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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

5º mutirão de cirurgia de catarata será realizado em Manicoré

Diretor do Hospital Regional Dr. Hamilton Cidade, Isaque Dantas, esteve na manhã 


(Foto: Arquivo. Edy Lima) As cirurgias no Hospital são gratuitas, pelo Sistema Único de Saúde (SUS)


Diretor do Hospital Regional Dr. Hamilton Cidade, Isaque Dantas, esteve na manhã desta segunda-feira (09), para falar e avisar a população de Manicoré, sobre o mutirão de cirurgia de catarata que irá acontecer neste mês de novembro na cede do município. O quinto mutirão será realizado nos dias 19, 20 e 21 de novembro, esse mutirão é para pacientes que precisam fazer cirurgia de catarata.

 A consulta de triagem oftalmológica será realizada por uma doutora, e acontecerá no dia (17) de novembro, a partir das 8h para diagnóstico da doença e encaminhamento para os exames pré-cirúrgicos. As cirurgias no Hospital são gratuitas, pelo Sistema Único de Saúde (SUS) através da Secretária Estadual de Saúde - SUSAM e Prefeitura Municipal de Manicoré.

O mutirão é direcionado às pessoas com idade a partir dos 50 anos, quando a catarata costuma se manifestar, e que tenham dificuldade de enxergar. Cerca de 220 pessoas serão inscritas no mutirão, mas destes 220 pacientes, acredita-se que somente 120 estão aptos a serem operados. Isaque Dantas, disse que qualquer pessoa pode ter acesso ao mutirão e, que o cidadão deve comparecer ao hospital munido dos documentos pessoais (Identidade, Cartão SUS, CPF, e Comprovante de residência), para abertura do prontuário de segunda a sexta-feira das 08h ao 12h, na sala da Assistente Social – Neide.  As inscrições se encerram no dia (13) de novembro.

Edy Lima DRT/AM 1823


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Vacina contra dengue tem eficácia de 60,8%, mostra pesquisa

No Brasil, 3.550 crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste já foram vacinados. Vacina está em fase de testes


A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (Agência Brasil)



Depois de 20 anos em desenvolvimento, a vacina contra a dengue em estágio mais avançado no mundo chegou à etapa final mostrando eficácia de 60,8% contra os quatro sorotipos da doença. Outro resultado é que entre as pessoas que foram vacinadas e, mesmo assim, tiveram  dengue, houve redução de 80,3% no número de internações com relação a quem não foi imunizado.
Segundo Sheila Homsani, gerente do Departamento Médico da Sanofi Pasteur, laboratório responsável pela vacina, o estudo está concluído e agora os dados serão consolidados para o pedido de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que possa ser comercializada no Brasil e, eventualmente, ser incorporada à rede pública. A expectativa é que demore cerca de um ano para o registro sair.
Em etapa anterior, feita na Ásia, a pesquisa havia mostrado eficácia de 88% contra o tipo hemorrágico da doença, considerado o mais grave. Agora, na última etapa, a vacina foi testada no Brasil, em Honduras, no México, na Colômbia e em Porto Rico. No Brasil 3.550 crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste foram vacinados.
A imunização e o acompanhamento foram feitos de junho de 2011 a abril de 2013. O laboratório, no entanto, vai acompanhar por mais cinco anos os imunizados.
Segundo Sheila Homsani, os resultados estão acima das expectativas da Organização Mundial da Saúde, que pretende reduzir em 50% a mortalidade por dengue até 2020.
A dengue é considerada questão de saúde pública brasileira e é doença endêmica de cerca de 100 países. De 1º de janeiro a 19 de julho deste ano, o Ministério da Saúde notificou 688.287 casos da doença e 554 mortes.

ALINE LEAL (AGÊNCIA BRASIL)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Amazônia apresenta o maior número de casos de hepatites virais do Brasil

Enquanto em capitais como Salvador e Rio de Janeiro 1,2% dos habitantes têm hepatite C, na Amazônia 3% da população é portadora do vírus


Segundo o pesquisador Raimundo Paraná, o isolamento da região, a cultura do não uso do preservativo e a falta de informação contribuem para a incidência da doença(Euzivaldo Queiroz)

