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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

#MaisMédicos | Da metrópole paulista para a zona rural da floresta amazônica



 Criando na Zona Sul de São Paulo (SP), o brasileiro Michael Costa, de 31 anos, sonhava desde pequeno em ser médico. Por ser de origem humilde, Michael achava pouco provável conseguir cursar medicina. Quando soube de um processo seletivo para estudar em Cuba, ele participou, passou e colocou na cabeça que iria atuar para ajudar quem mais precisa de médicos. O programa Mais Médicos foi a oportunidade que Michael esperava para trabalhar com o que gosta.“Voltei decidido a não trabalhar em São Paulo e sim onde precisassem mais de atenção médica, que seria na região amazônica”, relata. “Eu poderia ajudar as pessoas de São Paulo? Poderia. Mas eu pensava que lá na região amazônica eles precisam mais, lá ninguém quer ir. Então, sentia uma obrigação de sair de casa e me enfiar aqui no meio da floresta”, completa Michael.

Três meses depois de revalidar o diploma, saiu o edital do Mais Médicos. “Não pensei duas vezes. Uni o útil ao agradável. Tinha a oportunidade de vir para uma comunidade carente fora de São Paulo e ao mesmo tempo teria uma estrutura para fazer isso”, conta o profissional. Ele está há quatro meses trabalhando na Unidade Básica de Saúde (UBS) de Pau Rosa, assentamento rural a 40 quilômetros de Manaus (AM).

A diretora da UBS, Tatiana Lopes, aprovou a vindo do médico para a comunidade. “Antes, não conseguíamos atender todo aquele pessoal. Agora, estamos conseguindo fazer uma distribuição melhor do atendimento. O paciente acaba indo mais cedo para casa e ainda podemos fazer mais atendimentos na residência das pessoas. A procura sempre foi maior que a oferta”, explica Tatiana.

A comunidade tem aproximadamente 11 mil pessoas e nasceu de um assentamento para a reforma agrária. As pessoas, em sua maioria, trabalham com a terra e produzem alimentos para Manaus. “É uma comunidade muito carente. Já tive pacientes que estavam muito tempo sem ver um médico. Muitos estavam com o diabetes completamente descompensado. Fazemos o teste de glicemia e dá 400, 400 e pouco, então intervimos”, explica o Dr. Michael.

Desde que começou a cursar medicina, Michael sabia que queria trabalhar na atenção básica. Para ele, o caminho para transformar a saúde no Brasil passa pela atenção básica. “Não adianta fazer uma saúde querendo ser ultra especialista se só vai beneficiar uma ou outra pessoa. Tem um monte de doença que poderia ser evitada com atenção básica mais eficiente e focalizada”, ressalta o médico.

Junto com as equipes da UBS de Pau Rosa, Michael tem desenvolvido ações de prevenção contra hipertensão, diabetes, hanseníase, entre outros problemas de saúde. “A distância de Manaus é grande. Se você consegue resolver o problema na comunidade, evita ir à Manaus. Um médico em um local afastado faz a diferença. Claro que não resolve tudo, mas não tem a pretensão de resolver tudo, porém faz muita diferença sim”, completa.


Lucas Pordeus Leon / Blog da Saúde

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
(Fonte da imagem: Reprodução/CBN)

Jovens se reúnem em shoppings para passear e se divertir. Mas os casos mais recentes têm gerado caos nos centros comerciais. Entenda melhor o que é e como começou essa onda

Se você acompanhou os noticiários online, impressos ou televisivos das últimas semanas, deve ter se deparado com relatos e implicações dos chamados rolezinhos.

O assunto ganhou grande repercussão na mídia a partir de dezembro do ano passado, quando as aglomerações de jovens marcadas pela internet, com o objetivo inicial de um simples passeio, começaram a ocasionar tumultos e confrontos com a polícia.

