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sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Inpa e UEA abrem inscrições no AM para seleção de Doutorado em Clima

 Inscrições começam no dia 28 de dezembro e seguem até 29 de janeiro.
As aulas estão previstas para começar em março de 2016.

(Foto: Acrtica.com) O PPG-CLIAMB é um programa interinstitucional que desenvolve pesquisas em diversas 



O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) abrem a partir de segunda-feira (28) inscrições para seleção do curso de Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Clima e Ambiente (PPG-Cliamb). As aulas estão previstas para iniciar em março de 2016.


Os interessados poderão se inscrever até 29 de janeiro, por meio de formulário de inscriçãodisponibilizado no site dos Programas de Pós-Graduação do Inpa. Depois de preenchido e assinado, o formulário deve ser encaminhado para o e-mail selecao.cliamb@gmail.com, junto com os documentos exigidos na chamada de seleção. A taxa de inscrição é de R$ 70.

O processo seletivo será composto por três etapas eliminatórias: análise curricular, avaliação do anteprojeto de pesquisa e entrevista com uma comissão de professores responsável pelo tema, respectivamente. O programa possui dez áreas temáticas nas diferentes linhas de pesquisa.

O PPG-CLIAMB é um programa interinstitucional que desenvolve pesquisas em diversas áreas tratando das questões dos impactos climáticos e ambientais na Amazônia advindos das mudanças de uso da terra na região e das mudanças climáticas globais, de maneira multi e interdisciplinar, na formação e treinamento de recursos humanos.

G1 AM

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

CONVITE À COLETIVA DE IMPRENSA

O encontro visa articular demandas dos movimentos sociais


O Fórum estimula as entidades e movimentos a situar suas ações (Divulgação)


O Comitê Organizador do Fórum Social Mundial da Biodiversidade tem a honra de convidar a imprensa de Manaus para o lançamento oficial da ediçãoManaus 2015 do evento, amanhã, 07/01, às 14h, no auditório Beth Azize, localizado no 4º andar da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) à Av. Mário Ypiranga Monteiro, 3.950, Parque Dez de Novembro, Zona Sul 

O Fórum Social Mundial da Biodiversidade – Manaus 2015 vai acontecer de 26 a 30 de janeiro em Manaus com objetivo de ser um espaço aberto de encontro para a reflexão do debate democrático de ideais, a formulação de propostas, troca de experiências e da articulação para ações eficazes, de entidades e movimentos da sociedade empenhadas na construção de uma sociedade planetária orientada a uma relação fecunda entre os seres humanos e destes com a Terra. O encontro é na capital amazonense é etapa preparatória ao FSM na Tunísia (África) em março deste ano e na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP20) na França, em dezembro.                           


O encontro visa articular demandas dos movimentos sociais com foco nas seguintes ações:
1- Mudanças Climáticas e Direitos Humanos; 
2 - Bacias Hidrográficas como base de planejamento;
3 – Agroecologia; Segurança e Soberania Alimentar;
4 – Biodiversidade; Bioética e o outro mundo possível  
5 - Trabalho Decente e Transição Justa: Meio Ambiente sob a perspectiva sindical.

O Fórum estimula as entidades e movimentos a situar suas ações, do nível local ao nacional e buscando uma participação ativa nas instâncias internacionais, como questões de cidadania planetária, introduzindo na agenda global as práticas transformadoras que estejam experimentando na construção de um mundo novo solidário.

Atenciosamente,
Comitê Organizador do Fórum Social Mundial da Biodiversidade
Contatos:
Christian Braga - (92) 99100-3466
Paulo Trindade - (91) 99258-5219


Renata Félix

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Chove forte em Manicoré


Segundo moradores mais antigos da cidade, nessas onze (11) horas de chuva, choveu o esperado para dois (3) dias de chuva



Travessa 24 de outubro, também ficou alagada(Edy Lima 1823 DRT-AM)


Nesta quinta-feira (25), os bacurauenses levantaram mais tarde, que não é o costume desse povo trabalhador, o motivo foi, muita chuva, que começou à noite passada por volta de 23 horas, choveu a noite inteira, vindo parar somente na manhã desta quinta-feira por volta das 09 horas.


Segundo moradores mais antigos da cidade, nessas onze (11) horas de chuva, choveu o esperado para dois (3) dias de chuva, ”muita água caiu no município de Manicoré”, disse um morador.

