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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Origem do Natal e o significado da comemoração

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias


(Foto: Edy Lima) O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo

 

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

O Papai Noel : origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.
Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

A roupa do Papai Noel 

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

A Árvore de Natal e o Presépio

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.

O presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.

Curiosidade: o nome do Papai Noel em outros países

- Alemanha (Weihnachtsmann, O "Homem do Natal"), Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel), Chile (Viejito Pascuero), Dinamarca (Julemanden), França (Père Noël), Itália (Babbo Natale), México (Santa Claus), Holanda (Kerstman, "Homem do Natal), POrtugal (Pai Natal), Inglaterra (Father Christmas), Suécia (Jultomte), Estados Unidos (Santa Claus), Rússia (Ded Moroz).


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Cemitério São João Batista

O cemitério público São João Batista, construído no ano 

O cemitério dos Judeus, em 1891 (Foto: Edy Lima)



O cemitério público São João Batista, construído no ano de 1877, com materiais de calcário em toda a extensão de sua frente com um belo cenário arquitetônico. O cemitério dos Judeus, em 1891 os hebraicos radicados em Manicoré mandaram construir uma necrópole na periferia da Vila, bela arquitetonicamente os mausoléus foram construídos em mármore importados da Europa, qual se localizava onde hoje é a estação da TV Amazonas, e atrás da AABB, este permaneceu até 1979, quando o Prefeito municipal ao criar o bairro de Mazzarello, ordenou a demolição deste importante monumento da nossa história.

Fonte: Histórias do Nosso Chão

Edy Lima DRT-AM 1823

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Monumento semi-acabado

Obra inacabada do ex-presidente dos Estados Unidos


Pracinha do Aeroporto de Manicoré (Foto: Edy Lima)



Um monumento semi-acabado, erguido na pracinha do aeroporto da cidade representando a obra inacabada do ex-presidente dos Estados Unidos da América do Norte, Jonn F.Kennedy, qual contribuiu para a construção do nosso Aeroporto, tendo em vista Manicoré, ser um ponto estratégico, para a segurança nacional na época da segunda guerra mundial. 

Fonte: Estórias do Nosso Chão.


Edy Lima DRT-AM 1823

sábado, 2 de março de 2013

Eventos em Homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Durante grande parte da História do Brasil, foi negado os direitos políticos de votar e ser votada às mulheres

Há 81 anos da conquista do direito ao voto feminino no Brasil(Divulgação S1Notícas)

 

Há 81 anos da conquista do direito ao voto feminino no Brasil, no mandato da primeira mulher eleita à Presidência da República, as mulheres resistem com bravura e tenacidade ao preconceito, aos obstáculos, ao tempo, enfim, pelo direito democrático de igualdade de gênero e representação na política, e são homenageadas em Sessão Especial promovida pela deputada estadual Conceição Sampaio (PP), na próxima sexta-feira (15) , por ocasião do Dia Internacional da Mulher, comemorado dia 8 de março, por meio da Comissão da Mulher, das Famílias e do Idoso da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM).

Beth Azize, Sadie Hauache, Eunice Michiles, Alzira Ewerton, Suely Lopes e Vera Edwards, são pioneiras na política do Amazonas e homenageadas nesta Sessão Especial, às 10h, no Plenário Ruy Araújo.

As mulheres são maioria em população, em eleitorado, e buscam mais vagas nos poderes executivo e legislativo dos municípios e Estados brasileiros. “Ainda temos um grande caminho a percorrer para conquistarmos essa igualdade e lugar na política, e temos nos esforçado muito para nos manter unidas e atuantes”, declarou Conceição Sampaio.

História

Durante grande parte da História do Brasil, foi negado os direitos políticos de votar e ser votada às mulheres. Somente em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, as mulheres conquistaram o direito do voto e de se candidatar a cargos políticos.

Nas eleições de 1933, a doutora Carlota Pereira de Queirós foi eleita, tornando-se a primeira mulher deputada federal brasileira. Em 1979, Eunice Michiles tornou-se a primeira senadora do Brasil pelo Amazonas.

Esther de Figueiredo Ferraz foi a primeira ministra, em 1982, na pasta da Educação e Cultura. Em 1989, Maria Pio de Abreu (PN) foi a primeira candidata à presidência da República. Roseana Sarney tornou-se a primeira governadora brasileira em 1995.

