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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Professores da UEA protestam contra cortes no orçamento e por pagamento de atrasados

No “Dia de Mobilização Docente – Diga Não aos Cortes”, professores manifestaram nas sedes da ALE e do Governo, e também nas UEAs de Tabatinga, Tefé, Parintins e Itacoatiara


Antes de sair às ruas, os professores se reuniram nas unidades da UEA (Antônio Menezes)


Cerca de 80 professores membros do Sindicato dos Docentes da Universidade do Estado do Amazonas (Sind-UEA) fizeram um protesto na manhã desta terça-feira (10), na sede do Governo do Estado e na Assembleia Legislativa, em Manaus, para reivindicar contra o corte no orçamento e a precarização do ensino.
As manifestações fazem parte do “Dia de Mobilização Docente – Diga Não aos Cortes”, realizado por professores na capital e também nas unidades da UEA em Itacoatiara, Parintins, Tefé e Tabatinga. O objetivo é lutar pelo reajuste salarial, pagamento de diárias e dissídios atrasados e o cumprimento do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCR).
Durante o ato na sede do Governo, policiais militares impediram a entrada dos professores. “Chegamos de carreata, mas paramos fora da sede. Quando alguns professores entraram, os policiais perceberam que tinham um grupo maior e fecharam o portão. Questionamos o porquê fomos impedidos de entrar”, disse Marcelo Carvalho, professor e membro do Sind-UEA.
“Ninguém estava protestado de forma calorosa. Queríamos só entrar. Aí nós impedimos que as pessoas saíssem (da sede do Governo). Foi quando um representante autorizou a entrada, só depois de uma hora, uma hora e vinte. Eles criaram uma situação de desorganização. Não houve baderna nossa, nem bagunça”, completou Carvalho.
Depois da permissão para entrar na sede do Governo, um grupo representante do Sind-UEA protocolou um documento contendo as exigências dos professores. Segundo os professores, o PCCR deles já foi aprovado, mas nunca foi cumprido, os dissídios estão há três anos com pagamento atrasado e o reajuste salarial também tem déficit de três anos.
“Tem professor que foi trabalhar no interior, nos cursos da universidade, e está sem pagamento das diárias. Há atrasos e cortes no repasse de verbas para laboratórios e infraestrutura. E tem professor que foi fazer mestrado e está sem receber suas promoções. Eles justificam que não tem recursos”, contou Carlos Sandro, membro da diretoria do Sind-UEA.
Por meio de nota, o Governo do Estado declarou que os professores foram recebidos pelo chefe da Casa Civil, Raul Zaidan, e que foi definida a criação de uma comissão permanente para discutir as demandas. No próximo dia 17, terça que vem, haverá uma reunião entre os professores e representantes da Secretarias de Estado de Fazenda (Sefaz), de Planejamento (Seplancti) e da Procuradoria Geral do Estado (PGE), além da Casa Civil.
Não existe greve
Os membros do Sind-UEA negaram a greve das atividades e das aulas na universidade. “Em nenhum momento isso chegou a ser pensado. A proposta foi de paralisação de um dia para que os professores pudessem ir lá (manifestação). Se não for tomada nenhuma conduta pelo governo para resolver ou amenizar o problema, vai ter uma nova discussão, se vai ter greve ou não, se o próximo período vai começar ou não”, disse Marcelo Carvalho.
Soluções para o problema
Além de fazerem exigências, os professores membros do Sind-UEA sugeriram soluções para o problema da falta de recursos declarado pelo Governo do Estado. De acordo com os professores, deve haver aumento de impostos sobre certas áreas no Estado e a transferência das arrecadações para a área da Educação.
“Estamos trazendo proposições como aumentar arrecadação de impostos sobre extração de recurso mineral, sobre a produção de energia elétrica, de petróleo e gás, impostos sobre grandes fortunas, sobre a exploração da biotecnologia”, explicou Marcelo Carvalho. Caso o governo aceite a ideia, a sugestão deverá passar por votação na Assembleia Legislativa.
Em defesa da Fapeam
Os professores também declararam repúdio à extinção da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e ao atraso no pagamento de bolsas científicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), que demoraram até 15 dias para serem pagas a estudantes, inclusive os que cursam na UEA.

