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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

TCE julga 54 processos e elege nova diretoria para o biênio 2016-2017, nesta quarta (25)

O colegiado do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas


(Foto: TCE-AM) Durante a sessão ainda serão julgados 19 recursos de revisão


O colegiado do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) julga, nesta quarta-feira (25), 54 processos na 43ª sessão ordinária de 2015. Na mesma sessão, o pleno elege o novo presidente, vice-presidente, corregedor, ouvidor e o coordenador da Escola de Contas Públicas, além dos presidentes da 1ª e 2ª Câmaras.

Entre processos a serem apreciados, a partir das 10h, estão  20 prestações de contas, entre elas a do prefeito afastado de Iranduba, Xinaik Silva de Medeiros, referente ao exercício de 2014; a do ex-prefeito do município de Rio Preto da Eva, Fullvio da Silva Pinto (do ano de 2012); do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), Ricardo Nicolau (ano de 2011); da presidente da Câmara Municipal de Boa Vista do Ramos, Rosineide Aguiar Coelho (do exercício de 2013); do ex-presidente da Câmara Municipal de Codajás, Rauciele Ferreira da Natividade, exercício de 2014; da ex-secretária de Infraestrutura do Estado,Waldívia Ferreira Alencar, exercício de 2010; e da secretária de Estado do Trabalho, Maria Francinete Correia de Lima (de 2013).

Durante a sessão ainda serão julgados 19 recursos de revisão, ordinário e de reconsideração, ingressado por jurisdicionados em face de algumas decisões tomadas pela Corte de Contas. Oito representações também serão analisadas durante a 43ª, que acontece no plenário do órgão.

Colegiado elege corpo diretivo 

Os conselheiros do TCE realizam também, nesta quarta-feira, a eleição da mesa diretora da corte de Contas para o biênio 2016-2017. Em votação direta e secreta, serão escolhidos o presidente, vice-presidente, corregedor-geral e ouvidor-geral.  Na ocasião serão eleitos também os presidentes da 1ª Câmara e da 2ª Câmara, bem como o coordenador-geral da Escola de Contas para o mesmo biênio.


Com informação da Assessoria


terça-feira, 23 de setembro de 2014

José Melo e Eduardo Braga travam guerra jurídica no TRE

Maior parte dos processos julgados no Tribunal Regional Eleitoral são atribuídos às coligações de Melo e Braga, candidatos ao Governo do Amazonas

Em pouco mais de dois meses, o embate já rendeu 215 ações, recursos, liminares e representações (Reprodução/ internet)


Em parte da propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio, os candidatos majoritários  utilizam para trocar acusações de irregularidades e de promessas não cumpridas. Em decorrência dessa animosidade, a “batalha jurídica” vem se acirrando cada vez mais entre as duas principais coligações, a “Fazendo Mais por Nossa Gente”, de José Melo (Pros), e a “Renovação e Experiência”, de Eduardo Braga (PMDB).

