Mostrando postagens com marcador barcos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador barcos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Porto Fluvial de Manicoré voltará a funcionar

Depois de meses desativado por motivo da forte enchente


Porto Fluvial Valdomiro Gomes (Foto: Edy Lima)


O Porto Fluvial Valdomiro Gomes em Manicoré esta sem funcionar desde setembro de 2014, por causa de uma rachadura que aconteceu no barranco em frente a cede do município, não só danificando as estrutura de aço e as bóias que dão sustentação a passarela, mais também parte da barreira de contenção das instalações do porto feito com sacas de areia e cimento, parte dela desmoronou.

Depois de meses desativado por motivo da forte enchente que aconteceu no ano passado em 2014, agora o Porto Valdomiro Gomes esta prestes a reabrir, ou seja, voltar a funcionar normalmente.

Segundo funcionários do porto fluvial, o que falta agora é uma pintura nova para restaurar as cores originais da balsa, e também a presença da equipe do DNIT de Manaus, juntamente com a Empresa responsável da construção do porto e da Marinha do Brasil do município de Humaitá, vir realizar uma fiscalização de rotina para checarem se o mesmo está apto à volta a funcionar.

“Acredito-me que daqui para o mês de fevereiro, essas equipes já tenham vindo à Manicoré, para realizar esta inspeção nas estruturas metálicas, e após essa fiscalização dos órgãos competentes, obviamente o porto será liberado e voltará a operar normalmente”. Disse um funcionário do porto.  


Edy Lima DRT-AM 1823

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Vigilância Sanitária fiscaliza embarcações no porto Valdomiro Gomes

Somente em um barco que faz viagem para Manaus foi encontrado 



Fiscais da Vigilância Sanitária vistoriando caixa d'água na embarcação  (Foto: Edy Lima)




A Secretaria Municipal de Saúde de Manicoré (SEMSA), através da Vigilância Sanitária de Manicoré, realizou na manhã desta sexta-feira (04), no Porto Hidroviário Valdomiro Gomes em Manicoré, porto em que são atracadas várias embarcações que chegam ao município e retornam para as Capitais de Manaus (AM) e Porto Velho (RO), uma fiscalização para orientar os proprietários de embarcações e equipes de tripulantes, que levam todos os dias passageiros aos municípios da calha do Rio Madeira e capitais da Amazônia legal.

Conforme o coordenador de fiscalização de Vigilância Sanitária de Manicoré, Dr. Dhyan Feijó, o objetivo é orientar os donos de embarcações e funcionários sobre os procedimentos necessários de higiene na distribuição de alimentos aos passageiros durante as viagens. Devido a grande cheia no Rio Madeira, estamos fiscalizando de perto se as embarcações estão oferecendo água potável para as pessoas que viajam tanto para Manaus ou Porto Velho.

Saco de carne bovino colocada no chão do barco sendo pega pelo Dr. Dhyan Feijó (Foto: Edy Lima)


“Durante a semana já visitamos muitas embarcações, tanto no antigo porto da cidade quanto no Porto Valdomiro Gomes. Na ação orientamos os proprietários e equipe de tripulação sobre os cuidados com a manipulação dos alimentos e a questão da higienização, bem como a disponibilização de água potável, e a correta coleta de lixo”, informou Dhyan Feijó.
“Nossa preocupação é quanto à água que esta sendo disponibilizada aos passageiros, já que tem pessoas que foram diagnosticadas com vomito e diarreia. É por isso que estamos vigilantes, não queremos uma epidemia de cólera em Manicoré”. Enfatizou Dhyan Feijó.

Reservatório de água que estava sujo, sem condições da água ser consumida (Foto: Edy Lima)

Somente em um barco que faz viagem para Manaus foi encontrado irregularidade; ou seja, um saco de carne bovino colocada no chão e um reservatório de água que estava sujo, sem condições da água ser consumida. O responsável da embarcação foi advertido pelos fiscais. “Vou agora fazer imediatamente a limpeza dessa caixa d’água”. Disse o responsável do navio motor.

De acordo com Feijó, os trabalhos de fiscalização, também, têm como alvo as irregularidades que possam existir nas embarcações. “Estamos anotando as irregularidades e vamos continuar na próxima semana com uma fiscalização mais intensa”, afirmou. As embarcações estão sendo fiscalizada pelos fiscais da Vigilância Sanitária de Manicoré Tiago Cardoso e Bismarck Reis, sobre a Coordenação do Veterinário Dhyan Feijó.


