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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Chove forte em Manicoré


Segundo moradores mais antigos da cidade, nessas onze (11) horas de chuva, choveu o esperado para dois (3) dias de chuva



Travessa 24 de outubro, também ficou alagada(Edy Lima 1823 DRT-AM)


Nesta quinta-feira (25), os bacurauenses levantaram mais tarde, que não é o costume desse povo trabalhador, o motivo foi, muita chuva, que começou à noite passada por volta de 23 horas, choveu a noite inteira, vindo parar somente na manhã desta quinta-feira por volta das 09 horas.


Segundo moradores mais antigos da cidade, nessas onze (11) horas de chuva, choveu o esperado para dois (3) dias de chuva, ”muita água caiu no município de Manicoré”, disse um morador.

Com o pé d’água que desabou sobre a cidade, a Avenida Quintino Bocaiúva em frente à (Sisagua), ficou alagada, dois trechos da Travessa 24 de outubro, também ficou alagada, sendo que um trecho da rua que passa em frente do Hospital Regional Amilton Cidade, e o segundo trecho alagado passa entre o muro da Escola Estadual Educandário e muro da Escola Municipal Maria José Beleza Amorim.

Uma parte da Avenida Getúlio Vargas no centro, sentindo o Bairro São Domingo Sávio também sofreu alagamento.

O motivo segundo os moradores é que os bueiros são finos e quando chove acima do esperado, o sistema de drenagem não suporta tanta água, acontecendo isso, ruas totalmente alagadas, em alguns bairros da periferia casas também foram atingidas pela chuva. 

“Esperamos que o Prefeito da cidade e o Secretário de Infraestrutura do Município de Manicoré tomem uma providência o mais rápido possível”, disseram os moradores. 
  
Até o fechamento dessa matéria, não tívemos notícias de acidente provocado pela forte chuva da noite passada.



Edy Lima 1823 (DRT-AM)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

SOS Enchente faz limpeza nas áreas alagadas

SOS Enchente faz limpeza nas áreas do Bariri e do Milennium, em Manaus

A Semulsp contabilizou nesta quinta-feira (24) um total de 1,4 mil tonelada de resíduos retirados dos igarapés de Manaus, desde o início da operação SOS Enchente, no dia 8 de maio

As águas das chuvas arrastam o lixo jogado pelos moradores de dezenas de bairros cortados por esses canais.
As águas das chuvas arrastam o lixo jogado pelos moradores de dezenas de bairros cortados por esses canais. (Clóvis Miranda)

As equipes de limpeza dos igarapés da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), que estão atuando no programa S.O.S Enchente da Prefeitura de Manaus, passaram a atender dois novos trechos de igarapés nesta quinta-feira, 24.
O primeiro do Mindu, sob a Ponte dos Bilhares e o segundo, no igarapé do São Raimundo, no trecho que banha o bairro Presidente Vargas, na comunidade do Bariri. Nesta sexta, a equipe chega ao local onde aconteceu um incêndio no mesmo bairro.
A Semulsp contabilizou nesta quinta-feira (24) um total de 1,4 mil tonelada de resíduos retirados dos igarapés de Manaus, desde o início da operação SOS Enchente, no dia 8 de maio.
Apesar da grande quantidade, ainda há muito lixo descendo pelos igarapés até a foz do São Raimundo, em função das chuvas fortes cujas águas arrastam o lixo jogado pelos moradores de dezenas de bairros cortados por esses canais.

ACRITICA

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Jipeiro faz "rally" em áreas alagadas, em Manaus

Áreas alagadas viram trilhas para jipeiro no Amazonas

O fotógrafo Gilberto Graciliano fez manobras com seu jipe em ponte atingida pela enchente, na Zona Oeste de Manaus (AM)

Gilberto Graciliano mergulhou com seu jipe em ponte atingida pela enchente, na Zona Oeste
Gilberto Graciliano mergulhou com seu jipe em ponte atingida pela enchente, na Zona Oeste (Alexandre Fonseca)