Com o pé d’água que desabou sobre a cidade, a Avenida Quintino Bocaiúva em frente à (Sisagua), ficou alagada, dois trechos da Travessa 24 de outubro, também ficou alagada, sendo que um trecho da rua que passa em frente do Hospital Regional Amilton Cidade, e o segundo trecho alagado passa entre o muro da Escola Estadual Educandário e muro da Escola Municipal Maria José Beleza Amorim.

Uma parte da Avenida Getúlio Vargas no centro, sentindo o Bairro São Domingo Sávio também sofreu alagamento.

O motivo segundo os moradores é que os bueiros são finos e quando chove acima do esperado, o sistema de drenagem não suporta tanta água, acontecendo isso, ruas totalmente alagadas, em alguns bairros da periferia casas também foram atingidas pela chuva. 

“Esperamos que o Prefeito da cidade e o Secretário de Infraestrutura do Município de Manicoré tomem uma providência o mais rápido possível”, disseram os moradores. 
  
Até o fechamento dessa matéria, não tívemos notícias de acidente provocado pela forte chuva da noite passada.



Edy Lima 1823 (DRT-AM)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Chuvas devem se tornar mais intensas no sul da Amazônia

A previsão do Sipam é de chuvas mais intensas e frequentes no último trimestre do ano. A temperatura deve subir no norte dos estados do Amazonas, Maranhão e Pará e no sul de Roraima

Nas previsões é possível verificar mudanças de temperatura acima do normal no norte dos estados do Amazonas, Maranhão e Pará e no sul de Roraima
Nas previsões é possível verificar mudanças de temperatura acima do normal no norte dos estados do Amazonas, Maranhão e Pará e no sul de Roraima (Raphael Alves)

Nos meses de outubro, novembro e dezembro está prevista a elevação de chuvas na região Norte, principalmente nos estados do Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e no sul do Pará. O fenômeno é decorrente da interação da umidade da Amazônia com massas de ar quente que causam instabilidade atmosférica e interferem na intensidade e frequência das precipitações. As chuvas devem ser mais intensas e frequentes no sul da Amazônia.  

De acordo com dados do boletim climático do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), no nordeste e no norte da região, as chuvas ficarão abaixo dos 100 milímetros e no estremo norte do Maranhão está previsto precipitações inferiores a 50 mm.

Segundo o Sipam, uma característica importante da precipitação para o sul da Amazônia, neste trimestre, é a ocorrência de chuvas mais intensas e cada vez mais frequentes decorrentes da interação da umidade da Amazônia com a passagem de sistemas frontais.

No inicio do trimestre, a elevação da temperatura e a diminuição de chuvas podem acontecer, pois a faixa litorânea da Amazônia Oriental deverá ficar sob influência de  um ramo subsidente.

Temperatura
Nas previsões é possível verificar mudanças de temperatura acima do normal no norte dos estados do Amazonas, Maranhão e Pará e no sul de Roraima. Nas demais áreas o clima continua com valores considerados normais nas estatísticas da previsão.

O Boletim Climático da Amazônia é elaborado todos os meses pelo Sipam.



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fenômeno La Niña causa cheia recorde no Amazonas

Pesquisadores avaliam o tipo, o período em que apareceu e como o fenômeno evoluiu, entre outras análises

 Fenômeno climático La Niña contribuiu para a cheia histórica de 2012, que castigou Manaus e outros 53 municípios
Fenômeno climático La Niña contribuiu para a cheia histórica de 2012, que castigou Manaus e outros 53 municípios (Clóvis Miranda)