Nos últimos dois meses e meio, o embate “judicial” entre as duas coligações já rendeu pelo menos 215 ações, recursos, liminares e representações, sendo a maioria deles referente a propagandas irregulares e uso indevido do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.
A maior parte das ações partiu da coligação de José Melo. Foram aproximadamente 150, segundo estimativa do advogado José Fernandes. Segundo ele, o montante de peças está relacionado à representações, recursos e ações. Ele diz ainda que não se sabe quantas foram favoráveis e contra a coligação. Em relação a processos referentes à “conduta vedada” (cassação e multa), Fernandes disse que a coligação deve representar conforme a necessidade prevista em lei. “Ainda não atuamos em recurso dessa natureza”, comentou.
Quanto  à ação judicial ingressada pelo  Ministério Público Eleitoral no Amazonas (MPE–AM) que pede a cassação da candidatura de José Melo e Henrique Oliveira,  sob acusação de uso da estrutura da Polícia Militar na campanha, o advogado disse que a coligação não recebeu a notificação para se posicionar  sobre o assunto.
A coligação concorrente, “Renovação e Experiência”, ingressou no mesmo período com 46 ações voltadas para propagandas, além de 19 representações “especiais”, aquelas consideradas graves que vão de pedido de cassação e multa. De acordo com o advogado da coligação de Eduardo Braga, Daniel Nogueira, ainda não se tem o balanço das ações de recursos e liminares, o que torna a quantidade de ações ingressadas pela coligação bem mais ampla.
Processos entre duas coligações
Na sessão de ontem do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), sete processos entraram em pauta, sendo seis deles associados  às coligações de José Melo e Eduardo Braga.
Metade deles foram adiados. O restante a Justiça optou pela improcedência do direito de resposta à coligação de Braga, contra um blog. Na sequência, a Justiça concedeu a  reposição de tempo de propaganda eleitoral na TV, por 20 segundos a mais, após o voto de minerva da desembargadora Socorro Guedes, presidente do TRE–AM.
A corte também julgou improcedente o direito de resposta exigido pela coligação “Fazendo Mais por Nossa Gente”, na propaganda eleitoral gratuita na TV. Na mesma sessão, a corte negou o recurso do Partido Social Democrático (PSD) e manteve o registro de candidatura para deputado estadual de Bruno  Litaiff (PMDB), ex-prefeito de Carauari.
Ofensas
Entre outras ações ingressadas por Melo e Braga no TRE-AM estão pedidos de direito de resposta, representações por propaganda eleitoral na Internet com pedido de liminar para retirada da propaganda ofensiva, além de representações por propaganda eleitoral antecipada com pedido de aplicação de multa.
NÁFERSON CRUZ

 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Desembargadora do AM diz que Judiciário é ineficiente

Declaração é da desembargadora Carla Reis que, nessa terça-feira (17), decidiu pela extinção de ação, de 16 anos, contra Wilson Lisboa

Desembargadora Carla Reis faz duras críticas ao Poder Judiciário amazonense durante a reunião semanal da Corte
Desembargadora Carla Reis faz duras críticas ao Poder Judiciário amazonense durante a reunião semanal da Corte (Shana Reis/ Ascom-TJAM)