Um grupo de amigos em busca de aventura. É assim que os jipeiros dos “Lameiros de Manaus” se definem. A vontade de sentir a adrenalina na pele é tão grande que nem mesmo a cheia recorde do Amazonas foi capaz de intimidar um desses motoristas audaciosos, que nesta quarta-feira (23), resolveu desafiar a natureza e passou com seu jipe por uma ponte totalmente tomada pela enchente, no Tarumã, Zona Oeste de Manaus.
“Este era o caminho para as nossas trilhas, mas com a cheia se transformou em um ótimo lugar para realizarmos manobras e testarmos os nossos carros, por isso hoje eu decidi encarar mais esta aventura”, disse Gilberto Graciliano.
Antes de mergulhar com o seu jipe, uma Toyota azul totalmente adaptada, o jipeiro fez o reconhecimento do local para evitar qualquer tipo de problema durante a sua passagem. Em seguida, subiu no carro e sem nenhuma dificuldade completou tranquilamente o “percurso”.
Depois de  mais esta aventura, Gilberto Graciliano que também é fotógrafo, saiu das águas sob aplausos dos companheiros e disse que apesar de já estar acostumado com este tipo de manobra não deixou de sentir um friozinho na barriga.
“Eu sabia que não teria dificuldades, mesmo assim confesso que a adrenalina foi a mil, afinal sentimos uma sensação diferente a cada nova “brincadeira”, afirmou Graciliano. Ele disse ainda que este tipo de aventura só deve ser praticado por profissionais.
"É importante ressaltar que o meu carro foi preparado e que mesmo com toda a minha experiência em trilhas radicais ainda contei com o auxilio de uma pessoa que ficou me dando instruções durante o mergulho, isto é uma brincadeira, mas só deve ser praticada por quem realmente sabe o que está fazendo”, concluiu.
O Grupo “Lameiros de Manaus”, que existe há dois anos, desenvolve um trabalho social com as crianças das comunidades vizinhas da capital do Amazonas. A turma também se coloca à disposição da Defesa Civil para levar roupas e mantimentos até as áreas mais afetadas pela enchente do rio Negro, em Manaus. 


LORENNA SERRÃO

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Alagação no Centro de Manaus vira atração turística

Amazonenses que foram ao Centro fizeram questão de fotografar alagação

Amazonenses que foram ao Centro fizeram questão de fotografar alagação
Amazonenses que foram ao Centro fizeram questão de fotografar alagação (Carlos Mirrya)

A cheia do rio Negro que já afeta algumas das principais ruas do Centro de Manaus virou motivo de atração turística, até mesmo para os próprios manauaras. Desde a última quarta-feira, o rio superou a cota de 29,77m, atingida em 2009, chegando a 29,78m, a maior em um período de 110 anos. A última medição, divulgada na sexta-feira (18), era de 29,81m.
Na manhã deste domingo (20), várias famílias e grupos de amigos pararam para registrar fotos e fazer poses nas ruas alagadas no Centro da cidade. No domingo, A CRÍTICA publicou matéria sobre a diversão encontrada por amazonenses com a cheia.
O Terminal da Matriz, na Igreja N. Sra. da Conceição, está com a interdição em estudo pelo Instituto Municipal de Fiscalização e Engenharia de Trânsito (Manaustrans).
O fluxo do trânsito no local tornou-se lento devido a alagação. A locomoção dos pedestres é comprometida, mesmo com a instalação de passarelas.

JORNAL A CRÍTICA

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Cheia no rio Amazonas chega até a Cidade Garantido, em Parintins

Devido a enchente o boi-bumbá Garantido deve mudar de sede. A produção do bumbá será transferida para o  Bumbódromo, na próxima sexta-feira. De acordo com o presidente, o custo com as despesas adicionais para a mudança é de R$ 400 mil

Cidade Garantido, em Parintins, foi atingida pela cheia do rio Amazonas
Cidade Garantido, em Parintins, foi atingida pela cheia do rio Amazonas (Paulo Sicsu/Divulgação)

Com a Cidade Garantido alagada pela enchente do rio Amazonas a diretoria do boi deverá se mudar para o Bumbódromo na próxima sexta-feira (11). A informação foi dada pelo do presidente da agremiação folclórica, Telo Pinto, na manhã desta segunda-feira (7).
De acordo com o presidente, na quarta-feira (9) chegarão tendas gigantes que serão montadas na concentração do Centro Cultural, onde funcionará o galpão improvisado do bumbá para a construção de alegorias para o Festival Folclórico de Parintins 2012.