Considerada uma região endêmica, a Amazônia apresenta o maior número de casos de hepatites virais do País. Enquanto em capitais como Salvador e Rio de Janeiro 1,2% dos habitantes têm hepatite C, na Amazônia 3% da população é portadora do vírus. E a maioria nem sabe. O alerta é do professor e pesquisador da Universidade Federal da Bahia, Raimundo Paraná.
De acordo com o pesquisador, no Brasil três milhões de pessoas são portadoras de hepatite B, C e D, porém apenas cem mil estão diagnosticadas. Ele ainda afirma que, enquanto a hepatite B em Salvador atinge 0,5% da população, na Amazônia Ocidental a incidência de hepatite B varia entre 3% e 20% da população, o que mostra que, na Amazônia, as hepatites virais são um verdadeiro problema de saúde pública, alega Paraná.
Os municípios onde há mais casos no Amazonas são Manaus, com 50% dos registros do Estado, Eirunepé 10%, Coari 5,8%, Atalaia do Norte 5,1%, Lábrea 4,4% e Boca do Acre 2,6%.
Com objetivo de promover a atualização dos profissionais de saúde envolvidos nas atividades de diagnóstico, tratamento e acompanhamento clínico de pacientes portadores das hepatites virais, foi realizado ontem, na Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), o “Encontro Amazônico sobre Hepatites Virais”.
Fatores
Para justificar essa maior incidência da doença na Amazônia, o pesquisador explica que vários fatores influenciam, como o isolamento da região, a cultura do não uso do preservativo e a falta de informação. “A maneira como a Amazônia foi ocupada, a falta de acesso à saúde por um longo tempo, hábitos de casa como o compartilhamento para tratar doenças como ‘bicho de pé’, tudo isso pode ter contribuído para que as hepatites se tornassem um problema tão grave na região”, disse Raimundo Paraná.
As hepatites A e E se transmitem através de água e alimentos contaminados. A hepatite B se transmite pelo sexo não seguro, de mãe para filho na hora do parto e instrumentos cortantes compartilhados.
Segundo Raimundo Paraná a incidência de hepatite C está ligada ao uso de seringas de vidro, no passado. O pesquisador lembra as hepatites são assintomáticas por 30 a 40 anos, portanto os médicos estão diagnosticando hoje casos que foram contraídos há quatro décadas.
De acordo com o pesquisador, mais de 50% dos transplantes de fígado no Brasil são causados por hepatite virais. Sem centros de referência em transplantes na região amazônica, o custo desse tratamento para o Sistema Único de Saúde (SUS) é elevado.
JÉSSICA VASCONCELOS


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Senado aprova piso salarial para agentes comunitários de saúde

Segundo o projeto, a garantia de pagamento do salário virá

A agente de saúde Dona Maria das Dores de Manicoré foicou feliz quando recebeu a notícia (Foto: Edy Lima)

O Senado aprovou na última quarta-feira (21) o texto da Câmara dos Deputados para o projeto de lei do Senado nº 270/2006, que institui o piso salarial nacional para agentes comunitários de saúde e agentes comunitários de endemias. O valor do piso nacional, fixado R$ 1.014,00, já começa a valer neste ano.

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB/AM), que encaminhou voto favorável ao projeto, explicou que o valor é líquido e isento de impostos. Em acordo com os demais líderes, o senador propôs ajuste na redação do texto para permitir o reajuste anual do salário, sem perdas inflacionárias.

Segundo o projeto, a garantia de pagamento do salário virá de recursos do Fundo Nacional de Saúde, repassados, por sua vez, aos fundos municipais. Estes, só poderão utilizar os recursos para pagamento dos agentes comunitários de saúde e agentes comunitários de endemias.

“Esta é uma vitória importante, que foi possível graças à democracia. Quero reconhecer a importância da criação do fundo que agiliza o repasse e é importante para que não haja interrupção desse pagamento”, acrescentou o senador.

Plano de Carreira

O projeto determina ainda o prazo de 12 meses, a contar a data de sua promulgação, para os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) implantarem ou adequarem o Plano de Carreira das duas categorias.

Assessoria de Imprensa


sexta-feira, 28 de março de 2014

Amazonas vive data histórica com inauguração do Centro de Tratamento de Dependentes Químicos

No documento, o Ministério da Saúde informava que os municípios 


Secretária nacional de Políticas sobre Drogas (Foto: Portalamzonia)



“É uma data histórica para o Amazonas. Não somente como parlamentar que estou, mas como cidadã, sempre estive engajada nessa luta contra as drogas, acompanho famílias que tem filhos na dependência química, conheço o sofrimento de uma mãe quando tem um filho ou filha, ou companheiro, ou ela própria, que acabam se enveredando pelo caminho das drogas. 

As pessoas com dependência são reconhecidas legalmente como pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), então tem de ter tratamento na rede pública de saúde”, destacou a deputada estadual Conceição Sampaio (PP), sobre a inauguração do primeiro Centro de Tratamento de Dependentes Químicos do Estado do Amazonas, nesta sexta-feira (28), na rodovia estadual AM-010 (Manaus-Itacoatiara), Km 53, com capacidade de 200 vagas.