Mas você sabe qual o exato conceito do rolezinho? E como essa manifestação popular começou? Quais são, ou foram, os motivos que levaram a essas reuniões de centenas e até milhares de pessoas? Como as redes sociais ajudaram a tornar essa prática uma moda e quais as consequências que esse tipo de encontro tem gerado? Neste artigo nós vamos deixá-lo a par de tudo isso.

#partiurolezinhonoshopping

Em sua essência, os rolezinhos nada mais são do que encontros de pessoas, em sua grande maioria de jovens, com o objetivo de dar um rolê, ou seja: passear, comer um lanche, fazer novas amizades e paquerar.

Na verdade, esse tipo de evento não é exatamente uma novidade. Há muitos anos, estacionamentos de postos de gasolina, supermercados, entre outros estabelecimentos são pontos de encontro durante as noites e madrugadas, principalmente nos finais de semana, para que os jovens possam conversar, ouvir música e cantar.

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
(Fonte da imagem: Reprodução/Renato Mendes para Estadão Conteúdo)

A nova onda se diferencia pela enorme quantidade de participantes, o que foi possível graças ao poder de viralização e de interação da internet — mais especificamente das redes sociais. Foi basicamente através de eventos criados no Facebook que milhares de pessoas passaram a se reunir em shoppings de várias cidades do país, afinal esses são os locais perfeitos para caminhar vendo vitrines, comer e azarar.

A ideia do encontro

Mas por que combinar de sair com tantas outras pessoas, as quais muitas vezes nem sequer se conhecem? Aqui parece existir uma separação de pretextos. Alguns dos organizadores encaram os rolezinhos como uma manifestação pura e simplesmente em prol de mais lugares de lazer. Os primeiros rolês teriam sido organizados por cantores de funk como uma forma de explicitar sua indignação com um projeto de lei que proibia bailes do gênero nas ruas de São Paulo.

Em contrapartida, há uma segunda vertente do movimento. Esse formato de reunião teria surgido ainda em 2012 como um encontro de fãs. Jovens populares em redes sociais se articularam para promover encontros que permitissem uma maior proximidade entre ídolos e seus seguidores. Quando citamos ídolos, não estamos falando de astros da TV, do cinema ou do esporte, mas sim de jovens com perfis famosos na web.

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
Encontro dos jovens no Shopping Metrô Itaquera, na capital paulista. (Fonte da imagem: Reprodução/INFO Online)

Um exemplo desse tipo de celebridade virtual é Juan Carlos Silvestre, um adolescente de 16 anos que é conhecido na internet como "Don Juan" e possui mais de 50 mil seguidores no Twitter. Uma de suas fãs, Jhenifer, de 17 anos, contou à Folha de S.Paulo (conforme cita o BOL) que gosta dos encontros e já participou de sete deles. "Tem que ser em um lugar onde dê para zoar e tirar foto com o ídolo", disse a jovem.

Os primeiros rolezinhos

Embora iniciativas parecidas já existissem, conforme comentamos acima, o atual formato, que viralizou com a ajuda das redes sociais, se concentrou na cidade de São Paulo e repercutiu pela primeira vez no dia 7 de dezembro de 2013, quando aproximadamente 6 mil jovens foram até o Shopping Metrô Itaquera, na Zona Leste da capital paulista.

Devido à aglomeração incomum de tantas pessoas, algumas lojas fecharam as portas mais cedo com medo de saques. O final do evento não foi dos melhores: houve corre-corre nos corredores do centro comercial e a polícia acabou sendo acionada. Após o ocorrido, clientes e comerciantes entraram em contato com o shopping informando sobre furtos efetuados durante o incidente.

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
(Fonte da imagem: Reprodução/Robson Ventura para Folhapress)

Concentrando cerca de 2,5 mil adolescentes, o segundo rolezinho seguiu para o Shopping Internacional de Guarulhos no dia 14 de dezembro. O desfecho do passeio foi o mesmo, mas com 22 suspeitos detidos pelas autoridades e liberados depois de averiguações.
Na semana seguinte, na data de 22 de dezembro, época em que os centros comerciais estão lotados devido à proximidade do Natal, o rolê combinado pela internet debandou para a Zona Sul de São Paulo, no Shopping Interlagos. Dessa vez, não foram registrados furtos, mesmo assim quatro pessoas foram detidas.