Vinicius Leal


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Amazonas é um dos estados onde número de mulheres assassinadas mais cresce no Brasil

Número de mulheres vítimas de homicídio aumentou 174,3% em dez anos: foram 727 casos entre 2003 e 2013, um dos maiores índices do País e o 2º maior da região Norte

 

O município amazonense de Barcelos é que teve mais mulheres assassinadas em todo o País, em dez anos (Marcio Melo)


O Amazonas está entre os Estados brasileiros onde há mais assassinatos de mulheres no Brasil, segundo o Mapa da Violência 2015, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) com o apoio da ONU Mulheres.
A pesquisa, divulgada na manhã desta segunda-feira (9), aponta que em dez anos, no período de 2003 a 2013, houve um aumento de 174,3% em homicídios de mulheres no Amazonas, um total de 727 mulheres mortas no período.
O município de Barcelos encabeça a lista dos 100 municípios brasileiros com mais de 10 mil habitantes do sexo feminino com as maiores taxas médias de homicídio de mulheres. Com uma população de 11.958 mil mulheres, foram registrados 45,2 homicídios por dez mil mulheres em quatro anos (2009 a 2013).
A região Norte foi a que mais apresentou registro de assassinatos de mulheres, com um aumento de 112,12%  no decênio. O Nordeste ficou em 2º lugar, com uma taxa de 93,7% no aumento de mulheres mortas violentamente em dez anos. O Sudeste foi a única região que reduziu o número de mulheres assassinadas, em -22,5%. O Centro-Oeste apresentou aumento de 43,2%, enquanto o número de mulheres assassinadas no Sul do Brasil aumentou 25,8%.  
Ranking
Os números deixam o Amazonas em 2º lugar no ranking de mortes de mulheres na região Norte, perdendo apenas para Roraima, que apresentou um aumento de 500%. O Pará ocupa a 3º posição, com aumento registrado de 147,3%. O Acre registrou aumento de 113% e o Tocantins de 81,8%. No Amapá, o número de mulheres assassinadas cresceu 26,7%, deixando o Estado em 7º lugar no ranking. Tocantins foi o único que conseguiu reduzir, em -2%, o número de mulheres mortas.
O estudo revelou, ainda, que 50,3% dos assassinatos de mulheres no País em 2013 foram praticados por familiares, sendo 33,2% dos casos cometidos pelo próprio parceiro ou ex-parceiro. O Mapa da Violência 2015 mostra que o Brasil só está atrás de Rússia (4º), Guatemala (3º), Colômbia (2º) e El Salvador (1º) no ranking internacional de violência contra a mulher.

Luana Carvalho


terça-feira, 6 de maio de 2014

Palestras sobre drogas nas escolas públicas

Os adolescentes precisam de alguém que os ame de verdade

Resistência às Drogas (Proerd) nas escolas da rede pública (Foto: Aleam)


Como os adolescentes de hoje estão mais sujeitos ao contato com as drogas, devido ao ambiente em que vivem, a começar pelas companhias erradas, que favorece o contato e as primeiras experiências com as drogas, o presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Cabo Maciel (PR) iniciou uma série de palestras nas escolas da rede pública para conversar com os pais sobre o perigo das drogas na escola.

“O objetivo é que os pais e os adolescentes conheçam os riscos que os esperam, entre eles a horrível possibilidade de experimentarem a droga e de entrarem na turma dos dependentes. Os adolescentes precisam de alguém que os ame de verdade, independentemente de suas indecisões e estranhezas”, disse Cabo Maciel.

O parlamentar acrescenta ainda a frequente ausência dos pais, que cria condições favoráveis para que os filhos adolescentes se sintam livres para aventuras deste tipo, sem pensar muito nas consequências futuras que retornam para o seio da família.

Cabo Maciel, autor do projeto que criou a implantação do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) nas escolas da rede pública do Estado e do município, destaca que a palestra fala que os jovens nesta fase da vida afirmam sua personalidade: novas descobertas, novo corpo, explosões de emoção e o temperamento contribuem para o surgimento de novos e difíceis problemas.​


Com Informação da Assessoria



segunda-feira, 22 de abril de 2013

ALEAM sedia reunião de Comissão do Senado para tratar sobre clima e biodiversidade


A Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMM) do Senado, irá realizar nas Assembléias Legislativas 


Ou se vai continuar vivenciando mudanças bruscas que ocasionam problemas( Divulgação)


Dando continuidade à meta anunciada pelo presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado estadual Josué Neto (PSD), de abrir os auditórios da Casa para o uso da população e autoridades, o plenário Ruy Araújo sediou na manhã desta segunda-feira (22) a primeira reunião de uma série, que a Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas (CMM) do Senado, irá realizar nas Assembléias Legislativas brasileiras para tratar sobre “Mudanças Climáticas e Biodiversidade: PSA e outros instrumentos econômicos”.

