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domingo, 6 de dezembro de 2015

Adeus ao ronco: aparelho combate o sintoma da apneia do sono

Há um leque de tratamentos para enfrentar o problema, incluindo exercícios fonoaudiológicos e cirurgia de avanço maxilomandibular, mas o mais eficaz e utilizado é o uso do aparelho CPAP


Luciane Andrade e Renata Mansur são pioneiras em Manaus (Ingrid Anne)



Minha mãe sempre me dizia quando eu saia à noite para uma festa e no outro dia ficava sonolento pelos cantos, sem disposição para nada: “Quem um dia vai pra festa, dois dias não presta”. Era uma forma de ela dizer que a noite mal dormida fora prejudicial. Fazendo uma comparação, quem sofre de apneia do sono é um eterno baladeiro. O pior, muitas pessoas têm o problema, mas podem nem saber disso. Um dos principais sintomas desse mal, contudo, é bem perceptível para quem tem que dividir o mesmo espaço que você na hora de dormir: o ronco.
Segundo a literatura médica, “apneia” significa literalmente “sem ar” ou “parar de respirar”. Além do ronco, outros sintomas poder ser percebidos, como cansaço constante, dificuldade de concentração, dores de cabeça matinais, humor depressivo, suores noturnos, ganho de peso, falta de energia, esquecimento, disfunção sexual e micção frequente à noite (você passa a ir muito ao banheiro).  
Isso pode estar associado a problemas sérios de saúde, que precisam de atenção redobrada, como diabetes tipo 2,  insuficiência cardíaca e hipertensão arterial. Por isso, é importante ficar em alerta. O primeiro passo a tomar é reconhecer os seus sintomas, procurar ajuda médica e fazer o  exame de polissonografia (aquele que você precisa dormir na clínica com sensores fixados na superfície do corpo) para saber o grau de sua apneia e qual o melhor tratamento.
Padrão-ouro
Há um leque de tratamentos para enfrentar o problema, incluindo exercícios fonoaudiológicos e cirurgia de avanço maxilomandibular, mas o mais eficaz e utilizado é o uso do aparelho CPAP - uma sigla que vem do inglês Continuous Positive Airway Pressure, ou seja, pressão positiva contínua em vias aéreas.
O CPAP consiste em um pequeno aparelho compressor de ar muito silencioso de alta tecnologia que se conecta, através de um circuito flexível, a uma máscara ajustada ao nariz ou nariz e boca do paciente. Este aparelho previne a obstrução da garganta durante o sono e reestabelece o sono normal ao indivíduo.
E o melhor: o aparelho também corrige o ronco. Uma ótima notícia para quem divide a cama com você.  O CPAP gera uma espécie de “colchão” de ar na garganta que impede que as estruturas daquela região se aproximem umas das outras, impedindo o seu estreitamento ou obstrução. Dessa forma, o CPAP impede o ronco desde o primeiro momento de uso, mesmo nos casos mais graves ou durante o sono profundo, desde que seja bem calibrado por médico ou equipe especializada.
Exclusividade

Em Manaus, a Clínica Sonoar - das fisioterapeutas Luciane Andrade e Renata Mansur - é pioneira e trabalha com exclusividade a venda e locação de CPAP’s. Elas explicam que o acompanhamento especializado é de extrema importância para um resultado positivo do tratamento. 
A escolha correta da máscara representa 80% do processo de adaptação do uso do aparelho. Para isso é levado em consideração a anatomia do rosto de cada paciente. Cada CPAP vem com um cartão de memória, que é analisado pelas profissionais periodicamente. Nele há informações como o índice de apneia do indivíduo. A partir dos dados obtidos, novos ajustes podem ser feitos.
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A gravidade do caso pode ser medida pelo índice de apneia e hipopneia (IAH). Sua pontuação indica o número de apneias e hipopneias por hora que a pessoa tem durante o sono. Isso é obtido por meio do exame de polissonografia. Normal é menos de 5, Leve é de 5 a 15, Moderado de 15 a 30, e Grave mais de 30.
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O CPAP utiliza o ar ambiente, ou seja, o mesmo ar que respiramos, pois sua única finalidade é manter a garganta aberta para permitir a adequada passagem do ar durante o sono.

