Mostrando postagens com marcador Código Florestal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Código Florestal. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Relatório da MP do Código Florestal será anunciado na próxima semana

Previsto para esta quarta-feira (4), documento será anunciando na véspera da votação dos demais integrantes da Comissão Mista, que avalia a MP

Senador Luiz Henrique da Silveira (sentado) conversa com os demais integrantes da Comissão Mista
Senador Luiz Henrique da Silveira (sentado) conversa com os demais integrantes da Comissão Mista (Divulgação - Saulo Cruz/Agência Câmara de Notícias)

O relator da Medida Provisória (MP) 571/12 – que altera o Código Florestal -, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) irá anunciar na próxima segunda-feira (9), o seu relatório e voto sobre o texto que altera a Lei nº 12.651/12 (Código Florestal) à Comissão Mista que, analisa as mais de 600 emendas propostas para alterar o Código Florestal.
No dia 10 (terça-feira) está prevista a votação dos demais integrantes da Comissão.
O relatório deveria ser anunciado por Silveira nesta quarta-feira (4). Entretanto, de acordo com o relator, é necessário que haja tempo para amarrar os acordos, que facilitarão a tramitação da MP tanto na Câmara, quanto no Senado.     
A comissão mista é encarregada de estudar os pressupostos de relevância, urgência e constitucionalidade da MP. Se admitido na comissão, o texto segue para votação na Câmara e no Senado.

SÍNTIA MACIEL*
*Com informações da Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mais de 600 emendas são apresentadas à MP do Código Florestal

As centenas de emendas serão analisadas pela comissão mista encarregada de emitir parecer sobre a MP 571/2012, cujos presidente, vice e relator da matéria serão conhecidos nesta terça (5)

Ministros durante a coletiva de imprensa, para o anúncio oficial dos vetos ao Código Florestal
Ministros durante a coletiva de imprensa, para o anúncio oficial dos vetos ao Código Florestal (Divulgação/Agência Brasil )
O prazo para que parlamentares fizessem suas sugestões de mudanças terminou às 20h30 (horário Brasília) desta segunda-feira (4). O número exato de emendas só seria divulgado depois da classificação de todos os documentos.
A MP 571/2012 introduz mais de 30 alterações no novo Código Florestal (Lei 12.651/2012), como o escalonamento da recomposição obrigatória de faixas de matas ao longo de rios, de acordo com o tamanho das propriedades, o restabelecimento dos princípios da lei florestal e a regulamentação do uso de áreas costeiras para produção de camarão e de sal.
As centenas de emendas serão analisadas pela comissão mista encarregada de emitir parecer sobre a MP 571/2012.
A comissão, composta de deputados e senadores, será instalada às 14h desta terça-feira (5), quando serão eleitos presidente e vice e designado o relator da matéria.
A presidência deve ficar com o deputado Bohn Gass (PT-RS), enquanto a relatoria caberá ao senador Luiz Henrique (PMDB-SC).
Após passar pela comissão mista, o texto segue para votação no Plenário da Câmara e depois no Plenário do Senado.


AGÊNCIA SENADO

Rebecca Garcia apresenta sete emendas à MP do novo Código Florestal

A comissão mista que analisará a MP será instalada nesta terça-feira (5/06) e terá o deputado federal Bohn Gass (PT/RS) como presidente e o senador Luiz Henrique (PMDB/SC) como relator. A previsão é que a MP seja votada até outubro na Câmara e no Senado

As Unidades de Consevação da Amazônia, como a RDS Rio Negro, podem ser ainda mais pressionadas com a aprovação do novo texto do Código Florestal, alertam pesquisadores
As Unidades de Consevação da Amazônia, como a RDS Rio Negro, podem ser ainda mais pressionadas com a aprovação do novo texto do Código Florestal, alertam pesquisadores (Márcio Silva)

A vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, deputada federal Rebecca Garcia (PP/AM) apresentou sete emendas à Medida Provisória (MP) 571/2012 enviada ao Congresso Nacional pela presidenta Dilma Rousseff, com o objetivo de recompor os vetos ao texto aprovado pelos congressistas ao novo Código Florestal.
A comissão mista que analisará a MP será instalada nesta terça-feira (5/06) e terá o deputado federal Bohn Gass (PT/RS) como presidente e o senador Luiz Henrique (PMDB/SC) como relator. A previsão é que a MP seja votada até outubro na Câmara e no Senado. Rebecca Garcia faz parte de um grupo de trabalho, formado por membros da Comissão de Meio Ambiente, que vai acompanhar a implementação do novo Código Florestal.
As emendas apresentadas pela deputada Rebecca tem o objetivo geral de garantir proteção mínima para as beiras de rios, várzeas, nascentes e lagos naturais, e ainda criar mecanismos de redução do desmatamento, de estímulo à manutenção da floresta em pé e de valorização das florestas, povos e populações tradicionais.
Uma das emendas da parlamentar amazonense acrescenta ao artigo 41 da Lei a possibilidade de renumeração da "redução das emissões do desmatamento e degradação, conservação, manejo florestal sustentável, manutenção e aumento dos estoques de carbono florestal”. Segundo ela, é necessária a inclusão nas ações passíveis de pagamento ou incentivo a serviços ambientais, aquelas relacionadas à redução das emissões do desmatamento e degradação florestal.
Para Rebecca, essa mudança reforça o projeto de lei 195/11, de sua autoria, que institui um sistema nacional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, Conservação, Manejo Florestal Sustentável, Manutenção e Aumento dos Estoques de Carbono Florestal (REDD+).  O REDD+ é visto por vários juristas, ambientalistas e pela Globe Internacional como um dos instrumentos mais viáveis para ampliação da proteção do meio ambiente no Brasil. A Globe reúne parlamentares de diversos países envolvidos com assuntos ligados ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.
A deputada também propõe mudanças no artigo 61, considerado um dos mais polêmicos por estar relacionado às Áreas de Preservação Permanente (APP´s), ampliando de forma coerente com o tamanho das propriedades rurais as faixas marginais de proteção das beiras de rios, várzeas, nascentes e lagos.
Três outras emendas apresentadas pela parlamentar fazem alterações de redação nos artigo 3º, 17 e 35, e criam o artigo 3 e o inciso 4º do artigo 17. Além disso, outras duas emendas da deputada instituem um programa de apoio às atividades de florestas e  permite a utilização dos ativos florestais da União, dos Estados e dos Municípios como garantia na obtenção de financiamentos e na análise da capacidade de endividamento dos entes federados.
“O reconhecimento das florestas como ativo econômico e a adoção por parte do governo federal de incentivos financeiros para os estados, municípios e produtores rurais que mantiveram conservadas suas áreas de floresta mostra-se imprescindível para a quebra do paradigma de que a terra nua vale mais do que a terra com floresta. Além de propiciar uma mudança na relação estado-sociedade passando de uma política baseada apenas no comando e no controle para uma política de incentivo às práticas sustentáveis e à conservação da floresta", comentou Rebecca.


*As informações são da assessoria de imprensa da deputada federal.

MP do Código Florestal já recebeu quase 200 emendas

A definição de um novo Código Florestal para o Brasil retoma nesta terça-feira (5) a agenda do Congresso, com a escolha do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) para assumir a relatoria na comissão especial mista destinada a analisar a viabilidade constitucional, jurídica e admissional da matéria

A floresta amazônica pode sofrer efeitos negativos com a aprovação do texto-base do Código Florestal, especialmente as áreas de igapó e várzeas
A floresta amazônica pode sofrer efeitos negativos com a aprovação do texto-base do Código Florestal, especialmente as áreas de igapó e várzeas (Márcio Silva)

