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quinta-feira, 26 de março de 2015

Maior desperdício de água em Manaus está nas ligações clandestinas

Sobre a baixa adesão da população ao benefício da tarifa social

Para o presidente da Comserp, o consumo consciente da água é fundamental (Foto: Robervaldo Rocha)



Durante reunião da Comissão de Serviços Públicos da Câmara Municipal de Manaus (COMSERP/CMM), sob o comando do vereador Elias Emanuel (PSB), na tarde desta quarta-feira (25), foi apresentado, pela empresa Manaus Ambiental, que o maior fator para o desperdício de água na cidade, são os vazamentos provenientes de ligações clandestinas. Assim, como a baixa adesão do benefício da ‘tarifa social’.

Participaram da discussão, os representantes da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam), Ricardo Henrique, José Sélvio e Jorge Caresto; o diretor de Regulação e Meio Ambiente da empresa Manaus Ambiental, Arlindo Sales; a representante da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Camila Corrêa; e o vereador Ceará do Santa Etelvina (DEM).

Para o presidente da Comserp, o consumo consciente da água é fundamental para combater o desperdício em Manaus. “A gente sai daqui com uma lição de que nós precisamos de campanhas que possam esclarecer cada vez mais a população, no que diz respeito, ao desperdício de água. E também buscar ao máximo a popularização do acesso à tarifa social”, afirmou Elias Emanuel.

Segundo Arlindo Sales, medidas vem sendo tomadas para combater a perda de água potável, cerca de 10 a 15% da água distribuída pela empresa é perdida por conta da clandestinidade. “Nós temos uma rede nova, essa já é uma das ações que fizemos desde quando começamos a operar o sistema de abastecimento da cidade. Mas, infelizmente, o consumo indevido que as pessoas fazem fraudando o sistema ou consumindo água clandestinamente, são os maiores contribuintes para o desperdício”, esclareceu.

Controle de vazamento

Ainda de acordo com o diretor da Manaus Ambiental, a concessionária realiza de 80 a 100 consertos por dia de vazamentos em ramais e cavaletes, e de 30 a 40 nas redes de abastecimento. “Nós estamos tralhando ainda mais para melhorar essa situação no sentido de dotar nas equipes uma programação mais ágil, para que a partir do momento que a população ou que a gente consiga detectar esses vazamentos, ter uma agilidade de resolver no tempo menor”, destacou. Conforme a empresa, contratualmente eles têm 14 horas comerciais para resolver os vazamentos, no entanto, estão fazendo atualmente, em torno de 7 a 8 horas comerciais.

Porém, o fiscal da Arsam, Jorge Caresto, contestou a informação. “Muitas situações de desperdiço ocorrem por descaso da Manaus Ambiental. Às vezes, só resolvem quando são notificados pela Arsam”, disparou.

Tarifa Social

Sobre a baixa adesão da população ao benefício da tarifa social, a concessionária de água esclareceu que a própria população não apresenta interesse no direito. “Fatores, como ficar em dias com o pagamento da conta de água, desconhecimento do beneficio, ou ainda a preferência de continuar na clandestinidade, inibem as pessoas de aderirem à tarifa social”, informou Sales.

No entanto, Elias Emanuel, pontua que é preciso haver um trabalho de persuasão com aqueles que podem ter o benefício. “Ter 100 mil pessoas recebendo o bolsa família, e ter de 1 a 2 mil beneficiados com a tarefa social, alguém está falhando na comunicação, no poder de persuasão para trazer essa pessoas para dentro da tarifa”, ressaltou.

“Uma família normal paga uma taxa de R$13, consumindo 15 mil litros de água por mês, por tanto é uma tarifa aceitável e convidativa. A gente agora precisa esclarecer isso, e convidar as pessoas a saírem da clandestinidade e gozarem desse benefício, que em minha opinião, está no alcance  das família de baixa renda”, concluiu.

Com Informação da Assessoria


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Senadoras e deputadas vão defender cota de 30% para eleição de mulheres

A proposta das parlamentares foi definida em reunião 


As parlamentares devem entregar aos presidentes do Senado e da Câmara (Foto: VagnerCarvalho)





A bancada feminina do Senado, com participação de integrantes da bancada feminina da Câmara dos Deputados, acordaram nesta quinta-feira (26) que vão lutar pela aprovação, na reforma política, de cota de 30% para eleição de mulheres pelos partidos e coligações partidárias. A medida tem como foco o aumento da participação de mulheres na política. Atualmente, o Senado possui apenas 13 das 81 vagas, enquanto a Câmara tem 51 das 513 cadeiras.

A proposta das parlamentares foi definida em reunião coordenada pela procuradora da Mulher do Senado, Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), no gabinete da senadora Maria do Carmo Alves (DEM/SE). A senadora Sandra Braga (PMDB/AM), que tem participado das discussões sobre a inclusão das mulheres na reforma política desde o início, disse que o percentual de 30% será proposto de forma escalonada. A meta é garantir a metade das vagas do parlamento nos próximos anos.

“As mulheres são a maioria dos eleitores brasileiros. Acreditamos que essa meta de 30% é o início da busca pelo equilíbrio de representatividade entre homens e mulheres em espaços como o Senado, a Câmara dos Deputados, as assembleias legislativas e as câmaras de vereadores”, destacou.

