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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Entidades pedem aprovação de proposta que incentiva a Ciência, Tecnologia e 
Inovação

Inclui na Carta Magna de 1988 a área de ciência, tecnologia pesquisa (Imagem: Brazilianspace)




Representantes de entidades de apoio à pesquisa e inovação se encontraram na última terça-feira (20/05) com o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB/AM), para pedir apoio para aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 12/2014. A proposta inclui na Carta Magna de 1988 a área de ciência, tecnologia pesquisa, desenvolvimento e inovação no rol de matérias que podem ser objeto de legislação e de políticas públicas da União, estados e municípios.

Entre outros, participaram da reunião a diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado Amazonas (Fapeam), Maria Olívia Simão, e o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa de Santa Catarina (Fapesc), Sergio Luiz Gargioni.

Eduardo Braga, que é relator da proposta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, e autor de projeto de lei que cria o Código Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação, disse ser a favor da proposta e que há no Senado esforço pela aprovação da matéria.


Assessoria de Imprensa


sábado, 4 de janeiro de 2014

Escola do Legislativo ofereceu 235 cursos de qualificação para servidores ao longo de 2013

A Escola também oferece conhecimento em parceria com instituições de ensino privadas



Atualmente existem 251 alunos cursando graduação e 37 se formaram (Foto: Acritíca.Uol.com)



Encerrando as atividades desenvolvidas em 2013, a Diretoria da Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) contabiliza um total de 235 cursos ofertados em áreas diversas como Informática, Idiomas, Mestrado e Pós Graduação, para qualificação de servidores públicos das mais diversas esferas. A Escola do Legislativo comemora também a forte procura aliada à baixa desistência, principalmente nos cursos de Pós Graduação em Gerontologia e em Gestão Pública, em que o primeiro teve apenas duas desistências e o segundo, uma desistência.

A diretora da Escola, Jaqueline Ferretti, explica que os servidores além do interesse têm a responsabilidade em persistir na formação. “Os servidores levam a sério o termo de responsabilidade assinado por eles e fazem o esforço para concluir o curso. Justamente por conta disso temos uma boa reputação junto à Fapeam, UEA e Ufam que nos auxiliam na realização destes cursos”, afirmou, acrescentando que para 2014 os servidores terão mais duas opções de qualificação com o Curso de Tecnologia em Gestão Pública e a Pós Graduação em Direito Público, ambos através da UEA. As inscrições estão previstas para fevereiro de 2014 e os inscritos devem passar por um processo seletivo a ser feito pela própria universidade.

A diretora explica que atualmente a Escola especifica os temas das palestras e dos cursos de qualificação de curta duração que oferece a partir do direcionamento de cada diretoria da Casa. “Antes oferecíamos cursos mais generalizados, mas a partir do momento em que essas demandas gerais foram sendo supridas, passamos a trabalhar mais diretamente para cada diretoria buscando saber qual a necessidade para os servidores daquela diretoria”, explicou. A diretora acrescentou que é importante também a colaboração dos diretores em liberar os servidores para participar das atividades. Em 2013 a Escola ofereceu 18 palestras e 36 cursos de qualificação.

Além destas atividades, a Escola também oferece conhecimento em parceria com instituições de ensino privadas, através de Bolsas de Estudo. Atualmente existem 251 alunos cursando graduação e 37 se formaram. Uma Biblioteca nas dependências da Escola do Legislativo também apoia o conhecimento dos servidores, através de um acervo com 4000 títulos, dos quais 1452 foram emprestados em 2013.




Com Informações da Assessoria 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Mais uma Universidade Federal para o Amazonas


Segundo ele, estudos realizados por sua assessoria demonstraram que existem estados brasileiros que possuem até 11 universidades federais


Já entreguei documento à mesa da Assembleia Legislativa propondo essa alteração(Ilustração/Internet)

O deputado José Ricardo (PT) anunciou, nesta quarta-feira (16), que irá fazer a apresentação de uma indicação ao Governo Federal  solicitando a construção de mais uma Universidade Federal no Amazonas. Segundo ele, estudos realizados por sua assessoria demonstraram que existem estados brasileiros que possuem até 11 universidades federais, como é o caso de Minas Gerais, e o vizinho Estado do Pará que possui quatro universidades federais. “Por que nós, no Amazonas, que temos uma área imensa e um grande contingente populacional não podemos ter duas universidades federais?”, indagou.