A definição de um novo Código Florestal para o Brasil retoma nesta terça-feira (5) a agenda do Congresso, com a escolha do senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) para assumir a relatoria na comissão especial mista destinada a analisar a viabilidade constitucional, jurídica e admissional da matéria. Até a meia-noite de domingo (3), quase 200 emendas já haviam sido apresentadas à medida provisória (MP) enviada ao Parlamento pela presidenta Dilma Rousseff a fim de recompor os vetos ao texto aprovado pelos congressistas.
O fato de ser um tema de interesse de partidos da oposição e da base e de ser tratado em um ano eleitoral é um complicador a ser contornado tanto nas negociações com os deputados e senadores, ambientalistas e ruralistas quanto nas demandas levadas ao governo. O futuro relator minimiza as pressões e considera que já na comissão especial será possível construir um texto de consenso entre Senado e Câmara.
Ele destacou que o alto número de emendas já apresentadas (quase 200) não representa problemas. "Acredito muito na capacidade criativa dos parlamentares. Quem sabe por meio de uma dessas emendas a gente encontre motivo de superação das divergências”, disse o parlamentar.
Para ele, os pontos “mais traumáticos” foram resolvidos quando o projeto de lei do Código Florestal tramitou no Senado e pela MP. Luiz Henrique ressaltou que a presidenta Dilma Rousseff preservou, na medida provisória, a maior parte do texto aprovado pelos senadores o que, necessariamente não significa qualquer facilidade. Ao contrário, a matéria foi praticamente toda alterada pelos deputados quando retornou à Câmara para que fosse revista.
A flexibilização do código em vigor aos pequenos produtores e agricultores, inclusive familiares, pode ser uma dessas vantagens na negociação parlamentar. Dilma Rousseff, lembrou o senador, definiu que essas pessoas terão que recompor apenas 5 metros da área ripária – matas ciliares – quando as propriedades tiverem até 1 módulo fiscal. Já nos imóveis de 1 a 2 módulos essa recomposição será de 8 metros e de 15 metros para os que tenham de 2 a 4 módulos.
Ele também citou o restabelecimento de área de proteção permanente (APP) em 100 metros para os rios mais largos como fator que ajudará nas negociações com os ambientalistas e ruralistas. “Isso favorece um espectro de 95% dos agricultores brasileiros”, ressaltou Luiz Henrique.
De qualquer forma, o senador reconheceu que não será fácil a busca desse entendimento. A partir da aprovação da matéria, com as recomendações de mudanças ou não no mérito da MP, a matéria será apreciada, separadamente, pela Câmara e pelo Senado.

MARCOS CHAGAS/ AGÊNCIA BRASIL 

Prazo para apresentar emendas da MP do Código Florestal acaba nesta segunda

Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária propuseram, até a última sexta-feira (1/6), 62 emendas, enquanto o Partido Verde apresentou seis modificações

A floresta amazônica pode sofrer efeitos negativos com a aprovação do texto-base do Código Florestal, especialmente as áreas de igapó e várzeas
A floresta amazônica pode sofrer efeitos negativos com a aprovação do texto-base do Código Florestal, especialmente as áreas de igapó e várzeas (Márcio Silva)

SÃO PAULO(FP) - Deputados e senadores têm até a meia-noite desta segunda-feira (4) para apresentarem as emendas que alterem a MP (Medida Provisória) 571 que trata do Código Florestal Brasileiro. As informações são da Agência Brasil.
Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária propuseram, até a última sexta-feira (1/6), 62 emendas, enquanto o Partido Verde apresentou seis modificações. Está prevista para a amanhã a instalação da comissão mista do Congresso que irá analisar previamente a MP.
Pela proporcionalidade das bancas no Congresso, caberá ao deputado Bohn Gass (PT-RS) presidir a comissão e ao senador Luiz Henrique (PMDB-SC) a relatoria. O senador catarinense foi um dos relatores do CF na tramitação da matéria no Senado. Câmara e Senado terão até o mês de outubro para discutir e votar a MP editada na última segunda-feira.
O senador Luiz Henrique disse que buscará o convencimento dos demais parlamentares para superar temas polêmicos como o da obrigação de se recompor APPs (áreas de proteção permanente) desmatadas depois de 2008 para o aumento de lavouras ou de pastos e o da largura das APPs a partir das margens dos rios.

