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terça-feira, 17 de junho de 2014

Pecuaristas recorrem ao TJAM para impedir invasões às fazendas de Boca do Acre

O presidente do TJAM afirmou que vai recomendar ao juiz 


O município de Boca do Acre possui 365 mil cabeças de gado e é (Foto: Barrancas)


O combate às invasões às fazendas do município de Boca do Acre (a 1.028 km de Manaus) denunciadas, na semana passada na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), pelo líder do governo, deputado estadual Sidney Leite (PROS), terá o apoio do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Na última sexta-feira (13), uma comitiva formada por representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (Faea), do Sindicato Rural de Boca do Acre e da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) se reuniu com o presidente do órgão, desembargador Ari Moutinho, para solicitar intervenção judicial nos locais invadidos. As invasões comprometem a produção e criação de gado na região, atividade responsável por 85% da economia do município.

O presidente do TJAM afirmou que vai recomendar ao juiz da Comarca de Boca do Acre, Reyson de Souza e Silva, que use a força do Poder Judiciário para valer o que determina a legislação brasileira e, dessa forma, coibir as invasões de terras no município. “Nossa Presidência tem sido enérgica no combate a qualquer invasão de terras no Estado do Amazonas e, como ex-juiz de Boca do Acre, sei da importância deste município, principalmente, por ter terras altamente produtivas”, declarou.

Para o deputado estadual Sidney Leite, que esteve na cidade no último dia 7, as ondas de invasões colocam em risco os trabalhadores que atuam na região, preocupação destacada por ele no plenário da Aleam e que será repassada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) em requerimento.

O presidente do Sindicato Rural de Boca do Acre, Ildo Lúcio Gordingo, destacou que Boca do Acre precisa de segurança jurídica e frisou que a situação, que se arrasta há dez anos, hoje se agravou. “Essas áreas estão sendo devastadas descontroladamente”, afirmou.
Essa questão também foi levantada pela titular da SDS, Kamila Amaral. Segundo a secretária, há riscos relacionados ao impacto ambiental causado pelo processo migratório desordenado e ainda conflitos de terra, o que demanda do Poder Executivo ações de prevenção e, até mesmo, reintegração de posse, evitando possíveis conflitos fundiários.

O município de Boca do Acre possui 365 mil cabeças de gado e é o maior produtor e exportador de gado do Amazonas, sendo a pecuária responsável por 85% da economia do município. “A gente pode ver a qualidade da cadeia produtiva tratada com diferencial. Segue padrão nacional. Vemos isso, também, nos investimentos dos produtores quanto a uso de novas tecnologias”, comentou Leite.

De acordo Muni Lourenço, a produção de Boca do Acre é referência, também, em genética, e tem contribuído para a produção de carne e leite ecologicamente sustentável. Segundo ele, a necessidade de trabalhar as restrições das áreas de exploração, uma vez que é preciso preservar a floresta, faz com que os produtores se adequem, o que melhora a genética do rebanho. Os bezerros são exportados para outras regiões do País. De janeiro a maio deste ano, foram exportados 988 bovinos para abate e 5.924 para engorda.


Com Informação da Assessoria


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Pecuaristas são capacitados pelo Governo do Amazonas para ordenhar animais em Barreirinha


A ideia é melhorar a qualidade e aumentar a quantidade tanto do leite que hoje tem uma produção


A 6 km da área urbana do município de Barreirinha, distante 331 km de Manaus(em-prosa-e-verso-cidad)

Agricultores familiares que produzem leite no distrito de Terra Preta do Limão (a 6 km da área urbana do município de Barreirinha, distante 331 km de Manaus), no Amazonas, estão mudando a forma de ordenhar os animais, com a prática da ordenha manual higiênica, que garante mais qualidade ao produto e segurança para quem consome o leite.

Dezoito miniprodutores participaram, no período de 5 a 7 de junho, do curso “Ordenha Higiênica em Bovinos e Bubalinos”, realizado pelo Governo do Amazonas, por meio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário Florestal Sustentável do Estado Do Amazonas (Idam), em parceria com a Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento.

A técnica proporcionou ao grupo adquirir conhecimento referente ao
processo da produção do leite e seus derivados, mostrando maior
visibilidade de melhoria higiênica, melhoria de manejo e
acompanhamento de novas tecnologias hoje inseridas no agronegócio da pecuária de leite, que, consequentemente, agregará maior valor econômico à produção.