Segundo José Ricardo, o Amazonas possui, hoje, uma grande concentração de pessoas que cursaram o ensino médio mas não tem a chance de cursar o nível superior, porque faltam universidades estadual ou federal. Para o parlamentar, pelo menos dois terços do Amazonas não são servidos por universidades, “o que impossibilita que o grande contingente escolar galgue os degraus do terceiro grau”, afirmou.



José Ricardo acredita que, com mais uma universidade do Governo Federal implantada no Amazonas, pelo menos parte do problema será resolvido. “Apesar de já existirem universidades federal, estadual e o próprio Ifam no interior do Estado, ainda faltam locais para que os estudantes, sejam atendidos”.



O parlamentar destacou ainda, em seu discurso, o Dia da Ciência e Tecnologia e disse que o Amazonas dispõe, hoje, de vários organismos voltados para a tecnologia, mas faltam recursos para que todos os projetos propostos sejam desenvolvidos. Segundo José Ricardo, o Estado que já mantém a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) poderia dispor de 2% do seu faturamento líquido para doar ao órgão, ao invés de apenas 1% como faz atualmente. “Já entreguei documento à mesa da Assembleia Legislativa propondo essa alteração”, anunciou.



Com Informação da Assessoria

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Governo distribui tablets e bolsas para alunos de escola de tempo integral do AM

A novidade anunciada pelo governador Omar Aziz é válida apenas para alunos do Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Engenheiro Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, inaugurado nesta segunda-feira (04) na Zona Norte de Manaus



Omar Aziz lembrou que foi aluno do engenheiro Sérgio Pessoa e que era uma honra inaugurar um Ceti com o nome dele
Omar Aziz lembrou que foi aluno do engenheiro Sérgio Pessoa e que era uma honra inaugurar um Ceti com o nome dele (Euzivaldo Queiroz )


Alunos da rede pública estadual serão incentivados a optar, ao final do ensino médio, por cursos de Engenharia e de Tecnologia da Informação. Quem aderir ao programa do Governo do Estado terá direito, inicialmente, a uma bolsa no valor de R$ 190. Entretanto, a novidade, anunciada pelo governador Omar Aziz, é válida apenas para alunos do Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Engenheiro Sérgio Alfredo Pessoa Figueiredo, inaugurado nesta segunda-feira (04) no bairro Cidade de Deus, Zona Norte.
O evento marcou a abertura oficial do ano letivo 2013. Outra novidade anunciada pelo governador é a distribuição de tablets para alunos do último ano do ensino médio. Paralelo à carga horária normal, o aluno pode aderir ao Programa Estratégico de Indução à Formação de Recursos Humanos em Engenharias (Pró-Engenharias) e do Programa Estratégico de Indução à Formação de Recursos Humanos em Tecnologia da Informação (RH-TI).
Na aplicação dos projetos a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) tem como parceiras a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secti) e a Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas (Fapeam).

NELSON BRILHANTE

quarta-feira, 6 de junho de 2012

AM recebe investimentos para pesquisas contra a tuberculose

FAPs do Amazonas, Rio de Janeiro e Minas Gerais destinaram R$ 6 milhões em investimentos na infraestrutura física e em equipamentos

Os estudos sobre a tuberculose no Amazonas serão reforçados com a implantação da primeira enfermaria de isolamento respiratório da região Norte, na Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).
A diretora presidente da FMT-HVD, Graça Alecrim, explica que a iniciativa permitirá a realização de novas pesquisas sobre a doença, bem como a realização de testes com novas drogas, para o tratamento da infecção. A previsão é que o ambiente esteja em funcionamento já no próximo ano.

A implantação é resultado de projeto de pesquisa desenvolvido pela FMT-HVD e que será financiado pelas fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados do Amazonas, Rio de Janeiro e Minas Gerais (FAPEAM, FAPERJ e FAPEMIG). Cada uma das instituições destinará R$ 2 milhões de financiamento ao projeto, perfazendo um total de R$ 6 milhões em investimentos na infraestrutura física e em equipamentos.

