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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Dep. Francisco Souza busca apoio Sul-Americano e do Mercosul para recuperar BR-319

A necessidade de recuperação imediata da rodovia BR-319

(Foto: Hugo Bronzere) O Poder Legislativo do Amazonas será representado pelo deputado estadual Francisco Souza



A necessidade de recuperação imediata da rodovia BR-319, que liga os Estados do Amazonas e Rondônia, bem como sua importância econômica para o Norte do Brasil, será apresentada nesta quinta-feira (19), durante a assembleia geral da União dos Parlamentares Sul-Americanos e do Mercosul (UPM).

A reunião acontece no Estado de Tocantins e terá a presença de mais de 100 parlamentares do Brasil e outros países da América Latina. O Poder Legislativo do Amazonas será representado pelo deputado estadual Francisco Souza. Ele irá expor a importância da BR-319 para o desenvolvimento econômico, político e social dos Estados do Norte do Brasil. “Vamos buscar apoio internacional para pressionar o Governo Brasileiro a concluir a recuperação da BR-319”, afirmou Souza.

No evento também será discutida a criação de leis pelos legislativos Estaduais e Federais dos países do Mercosul, cujo objetivo é facilitar o comércio de produtos de informática entre os membros do bloco.

O presidente do bloco brasileiro na UPM, deputado Kennedy Nunes, de Santa Catarina, disse que o encontro irá abordar assuntos importantes não apenas para os Estado do Sul do Brasil, mas também para o Norte e Nordeste Brasileiro.

“Queremos incluir nos debates os assuntos ligados ao Norte e Nordeste do Brasil. Existe um grande interesse dos países que integram o Mercosul em expandir negócios com o Norte/Nordeste brasileiro”, revelou.

Os participantes da assembleia geral da UPM desembarcam em Tocantins nesta quarta-feira (18). Os debates acontecem na quinta (19), com a união de todos os blocos dos países para deliberação de assuntos ligados à America Latina.

Com Informação da Assessoria


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Governador sugere levar água do AM para resolver crise hídrica no Sudeste

José Melo disse que o Amazonas tem como socorrer estados em crise.

Governador afirma que em 10 anos obras podem colocar ideia em prática.

 

Proposta sugerida pelo governo do AM é captar águas e levá-las para regiões do país com crise de abastecimento (Foto: José de Oliveira/TV Amazonas)


Enquanto estados da Região Sudeste do país enfrentam uma crise hídrica, os rios que banham o Norte do Brasil seguem abundantes. Levar água do Rio Amazonas - um dos maiores do mundo - para São Paulo e outros estados que sofrem com falta d'água foi justamente a proposta sugerida pelo governador do estado, José Melo (PROS), nesta terça-feira (3). Para Melo, se obras para o fornecimento fossem realizadas, em dez anos, eventuais crises hídricas poderiam ser solucionadas com utilização das águas de rios que passam pelo estado da Região Norte.

A declaração do governador foi dada durante solenidade que marca o início dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), em Manaus. Questionado sobre a crise hídrica e energética registrada na Região Sudeste, José Melo disse que o país planejou, mas não executou da forma que deveria as ações para os setores.
"O Brasil tem muitos investimentos no setor de geração de energia e de abastecimento, mas que não andaram na medida e velocidade que deveriam. Sei que existem aí muitas dificuldades de ordem ambiental e financeira, mas eu acho que o Brasil pode resolver esse problema com o Amazonas", avaliou.

A proposta do governador é levar água de rios do Amazonas para as regiões que sofrem com abastecimento, dentre elas, o Nordeste e o Sudeste. Uma das sugestões é utilizar água de um dos mais extensos rios do mundo e de maior fluxo de água por vazão: o Rio Amazonas.

"Eu sou daqueles que entende que a solução passa pelo Amazonas. Você tem o Nordeste Brasileiro com solos extremamente férteis, mas não tem água. E agora o Sudeste do Brasil padecendo da falta de água. A pergunta que deixo para o Brasil é o seguinte: por que não levar água da Foz do Amazonas, que tem em abundância, para o Sul, Sudeste e, sobretudo, para o Nordeste, onde há solos abundantes e ricos? Não precisaríamos levar água todo dia. Quando no período de chuvas resolvessem a questão do abastecimento dos reservatórios, a torneira estava fechada. Quando isso não acontecesse, o Amazonas estaria lá para socorrer", afirmou José Melo.

Segundo o governador, se em médio prazo, o Brasil optasse por levar água do Amazonas para outros estados, nos próximos dez, seria possível criar um ciclo. "Hoje, você vê o petróleo e o gás sair lá dos Urais, percorrer mais de oito mil quilômetros para chegar ao mar da Turquia. Hoje, você vê um gasoduto sair da Bolívia e chegando a São Paulo. Hoje, você vê a China comprando milhares de metros cúbicos de água do Canadá. Não tem dificuldade de solução de engenharia. As tecnologias de transferência estão todas dominadas", enfatizou, sem mecionar detalhes de projetos.


Adneison Severiano
Do G1 AM