Durante Sessão Especial em comemoração aos 48 anos
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Na quarta-feira à noite, os professores acamparam em frente à Assembleia (Foto: Aleam) |
Professores integrantes do “Movimento Vem para a
Rua pela Educação” estiveram na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), na
manhã desta quinta-feira (reivindicando prestação de contas do Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação -Fundeb); convocação imediata dos
aprovados no último concurso público da Secretaria de Estado da Educação
(Seduc), assim como foi prometido pelo governador durante a campanha política;
e Audiência Pública para discutir reajuste salarial de 20%, conforme definido
com a categoria e previsto no Plano Nacional de Educação (PNE). Esses assuntos
foram debatidos durante Cessão de Tempo de autoria do deputado José Ricardo
Wendling (PT).
Na quarta-feira à noite, os professores acamparam em frente à
Assembleia, buscando apoio nessas lutas. O deputado enfatizou que o Governo
Federal tem como tema “Brasil: Pátria Educação", sendo a educação também
uma de suas prioridades desde quando era vereador. “Estamos com os
profissionais da educação, que precisam ser mais valorizados e melhor pagos!”.
Representante do Movimento, Jonas Araújo, comunicou que os profissionais
querem a prestação de contas do Fundeb nos últimos cinco anos, por conta de
várias denúncias de irregularidades. Este ano, não houve repasse da sobra desse
recurso para os professores. “Por Lei, se estados e municípios não utilizaram
os 60% dos recursos do Fundo para a valorização dos profissionais da educação,
os valores restantes deverão ser divididos entre os educadores”, comentou.
Em janeiro deste ano, José Ricardo e os
vereadores do PT, Professor Bibiano (PT) e Waldemir José, ingressaram
com representação no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Tribunal de Contas
do Estado (TCE), para que sejam apuradas as aplicações do Fundeb, por
meio de uma auditoria contábil, financeira e orçamentária. “É no mínimo
estranho afirmar que o recurso foi aplicado, mas não ter como se comprovar essa
aplicação. Além do mais, apenas nestes últimos quatro anos (2011 a 2014),
o Fundo teve um crescimento de 48%, média de 12% ao ano, enquanto o salário dos
profissionais do magistério da Seduc teve um crescimento de 23,5%, média de
7,8% ao ano. Como se explica isso?”, questionou o parlamentar.
ZFM: qual o presente e o futuro que queremos?
Durante Sessão Especial em comemoração aos 48 anos da Zona Franca de Manaus
(ZFM), na manhã de quarta, José Ricardo comentou que esse modelo é o grande
sustento do Amazonas e que é preciso pensar o seu presente e futuro,
principalmente, após a prorrogação dos incentivos fiscais por mais 50 anos.
Ele enfatizou que é necessário investir mais em ciência, tecnologia,
pesquisa e inovação, utilizando a nossa biodiversidade para o desenvolvimento
do Amazonas. “Mas estamos vivendo um retrocesso, quando o Governo do Estado
decide desestruturar a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação
(Secti), justamente quando precisamos expandir essa área, com a aprovação do
Plano de Ciência e Tecnologia para a Amazônia”.
E completou: “Sou do PT, mas defendo uma atenção mais adequada à Suframa
e aos seus servidores. O Governo Federal tem que cumprir seu papel, assim como
a Prefeitura de Manaus, que deveria cuidar das ruas do Distrito Industrial. A
infraestrutura é fundamental para continuarmos atraindo novas empresas para
Manaus”, declarou o deputado.
Com Informação da Assessoria
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