“Reconhecemos o trabalho realizado pelas igrejas, pelas clínicas conveniadas, mas é importante que o Estado faça esse enfrentamento, oferecendo o tratamento gratuito, pois não se trata apenas de um tratamento psicossocial, a pessoa internada vai ter todo o acompanhamento, até para elevar a autoestima para que possa vencer essa dependência e se sentir incluída na sociedade”, disse Conceição Sampaio ao lembrar que essa é uma reivindicação antiga de diversas famílias, movimentos sociais e parlamentares.

Contribuição Parlamentar

A deputada Conceição Sampaio foi autora do Projeto de Lei nº 13/2012, apresentado em 9 de fevereiro, para instituir a Política Estadual de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas no Estado do Amazonas e outras providências, que foi aprovado e sancionado como Lei nº. 3.769, em 12 de junho de 2012. De acordo com a deputada Conceição Sampaio, a Lei coaduna-se com a missão da Comissão Intersetorial do Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas (Conen/Sejus) de elaborar o primeiro Plano Estadual de Políticas de Combate às Drogas, no qual a deputada foi representante do Poder Legislativo em 2011/2012, bem como ao Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, lançado em 2011.

Desde seu primeiro mandato, em 2007, Conceição Sampaio luta pela implantação de Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) no Amazonas. Mesmo antes de assumir, em outubro de 2006, a deputada eleita entregou uma carta ao presidente Lula, então candidato à reeleição, onde solicitava a criação de um programa para a construção desses centros. Em junho de 2007, o Ministério da Saúde respondeu que a política de saúde mental do País privilegiava, desde 2002, o incentivo à implantação de CAPS AD em municípios com mais de 100 mil habitantes, com repasse de recursos financeiros para fundos municipais de saúde na ordem de R$ 50 mil para a implantação do serviço, cadastramento e posterior repasse mensal para as entidades.

No documento, o Ministério da Saúde informava que os municípios de Coari, Itacoatiara, Manacapuru, Manaus, Parintins e Tefé atendem aos critérios. Na ocasião a deputada informou aos gestores sobre os recursos existentes. A deputada lembra que fez o mesmo pedido ao governador Omar Aziz em 2010, e destaca que o mesmo incluiu em seu plano de governo e no ano seguinte anunciou a construção de um centro público de tratamento de dependentes químicos.

Conceição Sampaio também participou do Seminário do 1º Plano de Ação de Políticas Sobre Drogas do Amazonas, em maio de 2012, no salão Rio Solimões do Centro Cultural Palácio Rio Negro, juntamente com representantes de secretarias estaduais e municipais, Igreja, Polícia Federal, Forças Armadas, sociedade civil organizada e do Poder Judiciário, inclusive do Ministério da Justiça, representado na solenidade por Paulina do Carmo Arruda Vieira Trindade, secretária nacional de Políticas sobre Drogas. Na ocasião, Conceição Sampaio apontou como grande desafio dos governos a criação de seus planos estaduais.

Em novembro de 2012, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) recebeu 400 educadores e agentes sociais de diversos órgãos governamentais e não governamentais para o seminário “Drogas por quê? Desafios para a Educação”, um evento nacional da Fundação Milton Campos, de Brasília (DF), por meio de articulação da deputada Conceição Sampaio. Além do Seminário na capital, a articulação rendeu também uma palestra transmitida por meio do Centro de Mídias, da secretaria estadual de Educação, para 1.852 salas em 1.500 comunidades da zona rural de Manaus e os 61 municípios do interior, para mais de 2.500 profissionais em todo o Estado.

Mais mulheres na política

Nesta sexta-feira (28), a deputada estadual Conceição Sampaio (PP) também participa do lançamento da campanha “+ Mulheres na Política”, em defesa da paridade entre homens e mulheres na política, promovido pela Procuradoria da Mulher no Senado, sob o comando da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM), com apoio de todas as parlamentares municipais, estaduais e federais. Trata-se de uma das principais iniciativas programadas pelo Fórum Estadual de Mulheres de Partidos Políticos, para o mês de março, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Às 17h será a abertura da exposição fotográfica e às 18h o lançamento do livro “+ Mulheres na Política. Mulher, tome partido!”, ambos no Largo de São Sebastião, no Centro. E às 19h tem show com artistas locais e Leci Brandão, no Teatro Amazonas, gratuito, até completar lotação.