De acordo com o diretor de Ensino e Pesquisa da FMT-HVD, Marcus Lacerda, a enfermaria contará com 18 leitos de internação. No local, serão instalados filtros de ar especiais, do tipo HEPA (High Efficiency Particulate Air).
São filtros com alta capacidade de retenção de particulados e quando bem dimensionados são capazes de reter até 99,97% das partículas do ar, reduzindo o risco de infecção por transmissão aérea e criando um ambiente altamente seguro para o desenvolvimento de estudos específicos.

O pesquisador destaca que, no Brasil, enfermarias desse porte, para fins de pesquisa, são encontradas apenas na Universidade Federal do Espírito Santo e na Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro. Com a implantação da unidade, a FMT-HVD deverá fortalecer o campo de estudos em Tuberculose, no Amazonas.
A Fundação já é responsável pela coordenação estadual de pesquisa com foco no diagnóstico de tuberculose, a partir da utilização do equipamento GeneXpert, em estudo encomendado pelo Ministério da Saúde, cujo principal objetivo é avaliar o comportamento do teste na rotina dos laboratórios do SUS.

O estudo é patrocinado pela Fundação Bill e Melinda Gates e o resultado do exame para diagnóstico da tuberculose é disponibilizado em duas horas, além de definir se o bacilo é ou não resistente a um dos principais antibióticos utilizados para o tratamento da doença, a rifampicina. Segundo Lacerda, a rápida detecção da resistência ao medicamento é um dos principais avanços para a cura dos pacientes.

Os Estados do Amazonas e do Rio de Janeiro são os primeiros a utilizar o equipamento. No Estado, quatro equipamentos estão disponíveis - um na FMT/HVD; dois na Policlínica Cardoso Fontes; e o terceiro equipamento está disponível no Laboratório Distrital Leste, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

ACRITICA

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fenômeno La Niña causa cheia recorde no Amazonas

Pesquisadores avaliam o tipo, o período em que apareceu e como o fenômeno evoluiu, entre outras análises

 Fenômeno climático La Niña contribuiu para a cheia histórica de 2012, que castigou Manaus e outros 53 municípios
Fenômeno climático La Niña contribuiu para a cheia histórica de 2012, que castigou Manaus e outros 53 municípios (Clóvis Miranda)

Informações divulgadas, no dia 12 de março de 2012, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e pelo Instituto Max Planck de Química (MPIC) indicavam que o Amazonas iria passar por uma cheia recorde este ano.
A estimativa era de que as águas atingissem o nível de 29,67m (margem de erro de 29,29-30,05 m), apenas 10 cm abaixo que a maior cheia já registrada em 2009 (29,77m). A previsão foi fortalecida pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no dia 31 março, o qual previu uma cheia de 30,13 m (margem de erro de 40 cm).
Com base nas informações, os pesquisadores do Inpa e do CPRM sabiam desde o segundo semestre de 2011 que choveria acima da média.
Contudo, conforme o pesquisador do Inpa, Antônio Manzi, isso não significa recorde ou extrema, pois são previsões com base na cota do Rio Negro no Porto de Manaus, o qual não é influenciado pelo o que acontece em toda a bacia do Rio Solimões. Além disso, sempre há erros médios, em torno de 40 cm, dependendo do modelo usado.
Conforme Manzi, uma das prováveis causas para a cheia recorde de 2012 foi o fenômeno climático La niña. Por isso, os pesquisadores que participam do grupo estão avaliando o tipo, o período em que apareceu e como o fenômeno evoluiu.
Também estão fazendo análises de distribuição de temperatura dos oceanos Atlântico e Pacífico, a influência da massa de água sobre as sub-bacias do Rio Negro e Solimões e os valores mensais de chuva, a partir de 1996.
Doutor em Física da Atmosfera pela Universidade Paul Sabatier (Toulouse III), França, Manzi explicou que quando se estuda o clima existem muitas variáveis. Isso se deve ao fato, por exemplo, de que já ocorreram outras La niñas que não chegaram a provocar cheias tão intensas no Amazonas.
"Estamos estudando várias questões. Uma delas é a vazante de 2010 – período em que foi registrada a cota mais baixa nos últimos 110 anos no Porto de Manaus. Em 2010 e 2011 houve a maior variação do rio entre os valores mínimo e o máximo registrados, o qual foi de 15 metros. Isso é quase 50% da média histórica, que é de 10,10 metros. São quase 5 metros acima. Esse ano, o rio já encheu 12,60 metros. Significa que a cheia desse ano envolve não somente configurações específicas de temperatura dos oceanos, mas está associado ao regime hidrológico de chuva. Ainda não temos uma resposta final”, salientou.
Os pesquisadores também estão avaliando o histórico dos últimos anos de estoque de água nas bacias e sub-bacias do Rio Amazonas, especialmente, as sub-bacias dos Rios Solimões e Negro.