A desembargadora Carla Reis afirmou, nessa terça-feira (17), que o Poder Judiciário “às vezes é moroso, desorganizado e ineficiente”. A declaração foi feita pela magistrada mintutos antes de decidir pela extinção de um processo contra o deputado cassado Wilson Lisboa (PCdoB), que prescreveu após ficar parado durante 16 anos. A ação judicial foi movida na época em que Lisboa era prefeito de Fonte Boa (a 678 quilômetros a oeste de Manaus).
No processo, Wilson Lisboa era acusado pelo Ministério Público do Estado (MPE-AM) de desvio de recursos públicos, ordenação de despesas sem autorização e aquisição de bens ou realização de obras sem licitação. O ex-vice de Lisboa, José Ferreira, também era acusado de desvio de recursos.
Com a prescrição da ação penal, a Corte do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) arquivou, ontem, o processo por crime de responsabilidade contra os dois acusados.
No voto por escrito, a magistrada demonstrou indignação com o caso. “Dessa maneira, ainda que se leve em conta o caráter odioso dos delitos, haja vista que praticados enquanto chefes do executivo municipal tem-se que reconhecer o fenômeno da prescrição punitiva”, declarou.
O desembargador Cláudio Roessing também se mostrou preocupado com a situação, no julgamento em plenário. “É prova de que a morosidade contribui para que a impunidade se perpetue”, disse ele.
TRÂMITE
A desembargadora Carla Reis informou que recebeu o processo no dia 16 de fevereiro deste ano e que, ao verificar que ele ficou paralisado por 16 anos, determinou o envio de cópias à Corregedoria-Geral de Justiça para a apuração dos motivos que levaram a ‘indevida paralisação’ da ação na 2ª Vara Criminal.
Segundo a magistrada, a denúncia foi feita em dezembro de 1993 e recebida pelo TJ-AM apenas em fevereiro de 1996. Na ocasião, o desembargador Alcemir Figlioulo, hoje aposentado, delegou os atos instrutórios ao juiz da Comarca de Fonte Boa à época. Depois, foi expedida carta precatória para a oitiva de testemunhas em Manaus.
Ainda de acordo com a desembargadora, em agosto de 2011, após uma correição, o Tribunal de Justiça tomou conhecimento de que nenhuma movimentação processual efetiva foi constatada e que os autos sequer se encontravam cadastrados no Sistema de Automação do Judiciário de 1º Grau. Como o acusado já era deputado estadual e possuía foro privilegiado, o processo foi distribuído ao Tribunal Pleno e chegou, ontem, ao arquivamento.
Chalub inocenta Judiciário
O vice-presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), Domingos Chalub, afirmou, durante a sessão plenária de ontem, que a morosidade no julgamento não era culpa do Tribunal Pleno e que “palhaçada foi não ter sido dado seguimento ao processo”.
Procurado pela reportagem, o magistrado disse que a culpa não é do Poder Judiciário, mas da legislação que determina prazos muito longos para defesas e recursos. “O Poder Judiciário é arrastado a passo de tartaruga porque está atrelado a uma legislação”, afirmou.
Chalub falou que o caso do processo contra Wilson Lisboa será investigado pela Corregedoria-Geral que terá prazo de 90 dias, prorrogável por igual período, para concluir a apuração.
Deputado perdeu mandato
No último dia 10, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) cassou, por unanimidade, o mandato de deputado estadual Wilson Lisboa (PCdoB) por prática de Caixa 2 nas eleições 2010. Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), ele não declarou gastos de campanha com produção de programa e viagens, além de ser acusado de falsificar documentos.
De acordo com o procurador da República, Edmilson Barreiros, responsável pela denúncia, Lisboa deve permanecer no cargo até que o TRE-AM julgue os embargos de declaração.
O parlamentar cassado é pré-candidato ao cargo de prefeito do Município de Fonte Boa, mas pela ‘Lei da Ficha Limpa’, ele deve ficar inelegível por oito anos.
Wilson Lisboa também já teve sete prestações de contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), do período de 1999 a 2004, quando era prefeito de Fonte Boa.
TJ adia processo contra George Tasso pela 2ª vez
O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) adiou, pela segunda vez, o julgamento de abertura de processo contra o ex-secretário de Estado de Política Fundiária, George Tasso, atualmente secretário de Governo na gestão do governador Omar Aziz (PSD). Desta vez, o julgamento foi interrompido pelo pedido de vistas do desembargador Sabino Marques.
George Tasso é acusado pelo Ministério Público do Estado (MPE-AM) de ter falsificado uma certidão de posse do terreno onde foi construído o condomínio de luxo Alphaville Manaus, no bairro Tarumã, Zona Oeste da cidade.
O julgamento havia sido adiado, no dia 21 de março, pelo pedido de vistas do desembargador Domingos Chalub.
Na retomada, durante a sessão de ontem, sete desembargadores votaram contra e cinco a favor da abertura do processo contra George Tasso.
Votaram contra: Domingos Chalub, Flávio Pascarelli, Ari Moutinho, Yêdo Simões, Aristóteles Thury, Encarnação Salgado e Rafael Romano. Os desembargadores Carla Reis, Mauro Bessa, Cláudio Roessing e Wilson Barroso votaram a favor da aceitação da denúncia.
O desembargador Domingos Chalub deu início aos votos divergentes e disse que a decisão do ex-secretário de Política Fundiária tinha sido um ato administrativo e havia ausência de justa causa e de dolo.
No voto contrário, o desembargador Yêdo Simões advertiu que a matéria já havia sido objeto de julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte, segundo o magistrado, comprovou, em decisão, que as terras eram particulares.
Na sessão dessa terça, do Tribunal Pleno, o julgamento de quatro denúncias de responsabilidade fiscal contra prefeitos do interior também foram suspensas por pedido de vistas. O MPE-AM denunciou Bi Garcia, de Parintins; Asclepíades, de Jutaí; Mário Paulain, de Nhamundá; e Francisco Santos; de Carauri por atraso na prestação de contas.

FABÍOLA PASCARELLI