E em 31 de outubro de 2010, Dilma Rousseff (PT)  venceu as eleições presidenciais no segundo turno, tornando-se a primeira mulher presidente da República no Brasil.

De acordo com dados do IBGE, o Brasil passou a ter quase 5 milhões de mulheres a mais do que homens em dez anos (Censo Demográfico 2010). De uma população de 195,2 milhões de habitantes, 100,5 milhões – ou 51,5% - são mulheres e 94,7 milhões são homens – 48,5% do total.

Em março de 2012, dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontaram que as mulheres representavam 52% do eleitorado brasileiro.


Com informação da Assessoria






quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Alunos das Escolas do Estado desfilaram no dia 5 de setembro em Maniocré



Oricléa Cardoso.

No dia 5 de setembro comemora-se a elevação do Amazonas à Categoria de Província, um episódio resultante de longa luta em defesa de nossa autonomia política, pois éramos subordinados ao Pará e nos tornamos independentes nesse dia no ano de 1850.

A história geológica da Amazônia tem seus primórdios geológicos situados há cerca de Quatro (4), bilhões de anos, mas os primeiros humanos só chegaram por aqui entre 11 e 13 mil anos atrás, segundo revelam vestígios antropológicos.

 
 A história melhor documentada começa com a chegada da missão portuguesa comandada por Francisco da Mota Falcão que, em 1699, aportou o Lugar da Barra e aqui construiu a Fortaleza de São José do Rio Negro, cujo local está marcado por uma placa colocada pelo governador Arthur Reis no antigo prédio do Tesouro do Estado, na região do porto de Manaus.

Aproveitando o feriado no Amazonas, a Secretaria de Educação do Estado em Manicoré (Seduc), realizou o desfile cívico de 7 de setembro na quarta-feira passada 5 de setembro, pela parte da tarde, já que pela parte da manha é muito quente, e ai se aproveita o por sol para realizar tais atividades.

Desfilaram todos os alunos das Escolas Estaduais em Manicoré, as escolas foram... Aristeu das Neves Bicho, Ermenegildo, Educandário, Ginásio Pedro Aguirre, Maria Sá Mota, Escola Senador João Bosco e Escola Cônego Augusto Cunha no total de sete escolas estaduais.

Na sexta-feira (07), é o dia da Independência do Brasil, é nesse dia que as Escolas Municipais desfilaram para as autoridades do município e para a população que concerteza marcaram presença no evento, o desfile como é de costume vai ser realizado na Avenida Getúlio Vargas em frente à Praça da Bandeira.


domingo, 27 de maio de 2012

A relação histórica da Amazônia com seus rios

Na Amazônia, bem razão tinha Leandro Tocantins ao lembrar-nos, no clássico da sociologia,  que o “Rio comanda a vida”

Assim como acontece hoje, famílias inteiras iam à beira-rio para observar os estragos causados pela enchente de 1953
Assim como acontece hoje, famílias inteiras iam à beira-rio para observar os estragos causados pela enchente de 1953 (Acervo de Mário Ypiranga Monteiro)