Efeito La Niña

As La niñas aconteceram durante todo o segundo semestre do ano passado, afetando o período chuvoso. Nos meses de outubro, novembro e dezembro, enfraqueceram. Todavia, ainda havia La niñas 3 e 4 atuando até o mês de abril de 2012, embora fraca.
“Além desses fenômenos existem outros, mas ainda estamos avaliando. Não é possível divulgar agora”, lamentou e acrescentou que tiveram La niñas praticamente em quase todos os setores, principalmente no segundo semestre do ano passado.  

Cheia e secas intensas

Conforme o pesquisador, não se pode dizer com certeza se as cheias e as secas são uma conseqüência da variabilidade natural do clima ou se estão sendo afetadas pelas mudanças climáticas globais.
Mas, segundo o pesquisador, espera-se que haja a intensificação da variabilidade natural do clima. Significa que os anos mais frios e mais quentes podem se tornar mais frequentes. Da mesma forma, os períodos secos e chuvosos, com tempestades mais severas.
"O que está acontecendo, em principio, poderia ser justificado pelas mudanças climáticas globais, mas não conhecemos muito bem a variabilidade natural do clima. Isso se deve ao fato de que há escalas de variação interanuais, decadais e seculares. Mas é provável que as mudanças climáticas estejam atuando”, explicou Manzi.
Segundo ele, se haverá nos próximos anos eventos extremos, não dá para dizer no momento. O certo é que os pesquisadores têm observado nos últimos 25 anos tendências de aumento de cheias e vazantes. Manzi disse que a série de acompanhamento que têm hoje é importante. Contudo, se tivessem medidas de outros séculos, teria mais confiança nas análises, pois a série é curta do ponto de vista climático, mas foram registrados anos extremamente secos, como em 1923 e 1963. 
Conforme Manzi, a maioria dos fenômenos La niñas está associada ao aumento das chuvas em boa parte da Amazônia, sendo um sinal estatístico forte.
Ele pontuou que nem todas têm a mesma configuração. Isto é, elas podem ser divididas em quatro tipos, do ponto de vista climatológico. Os tipos 1 e 2 ocorrem próximas da Costa da América do Sul (Oeste), enquanto a 3 e 4 na parte central do Oceano Pacífico (Leste).
Entretanto, dependendo da época do ano elas podem ser mais ou menos fortes.
“Tivemos La niñas muito fortes no início e durante a primeira metade da estação chuvosa. O efeito é a produção de quantidades de chuvas mais fortes”, salientou.

ACRITICA

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Amazonas investe em pesquisas de biocombustíveis

Nos estudos realizados por pesquisadora da UEA foram analisados a casca e o caroço do cupuaçu, as cascas da macaxeira, urucu, coco, entre outros

Casca e caroço do cupuaçu estão sendo estudados para a produção de biocombustível e adubo orgânico
Casca e caroço do cupuaçu estão sendo estudados para a produção de biocombustível e adubo orgânico (Arquivo A Crítica)

