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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Prepare-se para a melhor chuva de meteoros do ano

O fenômeno Geminídeas será visível em todo o Brasil a partir das 2h da segunda-feira (14), com uma frequência de até 120 meteoros por hora


Os meteoros da Geminídeas são pedaços de um corpo celeste chamado 3200 Phaeton, que cruza a órbita da Terra anualmente, na metade de dezembro(VEJA.com/Divulgação)



Na noite deste sábado (13) para domingo (14) acontece o apogeu da melhor chuva de meteoros do ano. O fenômeno Geminídeas, visível mundialmente, poderá ser observado em todos os Estados do Brasil a partir das 2h até as 4h, na direção Leste do céu. "Esta costuma ser uma das chuvas de meteoros mais intensas do ano, em que poderemos ver até 120 meteoros por hora na noite de maior visibilidade", explica Daniel Mello, astrônomo do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Os meteoros da Geminídeas são pedaços de um corpo celeste chamado 3200 Phaeton, que cruza a órbita da Terra a cada um ano e meio. "Phaeton era um cometa que, possivelmente, perdeu todo o seu gelo no passado por causa das muitas passagens pelo Sol. Por isso, não forma mais uma bela cauda e possui o aspecto de um asteroide, formado apenas por material rochoso", afirma Mello.

Desde o século XIX, todos os anos, os destroços desse corpo celeste parecem "despencar" da Constelação de Gêmeos, daí seu nome. Quando foi vista pelas primeiras vezes, era pouco brilhante e não chamava muita atenção, mas, com as passagens sucessivas pelo Sol, a quantidade de partículas que se desprenderam do 3200 Phaeton foi aumentando e o fenômeno se tornou uma das mais importantes chuvas de meteoros do ano. Anualmente, ela vai de 9 a 19 de dezembro.

De acordo com Mello, a alta frequência dos meteoros - dois por minuto - e a baixa velocidade com que parecem cair no céu, possibilitam a boa observação. No entanto, céu limpo e escuro é condição essencial para a visualização.

Para observar - Os meteoros se tornam visíveis ao entrar em atrito com a atmosfera. Com o choque, são vaporizados e brilham. Por isso, quanto menos iluminação no céu, melhor a observação. Os astrônomos aconselham que a visualização seja feita longe de grandes centros urbanos, para evitar a poluição luminosa e atmosférica que atrapalham o fenômeno.

"Chuvas de meteoros são visíveis ao longo de grandes áreas no céu. Isso torna desaconselhado o uso de binóculos ou lunetas, pois esses instrumentos limitam muito o campo de visão. O melhor é observar a Geminídeas a olho nu", diz Roberto Costa, astrônomo do Instituto de Astronomia, Geografia e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG/USP).

Além disso, este ano, a luminosidade da Lua, em sua fase nova, não deve atrapalhar quem quiser observar a chuva de meteoros. A previsão do tempo também deve ajudar: neste domingo, estão previstas pancadas de chuva no final da tarde e início da noite nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte e tempo firme e céu claro na região Nordeste.

Dica para as fotos - Há uma maneira de fazer com que as imagens da chuva de meteoros fiquem ainda mais incríveis: "Deixe uma câmera digital posicionada para a Constelação de Gêmeos - direção Leste do céu - e faça vídeos durante a ocorrência do fenômeno para registrar as estrelas cadentes. Isto pode ser feito por qualquer amador e os resultados podem ser bem legais", disse Mello.
Para quem não conseguir observar a chuva de meteoros, a Nasa fará uma transmissão, ao vivo, pelaNasa TV e também por seu canal de streaming. O evento será gravado pelo sistema de câmeras da agência espacial, nos Estados Unidos, e será divulgado em conjunto com entrevistas de cientistas que falarão sobre a Geminídeas.

Veja.com


terça-feira, 20 de março de 2012

Projeto idealizado por universidade do Amazonas quer ensinar astronomia a jovens

Por meio de atividades teóricas e práticas, o professor faz com que estudantes do interior do Amazonas despertem o interesse e queiram estudar astronomia

Difundir o gosto pela astronomia entre os jovens é o objetivo do projeto
Difundir o gosto pela astronomia entre os jovens é o objetivo do projeto (Divulgação)

 
Preparar os jovens estudantes da capital e do interior do Amazonas para o aprendizado da astronomia e prepará-los para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
Este é o principal foco de um projeto idealizado pelo professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e representante da OBA, Walter Esteves de Castro Junior.
Por meio de atividades teóricas e práticas, o professor faz com que estudantes do interior do Amazonas despertem o interesse e queiram estudar astronomia.
Os trabalhos vêm sendo realizados desde o primeiro semestre de 2011 com previsão para término em 2013.
O projeto conta com recursos do Governo do Estado do Amazonas, sendo uma das atividades desenvolvidas no âmbito do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) em parceria com Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Olimpíadas no Interior
Segundo Júnior, a meta é fazer com que todos se interessem por uma área que ainda é pouco conhecida, que é a astronomia.
Os trabalhos estão sendo desenvolvidos em quatro níveis: o primeiro que atende do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental, o segundo nível, voltado ao 4º e 5º ano do Ensino Fundamental, o nível três para atender a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e, por fim, o nível quatro voltado exclusivamente ao Ensino Médio.
Ainda no ano de 2011, o coordenador conseguiu fazer com que as provas da 14ª OBA fossem realizadas em escolas dos municípios de Autazes, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Iranduba, Manicoré, Parintins, Santa Isabel do Rio Negro, Tabatinga e Manaus.
Por meio do projeto intitulado a ‘Interiorização da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)’ estão previstas viagens ao interior para aplicação de minicursos e oficinas com práticas de observações astronômicas e o desenvolvimento de parceria entre escola e aluno, considerada fundamental para que o projeto se desenvolva e consiga atingir seus objetivos.
“Estou na torcida para que consiga realizar pelo menos mais duas viagens ao interior antes da 15ª OBA para ensinar os alunos a fazerem observações  e fazer com que alunos, professores e o público despertem ainda mais o interesse pelo astronomia”, ressaltou.
Na prática, o estudo prevê a melhoria da qualidade do ensino de Ciências e a realização de pesquisas no interior, além de despertar a curiosidade e promover a aproximação do público em geral, trazendo novas ideias e despertando possíveis carreiras científicas.
Olímpiada Brasileira de Astronomia
A olimpíada é organizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e este ano, a OBA irá contemplar 15 anos de atividades ininterruptas.
A Olimpíada é um evento aberto às escolas públicas e privadas, urbanas ou rurais, sem exigência de número mínimo ou máximo de alunos, os quais devem, preferencialmente, participar voluntariamente.
Podem participar alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental até alunos do último ano do Ensino Médio. A OBA ocorre dentro da própria escola, tendo uma única fase.
Sobre o Pronex
Este programa tem a finalidade de apoiar a execução de projetos de cunho científico, tecnológico e de inovação. Dando suporte financeiro aos trabalhos dos grupos de pesquisa, vinculados às instituições de ensino e/ou pesquisa sem fins lucrativos, no Estado do Amazonas.