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segunda-feira, 2 de março de 2015

Prefeitura de Manicoré realiza a limpeza e a Funasa o Fumacê

O mutirão de limpeza devido às fortes chuvas tem 

A população também está envolvida nesta ação, eles ajuntam todo o lixo nos seus  (Fotos: Edy Lima)


A Funasa tem a missão de realizar o ‘Fumacê’, este trabalho esta sendo realizado pelos




O mutirão de limpeza realizado pela prefeitura municipal de Manicoré, através da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Município de Manicoré (Semsa) e Fundação Nacional de Saúde (Funasa), vem acontecendo desde o dia 05 de fevereiro nos principais bairros da cede do município.

A população também está envolvida nesta ação, eles ajuntam todo o lixo nos seus quintais, podas de árvores e restos de entulhos, colocam na beira da rua e ai a Seminfra com Caminhões caçambas e Tratores recolhem todo esse lixo e dá o destino certo para todo o resíduo.  

A Funasa tem a missão de realizar o ‘Fumacê’, este trabalho esta sendo realizado pelos profissionais da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), juntamente com a Vigilância Epidemiológica e Atenção Básica, visando diminuir os criadouros do mosquito Aedes Aegypti, uma vez que o mesmo é o transmissor da Dengue e da Febre do Chikungunya.

O serviço do fumaçê realizado pela Funasa tem como objetivo o bloqueio nas áreas que houve Notificações de casos suspeitos de Dengue. Os agentes entram nos quintais, terrenos baldios e faz uma espécie de borrifação, fazendo com que os mosquitos da Dengue, da Malária e Chikungunya se afugentem.

O mutirão de limpeza devido às fortes chuvas tem atrasado bastante, porém a ação de limpeza só termina quando o último bairro da cidade for limpo. É uma determinação da Prefeitura Municipal de Manicoré. 


Edy Lima DRT-AM 1823

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Prefeitura de Manicoré realiza ‘Operação Limpeza’ nos bairros da cidade

Os comunitários estão colaborando também com a ação


Mega a ação de limpeza nos bairros da cidade, está acontecendo (Fotos: Edy Lima)


Os agentes de endemias da Funasa, realizarão a operação ‘Fumacê, contra o mosquito da dengue



Depois que o prefeito de Manicoré Lúcio Flávio do Rosário e secretários de governo, reuniram-se com moradores dos Bairros de Santo Antônio e Andaraí, finalmente chegou-se a um acordo entre a prefeitura e moradores, sobre a limpeza das ruas dos bairros e principalmente de não jogarem lixo de qualquer jeito sobre os logradouros públicos. 

A ação de Combate a Dengue, Leptospirose e Chikungunya, realizada pelas Secretarias, Seminfra, Semsa, Meio Ambiente e Funasa teve seu inicio na manhã de quinta-feira (05) pelo bairro de Santo Antônio. Os comunitários estão colaborando também com a ação. A limpeza será realizada em todos os bairros da cidade e não tem o dia certo de quando vai se encerrar.

Às 17 horas (Tarde) de quinta-feira, os agentes de endemias da Funasa, realizarão a operação ‘Fumacê, contra o mosquito da dengue, o da malária, chikungunya e outros. A ação do fumacê será realizada em todos os bairros da cede do município. “Esperamos que após a retirada de todo entulho das ruas, os moradores não jogue mais lixo e nem cortem árvores sem autorização dos órgãos competentes”. Disse Lúcio Flávio.



Edy Lima DRT-AM 1823

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Prefeito de Manicoré realiza reunião com moradores de bairros e orienta os mesmos para não jogar lixo nos logradouros públicos.

O ponto mais abordado na reunião foi justamente o mal


Prefeito Lúcio Flávio reunido com moradores do bairro de Andaraí, falando sobre o lixo (Fotos: Edy Lima)


Diante de tal situação, o prefeito Lúcio Flávio decidiu que apartir de hoje quinta-feira (05)



Depois de receber inúmeras denuncias de lixos sendo jogando nas ruas dos bairros de Santo Antônio, Andaraí, Rosário e adjacentes, sem o devido consentimento das Secretarias de Infraestrutura do Município e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMADES), o prefeito de Manicoré Lúcio Flávio, realizou de imediato na última terça-feira (03) e quarta-feira (04) uma reunião com moradores do bairro de Santo Antônio e a outra no Andaraí, para saber o porquê de tanto lixo está sendo jogando sem o consentimento das secretarias acima citadas.  

