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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

SMTU começa a usar biometria facial para coibir fraudes com os cartões de transporte

Fiscalização começa a partir desta terça-feira (24). Caso uma pessoa que não seja o titular do cartão tente usar o benefício, o sistema emitirá sinais sonoros


Câmera localizada no leitor do ônibus fará biometria facial do usuário (Márcio Silva)

 

A partir desta terça-feira (24), a Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU) inicia a fiscalização do uso diário do cartão Passa Fácil – gratuito e estudantil – no transporte coletivo urbano de Manaus. A fiscalização será feita por biometria facial no momento em que o passageiro passar a carteirinha no leitor do ônibus.

De acordo com o diretor-presidente da SMTU, Pedro Carvalho, a medida é adotada por causa da necessidade de disciplinar e fiscalizar o uso diário do cartão Passa Fácil. Ele contou que há muitos casos em que os pais utilizam a carteira estudantil do filho, homens utilizando a carteira de mulher e vice-versa, como também situação de familiares estarem utilizando a carteirinha de alguém já falecido.
“Estamos a três anos implantando este projeto. A fiscalização é na biometria facial, e estamos tentando conscientizar a população com o uso dessa tecnologia. O projeto terá outras fases que também serão implantado, mas por enquanto precisamos de início começar a regulamentar a gratuidade e meia passagem no transporte coletivo”, explicou.
A fiscalização será efetuada através da avaliação facial e, sendo detectado o uso por outra pessoa que não seja o titular do cartão, o sistema emitirá sinal sonoro e emitirá mais três vezes a sinalização caso a carteira continue sendo utilizada por outra pessoa a não ser o proprietário.
Depois da terceira vez, o sistema bloqueará o Passa Fácil e o responsável terá que comparecer no Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), e assinará um Termo de Responsabilidade de impedir o uso do cartão por terceiros. Caso ocorra persistência, o Passa Fácil será bloqueado durante 6 meses.



Isabelle Valois

sábado, 21 de setembro de 2013

Manaus terá R$ 120 milhões de investimento em gás natural veicular nos próximos três anos

Na Base Petrolífera de Urucu há reservas de gás natural suficientes para abastecer toda a região Norte do país


Para enriquecer o debate e mostrar ainda mais a importância do uso do GNV nos veículos automotores(Foto/Internet)




Nos próximos três anos, serão investidos R$ 120 milhões para o desenvolvimento do Gás Natural Veicular em Manaus, afirmou o gerente comercial da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), Frederico Paixão durante o 1º Seminário sobre o gás de Coari como fonte de energia e fator de desenvolvimento - Energia Termoelétrica e Gás Natural Veicular- realizado nesta quinta-feira (19) no Plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM).

O representante da Cigás apresentou as metas, planos e a campanha “Instale e economize”, que ainda será lançada, com o objetivo de incentivar o consumo do GNV. A campanha dará bônus de R$ 400,00 para os que converterem seus veículos para o uso do gás natural, apenas exigindo do consumidor a instalação do Kit 5ª geração.

Os debates do Seminário sobre o gás de Coari tiveram o objetivo de chamar a atenção das autoridades do setor para o incentivo e benefícios proporcionados pelo uso do Gás Natural Veicular (GNV) nos veículos de transporte coletivo, frotas de taxis, carros particulares, e principalmente da necessidade de abrir mais postos de distribuição para o combustível.

De acordo com o autor da Audiência Pública, vereador Mário Frota (PSDB), o GNV está associado à disponibilidade e ao alto potencial financeiro que confirmam a sua importância como fator de desenvolvimento, distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida para a população do Estado do Amazonas.

Porém, o parlamentar considerou ainda, que o uso do combustível em Manaus ainda é um tabu, e que precisa ser discutido para que se torne realidade no Estado. “O gás está aí há quase cinco anos e a população ainda não foi beneficiada. É preciso debater com segmentos do setor qual a melhor forma do gás ser usado e entender que o uso do GNV será um avanço para a nossa cidade”, argumentou Mário Frota.