Já em 2014, no dia 4 de janeiro, foi a vez do Shopping Tucuruvi, em São Paulo, receber os participantes de outro encontro. Nesse evento não foram informados roubos ou prisões, mas o tumulto das centenas de pessoas fez com que o expediente das lojas fosse encerrado três horas antes do convencional.

Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
(Fonte da imagem: Reprodução/Robson Ventura para Folhapress)

No dia 11 de janeiro ocorreu aquela que talvez tenha sido a reunião mais caótica, novamente marcada para o Shopping Metrô Itaquera. De acordo com notas da Polícia Civil da capital paulista, foram registrados um furto e dois roubos. A Polícia Militar do estado entrou em ação e usou balas de borracha e gás lacrimogênio para dispersar o grupo. Nesse mesmo dia aconteceram eventos paralelos nos shoppings Campo Limpo e JK Iguatemi.

Caso de polícia

A intenção dos rolezinhos em sua essência é aceitável, ingênua e não fere qualquer tipo de legislação. Contudo, na prática os encontros estão gerando algazarra nesses espaços privados abertos ao público, ocasionando tumulto e pânico — o que é um delito criminal. Isso sem falar na infiltração de pessoas mal-intencionadas nesses grupos, as quais querem apenas furtar e promover baderna.

Com isso, lojistas se sentem obrigados a fechar as portas mais cedo e os visitantes, muitas vezes amedrontados, vão para suas casas. Como era de se esperar, não demorou muito para que as administrações dos shoppings entrassem com pedidos de apoio judicial para evitar maiores prejuízos. E elas conseguiram decisões a favor da triagem de clientes.
Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
(Fonte da imagem: Reprodução/Bruno Poletti para Folhapress)

Por exemplo, no dia 10 de janeiro, a juíza Daniella Carla Russo Greco de Lemos expediu uma liminar impedindo o rolezinho programado para o Shopping Itaquera, estipulando uma multa de R$ 10 mil para quem desrespeitar a determinação. A magistrada alega que a Constituição Federal prevê direito à livre manifestação, mas sendo exercida com limites.

"A Constituição Federal de 1988 estabeleceu diversas garantias fundamentais em seu art. 5º. Entre elas a da livre manifestação, o direito de propriedade, a liberdade do trabalho. O art. 6º garante, ainda, como direito social, a segurança pública, o lazer, entre outros. O direito à livre manifestação está previsto na Constituição Federal", afirmou a juíza ao site G1.

"Contudo, essa prerrogativa deve ser exercida com limites. Ora, o exercício de um direito sem limites importa na ineficácia de outras garantias. De fato, se o poder de manifestação for exercido de maneira ilimitada a ponto de interromper importantes vias públicas, estar-se-á impedido o direito de locomoção dos demais. Manifestação em Shopping Center, espaço privado e destinado à comercialização de produtos e serviços, impede o exercício de profissão daqueles que ali estão sediados, bem como inibe o empreendedorismo e a livre iniciativa", complementou Greco de Lemos.

Repercussão na mídia

Em consequência dessas decisões judiciais, surgiram novas discussões que colocam governos, comerciantes e organizadores um contra o outro. Associações pedem para que as prefeituras liberem espaços de seu domínio para o público. Por sua vez, muitos dos governantes alegam não ter locais viáveis e disponíveis para isso. Enquanto isso, os integrantes continuam sem ter onde aproveitar os finais de semana.
Rolezinho: como as redes sociais impulsionaram esta moda
Foto do rolezinho gospel ocorrido em Cascavel, interior do Paraná. (Fonte da imagem: Reprodução/Folha de S.Paulo)

Polêmicas à parte, de maneira geral, a repercussão dos rolezinhos é negativa. Com isso, responsáveis por shoppings e autoridades começaram a monitorar atividades relacionadas a esse tipo de manifestação nas redes sociais. Inclusive, vários dos eventos criados no Facebook para organizar a concentração de adolescentes e jovens estão sendo apagados.
Mas nem todas as notícias sobre os rolês têm uma perspectiva recriminatória. A iniciativa originada em São Paulo serviu de inspiração para grupos específicos de jovens. Uma dessas reuniões aconteceu no maior centro de compras de Cascavel, no interior do Paraná, onde adolescentes se reuniram na praça de alimentação para ler a Bíblia.