Andava certo o festejado escritor Leandro Tocantins ao afirmar com conhecimento de causa que na Amazônia “o rio comanda a vida”. São as águas puras, negras ou barrentas, que beijam os beiradões perdidos na imensidão do verde da mesma forma que se abrem diante das cidades, carregam as alegrias e as dores de um povo bem brasileiro que cuida do maior patrimônio do planeta.
Água doce e boa para beber, que representa vida e que corre para os mares. Para o Mar Dulce como foi batizado o rio Amazonas, e para o oceano verdadeiro que arrasta nossas águas para bem longe. As águas de maio de 1953 marcaram a vida de muitos amazonenses e a história de Manaus. Não foram as de março, de que fala o poeta nacional, as águas emblemáticas para nossa terra.
Todos os anos esse mundo de água aumenta causando temor e apreensão, mas depois retorna ao seu leito normal, com paciência e generosidade, para dar de comer e de beber aos filhos do homem que viu nascer. De tempos em tempos arrebentam seus caminhos, sobem e descem de forma vertiginosa e assustadora, quase em explosão, e chegam a arrancar suas margens, tomar as cidades, transformar a paisagem, assustar o povo, quem sabe só para dizer que a harmonia e o equilíbrio precisam ser respeitados, que os peixes não vão faltar, que a vida vai continuar.
Foi por muitas vezes. Tem sido sempre assim. Uns anos mais do que outros, mas a cheia e a seca fazem parte da realidade de todos os amazonenses. Em 1909 e 1922 a subida das águas foi assustadora, e acima de 29 metros. Ainda maior foi a cheia de 1953, que em junho alcançou os 29.69 metros,chegando em 2009 ao limite de 29,77 metros, e essa de agora, que é maior, vai provocando muito sofrimento.
O simbolismo da cheia dos nossos rios ficou sempre por conta de 1953, aquela que marcou uma geração e empobreceu ainda mais o homem ribeirinho.
‘Havia de tudo um pouco...’
Era uma “tremenda e alarmante alagação... centenas ou milhares de humildes barracas já foram tragadas e destruídas pela impetuosidade das águas, deixando um sem número de pessoas ao desabrigo, sem lar, sem alimentação, sem nada, enfim ”, ressaltavam os jornais de forma emocionada.
Na Câmara Federal o deputado Paulo Pinto Nery apresentava projeto de lei para liberação de recursos extras do orçamento da União para o enfrentamento do problema. Pereira da Silva atacava as lideranças políticas ainda inertes, alertando para o caos que se avizinhava.
O Fomento Agrícola Federal liderado por Waldemar Cardoso e Geminiano Soriano da Silva procurava atender aos necessitados e oferecia panelas, mesas, cadeiras, farinha, arroz e tudo o mais que fosse necessário, trabalhando na linha de frente. O navio “arranca toco” era requisitado para atuar nos altos rios, serrando toras que desciam pelas ribanceiras e doando madeira aos pobres para a construção de marombas. Deputados federais visitavam as áreas alagadas.
A Associação Comercial se mobilizava. Havia de tudo um pouco:  Trabalho sério; oportunismo político; aproveitamento econômico da miséria; dúvidas e desconfianças. O que não faltava era gente fugindo da cheia, sofrendo, gemendo de dor, ficando com um só fio de esperança para animar a vida, esperança que só chegaria com a vazante dos rios.
Mas tudo que fosse feito era pouco. Havia muita promessa. Os dramas humanos se repetiam: um pobre homem ribeirinho foi arrastado por uma cobra no meio das águas turvas do rio; outro tentou por fim a própria vida, por desespero diante da grave situação. Foram muitas as cenas comoventes e dolorosas que a comissão da enchente presenciou. Às vezes a água e o fogo dominavam o cenário em conjunto, de uma só vez, como em certa plantação no Paraná da Eva.
Treze municípios foram devastados
A enchente de 1953 foi emblemática. A maior dos cinquenta anos anteriores e devastou 13 municípios amazonenses. Pelos dados oficiais 90 por cento da pecuária e da lavoura foram prejudicados inteiramente, porque de várzea. Os municípios de Coari, Tefé, Codajás, Manacapuru, Manaus, Itacoatiara, Itapiranga, Urucurituba, Parintins, Maués, Barreirinha e Borba, padeceram muito mais que outros.