Três enzimas que podem ser utilizadas na produção de biocombustível foram identificadas no projeto “Prospecção de cepas fúngicas amazônicas para aproveitamento de subprodutos da cadeia produtiva de biodiesel visando compostagem e produção de biocombustível de segunda geração”.
O trabalho conseguiu identificar três linhagens de enzimas que podem ser utilizadas na produção de bioetanol e na compostagem (adubo orgânico).
Os resultados da pesquisa foram apresentados durante o Seminário de Avaliação Parcial do Programa de Biocombustíveis (Biocom), o qual conta com investimentos de R$ 3 milhões, sendo R$ 1,5 milhão do Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e R$ 1,5 milhão via Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Conforme a diretora-presidenta da Fapeam, Maria Olívia Simão, o seminário constitui uma ferramenta de avaliação dos investimentos feitos pelo Governo do Estado nos seis projetos aprovados por mérito pela FAP.
Segundo ela, o objetivo é avaliar o andamento das pesquisas, promover a interação com outros pesquisadores das outras regiões, com Sul, Nordeste e Sudeste que desenvolvem trabalhos na área de biocombustíveis.
“Ninguém cresce em termos científicos sem passar por esse tipo de reflexão, sejam seminários parciais e finais. Na Amazônia, existem várias potencialidades que precisam ser exploradas em prol das comunidades isoladas, de forma a gerar energia elétrica. A área de biocombustíveis precisa avançar no Estado com qualidade nas pesquisas”, enfatizou.
A pesquisa é um avanço, conforme Simão, obtido por meio de projetos como o da pesquisadora da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Antônia Queiroz Lima de Souza, que conseguiu identificar microorganismos produtores de enzimas (endoglucanases, xilanase e pectinase) que podem ajudar na degradação de resíduos, os quais podem ser utilizados como adubo orgânico e na indústria alimentícia e de celulose (clareamento de sucos e de papel).
Com investimentos da ordem de R$ 264 mil, o projeto iniciou em janeiro de 2011 e está sendo desenvolvido com o apoio do Departamento de Química da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), do Instituto de Física da Universidade de São Paulo de São Carlos (USP) e Universidade de Granada (Espanha).
Pesquisa
Segundo Queiroz, a pesquisa analisou dez tipos de resíduos da região, dentre eles a casca e o caroço do cupuaçu, a casca e a semente do maracujá, as cascas da macaxeira, urucu, coco e o bagaço de cana de açúcar.
Os levantamentos foram realizados nos municípios de Maués (resíduos de guaraná), Barcelos e Eirunepé e os testes foram realizados no laboratório da UEA.
“Os testes demonstraram que os resíduos de urucu são bons para produção de celulase (enzimas). Em relação à pectinase, os resíduos de cupuaçu foram mais satisfatórios, o que era esperado, uma vez que a casca de cupuaçu é rica em pectinas. Ou seja, produz mais pectinas para ser degradado”, informou.
Isso significa que determinados microorganismos podem ajudar a diminuir o tempo levado no processo de compostagem. “Normalmente, o processo leva dois anos, mas podemos diminuir para seis meses, como ocorreu na Universidade de Granada”, afirmou.
Nos próximos três meses, conforme a pesquisadora, iniciarão os testes para produção de compostagem. A equipe espera fazer os primeiros testes em resíduos agrícolas em campo no mês de janeiro de 2013. Pretende-se verificar em quanto tempo as enzimas levarão para degradar a biomassa vegetal.
“Concluída essa fase, a tecnologia será ensinada aos agricultores”, finalizou.

ACRITICA.COM

quinta-feira, 22 de março de 2012

Omar defende pauta própria sobre sustentabilidade para o AM

Temos que dar um recado ao mundo na Rio+20: todos falam em preservação, mas até hoje o Estado do Amazonas não viu um real sequer sobre crédito de carbono, sobre ajuda humanitária ou sobre os problemas que enfrentamos dentro de nossas florestas”, pontuou o governador

Omar Aziz lança programas socioambientais
Omar Aziz lança programas socioambientais (Alex Pazuello/Divulgação)

