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segunda-feira, 17 de março de 2014

TJ-AM elegerá nova cúpula no próximo dia 1º de abril

A eleição definirá entre os membros com mais tempo de serviço o presidente, vice-presidente e corregedor para gestão de dois anos

O presidente do TJ-AM, Ari Moutinho, decide a partir do dia 10 sobre mudanças no valor pago pela Parcela  Autônoma de Equivalência (PAE) aos magistrados
O presidente do TJ, Ari Moutinho, publicou, no Diário Eletrônico da Corte, edital que convoca a eleição para o dia 1º de abril (Alexandre Fonseca )
Com os seus membros divididos sobre o aumento do número de vagas na Corte, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), realizará, no dia 1º de abril, a eleição para presidente, vice-presidente e corregedor-geral. Hoje, esses postos são ocupados, respectivamente, pelos desembargadores Ari Moutinho, Rafael Romano e Yedo Simões.

O edital de convocação para a eleição foi publicado na quinta-feira, no Diário de Justiça Eletrônico (DJE). Por meio da publicação, Moutinho convoca todos os membros integrantes do Tribunal Pleno a participarem do pleito, bem como os interessados a concorrerem aos respectivos cargos. As inscrições poderão ser feitas até o dia 28 deste mês, Secretaria-geral do TJ-AM.

Em março de 2012, a eleição para a escolha da atual gestão foi marcada pela guerra de denúncias entre os dois principais candidatos à presidência, Moutinho e Graça Figueiredo, com direito a envio de relatório à imprensa sobre contas reprovadas de um pelo Tribunal de Contas da União e de vídeos publicados no YouTube contra a conduta da outra. Por 11 votos contra oito, Ari Moutinho venceu a disputa.

Os critérios para a eleição dos dirigentes do TJ-AM são estabelecidos pela Constituição Federal, através da Lei Complementar de nº 35, que trata da organização da magistratura nacional; pelo regimento interno do TJ-AM; pela Lei Complementar de nº 17; e pela Resolução nº 95, de 29 de outubro de 2009, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Seguindo os termos do artigo 66, parágrafo 1º, da Lei Complementar nº 17, de 23 de janeiro de 1997, o Tribunal de Justiça, pela maioria de seus membros e por votação secreta - com obediência ao disposto na Lei Orgânica da Magistratura Nacional - elegerá dentre seus desembargadores mais antigos (em número correspondente aos dos cargos de direção) os titulares da Corte, com mandato de dois anos, vedada a reeleição.

A Lei Complementar de nº 17 estabelece ainda que quem tiver exercido quaisquer cargos de direção por quatro anos, ou de presidente, não poderá figurar mais entre os elegíveis, até que se esgotem todos os nomes na ordem de antiguidade, sendo obrigatória a aceitação do cargo, salvo recusa manifestada e aceita antes da eleição.
As cédulas com os votos dos desembargadores serão vistadas pelo presidente da Corte e pelo procurador-geral de Justiça do Amazonas. De acordo com o regimento do TJ-AM, a posse dos eleitos deve ser realizada no dia 4 de julho.

Não há clima de guerra, diz Chalub

A legislação que regulamenta a eleição para presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) restringe a escolha entre os três magistrados mais antigos da corte e que ainda não ocuparam o posto. A lista dos três desembargadores com mais tempo de serviço e que não passaram pela presidência é composta por Graça Figueiredo, Socorro Guedes, e Domingos Chalub.
Domingos Chalub já atuou na presidência entre 2009 e 2010 para concluir o mandato tampão iniciado por Francisco Ausier, que se aposentou. “O mandato tampão não conta (para efeito da eleição). Não posso ser candidato a vice-presidente, porque na gestão do desembargador João Simões”, informou ontem Chalub.

O desembargador ressaltou que é candidato, já fez a inscrição e está pedindo os votos de seus colegas. “Não está em clima de guerra a disputa. A história técnica da tese de ampliar o número de vagas do tribunal é um cabo de guerra de ordem técnica. Não afeta a eleição”, ressaltou Chalub, referindo ao tema que dividiu a corte: o projeto de autoria do TJ-AM, aprovado às pressas pela Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), que amplia de 19 para 26 o número de desembargadores. O TJ-AM suspendeu em caráter liminar os efeitos da lei.