“Será um dia para reativar nossa luta, lembrar que o Brasil é um país democrático e ainda temos um numero reduzido de mulheres nos parlamentos. Claro que isso passa por uma mudança de cultura, por uma reavaliação dos partidos, mas hoje a mulher não se permite mais constar apenas como preenchimento de cota nas eleições. É preciso buscar os fundos partidários de campanhas, preencher esse espaço que é assegurado por Lei”, ressaltou Conceição Sampaio.


Com Informação da Assessoria


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Manicoré terá mais uma unidade básica de saúde

Seguindo nesse mesmo caminho, visando o bem esta e priorizando a saúde da população manicoreense


Governo municipal e secretários de governo (Foto: Edy Lima)


Manicoré tem hoje a melhor estrutura de saúde de sua historia, com 16 médicos, 2 ambulâncias e serviços que geram qualidade de vida como os mutirões de cirurgias geral, eletivas e de cataratas; implantação do programa Nascer em Manicoré que combate a mortandade infantil e neo natal, além do Programa Saúde Itinerante que leva médicos, dentistas, enfermeiros e demais profissionais na área, para atender comunidades ribeirinhas no interior de Manicoré.

Seguindo nesse mesmo caminho, visando o bem esta e priorizando a saúde da população manicoreense, a prefeitura municipal de Manicoré em convenio com o Governo Federal em parcerias com o Governo do Estado do Amazonas, Câmara Municipal de Manicoré (CMM), Sistema Único de Saúde (SUS) e Ministério da Saúde, deram inicio a construção da Unidade Básica de Saúde- Porte II no bairro de Santo Antônio em Manicoré.




O valor total da construção, de Unidade Básica de Saúde será de (Foto: Edy Lima)



O valor total da construção, de Unidade Básica de Saúde será de R$ 609. 989,07 (Seiscentos e nove mil novecentos e oitenta e nove reais e sete centavos). Agentes participantes; Governo Federal e Prefeitura Municipal de Manicoré. O termino da obra está prevista para dia 22 de dezembro de 2014.  

Esteve na cerimônia de fixação da placa de construção o prefeito Lúcio Flávio do Rosário, Vice-prefeito Paulo Sérgio Machado Barbosa, vereadores da base aliada ao governo municipal, secretários municipal e a população. A cerimonia aconteceu às 17 horas da última quinta-feira (30), em frente do terreno onde será erguido o posto de saúde.



Edy Lima DRT/1823


sábado, 7 de setembro de 2013

Ministério da Saúde reforça incentivo à amamentação

A estratégia repete ações de aleitamento e alimentação complementar saudável realizadas pelo ministério


A estratégia repete ações de aleitamento e alimentação complementar saudável realizadas pelo ministério (Divulgação)




Para incentivar hábitos saudáveis de alimentação desde a infância, e aumentar o número de crianças que só consomem do leite materno até os seis meses, o Ministério da Saúde instituiu hoje (6) a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, no Sistema Único de Saúde.

A estratégia repete ações de aleitamento e alimentação complementar saudável realizadas pelo ministério. A Portaria 1.920, publicada na edição de hoje (6) do Diário Oficial da União, informa que o objetivo é contribuir para a redução de práticas desestimuladoras da amamentação.

O governo pretende treinar os profissionais de saúde para a promoção do aleitamento materno e da alimentação complementar como atividade de rotina das Unidades Básicas de Saúde. A estimativa ministério é que 41% das mulheres amamentem seus bebês até os primeiros seis meses.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Inclusão de novos medicamentos e tecnologias no SUS dobra em 2012

Em um ano o Ministério da Saúde incluiu 29 medicamentos e procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS)

  
A estimativa é que essas inclusões tenham um impacto de R$ 1 bilhão no orçamento (Foto: Fiocruz)
O que equivale ao dobro da média de incorporações feitas nos últimos seis anos antes da criação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), em 2011.

Formada por seis órgãos de saúde, incluindo o Ministério, a Conitec já analisou quatro vezes mais tecnologias do que a média entre 2006 e 2011. Mais de 20% delas foram aprovadas e estarão disponíveis na rede pública ainda no primeiro semestre deste ano. O primeiro deles começou a ser distribuído aos estados essa semana: o oncológico trastuzumabe, usado para tratar o câncer de mama. 

Ao todo são 29 medicamentos e procedimentos, entre os quais as vacinas para hepatite A e tetra viral, os biológicos para artrite reumatóide e o antirretroviral maraviroque. “Com a Conitec, os usuários do SUS têm acesso mais rápido a novos medicamentos, de forma segura, uma vez que eles passam por rigorosa avaliação científica de especialistas”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Para aprovar uma nova tecnologia, a Conitec exige documentos e estudos que comprovem evidência clínica consolidada, eficácia, eficiência e custo-benefício dos produtos. O processo conta ainda com a participação da sociedade por meio de consultas públicas. Tais exigências criam a cultura nas empresas de apresentarem propostas a partir de estudos científicos que justifiquem seus produtos.