Por Fernando Daquino
FONTE:  Folha de S.Paulo, INFO Online, Diário Catarinense, G1, Correio Braziliense, BOL

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Refeitório da CMM está previsto para ser entregue no fim de fevereiro

Com custo zero para a Casa, as obras do refeitório estão sendo executadas pela empresa Igor da S. Mendonça Lanchonete 

Com as obras finalizadas, a empresa terá mais 30 dias para instalar o restaurante e começar a funcionar(Foto: ROBERVALDO ROCHA)


O término das obras do refeitório e restaurante da Câmara Municipal de Manaus (CMM) está previsto para o fim de fevereiro. O diretor de engenharia da CMM, Marcelo Fuentes ressaltou que a cozinha, o espaço para as refeições, a cobertura, a parte elétrica e o forro da construção já estão concluídos, faltando apenas a instalação do piso.

De acordo com Marcelo Fuentes, o restaurante é uma das prioridades do presidente da Casa, vereador Bosco Saraiva (PSDB), em atendimento as reivindicações dos próprios funcionários que pleiteavam o espaço desde as gestões passadas. “O restaurante vai trazer aos servidores mais comodidade e um espaço de lazer social”, completou Marcelo.

Com custo zero para a Casa, as obras do refeitório estão sendo executadas pela empresa Igor da S. Mendonça Lanchonete ME, Vigor Café, vencedora do processo licitatório n° 002/2013, destinado a concessão de uso do restaurante da Casa Legislativa, e conta com o apoio de dez profissionais, entre pedreiros, mestre de obra e eletricistas que trabalham na construção do restaurante, o qual segundo Fuentes, deveria ter sido entregue em dezembro, mas problemas de saúde envolvendo a proprietária da empresa ganhadora da licitação, levaram a prorrogação do prazo para a construção em 45 dias úteis, concedidos pela administração da CMM, a contar do dia 17 de dezembro.

Com as obras finalizadas, a empresa terá mais 30 dias para instalar o restaurante e começar a funcionar. O prazo estabelecido no contrato pela CMM para a concessão do uso do restaurante foi de quatro anos. Após o término do contrato, a mesma empresa poderá concorrer novamente à concessão, como explicou Marcelo Fuentes, ao acrescentar que um dos critérios da licitação para a construção da obra é o de que a Casa será ressarcida em forma de concessão do espaço, com o fim do contrato.

Infraestrutura

O projeto prevê a construção de um refeitório com restaurante de 82 lugares no segundo andar da Câmara. A empresa será responsável por toda a obra e infraestrutura necessária para o funcionamento do espaço, sem gastos para a CMM. A locação do espaço destinado ao refeitório será de R$ 3.100, valor que será compensado no custo da construção do restaurante.

Transparência

O resultado do processo licitatório n° 002/2013 foi homologado no dia 12 de agosto de 2013 e de acordo com o presidente da Comissão de Licitação da CMM, Wandecy Campos, a empresa vencedora apresentou todos os documentos dentro do prazo permitido pela legislação.
A primeira fase da Concorrência Pública foi realizada no dia 12 de julho, no Plenário Adriano Jorge, quando foram entregues os documentos da empresa participante para análise detalhada da habilitação e proposta. Todo o processo foi transmitido ao vivo pela TV Câmara.