O Seminário contou com a participação do coordenador da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasming), Welder Luiz de Souza, o gerente de Comercial da Gasming, Hilton Correa Vale, o presidente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Pedro Carvalho, o representante da Federação do Comércio do Amazonas (Fecomércio), José Fernandes Ferreira, o representante da Confederação Nacional do Comercio (FNC), José Fernando Silva, o secretário executivo da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), Sérgio Alexandre Pereira, sócia-proprietária da Empresa Lubricar, Carla Martins e o gerente comercial da Companhia de Gás do Amazonas, Frederico Paixão.

Revolucionário e econômico

Para enriquecer o debate e mostrar ainda mais a importância do uso do GNV nos veículos automotores, o gerente comercial da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig), Hilton Correa Vale apresentou um projeto sobre o uso do GNV, implantado no Estado de Minas Gerais, o qual tem objetivo principal o uso do combustível como matriz energética automotiva.

Na ocasião, ele mostrou que o investimento é revolucionário e econômico, não somente para a população da capital, mas também para o setor de mineração e agrícola. Ele ressaltou ainda que o estado mineiro já dispõe do uso do gás natural nos transportes ferroviários e coletivos, frotas de taxis, carros particulares, além de motocicletas. “O que queremos mostrar aqui é o desenvolvimento do GNV e como a sua utilização vai viabilizar a economia e melhorar o meio ambiente”, assegurou Hilton.

Na mesma linha, o coordenador da Gasming, Welder Souza, apresentou o Projeto ‘ Fralda Verde’, também implantado em Minas Gerais. De acordo com o coordenador, a motivação para a criação do projeto se deu pelo aumento do índice de poluição atmosférica. “O projeto é um incentivo para o uso do gás natural”, disse ele. Ele disse ainda que se o Amazonas começar a desenvolver o uso do combustível trará mais desenvolvimento para o Parque Industrial, gerando emprego e renda, mais desenvolvimento para a questão social, redução de emissões, aumento da infraestrutura e redução no impacto na balança comercial.

Obras para distribuição de gás

O representante da Cigás, Frederico Paixão informou também sobre as obras de expansão da distribuição do gás na Avenida Torquato Tapajós, que atendem as sete indústrias, as quais a partir do uso do gás natural já economizaram R$ 12 milhões em um ano, entre elas, o Posto Equador, a multinacional Coca Cola, a empresa Vídeo Lar e Ambev.

 “Além dos trabalhos na capital, incluindo a inauguração de mais um posto de Gás Natural Veicular, a Cigás também está atuando no interior. Vamos oferecer gás para quatro novas termelétricas nos municípios de Anamã, Codajás, Anori e Caapiranga”, completou.

Para abreviar a explanação aos presentes, Frederico resumiu o Projeto de Lei que está em tramitação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e trata do Marco Legal para o estabelecimento da política do Amazonas e ao serviço de distribuição de gás no Estado, em três pontos principais: plano de metas; relação Cigás e direitos do consumidor e política tarifária.

Como explicou o gerente, no Projeto de Lei estão elencados os objetivos, entre os quais o mais importante, o que permite que o gás seja um negócio, ao mesmo tempo definir que seja o indutor do desenvolvimento. “A lei também estabelece uma política tarifária transparente para que o gás tenha preço módico e esse insumo possa contribuir efetivamente para a diminuição de custos das empresas, principalmente as do Polo Industrial de Manaus (PIM)”, explicou o gerente da Cigás.

Privatização

Como parte do processo de privatização da Cigás, ele informou que a Companhia  entregou ao Governo do Estado o relatório final do que pode ser o futuro da empresa. “O relatório descreve a avaliação das ações da empresa para um eventual novo investidor, além das alternativas que o consórcio acha que o mercado entende que é o melhor para o Estado, tais como: atração de novos investidores; aumento da participação estatal; ou a disposição do negócio à iniciativa privada. Ele disse ainda que a comissão de desestatização irá analisar o relatório e emitirá um parecer, o qual será entregue ao governador do Estado, que tomará a decisão final”, explicou.