Informações divulgadas, no dia 12 de março de 2012, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) e pelo Instituto Max Planck de Química (MPIC) indicavam que o Amazonas iria passar por uma cheia recorde este ano.
A estimativa era de que as águas atingissem o nível de 29,67m (margem de erro de 29,29-30,05 m), apenas 10 cm abaixo que a maior cheia já registrada em 2009 (29,77m). A previsão foi fortalecida pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no dia 31 março, o qual previu uma cheia de 30,13 m (margem de erro de 40 cm).
Com base nas informações, os pesquisadores do Inpa e do CPRM sabiam desde o segundo semestre de 2011 que choveria acima da média.
Contudo, conforme o pesquisador do Inpa, Antônio Manzi, isso não significa recorde ou extrema, pois são previsões com base na cota do Rio Negro no Porto de Manaus, o qual não é influenciado pelo o que acontece em toda a bacia do Rio Solimões. Além disso, sempre há erros médios, em torno de 40 cm, dependendo do modelo usado.
Conforme Manzi, uma das prováveis causas para a cheia recorde de 2012 foi o fenômeno climático La niña. Por isso, os pesquisadores que participam do grupo estão avaliando o tipo, o período em que apareceu e como o fenômeno evoluiu.
Também estão fazendo análises de distribuição de temperatura dos oceanos Atlântico e Pacífico, a influência da massa de água sobre as sub-bacias do Rio Negro e Solimões e os valores mensais de chuva, a partir de 1996.
Doutor em Física da Atmosfera pela Universidade Paul Sabatier (Toulouse III), França, Manzi explicou que quando se estuda o clima existem muitas variáveis. Isso se deve ao fato, por exemplo, de que já ocorreram outras La niñas que não chegaram a provocar cheias tão intensas no Amazonas.
"Estamos estudando várias questões. Uma delas é a vazante de 2010 – período em que foi registrada a cota mais baixa nos últimos 110 anos no Porto de Manaus. Em 2010 e 2011 houve a maior variação do rio entre os valores mínimo e o máximo registrados, o qual foi de 15 metros. Isso é quase 50% da média histórica, que é de 10,10 metros. São quase 5 metros acima. Esse ano, o rio já encheu 12,60 metros. Significa que a cheia desse ano envolve não somente configurações específicas de temperatura dos oceanos, mas está associado ao regime hidrológico de chuva. Ainda não temos uma resposta final”, salientou.
Os pesquisadores também estão avaliando o histórico dos últimos anos de estoque de água nas bacias e sub-bacias do Rio Amazonas, especialmente, as sub-bacias dos Rios Solimões e Negro.

Efeito La Niña

As La niñas aconteceram durante todo o segundo semestre do ano passado, afetando o período chuvoso. Nos meses de outubro, novembro e dezembro, enfraqueceram. Todavia, ainda havia La niñas 3 e 4 atuando até o mês de abril de 2012, embora fraca.
“Além desses fenômenos existem outros, mas ainda estamos avaliando. Não é possível divulgar agora”, lamentou e acrescentou que tiveram La niñas praticamente em quase todos os setores, principalmente no segundo semestre do ano passado.  

Cheia e secas intensas

Conforme o pesquisador, não se pode dizer com certeza se as cheias e as secas são uma conseqüência da variabilidade natural do clima ou se estão sendo afetadas pelas mudanças climáticas globais.
Mas, segundo o pesquisador, espera-se que haja a intensificação da variabilidade natural do clima. Significa que os anos mais frios e mais quentes podem se tornar mais frequentes. Da mesma forma, os períodos secos e chuvosos, com tempestades mais severas.
"O que está acontecendo, em principio, poderia ser justificado pelas mudanças climáticas globais, mas não conhecemos muito bem a variabilidade natural do clima. Isso se deve ao fato de que há escalas de variação interanuais, decadais e seculares. Mas é provável que as mudanças climáticas estejam atuando”, explicou Manzi.
Segundo ele, se haverá nos próximos anos eventos extremos, não dá para dizer no momento. O certo é que os pesquisadores têm observado nos últimos 25 anos tendências de aumento de cheias e vazantes. Manzi disse que a série de acompanhamento que têm hoje é importante. Contudo, se tivessem medidas de outros séculos, teria mais confiança nas análises, pois a série é curta do ponto de vista climático, mas foram registrados anos extremamente secos, como em 1923 e 1963. 
Conforme Manzi, a maioria dos fenômenos La niñas está associada ao aumento das chuvas em boa parte da Amazônia, sendo um sinal estatístico forte.
Ele pontuou que nem todas têm a mesma configuração. Isto é, elas podem ser divididas em quatro tipos, do ponto de vista climatológico. Os tipos 1 e 2 ocorrem próximas da Costa da América do Sul (Oeste), enquanto a 3 e 4 na parte central do Oceano Pacífico (Leste).
Entretanto, dependendo da época do ano elas podem ser mais ou menos fortes.
“Tivemos La niñas muito fortes no início e durante a primeira metade da estação chuvosa. O efeito é a produção de quantidades de chuvas mais fortes”, salientou.

ACRITICA

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cheia do rio Negro pode chegar a 30,27 metros, aponta CPRM

Informação foi divulgada durante o último alerta para cheias, nesta quinta (29), pelo CPRM

Desde 23 de maio que o Negro sobe, em média, um centímetro por dia e assim deve ultrapassar a marca de 30 metros
Desde 23 de maio que o Negro sobe, em média, um centímetro por dia e assim deve ultrapassar a marca de 30 metros (Odair Leal)