Apesar do enrijecimento dos critérios para aprovação, há rapidez no processo porque a Conitec respeita prazos para deliberação e oferta dos produtos.

A criação da comissão também garante economia orçamentária para o governo. Apesar da incorporação de um maior número de procedimentos e medicamentos, o percentual do gasto do Ministério com assistência farmacêutica se mantém na mesma média dos últimos 10 anos.

A estimativa é que essas inclusões tenham um impacto de R$ 1 bilhão no orçamento. “O investimento atende a prioridade do Ministério da Saúde de garantir o acesso a tratamentos modernos, eficazes e gratuitos. 

Com isso, reduzimos as complicações decorrentes do agravamento das doenças, possibilitamos melhor qualidade de vida dos pacientes e reduzimos os gastos com internações e ações judiciais”, afirma o secretário de ciência e tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

Prazos - Para o processo de análise, a Lei 12.401/11, que regulamenta a Conitec, prevê um prazo de 180 dias. O pedido de incorporação de um medicamento pode ser feito pela empresa fabricante, por um paciente ou entidade civil. Porém, para ser analisado, o medicamento deve ter registro na Anvisa.

Após a recomendação favorável pela incorporação e publicação em portaria, o SUS tem mais 180 dias para garantir e disponibilizar a tecnologia à população. Esse prazo permite que o Ministério da Saúde defina a forma de compra do produto (centralizada – sob responsabilidade do governo federal, ou descentralizada – com subsídios de estados e municípios) e elabore ou atualize o protocolo clínico (que orienta os profissionais de saúde quanto ao uso do medicamento) e faça a distribuição do produto às secretarias estaduais de saúde.

Atualmente, outras 45 tecnologias estão em análise pela Conitec para possíveis incorporações mediante a elaboração ou a atualização de protocolos clínicos e as diretrizes terapêuticas.

Fonte: Rhaiana Rondon /Agência Saúde

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Pacientes do SUS terão prontuário na internet

Além do registro de atendimentos recebidos, usuário poderá acrescentar informações e exames

O Ministério da Saúde lançou,  ontem, um portal na internet que permite aos  pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) ter acesso às informações sobre o atendimento que recebeu nas unidades públicas. No site, chamado de Portal do Cidadão, também estarão disponíveis  os dados sobre internações, atendimentos ambulatoriais de alta complexidade e cirurgias. 

O usuário pode acrescentar informações importantes relacionadas à sua saúde, como doenças crônicas ou alergias, e anexar laudos de exames já realizados. As informações podem ser compartilhadas com qualquer médico da rede pública ou apenas com os profissionais da confiança do usuário. “A ferramenta também permite a comunicação por e-mail entre o médico e o paciente”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

Segundo o ministro, o Portal do Cidadão é uma ferramenta para melhorar o cuidado à saúde. “Qualquer equipe de saúde em qualquer lugar do Brasil poderá traçar o diagnóstico e ofertar o tratamento mais adequado ao histórico do paciente.”

No portal é possível também consultar todos os estabelecimentos que atendem pelo SUS, além daqueles que  participam do programa Aqui Tem Farmácia Popular
.
Para ter acesso ao portal é preciso ter o número do Cartão SUS. Quem não tem, poderá fazer um pré-cadastro no site e pedir o cartão. Nos dois casos é preciso validar a senha em uma UBS (Unidade Básica de Saúde). O Ministério da Saúde não informou qual é a expectativa de adesão dos pacientes ao portal.

E-SUS/ O ministério lançou outra ferramenta que moderniza os serviços nas UBSs. Chamado de E-SUS, o site, esse não aberto ao público, vai implantar o prontuário eletrônico, que reunirá, sem necessidade de papel, todo o histórico de atendimento do paciente. A previsão é inaugurar esse serviço em março.

Carol Rocha

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Mulher que teve câncer terá prioridade no atendimento

Em todos os casos, tanto os planos de saúde quanto o SUS terão que arcar com todos os custos, incluindo exames, retirada das próteses e posterior colocação de outro implante, se for o caso.

Mulheres que tiveram câncer de mama terão prioridade no atendimento para troca das próteses PIP e Rofil. As diretrizes divulgadas ontem pelo Ministério da Saúde, depois de uma reunião com representantes da área médica, mantiveram a determinação de que apenas as mulheres com rompimento das próteses terão direito à troca imediata. No entanto, o histórico de câncer fará que a mulher passe à frente na fila para atendimento desses casos, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto nos planos de saúde.