Além da cota de 30% para a reserva de vagas, as mulheres querem propor a aprovação de cota de 30% dos recursos do Fundo Partidário, a serem investidos em capacitação e campanhas de candidatas.

Mobilização

As parlamentares devem entregar aos presidentes do Senado e da Câmara um manifesto favorável à participação feminina no Parlamento. A entrega deve acontecer em 18 de março, às 14h, em uma comissão geral para debater a reforma política sob a ótica de gênero, na Câmara dos Deputados.

As bancadas femininas das duas Casas também vão realizar um grande ato de mobilização em São Paulo no dia 26 de março, com a sociedade civil e com deputadas estaduais e vereadoras, para lançar uma campanha em favor da presença das mulheres no Parlamento. A ideia é começar a mobilização na capital paulista e espalhar as manifestações para várias cidades do país.

Além disso, estão programadas outras atividades, como a instalação, no próximo dia 3, da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher. A instalação será feita pelo presidente Renan Calheiros (PMDB/AL).
Estão programadas ainda exposições, recepção a embaixadoras em missão no Brasil e uma sessão especial no dia 11 do mesmo mês, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, quando ocorre também a entrega do Prêmio Bertha Lutz. O prêmio é concedido pelo Senado a mulheres que se destacam na luta pela igualdade de gênero e transformação social.


Com Informação da Assessoria

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Movimento de mulheres e Sine defendem cota à trabalhadoras com mais de 40 anos de idade para combater a falta de empregabilidade

A medida também é defendida pelo diretor do Sistema Nacional de Emprego

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Foto: Robervaldo Rocha)




A destinação de cotas a trabalhadores, em especial as mulheres, acima dos 40 anos de idade, nas empresas e fábricas de Manaus, foi uma das medidas apontadas como solução para a dificuldade encontrada por mães de família na hora de procurar um emprego. A proposta foi apresentada durante Audiência Pública da Comissão de Defesa e Proteção dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Manaus (CDPDM/CMM), de propositura das vereadoras professora Jacqueline (PPS) e Vilma Queiroz (PROS). A presidente da CDPDM/CMM, professora Jacqueline adiantou que estuda a possibilidade de transformar a medida em Indicação.

Conforme a parlamentar, são muitas as reclamações, de mulheres acima dos 40 anos, que não conseguem empregos formais e por isso, partem para a informalidade. “Recebemos muitas reclamações, sempre de mulheres acima dos 40, que não conseguem emprego formal. Por isso, após a audiência vamos fazer um documento para encaminhar para empresas do Distrito Industrial, para o Sine, secretarias do direito das mulheres, porque é importante mostrarmos que existe uma preocupação e que nós podemos contribuir com alguma melhoria. Trazer como proposta para que nas convenções dos sindicatos, na data base, eles coloquem em pauta a criação de cota destinada para mulheres acima dos 40 anos. Precisamos ter um o incentivo para que as empresas empreguem mulheres acima de 40 anos e que as empresas ganhem bônus por isso”, defendeu Jacqueline.

A medida também é defendida pelo diretor do Sistema Nacional de Emprego de Manaus (Sine/Manaus), Adonai Sabá, que esteve na reunião. “Nós encaminhamos para as seleções dos Recursos Humanos pessoas conforme o perfil que as empresas solicitam, mas a questão da idade está subterfugicamente intrínseca no interesse das empresas. Entendo que seja uma bobagem, porque quem tem 40 anos, tem o vigor de querer produzir e trabalhar muito mais que uma pessoa de 18 anos. Então, coloquei nessa audiência, que os sindicatos coloquem em pauta das reivindicações da classe para inserir na convenção coletiva de trabalho, essa questão da idade. Não tem cota para o deficiente físico?Não tem cota para negros? Porque não trabalhar para garantir espaço para essa pessoas que ainda podem contribuir com o mercado de trabalho”, alertou.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentados pela vereadora Vilma Queiroz, no Amazonas das 490 mil mulheres acima dos 40 anos, apenas 238 mil estão em situação economicamente ativa. Sendo que 94,8% das mulheres ainda dominam os serviços domésticos. “Apesar de toda a preparação intelectual que a mulher adquiriu, os serviços domésticos são os maias exercidos. Sem mencionar a desigualdade salarial, que também ainda existe”, destacou.

Denúncias

De acordo com a representante da Associação de Mulheres para Mulheres Promotoras Legais Fénix no Estado do Amazonas e do Sindicato dos Vendedores Autônomos e prestadores de serviço, Alzira Nogueira, de fevereiro a abril já foram registradas na associação, pelo disque denúncia 3307-9985, cerca de 2 mil denúncias contra Recursos Humanos de Manaus devido ao preconceito praticado por essas instituições. Setenta por cento dos registros são de mulheres acima de 40 anos. “O preconceito já começa na entrevista, tanto para mulheres quanto para com os homens acima dos 40. Queremos levar essas denúncias às autoridades para identificar a falha. Se está no empregado ou no empregador”, ressaltou.

Participaram também das discussões, a vereadora Therezinha Ruiz (DEM), secretário Municipal de Trabalho, Emprego e Desenvolvimento, Guto Rodrigues, representante da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Francisco Rodrigues, a secretaria Executiva de Política para Mulheres do Amazonas (SEPM-AM), Márcia Álamo e a presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica no Amazonas (ABMCJ), Dra. Maria Gláucia Barbosa Soares.


Com informação da Assessoria