Apesar do rio Negro se encontrar há três dias com a cota estabilizada em 29, 97 metros, o nível das águas poderá subir, dependendo da quantidade de chuvas, registradas nos municípios de Barcelos, São Gabriel da Cachoeira e Santa Isabel do Rio Negro, municípios situados na calha do rio Negro.
“A calha do rio Negro ainda está enchendo e as chuvas que ocorrem lá, influenciam diretamente o nível das águas, aqui em Manaus”, explicou o superintendente regional da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM), Marco Antônio de Oliveira, durante o  terceiro e último alerta das cheias divulgado na sede do órgão, localizado no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus, na manhã desta quinta-feira (31).
Segundo Marco Antônio, ainda há 30 dias de águas altas, podendo o nível do rio chegar a 30,27 metros.
“Dependendo da quantidade de chuvas, o rio poderá subir de 3 a 4 centímetros”, observou.
Marco Antônio lembrou o fenômeno ocorrido em 2009, ocasião em que o rio Negro permaneceu por 12 dias com as águas estáveis. no mês de maio.
Entretanto, as chuvas intensas durante um período de 15 dias contribuíram para que a cota do Negro elevasse, fazendo com que o rio registrasse a marca histórica de  29,77 metros, no dia 1º de junlo.
Ele também chamou a atenção para o fato de que, apesar da estabilização do nível do rio, e o índice pluviométrico que pode inferir no mesmo, é necessário que as famílias ribeirinhas atingidas pela cheia, em mais de 80% do Amazonas, sejam retiradas das áreas alagadas.
Outras Calhas
Enquanto a calha do rio Negro continua a encher, no município de Tabatinga, localizado na calha do rio Solimões, já está sendo verificada a vazante do rio.
O mesmo se dá no Sul do Amazonas, onde segundo Marco Antônio, o pico da cheia também já teria atingido o seu ápice.   

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tambaqui pode ficar menor por conta de mudanças no meio ambiente

A pesquisadora Marise Margareth Sakuragui conta que o aumento da concentração de CO2 na água interfere no crescimento e no desenvolvimento dos peixes.




Manaus - O aumento da temperatura na Terra e da concentração de Dióxido de Carbono na atmosfera (CO2) pode causar mudanças genéticas e até a extinção de espécies de peixes da Bacia Amazônica. Pesquisadores que estudam estas mudanças na região dizem que algumas destas alterações poderão ser sentidas já nos próximos anos.
A pesquisadora especialista em fisiologia animal comparada Marise Margareth Sakuragui, que estuda as alterações nas células branquiais do tambaqui, conta que o aumento da concentração de CO2 na água interfere no crescimento e no desenvolvimento dos peixes, reduzindo seu tamanho pela metade ou em até um terço de seu tamanho atual.

“Quando o PH da água fica alterado, prejudica a oferta de alimento e o desenvolvimento dos peixes. Pode ser que os peixes mais jovens consigam se adaptar, mas seu crescimento será prejudicado. Ele não será um peixe saudável, será como uma criança subnutrida”, diz.
De acordo com Sakuragui, a subnutrição e o estresse causado pelo aumento da temperatura da água e pela escassez de oxigênio podem resultar também em peixes menos resistentes a doenças e a alterações no habitat, o que pode causar a extinção de várias espécies.

Segundo a pesquisadora Alzira Oliveira, que estuda o crescimento do tambaqui em cenários de mudanças climáticas, as alterações no habitat natural dos tambaquis podem afetar o poder nutritivo do peixe, que é uma das espécies economicamente mais importantes para a piscicultura no Amazonas.

“Prevemos mudanças na composição de ácidos graxos e outras alterações bioquímicas. As mudanças podem acontecer e, de acordo com nossas pesquisas, de fato vão ocorrer. ”, alerta.

A pesquisadora Vera Almeida, que participa da mesma pesquisa, observa, ainda, que as mudanças podem ter efeitos desastrosos na vida da população ribeirinha. “Eles serão afetados negativamente com a redução da oferta de proteína desta espécie”.

Os estudos levam em conta as previsões do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que projeta aumento de 6 graus na temperatura da Terra em cem anos. Mas, segundo Marise Sakuragui, as mudanças já começaram e podemos esperar alterações graduais na espécie já nos próximos anos.
Os pesquisadores participam do Workshop Adapta, realizado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia - Centro de Estudos de Adaptações da Biota Aquática da Amazônia (INCT/Adapta-Amazônia), no Inpa.
Efeito estufa pode acabar com a espécie
Espécies como o tambaqui e o pirarucu são consideradas resistentes e altamente adaptáveis às mudanças no clima e no habitat. Mas outras espécies, como o tamuatá, são mais suscetíveis a estas mudanças e podem desaparacer em alguns anos, se os fatores causadores do efeito estufa não forem minimizados.

