Mostrando postagens com marcador Polêmica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Polêmica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Conselho de Ética instala processo de cassação de Eduardo Cunha

Zé Geraldo (PT-PA), Fausto Pinato (PRB-SP) ou Vinicius Gurgel (PR-AP) será relator do caso


Conselho de Ética da Câmara já tem os três nomes que pode coordenar processo de cassação de Eduardo Cunha (foto)



O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instaurou nesta terça-feira (3) o processo que pode levar à cassação do mandato do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Foram sorteados três parlamentares integrantes do colegiado para que o presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA), escolha um deles para ser o relator do processo.

Os nomes sorteados foram os dos conselheiros Zé Geraldo (PT-PA), Fausto Pinato (PRB-SP) e Vinicius Gurgel (PR-AP). O presidente afirmou que fará a escolha até o final desta semana. Ele vai conversar separadamente com cada um dos sorteados antes de tomar uma decisão.
Quando escolhido, o relator terá 10 dias para apresentar um parecer prévio e um prazo total de 90 dias para analisar o processo.
Araújo disse que a principal prerrogativa para a escolha será a isenção e o “desejo de fazer justiça”. Ele afirmou que o fato de os três parlamentares pertencerem a partidos da base governista não causará nenhum problema no tramite do processo.
O presidente do Conselho ressaltou que o caso tem grande repercussão e que o Conselho de Ética precisa dar uma “resposta ao Brasil”.
— Eu tenho certeza que todos os três têm condições de ser relator. Não tenho a menor dúvida disso. Mas eu vou escolher dentro daquele que eu entender que está mais preparado ao meu ver para desempenhar essa função.
O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) decidiu não participar do sorteio por ter disputado a Presidência da Câmara com Cunha em fevereiro deste ano. Os deputados Mauro Lopes (PMDB-MG) e Washington Washington Reis (PMDB-RJ) também foram excluídos do sorteio por serem do mesmo partido de Cunha. 
No dia 13 de outubro, o PSOL e a Rede Sustentabilidade protocolaram pedido de cassação do mandato de Cunha argumentando que ele mentiu durante depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras ao afirmar que não mantinha contas bancárias no exterior.
No entanto, a PGR confirmou a existência de ativos na Suíça em nome do deputado e de familiares dele. O valor total seria perto de US$ 5 milhões (pouco mais de R$ 20 milhões segundo a cotação atual do dólar).
Em agosto, a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou pedido de abertura de inquérito contra Cunha no STF (Supremo Tribunal Federal) por lavagem de dinheiro e corrupção passiva por suposto envolvimento nos crimes investigados pela Operação Lava Jato.
Em julho, o lobista Júlio Camargo afirmou que que Cunha recebeu US$ 5 milhões por contratos de aluguel de navios-sonda da Petrobras. O valor foi confirmado em setembro durante delação premiada por Fernando Baiano, operador do PMDB (partido de Cunha) no esquema investigado na Operação Lava Jato.
O parlamentar nega todas as acusações e diz estar sendo vítima de perseguição pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Polêmica
O Conselho também irá analisar duas representações contra os deputados Alberto Fraga (DEM-DF) e Roberto Freire (PPS-SP). Em maio deste ano, durante um bate-boca no plenário envolvendo Freire, Orlando Silva (PCdoB-SP) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Fraga usou o microfone da Casa para dizer que "mulher que participa da política e bate como homem tem que apanhar como homem também".
No pedido de cassação do mandato de Fraga, os deputados sorteados para serem eventuais relatores foram Whashington Reis (PMDB-RJ), Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS). No caso, de Freire os parlamentares que poderão ser relatores são Paulo Azi (DEM-BA), Vinicius Gurgel (PR-AP) e Léo de Brito (PT-AC).


R7. Com

sexta-feira, 29 de março de 2013

Santas receitas: o preparo do peixe além do trivial

Para fugir da carne vermelha na Semana Santa, mas sem cair no lugar comum das receitas consagradas, vale experimentar

Ninguém melhor que o chef Felipe Schandler para compartilhar conosco uma de suas inventivas receitas
Ninguém melhor que o chef Felipe Schandler para compartilhar conosco uma de suas inventivas receitas (Juca Queiroz)
Na tradição cristã, é recomendada a abstinência de carne vermelha na Semana Santa. O que, para nós, não seria nenhum problema, já que o peixe é uma das matérias-prima mais abundantes da região amazônica. Mas se na hora do preparo você quiser fugir do trivial, o Vida & Estilo Gourmet dessa semana dá ótimas opções de como inovar com segurança, sem correr o risco de transformar o almoço de família numa invenção improvisada.