“Hoje começaremos a arrumar todo o material do boi para a mudança. Será necessária uma força tarefa porque todos os segmentos do boi como batucada, vaqueirada, setor de costuras, tribos, galera e alegóricos e setor administrativo tudo funcionam na Cidade Garantido”, afirmou o presidente.
Telo esteve na semana passada em Manaus conversando com empresários e buscando apoio das autoridades estaduais para amenizar o drama do Garantido.

“Conseguimos duas tendas gigantes e outras menores. Mas precisamos de outros suportes logísticos para o translado e aí você inclui banheiros químicos, instalação de rede elétrica e hidráulica, construção de subestação de energia, kit de segurança para os trabalhadores que farão o translado da alegorias até a concentração do Bumbódromo e tudo isso requer custo”, completou.
De acordo com o presidente as despesas adicionais para a mudança é de R$ 400 mil.

Na grande cheia de 2009 o boi Garantido passou pela mesma situação e foi terminar os serviços para o festival no Bumbódromo, sob a fiscalização rigorosa do Ministério Público do Trabalho (MPT).
As duas tendas, que serão armadas depois de amanhã na concentração, somarão 100 metros de cumprimento por 25 de largura e uma altura de 10 metros.

Na Cidade Garantido os trabalhos estão praticamente interrompidos porque as águas do rio Amazonas inundaram os galpões e atingiram a subestação e rede de energia elétrica. O porto da “cidade” onde fica instalado a régua fluviométrica, da Capitania dos Portos, está submerso.  
“Como trabalhamos com solda e ferragem fica difícil realizar o trabalho uma vez que a fiação subterrânea de energia e as galerias foram atingidas pelas águas”, enfatizou o artista Junior de Souza. O complexo de prédios da Cidade Garantido era uma fábrica de sacarias de juta, que fechou na década de 70.


JONAS SANTOS

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Município de Itacoatiara (AM) pode ficar isolado por conta da cheia dos rios no Amazonas

Itacoatiara corre o risco de perder comunicação com Manaus devido à terreno que começa a ceder e compromete ponte

Festa com atrações nacionais em comemoração ao aniversário da cidade foi cancelada, por conta das ruas alagadas
Festa com atrações nacionais em comemoração ao aniversário da cidade foi cancelada, por conta das ruas alagadas (Euzivaldo Queiroz)

A um dia de comemorar 138 anos, o Município de Itacoatiara (a 170 quilômetros da capital em linha reta) corre o risco de ficar isolado. Um terreno localizado na cabeceira da ponte da Poranga, situada no km 265 da rodovia AM-010, está cedendo devido ao aumento do volume das cheias e à forte correnteza do rio Amazonas. Para piorar a situação, uma chuva de duas horas, na manhã dessa segunda-feira (23), provocou mais inundações na cidade. A festa com atrações nacionais foi cancelada.
Moradores disseram que o problema da cabeceira da ponte é antigo. “Na cheia do ano passado aconteceu algo parecido, a prefeitura começou a aterrar, mas não resolveu nada”, disse a dona de casa Karla Viana. Ainda conforme eles, o local em que foi construída a ponte era uma área de charco e foi aterrada.
O prefeito Antônio Peixoto (PT) afirmou que “não há prefeitura no mundo que consiga atender a contento” à população. “Estamos trabalhando no limite para atender todas as demandas. Nenhuma família foi abrigada até o momento, porque elas preferiram ir a casas de familiares, mas temos locais de abrigo”. Ainda conforme Peixoto, uma equipe da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) fará, nesta terça (24), um levantamento no local da ponte da Poranga.
De acordo com a Comissão de Defesa Civil do Município de Itacoatiara, existem aproximadamente 15 pontos de alagação na cidade e aproximadamente 5 mil famílias afetadas. “Já foram construídas pontes, passarelas. Mas, desde a última sexta-feira, as águas estão subindo muito rápido”, disse o coordenador Joaquim Martins. Ele contou também que um possível isolamento do município, pressupõe um efeito negativo para outras cidades. “Itacoatiara é uma rota bastante utilizada para municípios do Baixo e Médio Amazonas, e de outros Estados, como Santarém e Macapá, porque você economiza tempo no transporte de pessoas e cargas. Então, os prejuízos seriam incalculáveis”, destacou.
Conforme o radialista Rui Costa, que reside no município, a população liga para os programas pedindo ajuda da prefeitura e não é atendida. “Não apenas o meu programa recebe reclamações, mas toda a rádio. A população reclama de buracos, da falta de água e iluminação pública, e da falta de pontes de madeiras nos bairros afetados”, contou.
De acordo com o prefeito Antônio Peixoto (PT), o feriado de Tiradentes, que caiu no sábado, 21, atrasou o fornecimento de madeiras para a construção de pontes no município, conforme reivindicação da população. “Eu contratei mais de 15 homens em regime de emergência para acelerar os trabalhos das pontes”, explicou.
Segundo o Porto de Itacoatiara, faltam apenas 0,65 centímetros para que o nível da água alcance a máxima de 2009, que foi de 15,02 metros. “Hoje (ontem), a cota do rio alcançou o nível de 14,37 metros. Em 2009, neste mesmo dia, foi de 14,36 metros”, destacou o controlador de carga do porto, Fernando Nelson.