A reunião foi presidida pela presidente da Comissão, deputada federal Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

Também estiveram presentes, o vice-presidente da comissão deputado federal Fernando Ferro (PT-PE) e o deputado Sarney Filho (PV-NA), o relator dos trabalhos.

A intenção da CMM é fazer um relatório a ser divulgado no fim do ano em seminário. 

“O governo brasileiro abraçou essa causa com muita força por entender que: Ou se muda a forma de interagir com a natureza.

Ou se vai continuar vivenciando mudanças bruscas que ocasionam problemas graves à população”, disse Grazziotin.

O plano de trabalho da CMM para 2013 envolve duas ações importantes: A primeira é fazer com que os projetos que tramitam sobre Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) sejam aprovados.

De acordo com Vanessa Grazziotin o Amazonas vai ganhar muito com isso. Outro assunto é a realização de um Seminário com as Assembleias Legislativas de todos os Estados, cujo objetivo será a harmonização da Legislação Brasileira de Mudanças Climáticas.

O deputado Sarney Filho elogiou o nível dos debates realizados na ALEAM, na reunião que teve como foco o Pagamento por Serviços Ambientais, inclusive o tema tratado pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Philip Feanside, que questionou a forma como será feito o pagamento dos serviços ambientais e de onde virá o dinheiro.

Também estiveram presentes os representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e Social (SDS), João Talocchi e da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), João Batista Pezza Neto, o consultor da Fieam, Alexandre Kadopa e o presidente da Faea, Muni Lourenço.

Orçamento reduzido

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALEAM, deputado estadual Luiz Castro (PPS) denunciou o orçamento reduzido para a área ambiental do Amazonas, informando que apenas 0,15% do recurso estadual é voltado para tratar de questões técnica, logística e operacional.

“Ainda é um desafio acompanhar as ações que envolvem o meio ambiente neste Estado”, lamentou.



Com Informação da Assessoria

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Mandato é devolvido a ex-deputado do amazonas

Foi tirado injustamente e de forma covarde na ditadura militar”, disse, ressaltando que “esse gesto é um marco na política amazonense

Essa devolução é de grande representatividade no momento que o mundo vive(Aleam)

 

Num ato simbólico a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) devolveu na manhã desta quarta-feira (3) o mandato do ex-deputado estadual pelo PTB, Arlindo Augusto dos Santos Porto, perdido há quase 50 anos durante o regime militar de 1964. 

De autoria do deputado estadual Arthur Bisneto (PSDB), a devolução ocorreu numa Sessão Especial dirigida pelo presidente deste Poder, deputado estadual Josué Neto (PSD).

A entrega do diploma a Arlindo Porto foi feita por Bisneto em meio a convidados ilustres, como o secretário de Cultura Robério Braga, que representou o governador Omar Aziz (PSD), o prefeito de Manaus, Artur Neto, o ex-ministro do Trabalho, ex-senador e ex-deputado federal, Almino Afonso, o desembargador do TJA, Iedo Simões, o conselheiro do TCE, Júlio Cabral, o vereador Mário Frota e o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas, Wilson Reis, além de deputados e ex-deputados.

Arthur Bisneto denominou de “momento mais marcante de sua carreira política” o reconhecimento desta Casa Legislativa num gesto de humildade devolver simbolicamente o mandato de deputado federal a Arlindo Porto, que exerceu três mandatos na ALEAM antes de sua cassação. 

“Foi tirado injustamente e de forma covarde na ditadura militar”, disse, ressaltando que “esse gesto é um marco na política amazonense”.

Josué Neto disse que a entrega simbólica do mandato a Arlindo Porto é um ato extremamente importante para a história do Amazonas e o futuro das novas gerações que irão conhecer o que ele fez por este Estado. 

“Essa devolução é de grande representatividade no momento que o mundo vive uma nova fase de amadurecimento da democracia”, afirmou.



Com Informação da Assessoria