“O clima já está mudando e podemos sentir isso ano a ano. Se não tomarmos medidas agora, com a redução do desmatamento, não só no Amazonas, mas no mundo todo, em dez anos teremos um mundo muito diferente”, diz Marise Sakuragui.

De acordo com a pesquisadora, espécies ornamentais, como os cardinais e o neon, podem desaparecer em alguns anos.
“Estas espécies têm grande valor econômico no exterior e são muito mais sensíveis às mudanças no clima que os tambaquis, por exemplo”.

Segundo a pesquisadora Vera Almeida Val, as mudanças climáticas previstas para os próximos anos podem ser especialmente desastrosas para a Amazônia, pois a floresta está localizada no cinturão equatorial, que recebe maior incidência de radiação e calor.

segunda-feira, 12 de março de 2012

ENCHENTE DANIFICA PORTO DE MANICORÉ

Cabos de Aço Rompidos:
Troncos de Madeiras Descendo o Rio:
Estamos no mês de março e o inverno continua rigoroso no município de manicoré, o rio madeira continua enchendo cada vez mais, os moradores ribeirinhos é o que mais sofrem na época do inverno, porque perdem suas plantações principalmente as de bananas, que são plantadas em áreas de várzea que todo o período chuvoso fica submersas.
O município já esta em estado de alerta, mais até o momento não apresenta riscos.
Com a subida das águas do rio descem muitos troncos de arvores fazendo com que navegar por ele se torne uma viagem meio que perigosa, requerendo atenção dobrada por parte de pilotos de embarcações.
Com o tempo chuvoso vêm também os prejuízos na cidade, principalmente na zona urbana e suburbana.
O rio madeira quando está cheio é muito perigoso, suas águas barrentas formam correntezas vorás arrastando assim enormes troncos de arvores que vão arrastando tudo que tem pela frente, e foi assim que aconteceu com o novo porto que estava quase pronto, preste a ser inaugurado.
A força do rio rompeu os cabos de aço de uma das plataformas fazendo com que a mesma se deslocasse a mais de cinqüenta (50) metros rio abaixo.
Segundo informações é preciso dois rebocadores e um engenheiro para colocar a plataforma que foi arrastada pela água de volta ao seu lugar.
Os rebocadores já estão vindos de Manaus e o engenheiro também, são rebocadores de grande porte que aqui em manicoré não tem.

 

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

RIO MADEIRA NO INVERNO :

O rio Madeira é um rio da bacia do rio Amazonas, banha os estados de Rondônia e do Amazonas. É um dos afluentes do Rio Amazonas. Tem extensão total aproximada de 3.315 km, sendo o 17º maior do mundo em extensão.
È chamado de rio madeira, porque a cada inverno que tem, a água do rio vai derrubando as árvores de sua margem, fazendo com esses troncos de madeiras flutue rio a baixo, tornando a navegação mais arriscada, cobrando assim a atenção redobrada dos comandantes de embarcações.
Uma subespécie de boto habita em exclusivo o sistema fluvial do Madeira.
Em uma época do ano, no rio Madeira ocorre uma competição de voadoras (barcos)
Entre a estação chuvosa e a seca o rio varia bastante de profundidade. Na estação seca, as águas do rio, que fluem em direção ao Amazonas, formam praias (de água doce, naturalmente) ao longo de suas margens. Neste período, no seu leito pode ser avistada a grande quantidade de pedras que ajudam a formar as corredeiras (ou cachoeiras, como os amazônidas costumam denominá-las).
Coincidente ou não com a estação chuvosa (dezembro a maio), ao mesmo tempo em que o rio enche com as águas das chuvas, em sentido contrário ao delta, é invadido pelas águas do Amazonas e sobe cerca de 17m, alagando todas as cachoeiras em seu leito até formar um espelho de água que tanto invade florestas como cobre as praias e toda a planície amazônica. Nesse momento, o rio Madeira deixa de ser um simples tributário do Rio Amazonas e se torna um canal de navegação dependente da "maré" desta confluência.
Por mais que esteja chovendo, o rio madeira ainda não apresentou sinais de uma grande enchente.
Segundo os moradores mais antigos de manicoré, o rio madeira esta com suas águas subindo aos poucos, tudo dentro do normal.
Em frente à cidade pode se ainda observar um pedacinho da praia,que no verão surge,ficando imensa fazendo com que embarcações façam um desvio muito grande, para não ficarem encalhados (atolados) na mesma.
Obs.. No inverno aqui às vezes chove por dois dias sem parar, que é normal para o caboclo amazonense.