais ameno, é permitido usar para sair para uma baladinha, ou até mesmo para um barzinho. Volto a frisar: vá até onde permite o seu bom gosto. É arriscado usar sombra neon e não saber como aplicar. Já fiz maquiagens usando duos com lilás e verde, outros com verde e laranja. Vai muito do acabamento que é dado, e em como vamos utilizar o mix de cores. Mas podemos usar até 5 cores em uma maquiagem, e se ela for bem feita, ela vai ficar perfeita”, certificou Sant’ana.

Em relação à pele

Outro ponto a ser destacado é o conceito defasado de que mulheres com pele morena só podem usar tons de maquiagens específicos e limitados, como dourado ou cobre, segundo Nior.

“Isso não existe. A pele morena, assim como a pele branca, se bem trabalhada, será destacada do mesmo jeito. E isso vale também para os cabelos loiros, porque ainda tem gente que diz que mulheres morenas não podem usar tons de cabelo mais claros. Esses tabus todos foram se quebrando. Hoje, utilizando do bom senso, tudo fica bonito”, ponderou.




Serviço

O quê: Maquiagens para Carnaval - Estúdio de Beleza Bonequinha de Luxo
Horário: 9h às 19 – de segunda a sábado
Onde: Rua 22, n. 806 B, conj. Castelo Branco, bairro Parque 10
Contato: (92) 3342-3394

Confira o tutorial de maquiagem de Carnaval de Nior Sant'ana clicando aqui.


LAYNNA FEITOZA

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cílios postiços são acessórios que vão fazer a diferença no Carnaval

Opções são para quem quer dar uma caprichada na produção ou até complementar a fantasia carnavalesca

Kit Fabulash
Kit Fabulash (Divulgação)
Eles são acessórios que dão um up em qualquer produção. Se você quer arrasar no carnaval, confira os modelos criados pelas empresas de beleza QVS e UBU que prometem agradar todos os gostos.

Para quem quer um olhar exuberante e cílios extravolumosos, o modelo Eyecon, da UBU, é ideal. As cerdas longas proporcionam um olhar intenso e atraente. Na caixinha, uma cola para cílios e um prático guia passo a passo facilita a aplicação.

Já quem quer ficar com um olhar misterioso e, ao mesmo tempo, delicado e sedutor pode usar as extensões de canto Lash Dance da UBU. Os fios sintéticos, também irregulares, compõesm  um look natural, com um toque de charme e feminilidade.


Outra novidade oferecida pela UBU é o kit Fabulash. Inovador, ele é o primeiro do mercado que traz um aplicador de cílios postiços, pinça, cola, removedor e dois pares de cílios - um com cerdas curtas e outro supervolumoso.  Também existe a opção de cílios com brilho.

Cabelos cheios de cor e estilo no carnaval

Produtos prometem deixar visual para cair na folia mais alegre e colorido
Gel colorante vai deixar seus cabelos perfeitos para cair na folia
Gel colorante vai deixar seus cabelos perfeitos para cair na folia (Divulgação)
Brilho, cor e alegria têm tudo a ver com o carnaval. Pensando nisso, a Macpaul Cosméticos traz uma novidade sob medida para deixar seus cabelos a cara da folia. O Contrast Gel Color, um gel colorante para mechas e coloração dos cabelos. As cores vibrantes e intensas são misturáveis entre si para criar novas cores e produzir efeitos fashion, de acordo com a criatividade e estilo do profissional.


O gel é aplicado sobre a mecha previamente descolirida, em bases já aclaradas e dispensa a descoloração.  Se aplicado em cabelos de base escura vai revelar a nuance aplicada suavemente quando exposto ao sol. O produto já vem pronto para aplicação e deve ser utilizado com um pincel ou depositando com as mãos e massageando para espalhar bem e evitar manchas. O produto sai após aproximadamente 20 lavagens.

ACRITICA