Edy Lima DRT/AM 1823

terça-feira, 1 de maio de 2012

Cheia diminui tempo de viagem entre municípios do AM

Enchente reduz o tempo de viagem entre diversos municípios

Viagens de barco no Amazonas estão mais rápidas devido aos furos, atalhos naturais, que surgem durante enchente
Viagens de barco no Amazonas estão mais rápidas devido aos furos, atalhos naturais, que surgem durante enchente (Bruno Kelly)

Enquanto a enchente dos rios da Amazônia castiga mais de 24 municípios do Estado e desabrigou aproximadamente 30 mil pessoas gerando prejuízos para a população ribeirinha, para a navegação a subida das águas é sinônimo de facilidade. Comandantes de embarcações contam que durante a cheia o tempo de viagem de Manaus para a maioria dos municípios do interior do Estado é reduzido em até cinco horas.
A rapidez na viagem se reflete também na economia de combustível e de dinheiro o que, segundo os donos de embarcações, faz com que o passageiro prefira viajar no período da cheia. A redução do tempo de viagem corresponde a uma economia de 400 litros de combustível que totaliza um gasto de menos
R$ 800 aos proprietários de embarcação.
Outro ponto considerado positivo pela navegação é o surgimento dos furos (atalhos) que só podem ser usados na época da cheia. Os canais que ficam secos na metade do ano, durante a cheia são inundados e possibilitam a entrada de embarcações reduzindo a distância da viagem entre os municípios. Um dos mais conhecidos é o Furo do Paracuúba que interliga o rio Negro ao Solimões na cheia. Na seca, as embarcações precisam contornar o Encontro das Águas ou encarar um furo mais longo, o do Xiborena. Segundo o conferente de embarcação, Junior Guimarães, 17, o Paracuúba reduz em 40 minutos o trajeto entre os rios.
Já entre os Municípios de Itapiranga e São Sebastião o canal conhecido como Furo do Unicórnio reduz em duas horas a duração da viagem para a Manaus. “Hoje até navio entra no Paracuuba e no Furo do Unicórnio”, disse Junior Guimarães.
O barco onde Junior trabalhar faz uma viagem por semana para os Municípios de Benjamin Constant, Urucará, São Sebastião, Itapiranga, Humaitá e Itacoatiara transportando 50 passageiros e 130 toneladas de carga. Na seca o peso transportado é menor para reduzir risco de acidentes. “A diferença de transportar na cheia é grande porque tem os atalhos e é menos perigo. Quando o rio está seco aparecem muitos obstáculos, pedras, praias e bancos de areia. Já na cheia qualquer pessoas leva o barco porque é quase garantia que não haverá nenhum obstáculo.
Para o comandante da embarcação PP 2001, Clodoaldo Monteiro, a época é a melhor para navegar. Há 13 anos ele faz transporte para o Município de Autazes (a 113 quilômetros de Manaus) e afirma que a cheia gera uma economia de 30% para a navegação. “Sem dúvida fica mais fácil para todos. Diminui a despesa e viagem fica mais rápida. Quando o rio está seco a viagem para Autazes saindo da Manaus Moderna dura 12 horas. Quando o rio está cheio o tempo cai para sete horas", disse.
Aposentado destaca o contraste da situação
Para o aposentado João Figueira Batista, 74, a cheia corresponde a um contraste entre os transtornos que ela causa a população, principalmente ribeirinha, e a rapidez que ela proporciona à navegação. Ele tem casas nos Municípios de Urucará, onde passa mais tempo e em Parintins e vem à capital para visitar familiares e tratar de assuntos particulares.
O aposentado conta que vive viajando apenas por meio de transporte fluvial e que a época da cheia é a que ele mais gosta de viajar. “Claro que a cheia é ruim para o ribeirinho que fica debaixo da água, mas é a melhor época para viajar. Mesmo quem está acostumado a viajar de barco acho desconfortável viajar na seca porque demora mais e é diferente. Agora na cheia tudo é facilitado e o percurso fica até mais tranquilo”, disse.
O único problema para navegação é que aumenta o número de troncos que descem o rio.
Água invadiu comércio no Centro
Alternativa dos lojistas é levantar marombas para acondicionar mercadorias e fazer pontes para o uso dos clientes Comerciantes do Mercado Municipal Adolpho Lisboa e Feira da Banana instalavam, ontem, suportes de madeiras e marombas no interior das lojas. A água do rio Negro já invadiu depósitos dos estabelecimentos e parte da rua dos Barés e da Barão de São Domingos, Centro. De domingo para ontem, o rio subiu quatro centímetros, alcançando a cota de 29,20. No mesmo dia, em 2009, era de 28,68.
Em muitas lojas de material de pesca e de varejo, funcionários penduram mercadorias e usam botas de borracha. “A água entrou na loja, o movimento caiu, mas nós precisamos continuar trabalhando porque não temos outro ponto comercial e com ou sem água temos de pagar o aluguel”, disse a gerente Dôra Gomes, 37.
Ainda segundo a comerciante, os banheiros foram interditados . “Falaram que a Defesa Civil ia instalar banheiros químicos na rua. Estamos esperando porque os das lojas você não pode usar mais”.
Na rua dos Barés, entre as ruas Joaquim Nabuco e Pedro Botelho, perto da Feira da Banana, o nível da água nas calçadas alcançou os 30 centímetros e sete comércios foram afetados. “Alguns estabelecimentos fecharam e outros mudaram de local devido à cheia que se aproxima. O meu depósito já está alagado e semana que vem, vou me mudar”, contou o microempresário Jônatas Silva, 52.
Conforme os comerciantes, a rua começou a ficar alagada desde a semana passada. Colaborou: Milton de Oliveira

FLORÊNCIO MESQUITA