JORNAL A CRÍTICA

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Humaitá (AM) registra o primeiro casamento homoafetivo da sua história

O reconhecimento da união entre duas mulheres foi possível por conta da resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça, que proíbe cartórios de recusar a celebração de casamento civil de pessoas do mesmo sexo ou de negar a conversão de união estável de homossexuais em casamento



A união de Maria Lucinete da Silva Lopes e Suellen Leite da Cunha foi oficializada pelo juiz Bismarque Gonçalves Leite, que responde pela 2ª Vara Civil (Reprodução/A Crítica de Humaitá)



O município de Humaitá (distante 675 quilômetros de Manaus) registrou na manhã da última sexta-feira (30), o primeiro casamento homoafetivo de sua história. A união de Maria Lucinete da Silva Lopes e Suellen Leite da Cunha foi oficializada pelo juiz Bismarque Gonçalves Leite, que responde pela 2ª Vara Civil.
O reconhecimento da união entre as duas mulheres foi possível por conta da resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Justiça, que proíbe cartórios de recusar a celebração de casamento civil de pessoas do mesmo sexo ou de negar a conversão de união estável de homossexuais em casamento.

De acordo com o texto da resolução, é vedada às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas de mesmo sexo. E acrescenta que, se houver recusa dos cartórios, será comunicado o juiz corregedor para "providências cabíveis".
Em Manaus

A união da motorista de táxi Sumaia Ramos, 38, e da professora aposentada Magaly Cabral da Silva, 52, seguiu todos os trâmites de um casamento tradicional e, desde sexta-feira, elas são oficialmente casadas. Magaly, inclusive, adotou o sobrenome Ramos, da companheira, com quem vive há oito anos. As duas formam o primeiro casamento homossexual realizado no Amazonas sobnovas as regras da decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determinou aos cartórios a celebração do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

O casamento das duas foi oficializado pelo juiz Luís Carlos Chaves, da 4ª Vara da Família, com testemunhas, além de familiares e amigos. Para ele, cujo primeiro ato como juiz em 1998 foi realizar um casamento, no Município de Humaitá (a 600 quilômetros de Manaus), este foi o mais marcante entre os mais de quatro mil já celebrados.


A Crítica de Humaitá



sexta-feira, 6 de abril de 2012

CNJ REGULAMENTA REGISTRO DE NASCIMENTO DE INDÍGENAS





Indígenas já registrados no Serviço de Registro Civil das Pessoas Naturais poderão pedir a retificação de seu registro de nascimento e a inclusão destas informações. O pedido deve ser feito pelo indígena ou por seu representante legal por via judicial.

Em caso de dúvida sobre a autenticidade das informações prestadas ou suspeita de duplicidade do registro, o oficial poderá exigir a presença de representante da Funai e a apresentação de certidão negativa de registro de nascimento das serventias de registro com atribuição para os territórios em que nasceu o indígena, onde está situada sua aldeia de origem e onde o indígena esteja sendo atendido pelo serviço de saúde. Persistindo a dúvida, o registrador deve submeter o caso ao juízo competente para fiscalização dos atos notariais e registrais.O registro tardio do indígena poderá ser feito de três formas: com a apresentação do Registro Administrativo de Nascimento do Indígena (Rani), por meio de requerimento e apresentação de dados feitos por representante da Funai e, no lugar de residência do indígena, de acordo com o artigo 46 da Lei 6.015/73. O oficial deverá comunicar imediatamente à Funai os registros de nascimento do indígena.

sábado, 31 de março de 2012

Judiciário do Amazonas tem 718 mil processos 'engavetados'

Para zerar o estoque até 2017, TJ terá que sentenciar, a cada ano, 143 mil ações. Corte foi homenageada ontem pelo CNJ

Corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, com o presidente eleito do TJ-AM, desembargador Ari Moutinho
Corregedora Nacional de Justiça, Eliana Calmon, com o presidente eleito do TJ-AM, desembargador Ari Moutinho (Euzivaldo Queiroz )