Casos de sucesso

O tecnólogo Douglas Diego, 31, sempre foi um atleta. Mais novo, mesmo praticando esporte periodicamente, achava que não estava rendendo em suas atividades, vivia estressado, com pressão alta. Sua esposa também sofria com seu ronco, que, segundo ele mesmo, piorava quando ingeria bebida alcoólica. 
Depois de conversar com um professor decidiu fazer o exame de polissonografia. Foi quando descobriu que tinha um índice de apneia grave. Lhe foi sugerido o uso do CPAP. A partir daí, ele conta ter sentido uma melhora na qualidade de vida. “Fiquei mais disposto durante o dia e consegui controlar minha pressão arterial”, conta o paciente da Sonoar. 
Outro que não abre mais mão de seu aparelho é o advogado Paulo Chicharo, 60. “Levo para todo o lugar quando viajo. Não ocupa espaço”, declara. “Passei a ter uma melhor qualidade do sono, sem interrupção. No início é desconfortável, realmente, mas é preciso a assistência técnica e o acompanhamento das profissionais nesse período de adaptação”, recomenda o advogado.
Serviço

Endereço: Rua Dr. Thomas, 115, Sala 06, 2ª andar, N. Sª das Graças
Telefones: 98113-7065 / 99211-3020
E-mail: contato@sonosoar.com Site: www.sonosonoar.com



ARTUR CESAR



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Vacina contra dengue tem eficácia de 60,8%, mostra pesquisa

No Brasil, 3.550 crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste já foram vacinados. Vacina está em fase de testes


A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (Agência Brasil)



Depois de 20 anos em desenvolvimento, a vacina contra a dengue em estágio mais avançado no mundo chegou à etapa final mostrando eficácia de 60,8% contra os quatro sorotipos da doença. Outro resultado é que entre as pessoas que foram vacinadas e, mesmo assim, tiveram  dengue, houve redução de 80,3% no número de internações com relação a quem não foi imunizado.
Segundo Sheila Homsani, gerente do Departamento Médico da Sanofi Pasteur, laboratório responsável pela vacina, o estudo está concluído e agora os dados serão consolidados para o pedido de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que possa ser comercializada no Brasil e, eventualmente, ser incorporada à rede pública. A expectativa é que demore cerca de um ano para o registro sair.
Em etapa anterior, feita na Ásia, a pesquisa havia mostrado eficácia de 88% contra o tipo hemorrágico da doença, considerado o mais grave. Agora, na última etapa, a vacina foi testada no Brasil, em Honduras, no México, na Colômbia e em Porto Rico. No Brasil 3.550 crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste foram vacinados.
A imunização e o acompanhamento foram feitos de junho de 2011 a abril de 2013. O laboratório, no entanto, vai acompanhar por mais cinco anos os imunizados.
Segundo Sheila Homsani, os resultados estão acima das expectativas da Organização Mundial da Saúde, que pretende reduzir em 50% a mortalidade por dengue até 2020.
A dengue é considerada questão de saúde pública brasileira e é doença endêmica de cerca de 100 países. De 1º de janeiro a 19 de julho deste ano, o Ministério da Saúde notificou 688.287 casos da doença e 554 mortes.

ALINE LEAL (AGÊNCIA BRASIL)

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Estudo traz esperança de controle de debilidade de vasos sanguíneos

Cientistas conseguiram decodificar integralmente processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos

Pesquisa conseguiu decifrar processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos do organismo
Pesquisa conseguiu decifrar processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos do organismo (Reprodução/Internet)
A fragilidade de vasos sanguíneos é um problema que causa grande número de distúrbios, tais como doenças cardíacas, crescimento e disseminação do câncer, inflamações e doenças respiratórias.  Um importante passo para reverter o quadro de vazamento de vasos sanguíneos foi dado por uma equipe de pesquisadores liderada por cientistas da Clínica Mayo de Jacksonville, na Flórida.

O grupo de cientistas decodificou inteiramente o processo que regula o vazamento de vasos sanguíneos. A descoberta, publicada no Journal of Cell Biology, sugere que diversos agentes, já em fase de testes para outras doenças, podem reverter a debilidade dos vasos.
“Agora que já entendemos bem mais sobre o processo que leva à debilidade dos vasos sanguíneos, podemos começar a tentar intervir de uma forma eficiente e isso é muito estimulante”, diz o principal pesquisador do estudo, o presidente do Departamento da Biologia do Câncer da Clínica Mayo de Jacksonville, Panos Anastasiadis.

Dr. Panos Anastasiadis
 
Os médicos têm tentado regular esse processo em casos de câncer, através do uso de inibidores do VEGF (fator de crescimento vascular endotelial), tais como o Bevacizumabe, mas esses medicamentos não são tão eficazes como poderiam ser, se outras partes do processo também fossem inibidas, diz Anastasiadis.