Na reunião estiveram presentes os prefeitos de Manicoré, Lúcio Flávio e Paulo Sérgio, Secretário de Meio Ambiente, Antônio Jorge, Secretário da Seminfra, Newton Neto, Gerente da Funasa- local, Edvaldo Machado (Cacau), Subgerente da Funasa José Ricardo, Vereadores Markson Machado e Zulândio Galdino (Uca), Secretário da SEMSA, Yuri Reis, equipe do Meio Ambiente e demais secretários de governo. 

O ponto mais abordado na reunião foi justamente o mal, que o lixo que está sendo jogando aleatoriamente nas ruas pode causar aos próprios comunitários, não só de quem mora no bairro mais também na cede inteira. “Com esse lixo todo, sendo colocado nas ruas, corremos o risco de contrairmos a Dengue, Leptospirose, outras doenças causadas por insetos e até mesmo a Chikungunya, que é 10 vezes mais forte que a dengue”. Disse José Ricardo da Funasa.

Diante de tal situação, o prefeito Lúcio Flávio decidiu que apartir de hoje quinta-feira (05), a prefeitura através das Secretarias de Meio Ambiente, Seminfra, Semsa e Funasa estarão se mobilizando e partindo para uma super ação de limpeza e tirando todo esse lixo que foi jogando sem autorização do município. A Funasa vai realizar o ‘FUMACÊ’.

Mas o prefeito avisou que após a ‘Ação de Combate a Dengue e a Chikungunya’, nenhum morador poderá jogar lixo nas ruas conforme vinham jogando. Até porque o município tem uma lei de nº 595 de março de 2003, que fala do regulamento da limpeza urbana. Inservíveis, trata-se dos “Bens inservíveis, podas de árvores e resto de limpeza de terrenos e entulhos de obras, é responsabilidade de quem os produzir”.


Edy Lima DRT-AM 1823

sexta-feira, 16 de maio de 2014

MANICORÉ ASSINAR MAIS UM CONVÊNIO

O Prefeito de Manicoré Lúcio Flávio do Rosário assinou

Isso é fruto de um governo que tem responsabilidade (Foto: Fecebook)

A prefeitura de Manicoré é a unica do Amazonas que coseguiu conveniar com a Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). O convênio é referente o abastecimento de água do Distrito de Santo Antônio do Matupí Km 180 na Transamazônica. 

O Prefeito de Manicoré Lúcio Flávio do Rosário assinou e disse, isso é fruto de um governo que tem responsabilidade com município e a prefeitura sempre vai estar apta a fazer parcerias com os governos.


Com Informação da Assessoria


terça-feira, 18 de março de 2014

Combate ao mosquito da dengue e o da malária

Mas somente os homens da Funasa não conseguem 


Funasa realizando fumacê para combater a dengue e malária (Foto: Edy Lima)



Equipe da Fundação Nacional da Saúde (FUNASA) de Manicoré, esta aproveitando os três dias que não chove na cidade de Manicoré para borrifar com o fumacê o mosquito da dengue e assim evitar a proliferação dos mesmos. A hora que os agentes de endemias começam a guerra contra o mosquito é na parte da tarde, aproximadamente das 17 horas até ao anoitecer, porque é nessa hora que o mosquito da dengue e o carapanã da malária estão querendo se alimentar e colocar seus ovos.  

Os ovos do mosquito da dengue demoram até um ano para eclodirem, eles são muito resistentes. Gostam de água parada e limpa. Já o mosquito (Carapanã) da malária ferra ao amanhecer e ao cair da tarde. Ambos são muito perigosos podendo levar até a morte o ser humano. Na tarde da última quarta-feira (17) a equipe da FUNASA estava com o trabalho de fumacê no centro da cidade, região do cemitério, Siságua, e adjacentes. 

Mas somente os homens da Funasa não conseguem combater o mosquito, é preciso que você tome também alguma providência, não deixando a água se acumular em recipientes tais como; Baldes, Bacias, Casca de ovo, Tampa de Garrafas Pet, Vasos de plantas, Calhas, Folhas em cima da casa, Folhas no quintal, e assim sucessivamente. Esta sempre em alerta e vigilante porque “Dengue” mata.