ACRITICA

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Código Florestal tem 12 artigos vetados pela presidenta Dilma Rousseff

Os vetos presidenciais podem ser derrubados pelo Congresso Nacional, desde que tenham o apoio da maioria absoluta das duas Casas – Senado e Câmara – em votação secreta

Presidenta Dilma Rousseff faz o anúncio sobre os vetos, nesta sexta-feira (25) à tarde
Presidenta Dilma Rousseff fará anúncio sobre os vetos, nesta sexta-feira (25) à tarde (Divulgação / Jefferson Bernardes (AFP)

O Diário Oficial da União deve trazer na edição da próxima segunda-feira (28) a Medida Provisória que autoriza os 12 vetos no texto do Código Florestal, bem como as 32 modificações no documento, feitas pela presidenta Dilma Rousseff eanunciados nesta sexta-feira (25) à tarde, em Brasília, pelos ministros do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, da Agricultura, Mendes Ribeiro, do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, e pelo advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, no Palácio do Planalto.
"Foram 12 vetos e 32 modificações, das quais 14 recuperam o texto do Senado, cinco correspondem a dispositivos novos e 13 são ajustes ou adequações de conteúdo", resumiu o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, ao anunciar as decisões.
Dos pontos vetados por Dilma, um deles diz respeito ao artigo sobre a consolidação de atividades rurais e da recuperação de  áreas de preservação permanente (APPs).
No texto aprovado na Câmara dos Deputados, no final de abril, só havia a exigência da recuperação da vegetação das áreas de preservação permanente (APPs) nas margens de rios de até 10 metros de largura, sem a previsão nenhuma de obrigatoriedade de recuperação dessas APPs nas margens de rios mais largos.
Os vetos presidenciais podem ser derrubados pelo Congresso Nacional, desde que tenham o apoio da maioria absoluta das duas Casas – Senado e Câmara – em votação secreta.

*Com informações da Agência Brasil

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Internautas se mobilizam a favor de vetos no CF

Nesta quinta-feira à tarde, a hashtag #VígiliaVetaTudo, era a primeira no ranking do Trend Topics Mundial, da rede social Twitter

Em Manaus, o movimento espalhou faixas e cartazes por vários pontos da cidade
Em Manaus, o movimento espalhou faixas e cartazes por vários pontos da cidade (Evandro Seixas)

Enquanto a presidente Dilma Rousseff (PT) não se pronuncia a respeito dos vetos totais ou parciais, no texto do Código Florestal, a discussão sobre o assunto, nesta quinta-feira (24), segue firme nas redes sociais.
Nesta quinta-feira à tarde, a hashtag #VígiliaVetaTudo, chegou a ser a primeira no ranking do Trend Topics Mundial, da rede social Twitter.
Vetos Parciais
O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), deixou escapar que a presidenta faria vetos parciais ao novo código.
A declaração foi feita em meio uma reunião com integrantes do Grupo de Líderes Empresariais (LIDE).
Ainda nesta tarde Rousseff se reuniria com ministros do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; Meio Ambiente, Isabela Teixeira; Mendes Ribeiro, Agricultura; Casa Civil, Gleisi Hoffman  e o advogado Geral da União, Luis Inácio Adams, todos envolvidos nas negociações do Código Florestal, para tratar sobre os vetos ao texto aprovado há pouco menos de um mês pela Câmara.