terça-feira, 24 de abril de 2012

Município de Itacoatiara (AM) pode ficar isolado por conta da cheia dos rios no Amazonas

Itacoatiara corre o risco de perder comunicação com Manaus devido à terreno que começa a ceder e compromete ponte

Festa com atrações nacionais em comemoração ao aniversário da cidade foi cancelada, por conta das ruas alagadas
Festa com atrações nacionais em comemoração ao aniversário da cidade foi cancelada, por conta das ruas alagadas (Euzivaldo Queiroz)

A um dia de comemorar 138 anos, o Município de Itacoatiara (a 170 quilômetros da capital em linha reta) corre o risco de ficar isolado. Um terreno localizado na cabeceira da ponte da Poranga, situada no km 265 da rodovia AM-010, está cedendo devido ao aumento do volume das cheias e à forte correnteza do rio Amazonas. Para piorar a situação, uma chuva de duas horas, na manhã dessa segunda-feira (23), provocou mais inundações na cidade. A festa com atrações nacionais foi cancelada.
Moradores disseram que o problema da cabeceira da ponte é antigo. “Na cheia do ano passado aconteceu algo parecido, a prefeitura começou a aterrar, mas não resolveu nada”, disse a dona de casa Karla Viana. Ainda conforme eles, o local em que foi construída a ponte era uma área de charco e foi aterrada.
O prefeito Antônio Peixoto (PT) afirmou que “não há prefeitura no mundo que consiga atender a contento” à população. “Estamos trabalhando no limite para atender todas as demandas. Nenhuma família foi abrigada até o momento, porque elas preferiram ir a casas de familiares, mas temos locais de abrigo”. Ainda conforme Peixoto, uma equipe da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) fará, nesta terça (24), um levantamento no local da ponte da Poranga.
De acordo com a Comissão de Defesa Civil do Município de Itacoatiara, existem aproximadamente 15 pontos de alagação na cidade e aproximadamente 5 mil famílias afetadas. “Já foram construídas pontes, passarelas. Mas, desde a última sexta-feira, as águas estão subindo muito rápido”, disse o coordenador Joaquim Martins. Ele contou também que um possível isolamento do município, pressupõe um efeito negativo para outras cidades. “Itacoatiara é uma rota bastante utilizada para municípios do Baixo e Médio Amazonas, e de outros Estados, como Santarém e Macapá, porque você economiza tempo no transporte de pessoas e cargas. Então, os prejuízos seriam incalculáveis”, destacou.
Conforme o radialista Rui Costa, que reside no município, a população liga para os programas pedindo ajuda da prefeitura e não é atendida. “Não apenas o meu programa recebe reclamações, mas toda a rádio. A população reclama de buracos, da falta de água e iluminação pública, e da falta de pontes de madeiras nos bairros afetados”, contou.
De acordo com o prefeito Antônio Peixoto (PT), o feriado de Tiradentes, que caiu no sábado, 21, atrasou o fornecimento de madeiras para a construção de pontes no município, conforme reivindicação da população. “Eu contratei mais de 15 homens em regime de emergência para acelerar os trabalhos das pontes”, explicou.
Segundo o Porto de Itacoatiara, faltam apenas 0,65 centímetros para que o nível da água alcance a máxima de 2009, que foi de 15,02 metros. “Hoje (ontem), a cota do rio alcançou o nível de 14,37 metros. Em 2009, neste mesmo dia, foi de 14,36 metros”, destacou o controlador de carga do porto, Fernando Nelson.

MILTON DE OLIVEIRA