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terça-feira, 31 de março de 2015

Bi Garcia sugere Moção de Aplauso aos coordenadores da instalação de cabos de fibra ótica no fundo dos rios amazônicos

O parlamentar justificou a iniciativa pelo trabalho comandado 


Fibra ótica no fundo dos rios Madeira, Solimões, Purus, Juruá e Negro (Foto: Dripp)


O deputado estadual Bi Garcia (PSDB) assumiu a tribuna, nesta segunda-feira (30), em Sessão Plenária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), para apresentar o pedido de Moção de Aplauso ao chefe do Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro, general Decílio de Medeiros Salles, e ao diretor geral da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Nelson Simões.

O parlamentar justificou a iniciativa pelo trabalho comandado pelo general Decílio e pelo diretor Nelson, junto ao Governo do Estado, de operar a instalação de cabos de fibra ótica no fundo dos rios Madeira, Solimões, Purus, Juruá e Negro, “para levar a internet de alta velocidade para os municípios localizados nessas microrregiões do Estado do Amazonas”.

“Trata-se do programa Amazônia Conectada em pleno processo de trabalho e que tem por fim a construção de cinco infovias, rede de transmissão, com uma extensão de 7.800 km a ser implantado pelos fundos dos rios supracitados”, explicou Bi Garcia, informando que o custo do Amazônia Conectado está estimado em R$ 1 bilhão e a previsão de seu termino é para o final de 2017.

Bi Garcia afirmou que a sua preocupação, enquanto deputado e presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação, Informática e Inovação “é de assegurar os repasses desses recursos federais bem como garantir também novos investimentos mediados pelo Governo do Estado, visando a conclusão desse programa”.


Com Informação da Assessoria

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Cheia do rio Madeira causa prejuízos de R$ 80 milhões só em Manicoré























Manicoré é o município que teve o Maior Prejuízo em relação aos outros municípios atingidos pela cheia do rio Madeira, Purus e Juruá.

Plantação de mandioca indo para o fundo (Foto: Edy Lima)


A cheia histórica do rio Madeira já causa um prejuízo de R$ 80 milhões para Manicoré somente no Setor Primário. Segundo estudo feito pelo Instituto de Desenvolvimento do Amazonas (IDAM), Defesa Civil Estadual e Secretaria de Produção do Município. 


A agricultura, a pecuária e as pequenas agroindústrias estão literalmente danificadas.
A perda dos produtores foi de 100%. Lavouras de banana, açaí, mandioca, maracujá, macaxeira e outros, assim como as atividades pastoris estão perdidas.



Em consequência da cheia, quase 2,5 mil famílias foram atingidas, e mais 12 mil pessoas Diretamente, conforme dados dos órgãos envolvidos nesse levantamento. Outro dado revela que, Manicoré é o município que teve o Maior Prejuízo em relação aos outros municípios atingidos pela cheia do rio Madeira, Purus e Juruá.


O IDAM e a SEMAPA levantaram dados preliminares que levam em consideração a cultura de cada área e produção perdidas, multiplicada pelo preço médio dos produtos.


Fonte: Folha de Manicoré







terça-feira, 17 de abril de 2012

Ativistas chamam a atenção sobre violência no sul do AM

Entre os alvos do movimento estão Ministério Público do Estado (MPE), Ministério da Justiça, SDH, Policia Federal, Ibama, Incra, Funai e Força Nacional, assim como a comunidade científica e a opinião pública


Famílias de agricultores de Lábrea, onde ocorre o maior número de conflitos
Famílias de agricultores de Lábrea, onde ocorre o maior número de conflitos (Divulgação)
O grupo Coletivo Purus divulgou, nesta terça-feira (17/04), um documento denominado “Carta de repúdio às violências no Sul do Amazonas” no intuito de demonstrar indignação com relação à violência sofrida por extrativistas nesta região do Estado. Com a ação os autores do documento querem chamar a atenção das autoridades competentes sobre as mortes que foram registradas nos últimos meses, solicitando imediatas providências para a resolução dos conflitos agrários e a proteção das populações que residem nesta área.
Entre os alvos do movimento estão Ministério Público do Estado (MPE), Ministério da Justiça, SDH, Policia Federal, Ibama, Incra, Funai e Força Nacional, assim como a comunidade científica e a opinião pública.
O Coletivo Purus é uma rede que reúne pesquisadores e ativistas da sociedade civil que trabalham na região do Médio curso do Rio Purus, assim como comunidades e lideranças tradicionais que lá habitam. Ele foi constituído em abril de 2010, no Primeiro Encontro Purus Indígena realizado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus.
Na carta elaborada pelo grupo, ele também chama a atenção para as mortes ocorridas no Norte de Rondônia fruto de conflitos agrários e destacam que no último dia 31 de março, “a senhora Dinhana Nink, jovem de 28 anos, mãe de três filhos, foi cruelmente assassinada na frente de seu filho de 5 anos, pelo simples fato de ser moradora do assentamento Gedeão (município de Lábrea, AM) que está sendo alvo, há vários anos, e entre outras diversas comunidades da região, de interesses de grileiros de terras”.
Segundo informações contidas na carta, ela já vinha sofrendo ameaças por parte de madeireiros, além de intimidações e agressões em novembro de 2011 por apoiar o movimento de denúncia da grilagem de terra no Sul do Amazonas.
Também é destacada a morte, ano passado, de uma importante lidera “(Dinho) que foi assassinada, sem que desde então fosse tomada nenhuma medida concreta para a resolução do problema, além da mobilização da Força Nacional para a proteção de alguns destes ameaçados de morte”.
De acordo com o grupo, situações com essa vêm se tornando cada vez mais comuns nos últimos cinco anos na região, que tem sido alvo do avanço galopante da frente agropecuária rondoniense e que casos, ainda isolados, de ameaças e intimidações já estão sendo registrados dentro de terras indígenas, como no caso da Terra Indígena Paumari do Lago Marahã, Comunidade Ilha da Onça.
O documento é concluído com os seguintes questionamentos: “Quantas mortes anunciadas serão ainda necessárias para que as autoridades do país tomem consciência da importância da floresta em pé? Quantas mães e quantos pais serão mortos diante de seus filhos antes que o governo abra os olhos para o que está acontecendo na Amazônia? Que modelo de futuro, que exemplo está dando o país ao mundo e às gerações futuras dando as costas para o que tem de mais valioso: a floresta e seus habitantes ? Quantas árvores serão derrubadas e quantas vidas serão tomadas para que finalmente se respeitem os direitos básicos à terra, à liberdade e à vida daqueles que vivem pela floresta e que por ela estão morrendo?”