O governador do Amazonas, Omar Aziz, defendeu nesta quarta-feira, dia 21 de março, que os Estados da Amazônia tenham uma pauta própria em relação à política de sustentabilidade da região durante a conferência Rio+20. As propostas regionais serão definidas na Carta da Amazônia, um documento que será construído em discussões conjuntas entre os governadores da região em diversos eventos regionais que antecedem a conferência marcada para o mês de junho, no Rio de Janeiro.
“Temos que dar um recado ao mundo na Rio+20: todos falam em preservação, mas até hoje o Estado do Amazonas não viu um real sequer sobre crédito de carbono, sobre ajuda humanitária ou sobre os problemas que enfrentamos dentro de nossas florestas”, pontuou o governador.
Omar Aziz falou sobre o assunto durante o 1º Encontro de Comunicação Socioambiental do Amazonas, realizado nesta quarta-feira, no Caesar Busines. O evento, que comemora o dia Mundial da Floresta, é organizado pela  Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS).
A ideia da construção de uma proposta conjunta da Amazônia para Rio+20 foi lançada semana passada durante o Fórum de Secretários de Meio Ambiente em Rondônia e será uma das pautas do Fórum de Governadores da Amazônia, que acontece segunda-feira, em Belém do Pará. O governador Omar Aziz confirmou presença na reunião e anunciou para o final de maio uma nova rodada de discussão sobre o tema com os governadores em Manaus, com a possível presença da presidenta Dilma Rousseff.
“A discussão hoje é o desenvolvimento sustentável, mas não dá para falar apenas da floresta e se esquecer das pessoas que moram nela. A verdade é que se fala muito em preservação, mas não se fala como estas pessoas podem usufruir das florestas, com a infraestrutura e a logística para que a gente possa gerar oportunidade e renda a quem protege as florestas do Brasil e principalmente aqui no nosso Estado”, disse o governador, ao revelar que essa será a posição do Amazonas na Rio+20.
Segundo ele, muito já se discutiu sobre crédito de carbono e outras questões relativas à sustentabilidade, mas até hoje não chegou nada para o ribeirinho e para o homem do interior. “Nesse momento o que assistimos no Estado do Amazonas são 30 mil famílias debaixo d’água e uma movimentação muito pouca daqueles que defendem o meio ambiente. Então, a minha preocupação como governador é com o povo e as pessoas que moram aqui. É lógico e eu entendendo que a preservação é muito importante, mas tem que estar ligada à sustentabilidade na geração de emprego e renda e oportunidade para as pessoas”.
Além de infraestrutura e logística para viabilizar a atividade econômica no interior, o governador defende o investimento em tecnologias que possam facilitar a produção extrativista. Uma das reivindicações do Governo do Estado junto ao Governo Federal tem sido a revitalização do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA). Da parte do Governo Estadual, Omar Aziz citou o projeto de construção da Cidade Universitária, em Iranduba. “A dificuldade é secular. Por mais que tenhamos avançado em tecnologia, a mesma tecnologia utilizada há 200 anos para que se pudesse colher a seringa é utilizada hoje em pleno século 21: o facão, a poronga e a cuia”, observou o governador, dando como exemplo, ainda, a produção de juta e malva e outros produtos da floresta.
Exemplo de casa
O governador citou alguns exemplos de iniciativas do Estado que já estão sendo adotadas em relação à economia verde e sustentabilidade, o tema principal da conferência do Rio de Janeiro. Dentre eles está o processamento industrial de pirarucu para a produção de bacalhau da Amazônia, em Maraã; o beneficiamento de castanha da Amazônia em municípios como Manicoré e Lábrea, produto que está sendo comercializado para merenda escolar e para exportação, além do subsídio para a produção da borracha, que ajudou a valorizar o preço do produto para o extrativista.
A piscicultura é outro alvo do Governo Estadual, que está desenvolvendo um projeto para a produção de peixe em tanques redes, em Humaitá, no Sul do Amazonas. “Hoje, nossa produção de peixe é de 180 mil toneladas. É possível dobrar com tecnologia, com conhecimento e financiamento para que os empresários possam vir trabalhar e com isso gerar emprego. Esse ée o desenvolvimento sustentável que queremos para nossa região”.
Para o governador, a preservação da Amazônia deve-se à sabedoria milenar dos povos indígenas e dos caboclos. Ele citou que o Estado possui quase 98% de cobertura vegetal intacta e nos últimos anos conseguiu reduzir em mais de 64% o desmatamento. “Não devemos nada a ninguém. Quem preservou essa floresta foram os povos indígenas e os nossos caboclos que a usaram de uma forma sustentável sem precisar aprender com ninguém”, disse o governador, ao criticar os que, segundo ele, fazem discurso sobre sustentabilidade sem conhecer a realidade da Amazônia. Por último, o governador fez um apelo aos jornalistas que participaram do Encontro de Comunicação Socioambiental para que ajudem na divulgação dos assuntos relacionados à sustentabilidade.
Lançamento
Durante o encontro, foram feitos lançamentos de novas iniciativas voltadas para a questão socioambiental, dentre elas o edital do programa Jovem Cientista Amazônida – Áreas Protegidas (JCA-AP), financiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).  O edital conta com recursos de até R$ 600 mil, com o objetivo de contemplar pesquisas científicas voltadas para questões associadas às Áreas Protegidas do Amazonas.

