Sobre a baixa adesão da população ao benefício da tarifa social
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Para o presidente da Comserp, o consumo consciente da água é fundamental (Foto: Robervaldo Rocha) |
Durante reunião da Comissão de Serviços Públicos da Câmara Municipal de
Manaus (COMSERP/CMM), sob o comando do vereador Elias Emanuel (PSB), na tarde
desta quarta-feira (25), foi apresentado, pela empresa Manaus Ambiental, que o
maior fator para o desperdício de água na cidade, são os vazamentos
provenientes de ligações clandestinas. Assim, como a baixa adesão do benefício
da ‘tarifa social’.
Participaram da discussão, os representantes da Agência Reguladora dos
Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam), Ricardo Henrique,
José Sélvio e Jorge Caresto; o diretor de Regulação e Meio Ambiente da empresa
Manaus Ambiental, Arlindo Sales; a representante da Secretaria Municipal de
Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Camila Corrêa; e o vereador Ceará do
Santa Etelvina (DEM).
Para o presidente da Comserp, o consumo consciente da água é fundamental
para combater o desperdício em Manaus. “A gente sai daqui com uma lição de que
nós precisamos de campanhas que possam esclarecer cada vez mais a população, no
que diz respeito, ao desperdício de água. E também buscar ao máximo a
popularização do acesso à tarifa social”, afirmou Elias Emanuel.
Segundo Arlindo Sales, medidas vem sendo tomadas para combater a perda
de água potável, cerca de 10 a 15% da água distribuída pela empresa é perdida
por conta da clandestinidade. “Nós temos uma rede nova, essa já é uma das ações
que fizemos desde quando começamos a operar o sistema de abastecimento da
cidade. Mas, infelizmente, o consumo indevido que as pessoas fazem fraudando o
sistema ou consumindo água clandestinamente, são os maiores contribuintes para
o desperdício”, esclareceu.
Controle de vazamento
Ainda de acordo com o diretor da Manaus Ambiental, a concessionária
realiza de 80 a 100 consertos por dia de vazamentos em ramais e cavaletes, e de
30 a 40 nas redes de abastecimento. “Nós estamos tralhando ainda mais para
melhorar essa situação no sentido de dotar nas equipes uma programação mais
ágil, para que a partir do momento que a população ou que a gente consiga
detectar esses vazamentos, ter uma agilidade de resolver no tempo menor”,
destacou. Conforme a empresa, contratualmente eles têm 14 horas comerciais para
resolver os vazamentos, no entanto, estão fazendo atualmente, em torno de 7 a 8
horas comerciais.
Porém, o fiscal da Arsam, Jorge Caresto, contestou a informação. “Muitas
situações de desperdiço ocorrem por descaso da Manaus Ambiental. Às vezes, só
resolvem quando são notificados pela Arsam”, disparou.
Tarifa Social
Sobre a baixa adesão da população ao benefício da tarifa social, a
concessionária de água esclareceu que a própria população não apresenta
interesse no direito. “Fatores, como ficar em dias com o pagamento da conta de
água, desconhecimento do beneficio, ou ainda a preferência de continuar na
clandestinidade, inibem as pessoas de aderirem à tarifa social”, informou
Sales.
No entanto, Elias Emanuel, pontua que é preciso haver um trabalho de
persuasão com aqueles que podem ter o benefício. “Ter 100 mil pessoas recebendo
o bolsa família, e ter de 1 a 2 mil beneficiados com a tarefa social, alguém
está falhando na comunicação, no poder de persuasão para trazer essa pessoas
para dentro da tarifa”, ressaltou.
“Uma família normal paga uma taxa de R$13, consumindo 15 mil litros de
água por mês, por tanto é uma tarifa aceitável e convidativa. A gente agora
precisa esclarecer isso, e convidar as pessoas a saírem da clandestinidade e
gozarem desse benefício, que em minha opinião, está no alcance das
família de baixa renda”, concluiu.
Com Informação da Assessoria

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