Edy Lima DRT/AM 1823

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Prefeitura de Manicoré compra lancha para a educação

A mesma servirá para coordenação e supervisão da educação 

nas Comunidades

O prefeito de Manicoré Lúcio Flávio recebeu pessoalmente o veiculo aquático (Foto: Edy Lima)


Prefeitura Municipal de Manicoré através de seus gestores Prefeito Lúcio Flávio do Rosário e Vice-prefeito Paulo Sérgio Machado Barbosa, comprou no mês passado (Dezembro de 2013) uma Lancha para a Secretaria Municipal de Educação do município de Manicoré (SEMED).

A mesma servirá para coordenação e supervisão da educação nas Comunidades perto e as mais distantes do interior do município de Manicoré. Os recursos investidos na lancha foi recurso próprio da prefeitura.

Mais uma lancha foi entregue pelo Governo do Estado do Amazonas, onde o investimento é do Governo Federal através da Fundação Nacional da Saúde (FUNASA), essa lancha será destinada a Saúde do município de Manicoré.

O prefeito de Manicoré Lúcio Flávio recebeu pessoalmente o veiculo aquático em Manaus. Em entrevista em um programa de rádio local na última quarta-feira (31) de 2013, Lúcio Flávio e Paulo Sérgio anunciarão mais investimentos para o ano de 2014, no município, entre elas, na saúde, educação, esporte, sistema viário da cidade, pavimentação asfáltica nos bairros, na agricultura, ou seja, mais investimentos e incentivo ao produtor rural.




Edy Lima DRT/AM 1823

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Superintendente da PF se reúne com prefeitos da região de conflito

 Os prefeitos Lúcio Flávio do Rosário (PSD) de Manicoré e José Cidenei Lobo do Nascimento (PMDB), de Humaitá (AM), foram recebidos na tarde desta quinta feira(26), pelo superintendente da PF em Rondônia, Manoel Gaya, e trataram do conflito entre brancos e índios da etnia Tenharin, na região de Humaitá. As autoridades devem pedir ao Judiciário que autorize a entrada de policiais na aldeia.

Na noite do dia 25 de dezembro, uma multidão ateou fogo em carros, barcos e nas sedes da Funai e da Funasa em Humaitá, em protesto contra o desparecimento de três pessoas.

Cerca de sessenta índios estão refugiados no quartel do 54ª Batalhão de Infantaria de Selva. A população fechou a rodovia Transamazônica e ameaça invadir o quartel caso os índios não permitam a entrada de agentes federais na Terra Indígena dos Tenharin, onde segundo moradores, podem estar os corpos dos desaparecidos. a situação é tensa na região.
Fonte: RONDONIAGORA
Autor: RONDONIAGORA

143 índios recebem segurança do Exército após ataques à Funai no AM

Há crianças e adolescentes entre abrigados no 54º BIS, em Humaitá. Após desaparecimento de homens, grupo queimou bens da Funai e Funasa. 

O Exército informou que 143 indígenas estão abrigados no quartel do 54º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), em Humaitá, município do Amazonas a 590 km de Manaus. Entre o grupo há adultos, adolescentes e crianças. Os índios recebem segurança depois que as unidades da Funai e Funasa foram incendiadas por um grupo de pessoas que cobra agilidade nas buscas por homens desaparecidos na BR-230 (Rodovia Transamazônica). Há suspeita de que eles tenham desaparecido na altura da aldeia dos índios Tenharim.

O conflito na região se agravou na quarta-feira (25), quando moradores de Apuí e Humaitá, municípios situados no Sul do estado, promoveram diversas manifestações. Eles cobraram agilidade da Polícia Federal de Rondônia (PF-RO) nas buscas pelos homens que estão desaparecidos há mais de uma semana. Eles acusam os índios da etnia Tenharim de estarem fazendo o grupo de refém dentro da reserva indígena localizada na divisa entre Rondônia e Amazonas. Os manifestantes chegaram a atear fogo em três carros e nas sedes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) de Humaitá.

O grupo de desaparecidos teria sido visto pela última vez na aldeia de índios da etnia Tenharim. De acordo com o coronel Antônio Prado, comandante do 54º BIS, na terça-feira (24), véspera de Natal, familiares e amigos dos desaparecidos interditaram a balsa que faz a travessia do Rio Madeira, em Humaitá.

O grupo de desaparecidos teria sido visto pela última vez na aldeia de índios da etnia Tenharim. De acordo com o coronel Antônio Prado, comandante do 54º BIS, na terça-feira (24), véspera de Natal, familiares e amigos dos desaparecidos interditaram a balsa que faz a travessia do Rio Madeira, em Humaitá.