De acordo com a diretora-presidente da Fapeam, Maria Olívia Simão, o projeto que terá investimento de R$ 600 mil vai permitir que a pesquisa chegue aos estudantes do interior do Estado, envolvendo cientistas, estudantes, professores e as comunidades de áreas protegidas. “A  premissa básica é envolver os pesquisadores com a sociedade local. Professores e alunos farão parte da pesquisa e receberão bolsa para isso”, ressaltou.



terça-feira, 20 de março de 2012

Projeto idealizado por universidade do Amazonas quer ensinar astronomia a jovens

Por meio de atividades teóricas e práticas, o professor faz com que estudantes do interior do Amazonas despertem o interesse e queiram estudar astronomia

Difundir o gosto pela astronomia entre os jovens é o objetivo do projeto
Difundir o gosto pela astronomia entre os jovens é o objetivo do projeto (Divulgação)

 
Preparar os jovens estudantes da capital e do interior do Amazonas para o aprendizado da astronomia e prepará-los para a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
Este é o principal foco de um projeto idealizado pelo professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e representante da OBA, Walter Esteves de Castro Junior.
Por meio de atividades teóricas e práticas, o professor faz com que estudantes do interior do Amazonas despertem o interesse e queiram estudar astronomia.
Os trabalhos vêm sendo realizados desde o primeiro semestre de 2011 com previsão para término em 2013.
O projeto conta com recursos do Governo do Estado do Amazonas, sendo uma das atividades desenvolvidas no âmbito do Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) em parceria com Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Olimpíadas no Interior
Segundo Júnior, a meta é fazer com que todos se interessem por uma área que ainda é pouco conhecida, que é a astronomia.
Os trabalhos estão sendo desenvolvidos em quatro níveis: o primeiro que atende do 1º ao 3º ano do Ensino Fundamental, o segundo nível, voltado ao 4º e 5º ano do Ensino Fundamental, o nível três para atender a estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e, por fim, o nível quatro voltado exclusivamente ao Ensino Médio.
Ainda no ano de 2011, o coordenador conseguiu fazer com que as provas da 14ª OBA fossem realizadas em escolas dos municípios de Autazes, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Iranduba, Manicoré, Parintins, Santa Isabel do Rio Negro, Tabatinga e Manaus.
Por meio do projeto intitulado a ‘Interiorização da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)’ estão previstas viagens ao interior para aplicação de minicursos e oficinas com práticas de observações astronômicas e o desenvolvimento de parceria entre escola e aluno, considerada fundamental para que o projeto se desenvolva e consiga atingir seus objetivos.
“Estou na torcida para que consiga realizar pelo menos mais duas viagens ao interior antes da 15ª OBA para ensinar os alunos a fazerem observações  e fazer com que alunos, professores e o público despertem ainda mais o interesse pelo astronomia”, ressaltou.
Na prática, o estudo prevê a melhoria da qualidade do ensino de Ciências e a realização de pesquisas no interior, além de despertar a curiosidade e promover a aproximação do público em geral, trazendo novas ideias e despertando possíveis carreiras científicas.
Olímpiada Brasileira de Astronomia
A olimpíada é organizada anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e este ano, a OBA irá contemplar 15 anos de atividades ininterruptas.
A Olimpíada é um evento aberto às escolas públicas e privadas, urbanas ou rurais, sem exigência de número mínimo ou máximo de alunos, os quais devem, preferencialmente, participar voluntariamente.
Podem participar alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental até alunos do último ano do Ensino Médio. A OBA ocorre dentro da própria escola, tendo uma única fase.
Sobre o Pronex
Este programa tem a finalidade de apoiar a execução de projetos de cunho científico, tecnológico e de inovação. Dando suporte financeiro aos trabalhos dos grupos de pesquisa, vinculados às instituições de ensino e/ou pesquisa sem fins lucrativos, no Estado do Amazonas.