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) tem, hoje, 718 mil processos aguardando julgamento. De acordo com o presidente da Corte, desembargador João Simões, se, anualmente, o TJ-AM julgar 143 mil processos, em cinco anos terá zerado o estoque de ações pendentes. O TJ-AM julgou, no ano passado, 184.476 processos, quase 50% a mais que em 2010, quando foram sentenciadas 123.351 ações judiciais. O resultado de 2010 colocou o tribunal na última posição entre os tribunais de todo o País.
Com o desempenho de 2011, o órgão atingiu as quatro metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e deverá mudar de posição no ranking nacional feito pelo conselho. A classificação dos tribunais com base nos dados do ano passado ainda não foi divulgada. Os números do TJ-AM foram divulgados pelo desembargador João Simões durante a cerimônia de premiação das unidades judiciárias do Amazonas pelo cumprimento das metas do CNJ. O evento contou com a presença da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon.
O que foi feito
O presidente do TJ-AM explicou as medidas adotadas para que a instituição conseguisse cumprir as metas estipuladas. “Foram adotadas várias medidas, entre as quais, destacamos: treinamento de servidores, virtualização das varas, realização de mutirões de julgamento e criação de coordenadorias de varas. Esta última, inclusive, aproximou ainda mais juízes e desembargadores”, disse. Simões disse que esse feito foi conquistado com menor número de servidores e de magistrados. Em dezembro de 2010, o TJ-AM tinha 164 magistrados (desembargadores e juízes) e 1.562 servidores e serventuários. Em dezembro de 2011 contava com 156 magistrados e 1.548 servidores e serventuários. Durante o evento de premiação das unidades judiciárias que atingiram as metas do CNJ,
João Simões agradeceu os poderes Executivo e Legislativo pelo empenho em aumentar a dotação orçamentária da instituição. O orçamento do tribunal passou de R$ 334 milhões no ano passado para R$ 423 milhões em 2012. Na semana passada, na posse do novo defensor-geral do Estado, Ricardo Trindade, o governador Omar Aziz (PSD) cobrou do presidente do TJ-AM a realização do concurso público e pediu mais celeridade do Judiciário. Na ocasião, Omar Aziz lembrou que conseguiu, com ajuda da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM), aumentar o orçamento do tribunal para o exercício de 2012, a fim de evitar a desativação de 36 comarcas do interior do Estado devido a falta de recursos. “Como se vê, o Tribunal de Justiça do Amazonas demonstra que os recursos financeiros recebidos estão sendo bem aplicados e devolvidos à população em forma de prestação jurisdicional, com mais qualidade e celeridade”, disse Simões, ontem.
Corregedora nacional alerta juízes
Ministra do CNJ Eliana Calmon A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, demonstrou preocupação com a postura profissional dos juízes. Ontem, durante o evento de premiação das unidades judiciárias do Amazonas que cumpriram as metas do Conselho Nacional Justiça (CNJ), a ministra chamou a atenção dos magistrados que estavam na plateia. “Nós estamos mal perante a opinião pública. E quem fez isso foram os mal juízes, e nós (CNJ) vamos dar um basta nisso”, prometeu Eliana Calmon. A ministra disse, ainda, que é preciso dar transparência aos atos praticados por magistrados. “Hoje, no mundo do twitter, do facebook, da Internet, ninguém esconde nada de ninguém, de forma que temos que ser transparentes”, ressaltou.
Encontro de presidentes
O presidente do colegiado de presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil, Marcus Faver, participou ontem da premiação das unidades judiciárias do Amazonas e elogiou o resultado apresentado pelo judiciário amazonense. Marcus Faver também veio a Manaus para participar do 91º Encontro Permanente promovido pela entidade que reunirá presidentes de tribunais de todo o País para discutir o aprimoramento do Poder Judiciário. O evento foi aberto, na noite de ontem, no Centro Cultural Palácio Rio Negro, no Centro de Manaus. O presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), João Simões, disse que o encontro servirá para trocar experiências a respeito dos modelos de gestão aplicados.

quinta-feira, 22 de março de 2012

TJAM injeta R$ 3,05 milhões para informatizar comarcas do interior

Recursos para implantar projeto serão retirados do Fundo de Reaparelhamento do Poder Judiciário

O Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM) contratou por R$ 3,05 milhões a empresa Criar Soluções Produtos e Serviços de Informática Ltda para informatizar e interligar virtualmente as comarcas com a instituição. O extrato do contrato foi publicado, ontem, no Diário Eletrônico da instituição na Internet.
De acordo com a assessoria de comunicação do TJ-AM, o investimento vai permitir que os processos das comarcas sejam informatizados. Ainda segundo a assessoria de comunicação, a princípio, quatro comarcas serão beneficiadas. Informações mais detalhadas sobre o investimento só poderiam ser repassadas hoje.
No extrato do contrato, o TJ-AM informa que a empresa deverá  fornecer serviço de “site backup”, apresentado como solução para armazenamento por longo prazo de dados entre “sites” que atendam a necessidade da instituição. Além disso, a empresa ficará responsável por fornecimento de equipamentos e instalação de “fibra ótica apagada”.
O pregão eletrônico do contrato ocorreu em janeiro. Os valores usados para o pagamento da empresa serão retirados do Fundo de Reaparelhamento do Poder Judiciário.
Em fevereiro de 2010, das 59 comarcas do interior do Amazonas, 14 não eram informatizadas. A informatização das comarcas é uma exigência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

JORNAL A CRÍTICA