Mais de 62 mil pessoas foram penalizadas pela cheia. Cerca de 80 mil bovinos sofreram gravemente ou foram perdidos. Próximo de 80 por cento da população avícola foi destruída. A cultura da juta tardia desapareceu, da mesma forma que o arroz da várzea, a mandioca, os bananais, o milho e o feijão. Faltou comida. Tudo era muito mais difícil.
As lanchas que estavam a serviço daquela luta não eram rápidas, e só podiam ser auxiliadas por canoas e motores de popa, em verdadeiro esforço de guerra. A lista de remédios usados foi grande,servindo a seres humanos ou animais. Foram quase 500 mil quilômetros quadrados de área alagada somente no Estado do Amazonas.
O trabalho era dobrado. Era preciso enfrentar os problemas causados pela cheia e, ao mesmo tempo, planejar e trabalhar nos preparativos para a vazante.
A paisagem de Manaus mudou completamente. A população ficou assustada. As águas do rio Negro invadiram ruas e praças recortando a paisagem urbana com outro desenho, sempre relembrado e muito parecido com o de agora, principalmente nas imediações do porto flutuante (que agora não flutua mais), e do mercado municipal.
Pontes e passarelas provisórias foram postas sobre as ruas. Os trilhos dos bondes foram recobertos pela água. As catraias trabalharam sem cessar nos Educandos, em São Raimundo e na Aparecida. Casas desabaram em São Raimundo. Foram criadas várias hospedarias como a da Sete de Setembro, a Duque de Caxias e a Colônia Agrícola.
A praça Oswaldo Cruz foi inundada.  Os armazéns do porto e a antiga Drogaria Fink foram lavados pelo rio. Os funcionários da Alfandega caminhavam sobre ripas de madeira para o trabalho. Os navios atracados no porto ganhavam ainda maior imponência, sendo vistos a larga distância em toda a sua estrutura. Manaus era quase uma Veneza, cercada de água em seus pontos e prédios principais, nas imediações do rio Negro. Botes a remo quase substituíram os ônibus como se fossem as gôndolas românticas venezianas.
É chegada a hora e entender os sinais
Não teria chegado o tempo de compreendermos que a água que carrega a esperança para o homem amazônico no lugar mais distante desse mundão de florestas é sempre a mesma que anuncia, de vez em quando, que é preciso cuidado com a própria vida e a natureza exuberante e bela. Não seria hora de conter a ganância e de cuidar melhor do planeta, de nós mesmos e de nossos filhos? Ou nada temos a ver com isso?
Se não for assim, vamos repetir 1953 quando Ministérios da República e órgãos do governo do Estado se reuniram para enfrentar a situação, agravada pelas condições de comunicação e transporte da época, que eram muito precárias.
Os municípios de Itacoatiara, Benjamin Constant e Manacapuru desde o prenúncio da cheia, começaram a tomar medidas de defesa.
Ajuda oficial
Getulio Vargas, o presidente, Álvaro Maia, o governador, lideraram as providências para o resgate dos alagados, o apoio financeiro, o financiamento visando àrecuperação das plantações. Mesmo assim o dia 1º de Maio foi de festa  e a Casa do Trabalhador criada por meu pai - Lourenço da Silva Braga - e um grupo de amigos, tratou de organizar uma vasta programação artística e social.
Terror da malária
No setor de saúde o  maior pavor era da malária. A vacinação contra o tifo e a varíola era realizada a todo vapor. Os médicos Ney Lacerda, Lupi Martins e Stanislau Affonso davam o sangue pelo povo. 
Jornalistas no front
Os jornalistas se organizaram em comissões na Associação Amazonense de Imprensa e foram para a rua em campanhade apoio aos “alagados”, com vários estudantes que assumiram a linha de frente: Francisco Queiroz, Alfredo Aguiar, Fred Benzecry, Reynier Omena, Francisco Batista, Milton Cordeiro, Doacir Fernandes.