"A manifestação popular atingiu nível muito alto de violência. Na tarde de 25 de dezembro, os manifestantes passaram a se reunir, dessa vez em frente ao prédio da Funai e iniciaram o lançamento de fogos de artifício e coquetel molotov contra o prédio e veículos daquela instituição. Em seguida, partiram para a sede da Casai e Pólo Base onde causaram os mesmos danos. Além disso, incendiaram o Barco da Funai que prestava apoio aos indígenas em outros municípios", informou Prado.
O comandante afirmou que, após os ataques, a Funai solicitou proteção à integridade dos indígenas. "A solução mais segura encontrada foi a de trazê-los para o interior do quartel do 54º BIS, onde se encontram em segurança 143 indígenas, adultos, adolescentes e crianças", disse.

Reforço

Até a tarde de quinta (26), o Exército ainda não estava participando de ações ligadas ao desaparecimento dos homens, segundo Prado. "Após a solicitação feita pelo Ministério da Justiça à Presidência da República ou ao Ministério da Defesa, o emprego de tropa federal poderá ser autorizado por meio de apoio logístico, de comunicações e de inteligência", afirmou o comandante.

Na manhã quinta, a Polícia Militar do Amazonas enviou um efetivo de 30 policiais do Batalhão de Choque a Humaitá para evitar novos tumultos. Segundo a PM, a medida foi tomada como forma de prevenir novos conflitos e ações de vandalismo decorrentes de protestos pela cidade.

Investigação

Em coletiva de imprensa na manhã de quinta, o delegado superintendente da Polícia Federal de Rondônia, Carlos Manoel Gaya da Costa, informou que a PF instaurou inquérito para apurar o desaparecimento das três pessoas dentro da reserva indígena. De acordo com ele, a PF mobilizou todo o seu efetivo para a operação. O Governo do Estado do Amazonas, a Força Nacional, o Exército, a Polícia Militar do Amazonas, a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil de Rondônia e Corpo de Bombeiros também estão prestando apoio à Polícia Federal.

Desaparecidos

Um grupo de pessoas está desaparecido em uma região do km 85 da BR-230, Rodovia Transamazônica, em trecho situado entre os municípios amazonenses de Humaitá e Manicoré. Entre os desaparecidos há um funcionário da Eletrobras. A Polícia Federal (PF) foi acionada e faz buscas na região. Segundo informações preliminares, o grupo teria sido visto pela última vez na aldeia de índios da etnia Tenharim. Um dos desaparecidos, Aldeney Ribeiro Salvador, é funcionário da Eletrobras Amazonas Energia. Ele atua na Agência do Distrito de Santo Antônio do Matupi, em Manicoré.

    Fonte: g1.globo.com

MPF/AM expede recomendação contra violência de indígenas em Humaitá

 
MPF/AM expede recomendação para cessar incitação à violência e discurso de preconceito contra indígenas em Humaitá

 


27.12.2013 - Sedes e bens de órgãos públicos federais ligados aos povos indígenas foram depredados por manifestantes, que seguem divulgando mensagens de cunho preconceituoso e racista 
 

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) recomendou a retirada de publicações já feitas e abstenção de novas mensagens no Facebook, portais de notícia outros veículos de imprensa da região dos municípios de Humaitá, Manicoré e Apuí, no sul do Amazonas, que contenham informações com conteúdo discriminatório, preconceituoso ou que incitem a violência, o ódio e o racismo contra os povos indígenas da região, em especial o povo Tenharim. De acordo com o documento, os autores devem retirar todo o conteúdo já publicado em 24 horas.


No documento, o MPF pede ainda aos organizadores e subscritores do manifesto de moradores de Santo Antônio do Matupi, distrito do município de Manicoré, que retirem o material de circulação e não promovam novas manifestações preconceituosas e discriminatórias contra o povo indígena Tenharim. No texto do manifesto, reproduzido em notícia do site Racismo Ambiental, há quatro reivindicações, dentre elas a de que os subscritores não querem mais nenhuma etnia indígena estudando nas escolas da comunidade e querem o afastamento das aldeias da margem da rodovia Transamazônica “para que não haja mais contato com a comunidade”.


