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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

‘Há tanta vida lá fora...’: conheça casos de pessoas que decidiram se afastar do Facebook

Estudo recente apontou que obsessão por curtidas e compartilhamentos pode nos causar mal. Pessoas que saíram da rede e uma especialista comentam o tema


"Acordava e ia direto com a mão no smartphone para verificar as notificações e notícias do dia", disse a estudante Karoline Zany (Aguilar Abecassis)


Quando foi a última vez que você olhou seu Facebook na última hora? Talvez nem você mesmo(a) consiga responder essa pergunta. A verdade é que as redes sociais entraram de vez no cotidiano das pessoas nos últimos anos, de maneira que não nos percebemos à sua mercê.
No entanto, é válido perguntar: até que ponto isso nos afeta? Em estudo divulgado este mês, o Instituto de Pesquisa da Felicidade, sediado em Copenhagen, apontou que nossa obsessão em chegar novas curtidas e compartilhamentos pode nos causar mal.
Eles testaram a tese separando um grupo de aproximadamente 1,1 mil pessoas em dois grupos, um dos quais passaria uma semana fora da rede social de Mark Zuckerberg e outro continuaria a usá-la normalmente pelo mesmo período.
Pedidos para avaliar seu grau de satisfação pessoal antes e depois do experimento, os participantes que ficaram fora ranquearam a sua vida melhor dos que os que permaneceram na rede. Ao fim da semana, a média de “índice de satisfação pessoal” do grupo que continuou no Facebook era de 7,75, enquanto o do grupo que saiu era de 8,12.
O presidente do instituto, Meik Wiking, disse a um jornal dinamarquês que acredita que a distorção de realidade provocada pela rede é fator que contribui muito para o resultado, o que encontra ecos em estudiosos aqui no Brasil. 
Aline Restano, psicóloga que integra o Grupo de Estudos Sobre Adições Tecnológicas (Geat), baseado no Rio Grande do Sul, em entrevista ao VIDA&ESTILO comentou que, para certas pessoas na web, “parece mais importante parecer que está feliz do que estar feliz de verdade”. 
Por esse e outros motivos, há pessoas que realmente optaram por se desconectar mais um pouco, como na experiência na Dinamarca, vivendo mais momentos e menos “likes”.
‘Motivo de sofrimento’
A estudante Karoline Zany era uma daquelas pessoas que quase nunca ficava offline. “Acordava e ia direto com a mão no smartphone para verificar as notificações e notícias do dia. No caminho para o trabalho, casa, faculdade, a grande distração era o uso das redes sociais, mas com o tempo aquilo se tornou monótono e percebi a baixa produtividade em outras atividades como estudos, conversas face a face com os amigos, em casa com a família, etc”, falou.
Incomodada, ela acabou saindo das redes. “O Facebook se tornou motivo de sofrimento, é uma ferramenta  que escraviza aqueles que não têm autocontrole. O impacto pelo mal uso é muito grande, destrói relacionamentos e amizades. [Fora], você passa a ter mais tempo para si, o fator ansiogênico de ver as notificações foi totalmente desativado (risos). A sensação é realmente de liberdade”, explicou.
Karoline afirmou que teve quatro contas no Facebook desde 2010, das quais ela só possui e-mail e senha de uma, a qual não usa ativamente desde o ano passado.
“Não tenho vontade de usar, não sinto falta, não é algo que tem importância ou que me faz ficar bem. Às vezes a gente pensa: ‘Poxa, vamos deixar de ver o que as pessoas postam e compartilhar de certos momentos’, mas sinceramente estou melhor sem o uso dessas ferramentas do mal. Sério, são coisas que causam dependência”, reflete.
Mais dedicação