A equipe de pesquisa, liderada por Panos Anastasiadis e Arie Horowitz, da Fundação Clínica de Cleveland, descobriu que o VEGF é uma de duas moléculas diferentes que afetam, em algum ponto, uma proteína-chave, a Syx, para regular a permeabilidade dos vasos sanguíneos.

“Agora temos novos cursos de ação, tanto para ampliar a pesquisa básica sobre o vazamento dos vasos sanguíneos, como para descobrir um potencial tratamento clínico”, afirma o pesquisador.

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, da Escola de Medicina Dartmouth e da Universidade Case Western Reserve também contribuíram com o estudo.

A pesquisa foi financiada por verbas dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, da Fundação Hitchcock e da Escola de Pós-Graduação Mayo, e ainda por uma Subvenção do Desenvolvimento de Cientistas da Associação Americana do Coração.


ACRITICA

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Testes farmacogenéticos chegam ao Brasil e são aliados da saúde feminina

Os testes farmacogenéticos são relativamente novos no Brasil que é o segundo país do mundo a utilizá-los nas áreas de Cardiologia, Cérebro e Comportamento e Saúde da Mulher

Testes são aliados na hora de decidir qual tratamento seguir
Testes são aliados na hora de decidir qual tratamento seguir (Divulgação)
Quando ouvimos falar em análise do DNA e seqüenciamento do Genoma Humano, descoberta feita em 2003, ainda pensamos nestes assuntos como realidades muito distantes de nós. Mas, o avanço científico proporcionou aliados à saúde como é o caso dos testes farmacogenéticos que chegaram ao Brasil há poucos meses. O lançamento aqui é da Gntech Tests. 

Na área de saúde de mulher, por exemplo, a análise do DNA é uma aliada valiosa no tratamento e prevenção de doenças como, por exemplo, o câncer de mama.  Pesquisas científicas mostram que substâncias provenientes do metabolismo do estrogênio foram reconhecidas como fatores de risco primários para o desenvolvimento deste tipo de câncer.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que até 2030 aproximadamente 1 bilhãos de mulheres sofrerão a menopausa , em todo o mundo. Atualmente no Brasil, 13, 5 milhões de mulheres estão no climatério, o período que antecede a menopausa. O uso da análise do DNA das pacientes, por meio do teste farmacogenético do estrogênio pode ajudar na  hora de médico e paciente decidirem pelo tratamento de reposição hormonal.

Pelo teste são avaliados complexos algoritmos que cruzam os dados clínicos da paciente, as características individuais de seus genes( genótipo) e as propriedades farmacológicas de medicamentos, neste caso, o estrogênio. As informações determinam como o código genético de cada indivíduo pode influenciar na sua aceitação e resposta a determinada medicação.

As pessoas interessadas podem adquirir os testes diretamente pelo site www.gntechtests.com.br . O valor de lançamento é de R$ 3.651,60 que pode ser parcelado. O paciente receberá o teste com todos os itens, instruções e documentos necessário para coleta a amostra biológica(células bucais).

Alguns convênios já reembolsam pacientes, mas este número ainda é  pouco já que esta ferramenta ainda é novidade no Brasil. Os testes são realizados pelos laboratórios da Iverson Genetics, nos Estados Unidos e distribuídos no Brasil pela GnTech Tests.

O material biológico das células bucais, por ser de simples coleta e totalmente indolor, poderá ser coletado pelo próprio paciente, pelo médico ou por outro profissional da saúde. Quando o material é coletado por terceiros, recomenda-se o uso de luvas descartáveis.

Depois de feito o procedimento de coleta, o paciente preenche oo formulário de identificação do teste é a data e horário da coleta do exame. Os formulários de identificação da Área da Cardiologia e da Saúde da mulher devem ser preenchidos pelo médico.

O envio das amostras, análises e resultados ocorrem, em média, em 10 dias úteis. Importante ressaltar que os médicos são os responsáveis exclusivos pela utilização e interpretação do resultado.  

Descobrir se a mulher possui alto, médio ou baixo risco de desenvolver câncer de mama, no caso de terapia de reposição hormonal, ajudará em uma tomada de decisão mais segura pela paciente e pelo próprio médico, que terá uma base científica para orientar as opções de tratamento no caso específico e rapidamente.

ACRITICA