Desde o último dia 25 de dezembro, a cidade de Humaitá vive dias de instabilidade por conta de protestos violentos que já resultaram na depredação de prédios e bens públicos de órgãos e autarquias federais relacionados a políticas públicas voltadas aos povos indígenas, além de ameaças a um grupo de indígenas que estava na cidade para tratamento de saúde. Os manifestos estariam relacionados ao suposto desaparecimento de três pessoas na área da terra indígena Tenharim Marmelos, cortada pela rodovia Transamazônica (BR-230).


Na recomendação, o MPF/AM destaca que praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade é crime pela legislação brasileira e pode ser punido com prisão de um a três anos. Caso sejam utilizados meios de comunicação ou  quaisquer outros tipos de publicação para difundir mensagens de ódio, a pena pode chegar a cinco anos. Como parte do inquérito já instaurado pela Polícia Federal para investigar o caso, o MPF/AM vai solicitar que seja investigada também a prática de incitação à violência contra os indígenas.


Discurso de ódio – Diante do grande volume de publicações de portais de notícia locais e comentários pessoais com conteúdo preconceituoso e racista na rede social Facebook, o MPF/AM também recomendou à empresa responsável pela rede no Brasil que exclua publicações e comentários com discurso de ódio contra os povos indígenas, especialmente contra o povo Tenharim. O MPF se baseou no termo de direitos e responsabilidades da própria rede social, que diz: “Você não publicará conteúdo que: contenha discurso de ódio, seja ameaçador ou pornográfico; incite violência; ou contenha nudez ou violência gráfica ou desnecessária”.


De acordo com a recomendação, os portais de notícia, veículos de imprensa escrita e emissoras de rádio e televisão do sul do Amazonas devem divulgar amplamente o conteúdo da recomendação e da espaço para manifestação aos povos indígenas sempre que forem relatados fatos que os mencionem. Nas rádios, o documento deve ser divulgado ao longo da programação dos próximos cinco dias, entre 6h e 20h.


O documento será encaminhado ao Estado do Amazonas, aos representantes do Executivo e aos membros do Poder Legislativo dos três municípios para conhecimento e divulgação à população local. Todos os órgãos públicos municipais, estaduais e federais da região também receberão cópias da recomendação para afixar em local visível e de fácil acesso em suas sedes. Tendo em vista as características da logística na região amazônica, o MPF/AM também pediu apoio à Polícia Federal, Exército e Polícia Militar do Amazonas para que ajudem a levar o documento até seus destinatários, principalmente aos moradores do distrito de Santo Antônio do Matupi, que fica localizado no quilômetro 180 da rodovia Transamazônica.

Assessoria de Comunicação

Procuradoria da República no Amazonas

(92) 2129-4743 / 4661

ascom@pram.mpf.gov.br

twitter.com/MPF_AM

Centenas de índios pedem abrigo do Exército em Humaitá (AM) após protestos da população

Cerca de 3 mil moradores incendiaram propriedades da Funai e da Funasa. Os índios são acusados pelo desaparecimento de três homens na rodovia BR-230, que passa dentro da reserva indígena. Só nesta quinta (26) a polícia se pronunciou oficialmente

População revoltada promove caos em Humaitá (AM)
Populares usaram combustível, pedras, rojões de fogo e coquetéis molotov para destruir propriedades voltadas aos indígenas em Humaitá (Raolin Magalhães/Freelancer)
Um clima de guerra tomou conta do município amazonense de Humaitá (a 675 quilômetros a sul de Manaus) nos últimos dois dias e fez com que 141 índios de várias etnias que moram na Terra Indígena de Tenharim pedissem refúgio do Exército Brasileiro no local. A reserva Tenharim fica entre Humaitá, Apuí e Manicoré, e é cortada pela rodovia BR-230, a Transamazônica. A população acusa os índios de sequestro.

Em alojamentos do 54º Batalhão de Infantaria de Selva, na própria cidade de Humaitá, estão abrigados 34 crianças indígenas, seis idosos, 38 mulheres - algumas delas grávidas -, e 65 homens. Segundo o Exército, esses 141 refugiados estavam no perímetro urbano retornando para as aldeias, mas foram impedidos de voltar após serem ameaçados por populares durante protestos na noite de quarta (25).


Alguns dos 141 índios estavam recebendo atendimento médico na Casa de Saúde do Índio, local administrado pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), e tiveram que fugir da confusão. “A maioria mulheres e crianças estão com problemas de saúde. Os índios não podiam retornar. A via de acesso à aldeia estava bloqueada (pela população)”, declarou o coronel Mendonça, do Comando Militar da Amazônia (CMA).
 
