Informação foi divulgada durante o último alerta para cheias, nesta quinta (29), pelo CPRM
| Desde 23 de maio que o Negro sobe, em média, um centímetro por dia e assim deve ultrapassar a marca de 30 metros |
Apesar
do rio Negro se encontrar há três dias com a cota estabilizada em 29,
97 metros, o nível das águas poderá subir, dependendo da quantidade de
chuvas, registradas nos municípios de Barcelos, São Gabriel da Cachoeira
e Santa Isabel do Rio Negro, municípios situados na calha do rio Negro.
“A
calha do rio Negro ainda está enchendo e as chuvas que ocorrem lá,
influenciam diretamente o nível das águas, aqui em Manaus”, explicou o
superintendente regional da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais
(CPRM), Marco Antônio de Oliveira, durante o terceiro e último alerta
das cheias divulgado na sede do órgão, localizado no bairro Aleixo, Zona
Centro-Sul de Manaus, na manhã desta quinta-feira (31).
Segundo Marco Antônio, ainda há 30 dias de águas altas, podendo o nível do rio chegar a 30,27 metros.
“Dependendo da quantidade de chuvas, o rio poderá subir de 3 a 4 centímetros”, observou.
Marco
Antônio lembrou o fenômeno ocorrido em 2009, ocasião em que o rio Negro
permaneceu por 12 dias com as águas estáveis. no mês de maio.
Entretanto,
as chuvas intensas durante um período de 15 dias contribuíram para que a
cota do Negro elevasse, fazendo com que o rio registrasse a marca
histórica de 29,77 metros, no dia 1º de junlo.
Ele
também chamou a atenção para o fato de que, apesar da estabilização do
nível do rio, e o índice pluviométrico que pode inferir no mesmo, é
necessário que as famílias ribeirinhas atingidas pela cheia, em mais de
80% do Amazonas, sejam retiradas das áreas alagadas.
Outras Calhas
Enquanto a calha do rio Negro continua a encher, no município de Tabatinga, localizado na calha do rio Solimões, já está sendo verificada a vazante do rio.
Enquanto a calha do rio Negro continua a encher, no município de Tabatinga, localizado na calha do rio Solimões, já está sendo verificada a vazante do rio.
O mesmo se dá no Sul do Amazonas, onde segundo Marco Antônio, o pico da cheia também já teria atingido o seu ápice.
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