Para o aluno de Engenharia da Computação Avelino Morganti, o intervalo de um ano e meio que ele se deu do Facebook lhe proporcionou vários prêmios acadêmicos e a aprovação em um intercâmbio em Portugal, onde ele ficará até o ano que vem.
Ele disse que reativou a rede duas vezes desde então: uma por pressão de colegas de faculdade para compartilhar informações sobre aulas, que durou até ele usar ferramentas como o Google Drive e o Dropbox para isso, e outra por conta do intercâmbio.
“Eu voltei a ativar o Facebook um pouco antes de vir para Portugal, pela pressão da família e de amigos. Achei também que era a maneira mais fácil de compartilhar fotos e ‘dizer que estou bem’”, comentou o estudante.
Avelino aponta que ferramentas como o feed infinito de notícias tornam a rede aditiva. “O usuário tem a sensação de ‘estou perdendo algo se não rolar o feed até o fim’ e isto faz com que ele sempre tenha ‘vontade de dar uma olhadinha’”, exemplificou.
Ele reflete que, dada a sua área de estudo (computação), é difícil abandonar por completo as redes sociais. “Esta é a razão pela qual eu ainda tenho Facebook. No entanto, com o surgimento de outros serviços, eu tenho ficado vários dias seguidos sem usá-lo”, explicou.
‘Como uma droga’
Segundo Aline Restano, psicóloga integrante de Geat, grupo de estudo da UFRGS sobre o tema, nem sempre o tempo gasto na rede é o que influencia na felicidade do indivíduo.
“O que temos que avaliar é se a rede social gera prejuízo na vida da pessoa, no seu convívio social ou familiar, na sua condição física, no seu desempenho acadêmico... Não é o número de horas que define se uma pessoa está dependente. O que define o uso problemático é o prejuízo”, comentou.
“Assim como uma droga, ela gera um prazer quando você vê curtidas e comentários positivos, então você tende a repetir o comportamento”, explica a psicóloga.
A base desse prazer, segundo Aline, varia de pessoa para pessoa, ainda que a questão da aprovação seja um fator. “[Um artigo apontou] que pessoas que têm muita necessidade de aprovação social tendem a ter um uso mais problemático de redes sociais, porque ela vai ter que conferir muito mais vezes”, comentou, destacando, no entanto, que as pessoas mais ansiosas, deprimidas ou com mais fobias sociais também se encontram particularmente vulneráveis aos encantos da web.
Potencializador
Aline Restano também enfatiza um aspecto das redes sociais que ela vê constantemente ignorado em reportagens que as demonizam: o de potencializador de questões prévias.
“Não é a rede social que gera o problema. [...] É preciso entender o que estava se passando com a pessoa antes, [o] porquê da sua vida real estar tão empobrecida a ponto de uma rede social se tornar tão mais interessante”, destacou a psicóloga.
Ela também aponta o contexto cultural problemático do qual as redes fazem parte: “Vivemos numa cultura em que temos que mostrar tudo o que estamos fazendo. Isso é anterior às redes sociais e é humano, mas agora a gente enxerga mais forte”, disse.
Sobre o estudo feito na Dinamarca, Aline é cautelosa quando o assunto é a “felicidade” dos participantes, mas admite que é natural sentir um alívio quando uma meta é obtida (no caso, ficar fora das redes sociais).
Para quem está incomodado com a influência de redes como o Facebook em sua vida, ela recomenda terapia para se chegar à raiz do problema. Para quem só quiser se afastar delas, Avelino Morganti faz a provocação: “Se eu pudesse dar um recado aos seus leitores, diria para tentarem viver sem Facebook durante um mês. Eu me arriscaria dizer que poucos vão conseguir, pois é tão difícil como largar um vício como álcool ou cigarro”. Está lançado o desafio!