SÍNTIA MACIEL

terça-feira, 22 de maio de 2012

Governo Federal pode decidir por veto parcial ao Código Florestal

A quatro dias do prazo final para decidir se aprova ou veta o texto do Novo Código Florestal Brasileiro aprovado no Congresso, o governo diz que está avaliando ponto a ponto o documento

A floresta amazônica pode sofrer efeitos negativos com a aprovação do texto-base do Código Florestal, especialmente as áreas de igapó e várzeas
A floresta amazônica pode sofrer efeitos negativos com a aprovação do texto-base do Código Florestal, especialmente as áreas de igapó e várzeas (Márcio Silva)

A quatro dias do prazo final para decidir se aprova ou veta o texto do Novo Código Florestal Brasileiro aprovado no Congresso, o governo diz que está avaliando ponto a ponto o documento. Apesar da decisão final caber à presidenta Dilma Rousseff, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, disse nesta segunda-feira (21) que “a possibilidade de um veto parcial significa reconhecer que tem partes do texto que efetivamente podem significar avanços”.
“Estamos fazendo uma análise detalhada, item a item, vendo aquilo que tem consistência e pode permanecer no texto e aquilo que, eventualmente, não cabe permanecer no texto, para depois tomar uma decisão definitiva sobre o veto, se será veto total ou parcial”, disse o ministro.
Vargas avaliou que o texto produzido no Senado era mais equilibrado do que o fechado na Câmara dos Deputados e que o primeiro reconhecia a necessidade de se diferenciar a pequena propriedade das demais. Segundo ele, “tratar igualmente os desiguais é um princípio injusto”.
“Qualquer pessoa de bom senso vai admitir que não podemos fazer as mesmas exigências ambientais para uma propriedade que tem 10 hectares e uma que tem 1 mil hectares. É um coisa que salta aos olhos. Lamentavelmente, da forma que o texto final ficou, além de conferir anistia a grandes propriedades, em determinados casos, também não diferenciou esses públicos, que têm distinções”, disse.
A presidenta Dilma tem até sexta-feira para tomar a decisão final sobre a nova legislação. Para o ministro do Desenvolvimento Agrário, no texto entregue pelo Congresso “há avanços, mas, infelizmente, também há brutais contradições que não têm a nossa concordância. O produto final é esse e, infelizmente, não permite a sanção”.

 AGÊNCIA BRASIL

*Colaborou Luana Lourenço

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Relator do Código Florestal admite alterar texto se seu partido fechar com o Planalto

Apesar do adiantado da hora, Piau se diz otimista com possibilidade de se votar o projeto ainda hoje

Câmara dos Deputados, em Brasília
Câmara dos Deputados, em Brasília (divulgação/Hudson Fonseca)

O relator da reforma do Código Florestal na Câmara, o deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG), admitiu na noite desta terça-feira (24) a possibilidade de mudar seu parecer e agradar ao governo federal, desde que haja acordo de seu partido com a base governista. O governo é contra a retirada da área mínima de preservação em margens de rios.
“Se houver tempo de alterar o relatório poderemos alterar, mas se não houver nenhuma acordo, claro que será apreciado o meu relatório”, afirmou o parlamentar.

Piau voltou a se reunir com os representantes da bancada peemedebista na Câmara, enquanto o presidente da Casa, Marco Maia, foi até o Palácio do Planalto onde conversa com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti sobre o tema.

Apesar do adiantado da hora, Piau se diz otimista com possibilidade de se votar o projeto ainda hoje.
O texto do Código Florestal está na Câmara dos Deputados para ser apreciado e votado. O relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), pode suprimir partes do texto que foi aprovado no Senado, voltar ao texto que já tinha sido aprovado na Câmara em maio de 2011 ou alterar apenas a redação do projeto de lei.
Ambientalistas são unânimes ao dizer que o texto do Senado é melhor do que o aprovado anteriormente na Câmara por estabelecer cultivos permitidos em áreas de proteção ambiental além de delimitar áreas de proteção mais claramente. O receio é o relator voltar com aspectos prejudiciais ao meio ambiente presentes no texto da Câmara, o que Piau já sinalizou em seu site que fará. Como pontos cruciais como o perdão de multas para desmatadores e regras que permitiriam um maior desmatamento não podem ser totalmente alterados. Os ambientalistas defendem o veto do projeto pela presidente Dilma Rousseff, o que foi prometido na época das eleições pela então candidata petista.