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segunda-feira, 17 de março de 2014

Evento o apresenta dados de pesquisas sobre o uso do Crack no Amazonas e no Brasil

Neste evento serão apresentados dados de pesquisas 


"Crack: Vamos olhar de perto"( Foto:Uniad.org.br)


O Instituto Leônidas e Maria Deane – Fiocruz Amazônia, por meio do Laboratório de Estudos Interdisciplinares sobre Saúde Indígena e Populações Vulneráveis (LEIS), realizará no dia 20 de março de 2014, no período de 8:30 as 13h, o seminário "Crack: Vamos olhar de perto". 

Neste evento serão apresentados dados de pesquisas e reflexões sobre políticas públicas, epidemiologia e aspectos sócio-culturais relacionado ao consumo desta substância.
O seminário será realizado no dia 20 de março de 2014, no período de 8:30 as 13h, no auditório Salão das Canoas do Instituto Leonidas e Maria Deane – Fiocruz, localizado na rua Terezinha, número 476, Manaus-AM.

Os palestrantes confirmados são Valcler Fernandes - Vice Presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde/Fiocruz; Dra. Taniele Rui - antropóloga, Unicamp, FESP-SP e CEBRAP; MSc. Jesem Douglas Yamall Orellana - epidemiologista ILMD/Fiocruz Amazônia; e Dr. Luís Fernando Tófoli - médico-psiquiatra, Unicamp.

Segundo o organizador do evento, Dr. Maximiliano Ponte (Médico Psiquiatra e Pesquisador do ILMD/Fiocruz), durante o evento o pesquisador Jesem Douglas Yamall Orellana, apresentará a palestra "Pesquisa nacional sobre o crack" e os seus principais resultados para o Brasil e capitais e não-capitais, especialmente o Amazonas. Orellana, atuou como coordenador deste pesquisa do Estado do Amazonas.

Confira a Programação:

8h30 às 9h15
Abertura – Solenidade com autoridades da área de saúde
9h20 às 9h40
Política do Ministério da Saúde de atenção e o cuidado com as pessoas que fazem o uso prejudicial de drogas
– por Valcler Fernandes (Vice-Presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde/Fiocruz)
9h50 às 10h20
Pesquisa que resultou na tese "Corpos Abjetos: etnografia em cenários de uso e comércio de crack"
– por Dr.ª Taniele Rui (antropóloga, Unicamp, FESP-SP e CEBRAP)
10h30 às 11h10
Pesquisa Nacional sobre o crack” ocorrida na Região Norte 
– por  MSc. Jesem Douglas Yamall Orellana (pesquisador ILMD/Fiocruz Amazônia - coordenação regional da pesquisa)
11h20 às 12h
Apresentação de Políticas públicas de saúde mental - atenção básica
– por Dr. Luís Fernando Tófoli ( médico-psiquiatra, Unicamp)
12h às 13h -
Discussão e encerramento

 Com Informação da Assessoria

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Educação e saúde indígena são discutidas na ALEAM


A data transformou-se em evento cívico por celebrar a história de resistência dos povos em defesa dos seus direitos fundamentais centrados na demarcação e garantia de seus territórios; na valorização das culturas

A data transformou-se em evento cívico por celebrar a história de(criseducando)

Entidades e lideranças indígenas estiveram reunidas, nessa quinta-feira (18), na Assembléia Legislativa do Amazonas (ALEAM) para discutir questões envolvendo políticas de educação e saúde nas comunidades.

O evento, organizado pela Comissão de Educação, Cultura e Assuntos Indígenas, é em alusão ao dia 19 de abril, data em que se comemora o Dia do Índio.

Para o evento foram convidados representantes dos movimentos, da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind), Conselho Estadual de Saúde Indígena, Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Gestão dos Territórios Indígenas, Ministério Público Federal (MPF), entre outras instituições.

A data transformou-se em evento cívico por celebrar a história de resistência dos povos em defesa dos seus direitos fundamentais centrados na demarcação e garantia de seus territórios; na valorização das culturas e de suas línguas; do saber tradicional entre outros.

O objetivo do encontro é de que, juntas, essas instituições possam analisar as políticas públicas em atenção às comunidades indígenas do Amazonas quanto à efetiva garantia de seus direitos originários e históricos a respeito dos territórios e seus processos de gestão, educação escolar, saúde e etnodesenvolvimento, Cultura, Espiritualidade, Saber e Conhecimento Tradicional entre outros.

Segundo o presidente da Comissão de Educação e Assuntos Indígenas, Sidney Leite (DEM), a homenagem é também um grande chamamento para acordar os agentes responsáveis quanto ao cumprimento do seu dever constitucional relativos à garantia efetiva dos direitos indígenas.

O evento aconteceu nessa quinta-feira (18), às 10h, no Plenário Ruy Araújo.



Com Informação da Assessoria


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Câmara Federal vai apurar desaparecimento de indígenas

O desaparecimento dos indígenas nos anos 70 teria causado um impacto significativo na população dos waimiri-atroari.

Dois mil índios waimiri-atroari contrários à rodovia desapareceram durante regime militar no Brasil 

Dois mil índios waimiri-atroari contrários à rodovia desapareceram durante regime militar no Brasil
A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal instaurou procedimento para apurar os casos de desaparecimento de indígenas da etnia waimiri-atroari, no Amazonas, nos anos 70. A abertura do inquérito para investigar os desaparecimentos foi requerida na noite desta quinta-feira (12).

A denúncia dos supostos massacres dos indígenas naquela década foi feita pelo indigenista e ex-missionário Egydio Schwade, em matéria publicada no último domingo (08), no jornal A CRÍTICA e no portal acritica.com. Egydio morou durante dois anos entre os indígenas waimiri-atroari, onde tomou conhecimento do desaparecimento de aproximadamente 2 mil waimiri-atroari.