Lucas Jardim


quinta-feira, 19 de março de 2015

Nova funcionalidade do Facebook permite envio de dinheiro a amigos

O recurso grátis será lançado nos próximos meses para usuários nos Estados Unidos que acessam o Facebook Messenger por computadores desktop ou sistemas operacionais Android, do Google, e iOS, da Apple, em dispositivos móveis


Os usuários podem criar um PIN ou ativar o Touch ID no caso do iPhone para adicionar maior segurança para os pagamentos (REUTERS/Dado Ruvic)



O Facebook está adicionando uma funcionalidade ao seu aplicativo de mensageira que permite a amigos enviar e receber dinheiro por meio do aplicativo.

Os usuários podem clicar num ícone de dólar numa nova janela de bate-papo para enviar dinheiro aos amigos, após vincularem suas contas na rede social a um cartão de débito Visa ou MasterCard emitido por um banco norte-americano.
O recurso grátis será lançado nos próximos meses para usuários nos Estados Unidos que acessam o Facebook Messenger por computadores desktop ou sistemas operacionais Android, do Google, e iOS, da Apple, em dispositivos móveis.
Os usuários podem criar um PIN ou ativar o Touch ID no caso do iPhone para adicionar maior segurança para os pagamentos.
O Snapchat lançou um serviço semelhante em novembro passado, chamado Snapcash.
(Por Anya George Tharakan em Bangalore)
 

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Facebook pode ser tirado do ar no Brasil


 É melhor aproveitar o Facebook enquanto há tempo, porque a rede social pode sair do ar daqui a um dia. Ontem, 2, foi publicada pela 1ª Vara Cível de São Paulo a decisão de que a rede social deveria se pronunciar em 48 horas sobre uma remoção de conteúdo determinada pela Justiça. Caso não o faça, todos os servidores nacionais devem bloquear o site.

Tudo começou porque a modelo Luize Altenhofen usou o Facebook para acusar um vizinho de ter batido em seu cachorro. A afirmação não foi creditada pela Justiça, então o Facebook precisava tirar a publicação do ar, o que não aconteceu.

Procurado pelo UOL, o Facebook disse não ter feito o que a Justiça mandou por não ter recebido as URLs que comprovem a difamação. A decisão publicada ontem afirma que as URLs foram disponibilizadas, mas a rede social diz que elas levam a capturas de tela de notícias sobre o caso, e não à falsa acusação da modelo.

"A afirmação é uma desconsideração afrontosa à soberania brasileira", considerou o juiz Régis Rodrigues Bonvincino, vinculando o caso à espionagem dos Estados Unidos: "É uma desconsideração afrontosa agravada pela notória espionagem estatal, oficial, do governo americano. Se o Facebook opera no Brasil, ele está sujeito às leis brasileiras."


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

‘SoundCloud’ : a rede social do momento

Comunidade social permite a usuários “subir” músicas próprias e descobrir outros artistas, bandas e podcasters 

‘SoundCloud’ : a rede social do momento
‘SoundCloud’ : a rede social do momento (Divulgação)
Que Facebook, Twitter e Instagram o quê! A rede social do momento não tem nada de compartilhar piadinhas batidas, fofocas sobre a vida alheia ou fotos editadas com 300 filtros para disfarçar a falta de talento. O SoundCloud tem mais a ver com produzir, compartilhar e promover conteúdo de qualidade – no caso, música – além de descobrir novos artistas e sons. Em Manaus, muitos artistas como o DJ Pedro Gaioto, a banda Ayahuasca, e até mesmo os bois Garantido e Caprichoso utilizam a ferramenta para promover seu trabalho.
Criado na Suécia, mas estabelecido na Alemanha, em 2007, o SoundCloud (lê-se ‘saundcláud’) surgiu da ideia de dois amigos, que queriam compartilhar arquivos de música entre si. O serviço, entretanto, evoluiu para uma ferramenta de publicação de arquivos e permite também que os artistas distribuam seus álbuns.

Qualidade

Existem centenas de redes sociais para diversas finalidades, mas o SoundCloud é para a música o que o Vimeo é para os audiovisual e o Flickr é para a fotografia: garantia de conteúdo com qualidade (em sua maioria, claro que existem exceções).

O DJ Pedro Gaioto (soundcloud.com/djpedrogaioto) conta que, por conta de seu trabalho, precisava de um lugar para mostrar o que produzia, e encontrou no site a ferramenta ideal, mesmo porque também acabou descobrindo muito mais. “Acho que 90% dos sets que produzo vêm de algo que pesquisei no site mesmo. O SoundCloud é uma referência e é bem fácil de usar”, completou.
Estratégia

Apps e widgets – além de permitir que os artistas façam o upload de suas músicas em URLs individuais – são considerados pontos de destaque entre os usuários. A possibilidade de adicionar “timed comments”, que permitem aos usuários comentarem em determinada parte da faixa, também é uma característica que atrai quem utiliza o serviço.

O boi Caprichoso (soundcloud.com/caprichoso-demo2013) é outro que utiliza os serviços do SoundCloud. “O Caprichoso está presente em grande parte das redes sociais. Utilizamos o SoundCloud de forma estratégica, para divulgarmos as letras e toadas do nosso boi. Além disso, postamos informações, os spots para os torcedores que não escutam rádio. É uma estratégia de promoção”, acrescentou o presidente do Movimento Marujada, Keynes Breves. O perfil do Garantido é soundcloud.com/garantido.

MELLANIE HASIMOTO