“Um cacique Tenharim e um representante da Funai procuraram o comandante do 54º Batalhão para que a integridade física dos índios fosse garantida. O Exército recebeu os índios como receberia qualquer pessoa”, declarou Mendonça. Segundo ele, os indígenas tiveram sua integridade física ameaçada e a situação no local é considerada crítica.

Mais de 3 mil pessoas invadiram, depredaram e incendiaram prédios da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Funasa, no mínimo dez veículos (como carros e caminhonetes) e duas embarcações de propriedade da União, que estavam atracadas na orla de Humaitá. Os 186 policiais militares que atuam na cidade, contando até com quem estava de folga e foi convocado emergencialemtne, não conseguiram conter a população.

A região possui histórico de conflitos e tensão entre grileiros, invasores e os índios. Essa última revolta contra os indígenas de Tenharim começou depois que três homens desapareceram na rodovia BR-230, no último dia 16 de dezembro, e nenhuma autoridade deu retorno para os familiares sobre as investigações. Pessoas disseram terem visto os homens pela última vez em um carro preto no KM 85 da estrada.

O desaparecimento do trio foi registrado e a Polícia Federal de Rondônia (PF-RO) se responsabilizou pelo caso. Com mais de uma semana sem respostas do Poder Público, familiares e amigos se revoltaram contra aqueles que eles consideram culpados: os indígenas.

Durante o protesto, a população usou barris de combustível, pedras, rojões de fogos de artifício e coquetéis molotov contra as propriedades da União. “O nosso efetivo não deu conta, a população fez os policiais militares recuarem após um longo confronto. Eram 3 mil contra 100”, conta o vereador Edvaldo França, de Humaitá, que é sargento da Polícia Militar (PM) de licença.

Reforço

O Comando de Policiamento do Interior do Amazonas (CPI) enviou de Manaus para Humaitá, na manhã desta quinta (26), duas aeronaves com 38 policiais militares para reforçar o trabalho de contenção das revoltas. O clima de calmaria e tranquilidade nas ruas de Humaitá na manhã desta quinta contrastava com a cenário de guerra da noite anterior.



Na última terça-feira (24), cerca de 30 familiares e amigos tinham bloqueado o acesso de carros e pessoas à orla de Humaitá durante protesto por respostas da PF-RO. O grupo empunhava cartazes nas mãos enquanto uma fila de carros e caminhões se formava pela estrada de acesso ao porto. Os manifestantes teriam dado prazo até quarta para receberem algum posicionamento das autoridades.
Desaparecidos

Desapareceram no dia 16 de dezembro o professor Stef Pinheiro de Souza, que mora Apuí; o gerente da Eletrobrás Amazonas Energia Aldeney Ribeiro Salvador, que trabalha na comunidade do Santo Antônio do Matupi, em Manicoré; e o representante comercial Luciano da Conceição Ferreira Freire, que reside em Humaitá.

“O caso já saiu do âmbito familiar. Agora não são mais apenas os familiares e amigos que estão revoltados, é toda a população”, afirma Israel Júnior, parente do desaparecido Luciano. Segundo ele, as pessoas estão vendo a situação como um descaso das autoridades. “Eles desapareceram no dia 16, dois dias depois prestaram queixa e até agora ninguém fez nada, nem sequer emitiram uma nota oficial”, diz.

Investigação

De acordo com Israel, a PF-RO afirmou que, com seu efetivo de 30 pessoas, não consegue entrar na mata da reserva, área federal, para realizar as buscas. “Os índios dizem que os rapazes não estão lá, mas também não permitem a entrada de ninguém. Afirmam que só vão autorizar se for por meio da Funai ou se for uma decisão judicial federal”, disse Israel.

A Funai de Humaitá informou no início da semana que estava participando das investigações e intermediava o trabalho da PF-RO dentro da reserva de Tenharim.

Segundo Israel, a PF de Rondônia, que detém jurisdição da área, chegou a ir até os portões da reserva indígena dos Tenharim, mas não foi autorizada a entrar para realizar as buscas. “A PF pediu que os próprios índios fizessem as buscas, o que revoltou ainda mais a população”, diz um morador do município que pediu para não ser identificado.