Ninguém melhor que o chef Felipe Schandler para compartilhar conosco uma de suas inventivas receitas. O catarinense que conquistou o paladar manauara com sua releitura moderna dos típicos pratos regionais, dessa vez nos apresenta o seu Tambaqui com Crosta de Castanha, um dos pratos mais comentados do premiado Restaurante Banzeiro Cozinha Amazônica.

“É um prato que tem uma mistura de texturas, com a carne macia do peixe e a crocância da crosta de castanha”, define Felipe, segundo quem a receita é muito simples, além de deliciosa. Para o acompanhamento, a sugestão do chef é de um bom vinho branco. No Banzeiro, o prato é servido todos os dias. Mas se você quiser encarar a cozinha e tentar reproduzi-lo, confira a receita ao lado.

Pesquisador Responsável pela criação de receitas da Coliseu Pizzaria e da sanduicheria e soparia Hamburguela, Mauro Kiriya é um ávido pesquisador de sabores. Idealizador da Sopa de Bacalhau, um dos carros-chefes do rodízio de sopas da Hamburguela, Mauro diz que sua inspiração é sempre a busca pelo novo.

“As pessoas seguem muito o trivial, a gente busca uma outra linha”, diz ele, que preparou para o V&E a consagrada Sopa de Bacalhau, servida nos dois restaurantes, e a refinada Pizza de Salmão do Coliseu.

Para a primeira, ele alega não haver grandes mistérios. “O bacalhau tem que ter uma certa consistência. É aí que entra a batata, ao invés de maisena, para engrossar. O caldo em si é batata batida e água de cozimento do próprio bacalhau, não tem mágica”, diz ele sobre o prato, de boa textura e excelente paladar, um dos preferidos da Hamburguela e que, apesar de leve, é uma refeição e tanto.
Serviço

o que é: Sopa de Bacalhau

onde: rodízio de sopa da Hamburquela (R$ 21, 50); Rua Rio Purus, 853, Vieiralves; fone: 3584-3000
o que é: Tambaqui com Crosta de Castanhaonde Banzeiro Cozinha Amazônica; Rua Libertador, 102, Nossa Senhora das Graças; fone: (92) 3234-1621

FELIPE DE PAULA

terça-feira, 19 de março de 2013

Candidato escreve receita de miojo e recebe nota 560 no Enem 2012

Em nota, o MEC informou que "a presença de uma receita no texto do participante foi detectada pelos corretores e considerada inoportuna e inadequada, provocando forte penalização especialmente nas competências 3 e 4". O órgão disse entender que o aluno não fugiu do tema nem teve a intenção de anular a redação, pois não feriu os direitos humanos e não usou palavras ofensivas
Na redação pode-se verificar que o candidato escreveu dois parágrafos sobre o tema estabelecido e o seguinte destinou a receita
Na redação pode-se verificar que o candidato escreveu dois parágrafos sobre o tema estabelecido e o seguinte destinou a receita (reprodução internet)
O que era para ser uma dissertação sobre o movimento imigratório para o Brasil no século 21 na prova realizada pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano de 2012, virou uma receita completa de como preparar miojo (macarrão instantâneo). E pela proeza, o autor da redação recebeu 560 pontos, mais da metade da nota máxima do exame (a maior pontuação chega a 1.000).

A informação publicada no Jornal ‘O Globo’ na segunda-feira (18). Em nota, o Ministério da Educação (MEC) informou que "a presença de uma receita no texto do participante foi detectada pelos corretores e considerada inoportuna e inadequada, provocando forte penalização especialmente nas competências 3 e 4". O órgão disse entender que o aluno não fugiu do tema nem teve a intenção de anular a redação, pois não feriu os direitos humanos e não usou palavras ofensivas.

Na redação pode-se verificar que o candidato escreveu dois parágrafos sobre o tema estabelecido e o seguinte destinou a receita. "Para não ficar muito cansativo, vou agora ensinar a fazer um belo miojo, ferva trezentos ml's de água em uma panela, quando estiver fervendo, coloque o miojo, espere cozinhar por três minutos, retire o miojo do fogão, misture bem e sirva".