ROBÉRIO BRAGA

quinta-feira, 24 de maio de 2012

História, benefícios e curiosidades sobre a história do café

Conheça os principais atrativos do café, uma bebida que encanta e revigora

O café, que tem origem histórica na África, ainda hoje é um produto bastante representativo na produção agrícola nacional
O café, que tem origem histórica na África, ainda hoje é um produto bastante representativo na produção agrícola nacional (Divulgação)

O café é uma bebida que durante muito tempo foi o principal produto agrícola do Brasil. O café, que tem origem histórica na África, ainda hoje é um produto bastante representativo na produção agrícola nacional, alem de agradar no sabor traz benefícios à saúde.
O cientista Tomas De Paulis, da norte-americana Vanderbilt University Institut for Coffee Studies realizou 19 mil testes com o café. O resultado das pesquisas mostra que o efeito benéfico é maior do que se pensa. De Paulis diz que crianças que tomam café com leite uma vez ao dia têm menos chance de desenvolver depressão do que aquelas que não consomem a bebida.

"Quem já não ouviu falar que o consumo de café interfere na absorção do cálcio e pode acelerar a osteoporose? Ou que o café está associado a males do estômago, à agitação e pode causar dependência? O fato é que o café, que já foi símbolo da economia do Brasil, também pode trazer benefícios à saúde", diz Fábio Ravaglia, presidente do Instituto de Ortopedia e Saúde e membro do corpo clínico externo do Hospital Albert Einstein e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Tanto De Paulis quanto Ravaglia fazem parte de um grupo entusiasta de pesquisadores que têm revelado os efeitos positivos do café. Dizem que a bebida reduz o colesterol, auxilia no combate a doenças coronarianas, proporciona efeitos antidepressivos, reduz o risco do Mal de Parkinson, protege contra diabetes do tipo 2, desenvolve ação antioxidante e auxilia em processos de emagrecimento e na prevenção de alguns tipos de câncer (cólon e reto).
"Há estudos recentes, inclusive, que indicam que substâncias presentes no café podem prevenir demências e Alzheimer e que o consumo moderado e regular inibe o alcoolismo e a depressão", afirma Ravaglia. Ele observa que, no Brasil, a Fundação Zerbini assinou, em 2006, um protocolo com a Associação Brasileira da Indústria do Café para a criação da Unidade de Pesquisa Café-Coração do Incor, que até hoje tem conduzido pesquisas sobre a bebida.
Lendas do café
Há muitas teorias sobre a origem do Café. Enquanto alguns estudiosos afirmam que a semente surgiu na África, sua origem é estimada em cerca de mil anos e está associada aos árabes, que primeiro cultivaram a fruta. A região de Kafa, no Oriente Médio, parece ser o berço do café, tendo inclusive emprestado seu nome à bebida.
Confira abaixo, algumas curiosidades sobre o surgimento do café:
Café forte
Dizem que o café foi criado pelo arcanjo Gabriel, que quis oferecer ao profeta Maomé uma bebida que o revigorasse. Parece que o efeito foi bom mesmo: Maomé bebeu o café e tornou-se capaz de derrubar quarenta cavaleiros e conquistar quarenta mulheres. A lenda só não diz quanto o profeta teve que beber para conseguir a façanha!
Café santo
Quando o café chegou à Itália, no século XVII, foi boicotado por alguns cristãos fanáticos, que achavam que o produto era uma "invenção de Satanás". Só que, quando o Papa experimentou, gostou tanto que resolveu abençoar o café para vencer Satanás - e tornar o café a bebida cristã.
Café com música
Na Alemanha, o café era servido com música. O casamento das duas paixões alemãs é a "Cantata ao Café", composta por Johann Sebastian Bach para ser tocada nos estabelecimentos onde a bebida era servida - as Kaffehaus.
Café misterioso
Os turcos conheciam bem o café e foram um dos povos a levá-lo à Europa. Ocuparam Viena, mas tiveram que abandonar a cidade quando chegaram as tropas libertadoras. Foi o maior alvoroço e, na pressa, deixaram várias sacas de um produto misterioso. O que seria? Um homem que já havia vivido no Oriente reconheceu ali o café e aproveitou para vendê-lo, com açúcar e chantilly. Este é o famoso café vienense.
Café brasileiro
O café chegou ao Brasil no século XVIII, envolto em lendas e romance. A fruta, que já era plantada na Guiana Francesa, estava proibida aos portugueses. O sargento-mór Francisco de Melo Palheta foi designado para trazê-la e, conta-se, só teria conseguido porque a esposa do governador da Guiana, apaixonada por Palheta, o teria presenteado com sementes do "ouro negro". Não se pode ter certeza sobre a paixão da primeira-dama, mas seu papel foi fundamental no contrabando das sementes proibidas.
Café brasileiro II
O café foi o produto que veio a substituir a exploração do ouro e da cana-de-açúcar na era pós colonial, acompanhando assim o desenrolar da economia da época. Espalhou-se pela Região Sudeste, em que o clima era bastante propício, e por conta disto surgiram e se desenvolveram importantes cidades. Junto com o desenvolvimento, porém, trouxe o desmatamento. Nossa Mata Atlântica foi dizimada. A Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, é a maior floresta urbana do mundo, mas não sobraria muita coisa para contar a história se não fosse pelo processo de reflorestamento, que recuperou a mata devastada pelas plantações.

ACRITICA