Segundo informações da Comissão a decisão de abrir o inquérito foi feita após a leitura da matéria publicada no jornal pelos membros da Comissão de Direitos Humanos.

Ofícios serão expedidos para todas as instituições envolvidas, como Eletronorte, Programa Waimiri-Atroari, Fundação Nacional do Índio (Funai) e indigenistas que atuaram junto aos waimiri-atroari. Após o inquérito, dependendo dos dados apurados, deve ser realizada uma audiência pública.

O desaparecimento dos indígenas teria causado um impacto significativo na população dos waimiri-atroari. No início dos anos 80, a estimativa era de 330 indígenas - no final dos anos 60, esse número era estimado em 3 mil. Além de doenças transmitidas por "brancos" que trabalharam na construção da rodovia BR-174, os indígenas também foram perseguidos por resistirem à construção da estrada.

Na década seguinte, a terra indígena dos waimiri-atroari foi inundada para a construção da Usina Hidrelétrica de Balbina. Um programa de mitigação foi elaborado para responder aos impactos causados na população.


sexta-feira, 6 de abril de 2012

CNJ REGULAMENTA REGISTRO DE NASCIMENTO DE INDÍGENAS





Indígenas já registrados no Serviço de Registro Civil das Pessoas Naturais poderão pedir a retificação de seu registro de nascimento e a inclusão destas informações. O pedido deve ser feito pelo indígena ou por seu representante legal por via judicial.

Em caso de dúvida sobre a autenticidade das informações prestadas ou suspeita de duplicidade do registro, o oficial poderá exigir a presença de representante da Funai e a apresentação de certidão negativa de registro de nascimento das serventias de registro com atribuição para os territórios em que nasceu o indígena, onde está situada sua aldeia de origem e onde o indígena esteja sendo atendido pelo serviço de saúde. Persistindo a dúvida, o registrador deve submeter o caso ao juízo competente para fiscalização dos atos notariais e registrais.O registro tardio do indígena poderá ser feito de três formas: com a apresentação do Registro Administrativo de Nascimento do Indígena (Rani), por meio de requerimento e apresentação de dados feitos por representante da Funai e, no lugar de residência do indígena, de acordo com o artigo 46 da Lei 6.015/73. O oficial deverá comunicar imediatamente à Funai os registros de nascimento do indígena.

sábado, 17 de março de 2012

Indígenas de Maraã, no interior do Amazonas, começam a comercializar o puxuri em 2012

A exemplo do que já ocorre com a castanha (em Alvarães e Uarini) e a banana (em Autazes), cerca de 12 toneladas da semente aromática e de propriedades medicinais estarão disponíveis para comercialização no primeiro semestre deste ano

O puxuri é aromatíco e usado para fins medicinais
O puxuri é aromatíco e usado para fins medicinais (Divulgação)
A exemplo do que já ocorre com a castanha (em Alvarães e Uarini) e a banana (em Autazes), o puxuri é outro produto que começará a ser comercializado pelos indígenas no município de Maraã (a 681 quilômetros de Manaus).
Aproximadamente 12 toneladas dessa semente aromática e de propriedades medicinais estarão disponíveis para comercialização ainda no primeiro semestre deste ano. O projeto é desenvolvido por indígenas da Terra Indígena Maraã/Urubaxi, em parceria com o Governo do Amazonas.
O projeto de atuação na área entrou na pauta de discussão e deverá ser elaborado pela Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind), a pedido da Associação das Mulheres Indígenas do Médio Solimões e Afluentes (Amimsa).
A proposta é buscar meios que facilitem a procura para um produto da floresta que é abundante naquela região do rio Japurá, cuja área corresponde a 94 mil hectares.
Quase 300 indígenas do povo Kanamari vão ser beneficiados diretamente com a ação, de acordo com a Seind.
"Hoje a oferta do puxuri é grande, mas não há comprador, por isso eles nos procuraram para pedir o apoio", informou Zuza Cavalcante, da Coordenação de Programas e Projetos da Seind.
Os preços serão negociados diretamente com os próprios indígenas, que também têm potencial para a produção de castanha e óleo de andiroba em Maraã.
Amimsa
A Amimsa foi criada há 15 anos e regularizada juridicamente a partir de 2009. Coordenada por Ercília Veira, do povo Tikuna, a organização trabalha na defesa dos direitos das mulheres indígenas e apoia a questão da geração de renda nas comunidades.
A semente
O puxuri é extraído de uma planta e é geralmente usado como propriedade medicinal no tratamento de insônia, cólica, diarreia, gases, incontinência urinária e outros. As sementes cheirosas formam a essência aromática do produto.
Mais informações sobre o puxuri e pedidos de compra do produto devem ser tratados com os indígenas de Maraã (AM), no telefone (92) 8275-6599.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Globo denuncia irregularidades na Saúde Indígena no Amazonas

Foto: Edy Lima.


BRASÍLIA. Documentos e depoimentos obtidos pelo GLOBO apontam para a existência de esquemas de desvio de recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e do Ministério da Saúde em pelo menos nove dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis) distribuídos de Norte a Sul do Brasil, além de ONGs que receberam dinheiro para ações de saúde indígena. As fraudes estão concentradas no serviço de abastecimento de combustível de barcos e veículos, compram de alimentos e pagamento por horas de vôo para o deslocamento de pacientes, médicos e insumos. Apenas o contrato nacional de combustível, firmado entre a Funasa e a Ticket Serviços S/A, pagou, nos últimos 4 anos, R$142,5 milhões nos 26 estados e no Distrito Federal.