O presidente do TJAM afirmou que vai recomendar ao juiz
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O município de Boca do Acre possui 365 mil cabeças de gado e é (Foto: Barrancas) |
O presidente do TJAM afirmou que vai
recomendar ao juiz da Comarca de Boca do Acre, Reyson de Souza e Silva, que use
a força do Poder Judiciário para valer o que determina a legislação brasileira
e, dessa forma, coibir as invasões de terras no município. “Nossa Presidência tem
sido enérgica no combate a qualquer invasão de terras no Estado do Amazonas e,
como ex-juiz de Boca do Acre, sei da importância deste município,
principalmente, por ter terras altamente produtivas”, declarou.
Para o deputado estadual Sidney Leite,
que esteve na cidade no último dia 7, as ondas de invasões colocam em risco os
trabalhadores que atuam na região, preocupação destacada por ele no plenário da
Aleam e que será repassada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) em
requerimento.
O presidente do
Sindicato Rural de Boca do Acre, Ildo Lúcio Gordingo, destacou que Boca do Acre
precisa de segurança jurídica e frisou que a situação, que se arrasta há dez
anos, hoje se agravou. “Essas áreas estão sendo devastadas
descontroladamente”, afirmou.
Essa questão também foi levantada pela
titular da SDS, Kamila Amaral. Segundo a secretária, há riscos relacionados ao
impacto ambiental causado pelo processo migratório desordenado e ainda
conflitos de terra, o que demanda do Poder Executivo ações de prevenção e, até
mesmo, reintegração de posse, evitando possíveis conflitos fundiários.
O município de Boca do Acre possui 365
mil cabeças de gado e é o maior produtor e exportador de gado do Amazonas,
sendo a pecuária responsável por 85% da economia do município. “A gente pode
ver a qualidade da cadeia produtiva tratada com diferencial. Segue padrão
nacional. Vemos isso, também, nos investimentos dos produtores quanto a uso de
novas tecnologias”, comentou Leite.
De acordo Muni Lourenço, a
produção de Boca do Acre é referência, também, em genética, e tem contribuído
para a produção de carne e leite ecologicamente sustentável. Segundo ele, a
necessidade de trabalhar as restrições das áreas de exploração, uma vez que é
preciso preservar a floresta, faz com que os produtores se adequem, o que
melhora a genética do rebanho. Os bezerros são exportados para outras
regiões do País. De janeiro a maio deste ano, foram exportados 988 bovinos para
abate e 5.924 para engorda.
Com Informação da Assessoria