Sobre o GNV

O Gás Natural Veicular (GNV) é uma solução técnica e economicamente viável que traz benefícios ao meio ambiente e à economia. Quando utilizado em veículos pesados contribui para a melhoria da qualidade do ar.
A província de Urucu, no município de Coari, no interior do Amazonas, é o maior produtor terrestre de gás natural do Brasil e também responsável pela terceira maior produção de petróleo. De lá são retirados diariamente cerca de 11 milhões de metros cúbicos de gás natural e 54 mil barris de óleo condensado.

Na Base Petrolífera de Urucu há reservas de gás natural suficientes para abastecer toda a região Norte do país, e outras áreas, como uma das principais fontes de energia elétrica. A disponibilização do gás natural de Urucu faz parte do programa de massificação do uso do gás lançado pelo Governo, na qual o Amazonas foi contemplado com a instalação do gasoduto Coari-Manaus.

De acordo com o vereador Mário Frota, o gasoduto Urucu-Coari-Manaus deverá proporcionar inúmeros benefícios para o Amazonas e para o Brasil. A redução da taxa de energia elétrica, a geração de emprego e renda e a redução do risco ambiental são alguns dos mais importantes. A operação do gás natural também significa redução da queima de combustíveis para atender à demanda do Amazonas.



Com Informação da Assessoria

sexta-feira, 29 de março de 2013

Créditos dos cartões 'passa fácil' ainda valem com nova tarifa

O usuário que ainda possuir créditos no valor de R$ 2,75 e R$ 1,40 podem continuar usando-os mesmo após o novo valor entrar em vigor

Usuários dos cartões Cidadão e Passa Fácil, devem usá-los até descarregar
Usuários dos cartões Cidadão e Passa Fácil, devem usá-los até descarregar (Bruno Kelly)
Neste sábado (30) entra em vigor o novo valor da tarifa de ônibus em Manaus. Com o reajuste de 9% anunciado pela prefeitura, na última quarta (27), o valor que passará a ser cobrado é de R$ 3.

A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou nesta quinta (28) que os usuários que ainda possuem créditos no Cartão Cidadão e no Passa Fácil (no caso de estudantes), poderão usá-los até esgotarem. Os créditos continuarão valendo no valor de R$ 2,75 e R$ 1,40, respectivamente.

Sendo assim, o usuário que ainda possuir créditos no valor de R$ 2,75 e R$ 1,40 podem continuar usando-os mesmo após o novo valor entrar em vigor.

Mas, a partir deste sábado, o usuário vai comprar créditos para os cartões Cidadão e Passa Fácil por R$ 3 e R$ 1,50, respectivamente. O novo valor foi anunciado pelo prefeito Artur Neto na noite de quarta-feira.

Segundo o prefeito, os cálculos levados em consideração para o reajuste foram baseados exclusivamente em planilha trabalhada pela Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). Artur Neto explicou que o reajuste faz parte de um acordo tripartite, que envolve os empresários do sistema de transporte, rodoviários e poder público municipal.

De acordo com Artur, ficou definido que os empresários deverão renovar parte da frota ainda este ano e pagar um “vale lanche” no valor de R$ 3 para os trabalhadores todos os dias. Já os rodoviários, se comprometeram a não fazerem reivindicações com ameaças de greve.

Com o aumento, Manaus passa ter a segunda tarifa de ônibus mais cara do Brasil.

