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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Amazonas investe em pesquisas de biocombustíveis

Nos estudos realizados por pesquisadora da UEA foram analisados a casca e o caroço do cupuaçu, as cascas da macaxeira, urucu, coco, entre outros

Casca e caroço do cupuaçu estão sendo estudados para a produção de biocombustível e adubo orgânico
Casca e caroço do cupuaçu estão sendo estudados para a produção de biocombustível e adubo orgânico (Arquivo A Crítica)

Três enzimas que podem ser utilizadas na produção de biocombustível foram identificadas no projeto “Prospecção de cepas fúngicas amazônicas para aproveitamento de subprodutos da cadeia produtiva de biodiesel visando compostagem e produção de biocombustível de segunda geração”.
O trabalho conseguiu identificar três linhagens de enzimas que podem ser utilizadas na produção de bioetanol e na compostagem (adubo orgânico).
Os resultados da pesquisa foram apresentados durante o Seminário de Avaliação Parcial do Programa de Biocombustíveis (Biocom), o qual conta com investimentos de R$ 3 milhões, sendo R$ 1,5 milhão do Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e R$ 1,5 milhão via Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Conforme a diretora-presidenta da Fapeam, Maria Olívia Simão, o seminário constitui uma ferramenta de avaliação dos investimentos feitos pelo Governo do Estado nos seis projetos aprovados por mérito pela FAP.
Segundo ela, o objetivo é avaliar o andamento das pesquisas, promover a interação com outros pesquisadores das outras regiões, com Sul, Nordeste e Sudeste que desenvolvem trabalhos na área de biocombustíveis.
“Ninguém cresce em termos científicos sem passar por esse tipo de reflexão, sejam seminários parciais e finais. Na Amazônia, existem várias potencialidades que precisam ser exploradas em prol das comunidades isoladas, de forma a gerar energia elétrica. A área de biocombustíveis precisa avançar no Estado com qualidade nas pesquisas”, enfatizou.
A pesquisa é um avanço, conforme Simão, obtido por meio de projetos como o da pesquisadora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Antônia Queiroz Lima de Souza, que conseguiu identificar microorganismos produtores de enzimas (endoglucanases, xilanase e pectinase) que podem ajudar na degradação de resíduos, os quais podem ser utilizados como adubo orgânico e na indústria alimentícia e de celulose (clareamento de sucos e de papel).
Com investimentos da ordem de R$ 264 mil, o projeto iniciou em janeiro de 2011 e está sendo desenvolvido com o apoio do Departamento de Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), do Instituto de Física da Universidade de São Paulo de São Carlos (USP) e Universidade de Granada (Espanha).
Pesquisa
Segundo Queiroz, a pesquisa analisou dez tipos de resíduos da região, dentre eles a casca e o caroço do cupuaçu, a casca e a semente do maracujá, as cascas da macaxeira, urucu, coco e o bagaço de cana de açúcar.
Os levantamentos foram realizados nos municípios de Maués (resíduos de guaraná), Barcelos e Eirunepé e os testes foram realizados no laboratório da UEA.
“Os testes demonstraram que os resíduos de urucu são bons para produção de celulase (enzimas). Em relação à pectinase, os resíduos de cupuaçu foram mais satisfatórios, o que era esperado, uma vez que a casca de cupuaçu é rica em pectinas. Ou seja, produz mais pectinas para ser degradado”, informou.
Isso significa que determinados microorganismos podem ajudar a diminuir o tempo levado no processo de compostagem. “Normalmente, o processo leva dois anos, mas podemos diminuir para seis meses, como ocorreu na Universidade de Granada”, afirmou.
Nos próximos três meses, conforme a pesquisadora, iniciarão os testes para produção de compostagem. A equipe espera fazer os primeiros testes em resíduos agrícolas em campo no mês de janeiro de 2013. Pretende-se verificar em quanto tempo as enzimas levarão para degradar a biomassa vegetal.
“Concluída essa fase, a tecnologia será ensinada aos agricultores”, finalizou.

ACRITICA.COM

terça-feira, 20 de março de 2012

Projeto idealizado por universidade do Amazonas quer ensinar astronomia a jovens

Por meio de atividades teóricas e práticas, o professor faz com que estudantes do interior do Amazonas despertem o interesse e queiram estudar astronomia

Difundir o gosto pela astronomia entre os jovens é o objetivo do projeto
Difundir o gosto pela astronomia entre os jovens é o objetivo do projeto (Divulgação)

 
Preparar os jovens estudantes da capital e do interior do Amazonas para o aprendizado da astronomia e prepará-los para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
Este é o principal foco de um projeto idealizado pelo professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e representante da OBA, Walter Esteves de Castro Junior.
Por meio de atividades teóricas e práticas, o professor faz com que estudantes do interior do Amazonas despertem o interesse e queiram estudar astronomia.
Os trabalhos vêm sendo realizados desde o primeiro semestre de 2011 com previsão para término em 2013.
O projeto conta com recursos do Governo do Estado do Amazonas, sendo uma das atividades desenvolvidas no âmbito do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) em parceria com Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Olimpíadas no Interior
Segundo Júnior, a meta é fazer com que todos se interessem por uma área que ainda é pouco conhecida, que é a astronomia.
Os trabalhos estão sendo desenvolvidos em quatro níveis: o primeiro que atende do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental, o segundo nível, voltado ao 4º e 5º ano do Ensino Fundamental, o nível três para atender a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e, por fim, o nível quatro voltado exclusivamente ao Ensino Médio.
Ainda no ano de 2011, o coordenador conseguiu fazer com que as provas da 14ª OBA fossem realizadas em escolas dos municípios de Autazes, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Iranduba, Manicoré, Parintins, Santa Isabel do Rio Negro, Tabatinga e Manaus.
Por meio do projeto intitulado a ‘Interiorização da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)’ estão previstas viagens ao interior para aplicação de minicursos e oficinas com práticas de observações astronômicas e o desenvolvimento de parceria entre escola e aluno, considerada fundamental para que o projeto se desenvolva e consiga atingir seus objetivos.
“Estou na torcida para que consiga realizar pelo menos mais duas viagens ao interior antes da 15ª OBA para ensinar os alunos a fazerem observações  e fazer com que alunos, professores e o público despertem ainda mais o interesse pelo astronomia”, ressaltou.
Na prática, o estudo prevê a melhoria da qualidade do ensino de Ciências e a realização de pesquisas no interior, além de despertar a curiosidade e promover a aproximação do público em geral, trazendo novas ideias e despertando possíveis carreiras científicas.
Olímpiada Brasileira de Astronomia
A olimpíada é organizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e este ano, a OBA irá contemplar 15 anos de atividades ininterruptas.
A Olimpíada é um evento aberto às escolas públicas e privadas, urbanas ou rurais, sem exigência de número mínimo ou máximo de alunos, os quais devem, preferencialmente, participar voluntariamente.
Podem participar alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental até alunos do último ano do Ensino Médio. A OBA ocorre dentro da própria escola, tendo uma única fase.
Sobre o Pronex
Este programa tem a finalidade de apoiar a execução de projetos de cunho científico, tecnológico e de inovação. Dando suporte financeiro aos trabalhos dos grupos de pesquisa, vinculados às instituições de ensino e/ou pesquisa sem fins lucrativos, no Estado do Amazonas.