Após a aula de gastronômica o estudante voltou a escrever sobre a imigração. Segundo o jornal, o candidato recebeu 120 pontos (de um total de 200) na competência 2 da correção, que avalia a compreensão da proposta da redação e a aplicação de conhecimentos para o desenvolvimento do tema. Já na competência 3, que avalia a coerência dos argumentos, o candidato recebeu metade dos pontos possíveis -- 100 de 200.
 
 
ACRITICA




quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A tecnologia polêmica do cigarro eletrônico

Versão eletrônica tem adeptos até em Hollywood, mas médicos alertam sobre as substâncias cancerígenas do produto, que faz tanto mal quanto o cigarro tradicional


Como funciona o dispositivo
Como funciona o dispositivo (arte/acritica fonte: Anvisa e FDA)
Leonardo di Caprio fuma. Os atores Robert Pattinson e Dennis Quaid também. No Brasil, mesmo com a comercialização proibida pela Anvisa desde 2009, os cigarros eletrônicos voltaram a aparecer.

Por aqui usar pode, vender não. Mas na Internet a oferta do produto é alta, variada e facilitada. E, sendo assim, o número de usuários vai aumentando, por razões que vão de curiosidade à tentativa de largar o cigarro, mesmo que os médicos especialistas em dependência de tabaco rejeitem esta possibilidade. Somente nos EUA, existem hoje 400 marcas diferentes de cigarros eletrônicos.

“Experimentei para tentar parar de fumar, o gosto é bom e dá um certo prazer. Mas tem que fazer muita força para inalar, a bateria descarrega rápido, achei complicado e voltei para o cigarro”,  conta a vendedora Núbia Heckert, fumante há mais de 20 anos que já tentou usar o adesivo de nicotina mas teve taquicardia.

Às vezes, quando fica sem cigarro, ela volta a usar o dispositivo chinês, comprado na Internet há seis meses.

Proibido

A proibição da Anvisa, baseada na legislação sanitária que exige comprovação de segurança e eficácia do produto (seja na redução de dano, seja no tratamento do tabagismo), não serve para coibir a venda.
“Temos outras situações como esta, como a venda de complementos alimentares na internet em que atuamos em conjunto com a Polícia Federal, mas não há muito o que possamos fazer”,  afirma o diretor de monitoramento e controle sanitário da agência, Agenor Álvares.

Do ponto de vista médico não há recomendação. Segundo a pneumologista e psiquiatra Alessandra A. da Costa, do setor de drogas lícitas do Departamento de Psiquiatria da Uerj, os poucos estudos que existem sobre o tema apontam irritação na mucosa pulmonar causada pelo cigarro eletrônico. A FDA, agência americana que regulamenta alimentos e medicamentos, encontrou nos cartuchos, além da nicotina, as substâncias nitrosamina e dietileno glicol, cancerígenas e causadoras de dependência química.

“A primeira coisa que o médico que trata de dependentes de cigarro faz é quebrar o tripé de dependência: química, psicológica e o hábito”,  explica. “O e-cigarro não colabora com isso porque induz ao mesmo gestual comportamental. Além disso tem nicotina, mesmo que se reduza o nível, os cartuchos não são padronizados”,  diz a médica.

Mais problemas

Para o cardiologista Marcelo Montera, coordenador do Centro de Insuficiência Cardíaca do hospital Procardíaco, só a proibição da Anvisa e a contraindicação do uso terapêutico recomendado pela FDA e Organização Mundial de Saúde sobre o produto seriam suficientes para encerrar a questão.

“Há indicadores de que o produto estimula o vício e não há literatura científica sobre a diminuição de casos de câncer ou dependência”,  adverte.

Outro problema, segundo ele, é a falta de comprovação de segurança. “Não é porque não tem alcatrão e outros elementos que o cigarro eletrônico é mais seguro; se o cigarro normal tem 60 elementos comprovadamente cancerígenos, este tem cinco potencialmente cancerígenos”,  diz.

Ao contrário da maioria dos casos, o produtor Júlio Cunha conseguiu reduzir o nível de nicotina usando o cigarro eletrônico. Há um ano, começou com a carga de 18mg por ml, e hoje está na de 12mg por ml.

“O meu é americano, garantido pela FDA e para mim é um invento fabuloso. Meu cardiologista achou ótimo quando me viu trocar dois maços por esse cartucho. A vantagem é que o cigarro eletrônico você pode dar um trago e colocar no bolso, o outro você acende e tem que fumar até o final”,  diz ele, que comemora a troca do que chama de cigarro analógico, e conta que pretende reduzir a carga para 6mg por ml em três meses.


VIVIANE NOGUEIRA