 Valdete Araújo

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

MPF/AM expede recomendação contra violência de indígenas em Humaitá

 
MPF/AM expede recomendação para cessar incitação à violência e discurso de preconceito contra indígenas em Humaitá

 


27.12.2013 - Sedes e bens de órgãos públicos federais ligados aos povos indígenas foram depredados por manifestantes, que seguem divulgando mensagens de cunho preconceituoso e racista 
 

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) recomendou a retirada de publicações já feitas e abstenção de novas mensagens no Facebook, portais de notícia outros veículos de imprensa da região dos municípios de Humaitá, Manicoré e Apuí, no sul do Amazonas, que contenham informações com conteúdo discriminatório, preconceituoso ou que incitem a violência, o ódio e o racismo contra os povos indígenas da região, em especial o povo Tenharim. De acordo com o documento, os autores devem retirar todo o conteúdo já publicado em 24 horas.


No documento, o MPF pede ainda aos organizadores e subscritores do manifesto de moradores de Santo Antônio do Matupi, distrito do município de Manicoré, que retirem o material de circulação e não promovam novas manifestações preconceituosas e discriminatórias contra o povo indígena Tenharim. No texto do manifesto, reproduzido em notícia do site Racismo Ambiental, há quatro reivindicações, dentre elas a de que os subscritores não querem mais nenhuma etnia indígena estudando nas escolas da comunidade e querem o afastamento das aldeias da margem da rodovia Transamazônica “para que não haja mais contato com a comunidade”.


Desde o último dia 25 de dezembro, a cidade de Humaitá vive dias de instabilidade por conta de protestos violentos que já resultaram na depredação de prédios e bens públicos de órgãos e autarquias federais relacionados a políticas públicas voltadas aos povos indígenas, além de ameaças a um grupo de indígenas que estava na cidade para tratamento de saúde. Os manifestos estariam relacionados ao suposto desaparecimento de três pessoas na área da terra indígena Tenharim Marmelos, cortada pela rodovia Transamazônica (BR-230).


Na recomendação, o MPF/AM destaca que praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade é crime pela legislação brasileira e pode ser punido com prisão de um a três anos. Caso sejam utilizados meios de comunicação ou  quaisquer outros tipos de publicação para difundir mensagens de ódio, a pena pode chegar a cinco anos. Como parte do inquérito já instaurado pela Polícia Federal para investigar o caso, o MPF/AM vai solicitar que seja investigada também a prática de incitação à violência contra os indígenas.


Discurso de ódio – Diante do grande volume de publicações de portais de notícia locais e comentários pessoais com conteúdo preconceituoso e racista na rede social Facebook, o MPF/AM também recomendou à empresa responsável pela rede no Brasil que exclua publicações e comentários com discurso de ódio contra os povos indígenas, especialmente contra o povo Tenharim. O MPF se baseou no termo de direitos e responsabilidades da própria rede social, que diz: “Você não publicará conteúdo que: contenha discurso de ódio, seja ameaçador ou pornográfico; incite violência; ou contenha nudez ou violência gráfica ou desnecessária”.


De acordo com a recomendação, os portais de notícia, veículos de imprensa escrita e emissoras de rádio e televisão do sul do Amazonas devem divulgar amplamente o conteúdo da recomendação e da espaço para manifestação aos povos indígenas sempre que forem relatados fatos que os mencionem. Nas rádios, o documento deve ser divulgado ao longo da programação dos próximos cinco dias, entre 6h e 20h.


O documento será encaminhado ao Estado do Amazonas, aos representantes do Executivo e aos membros do Poder Legislativo dos três municípios para conhecimento e divulgação à população local. Todos os órgãos públicos municipais, estaduais e federais da região também receberão cópias da recomendação para afixar em local visível e de fácil acesso em suas sedes. Tendo em vista as características da logística na região amazônica, o MPF/AM também pediu apoio à Polícia Federal, Exército e Polícia Militar do Amazonas para que ajudem a levar o documento até seus destinatários, principalmente aos moradores do distrito de Santo Antônio do Matupi, que fica localizado no quilômetro 180 da rodovia Transamazônica.

Assessoria de Comunicação

Procuradoria da República no Amazonas

(92) 2129-4743 / 4661

ascom@pram.mpf.gov.br

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