JORNAL A CRÍTICA

domingo, 20 de maio de 2012

Usuários pagam por beneícios inexistentes em transporte coletivo de Manaus

Usuários pagam cinco centavos que deveriam ser destinados à implantação do Sigit, que ainda não existe

O Sistema Inteligente de Gestão Integrada do Transporte previa a implantação de GPS nos ônibus e painéis digitais nas paradas
O Sistema Inteligente de Gestão Integrada do Transporte previa a implantação de GPS nos ônibus e painéis digitais nas paradas (Arquivo AC)

A cobrança de R$ 0,05 na tarifa de ônibus, que deveriam ser destinados à implantação do Sistema Inteligente de Gestão Integrada do Transporte (Sigit), que sete meses após o reajuste da tarifa ainda não foi implantado, provocou indignação em estudantes que foram à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) esta semana para participar do seminário “Cálculo da tarifa de transporte público convencional da cidade de Manaus”.
Para os estudantes, o “desvio” desses cinco centavos é mais uma manobra da Prefeitura de Manaus para “enganar os usuários”. “Essa tarifa tinha sido vetada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Então, por que continuam cobrando R$ 2,75? Para onde estão indo esses R$ 0,05? Parece pouco, mas quando se multiplica por milhões de usuários, torna-se muito”, desabafou a estudante Nayara Ferreira, 17.
Fontes de A CRÍTICA, revelaram que o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Manaus (Sinetram) cumpre orientações da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU). “A SMTU sabe que é ilegal e inconstitucional recolher essa tarifa de R$ 0,05, mas estava no contrato.”
O ex-presidente da antiga Empresa Municipal de Transportes Urbanos (EMTU), Pedro Carvalho afirmou que esses cinco centavos estão sendo aplicados no pagamento da empresa Dataprom, contratada pelas empresas de ônibus para gerir o sistema de bilhetagem atual.
Além de não ter a destinação prevista pelo contrato firmado entre prefeitura e empresas - aparelhamento do órgão gestor -, a cobrança desses cinco centavos ainda é ilegal. É que, de acordo com o advogado Félix Valois, um tributo apenas pode ser criado mediante lei. “O que o Poder Executivo pode fazer é elaborar um projeto de lei e remetê-lo à Câmara de Vereadores para votação”, explicou. Mas isso não aconteceu.
A SMTU comunicou, por meio da assessoria, que “está realizando um levantamento técnico, jurídico e administrativo para apurar o andamento do Sistema Integrado de Gestão Inteligente do Transporte”.
Prejuízos
Em meio ao impasse, os estudantes se sentem lesados. “Faz algum tempo nos disseram que o Sigit ia permitir a instalação de câmeras, Global Positioning System (GPS) nos ônibus e que as paradas seriam equipadas com monitores para acompanhar a circulação do coletivo. E nada disso aconteceu. Nem parada decente nós temos”, disse a estudante Priscila Maia, 18.
O deputado estadual Marcelo Ramos (PSB) também questionou a tarifa extra. “Cobrar esses R$ 0,05 é um absurdo, uma ilegalidade. A tarifa definida na planilha é de R$ 2,70. Essa tarifa foi criada pela atual administração municipal, sob a lógica de financiar investimentos no sistema, com a criação de um fundo, que, até hoje, não existe.
    Problemas  de Manaus repetidos  na RMM
Problemas semelhantes aos que existem no transporte público de Manaus, como tarifas abusivas, podem se repetir no transporte coletivo da Região Metropolitana de Manaus (RMM).
A afirmação é do ex-presidente da antiga EMTU, Pedro Carvalho, que hoje presta assessoria à Comissão de Transporte, Trânsito e Mobilidade da ALE-AM, que é presidida pelo deputado estadual Marcelo Ramos (PSB).
A declaração de Carvalho foi feita na sexta-feira, durante seminário sobre o cálculo da tarifa de transporte público, do qual participaram estudantes e representantes de órgãos públicos e sindicatos.
Carvalho alega que vários fatores influem no preço da passagem. “Os elementos principais de uma planilha são o custo do quilômetro, média de passageiros transportados nos últimos 12 meses e quilometragem percorrida e pesquisa de preços dos insumos e aplica a metodologia”, frisou.
A metodologia aplicada não foi revelada. “A tarifa em Manaus é cara devido à falta de infraestrutura. Por exemplo, não há pista exclusiva para o coletivo, existe demora e o cidadão paga mais caro por isso”, enfatizou o especialista.