Mudança de hábito – Durante o curso, a Unidade Local (Unloc) do Idam, fez a doação de kits de ordenha manual higiênica, reforçando a importância de mudar o hábito. “Agora, eles entendem que essa higiene é necessária e até se tornam multiplicadores dessa prática, pois já estão influenciando os demais”, destacou o gerente da Unloc/Idam, Tadeu Veloso, que acompanhou o grupo durante todo o processo.

Segundo Veloso, todos os agricultores confirmam que vão continuar fazendo a ordenha higiênica para garantir mais qualidade ao produto e valorização de seu trabalho. “Outro benefício é que, fazendo a ordenha dessa forma, eles evitam algumas doenças que podem atingir a vaca que está produzindo leite. Assim, economizam em remédios”, frisou o gerente. O município possui um total de 52 mil animais, sendo seis mil búfalos.

Kit – Os materiais que fazem parte do kit de ordenha manual são: um banco de uma perna, um borrifador de água para lavar as tetas do animal, uma caneca de fundo preto, usada para identificar doenças, um balde semiaberto, um coador de leite e um suporte com iodo, que é aplicado nas tetas após a ordenha.

A ideia é melhorar a qualidade e aumentar a quantidade tanto do leite que hoje tem uma produção equivalente a 3.960 litros/mês, quanto do queijo (manteiga e coalho), que chega a 1,5 tonelada/semana, somente no distrito. Atualmente, o queijo é vendido no município e na capital do Estado ao preço de R$ 10, e o leite, por R$ 1.

O pecuarista Raimundo Arnaldo considerou positiva a iniciativa do Idam. Ele, que antes praticava a ordenha de forma inadequada, pretende, com o apoio do governo do Estado, por meio dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), contribuir com o desenvolvimento da pecuária local.



Com Informação da Assessoria





sexta-feira, 11 de maio de 2012

Autaz - Mirim, no Amazonas, já vive as dificuldades da grande cheia de 2009

Além das casas e casebres submersos pela cheia, os pequenos criadores da comunidade de Autaz-Mirim, em Autazes  ( a 118 quilômetros de Manaus-AM) estão preocupados em manter o gado devido ao alto preço da ração, vendida a R$ 27, a saca

Com a cheia rebanho pode morrer por doenças, atolado ou asfixiado com o sangue da língua arrancada pelo peixe pirarucu-boia

O temor  pela perda do rebanho já preocupa os o pequenos criadores da comunidade de Autaz-Mirim, em Autazes (a 118 quilômetros de Manaus-AM), em conseqüência  da ausência de ração de farelo de soja, que serve como complemento alimentar durante o tempo em que o gado permanece nas pastagens artificiais  e que está sendo vendida a R$ 27,00, preço considerado muito alto pelos  pequenos criadores de gado da cidade.  
De acordo com o pecuarista  Pedro Américo da Silveira Nobre,  em Autaz-Mirim já se sabe que faltam apenas 10 cm para que  a enchente deste ano seja comparada à de 2009, entretanto ele lamenta que  pequenos criadores da cidade ainda não tenham recebido o subsídio da ração de soja  que serve para ajudar a manter  o rebanho no período de cheia. 
Ele explica que é urgente essa ajuda devido à complexidade em manter vivo o rebanho no período de março até junho quando inicia o verão.  
Durante as grandes  cheias o gado é retirado das várzeas e levado para a terra firme. Entretanto, como em terra  firme as  pastagens são insuficientes, os donos dos gados são obrigados a colher os capins das beiras dos rios  para ajudar na alimentação. Mesmo assim as canaranas são insuficientes, fazendo com que os criadores necessitem da ração de soja para complementar a alimentação das reses.
Por outro lado, o pecuarista explica que com a chegada  do verão, em junho, a vida dos animais também começa a complicar, porque mesmo  em terra firme, o pasto seca e o gado começa a padecer com doenças.
Em junho,  como  as várzeas ainda estão submersas os animais precisam sair em busca da alimentação – capins flutuantes –  sempre correm  o risco de morrerem  atolados na lama  ou asfixiados  com o sangue da língua que é devorada pelo peixe pirarucu-boia, além dos ataques de cobras  e jacarés.     
Nobre reafirma  que  é  urgente a ajuda da ração pois calcula que se for deixada para junho,  o rebanho já poderá  estar em sofrimento, enfraquecido. “O certo seria a Prefeitura se deslocar com o alimento até à fazenda e vender a ração com um parâmetro de cota que corresponda as condições  de cada produtor”, sugere o pecuarista.