Após dez dias do desaparecimento, a Polícia Federal de Rondônia se pronunciou por meio de nota. Segundo o órgão, foi instaurado um inquérito sobre o caso e foram realizadas buscas em locais que não foram informados. De acordo com a PF-RO, nenhum resultado foi alcançado durante as investigações até o momento.

A assessoria da Funai também disse que enviaria nota sobre o caso.

VINICIUS LEAL*

terça-feira, 9 de abril de 2013

Distrito de Santo Antônio do Matupi ganha 'Ambulância'


A Ambulância será destinada para o Distrito de Santo Antônio do Matupi Km 180 da Transamazônica

Com esse novo carro as coisas vão melhorar para os matupienses(Divulgação/ Susam)


No último domingo o Prefeito de Manicoré Lúcio Flávio do Rosário juntamente com sua equipe de governo viajaram para a Capital de Manaus, buscar recursos para o município e também atrás de equipamentos para a saúde da população manicoreense.

Já no começo da semana Lúcio Flávio esteve no Centro de Convenções onde aconteceu a Cerimônia de entrega de uma (1) ambulância, duas (2) motos e equipamento de fumacê, para Manicoré.

A Ambulância será destinada para o Distrito de Santo Antônio do Matupi Km 180 da Transamazônica.

Ainda em Manaus, Flávio esteve na Caixa Econômica Federal tratando de assunto referente ao PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA.

Segundo o prefeito Lúcio, tudo certo.  “Dia 19 estarem em Manicoré para assinatura dos contratos com os contemplados”, disse o prefeito.

Estiveram também pela manhã na SEPROR onde participaram de uma importante reunião com o Secretário Eron Bezerra e o presidente do IDAM Rizole, acompanhado do Secretário da (Semapa) Manoel de Paula (velho) e do Secretário de Infraestrutura de Matupi Edson Minoro Tsugawa do (180), onde trataram de assuntos referentes à estação dos alevinos e agricultura.

O secretário Eron disse: “Manicoré é o maior produtor de melancia e banana do estado do Amazonas”

Ainda em Manaus, estão os Vereadores de Manicoré Roberval Neves (PSD), mais os Vereadores Sabá Madeiros (PV), Uca Galdino (DEM), Markson Machado (PSC), Luzinei Delgado (PSC), Nara Reis (PSDB), Miro Gomes (PP), Junhão (PMDB), Anderson Oliveira (PC do B), Michel Breves (PTN) e o Secretário Municipal de Saúde (Semsa), Yuri Reis.

Todos eles foram convidados pelo Governador do Estado do Amazonas senhor Omar Aziz (PSD) para uma reunião.

Nesta terça-feira (9), os vereadores participaram de uma importante reunião, que aconteceu pela manhã em Manaus.

Na reunião foi tratado assuntos de interesse do Município de Manicoré e da população manicoreense. 



Edy Lima DRT 1823 AM.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Lexandra declara guerra contra o mosquito do “Dengue” em Manicoré

Em caso de suspeita de dengue procure imediatamente um posto de saúde mais próximo de sua residência

É bom lembrar que o ovo do mosquito da dengue pode sobreviver

  Hoje pela manhã (27), a enfermeira Lexandra Pascoal lotada na Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), esteve no Programa de Rádio Gerando Oportunidades falando aos ouvintes sobre os cuidados e prevenção que os munícipes têm que tomar quando o assunto é o mosquito do “Dengue”.


Lexandra começou sua entrevista falando aos moradores de Manicoré sobre os 17 pacientes que deram entrada nas Unidades Básicas de Saúde só neste começo de ano, dessas 17 pessoas supostamente infectadas, somente em três foi detectado dengue.

A ação mais simples para prevenção da dengue é evitar o nascimento do mosquito, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação.

Para isso, é preciso eliminar os lugares que eles escolhem para a reprodução.

A regra básica é não deixar a água, principalmente limpa, parada em qualquer tipo de recipiente.

Como a proliferação do mosquito da dengue é rápida, além das iniciativas governamentais, é importantíssimo que a população também colabore para interromper o ciclo de transmissão e contaminação.

Para se ter uma ideia, em 45 dias de vida, um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas.

Então, a dica é manter recipientes, como caixas d’água, barris, tambores tanques e cisternas, devidamente fechados.

E não deixar água parada em locais como: vidros, potes, pratos e vasos de plantas ou flores, garrafas, latas, pneus, panelas, calhas de telhados, bandejas, bacias, drenos de escoamento, canaletas, blocos de cimento, urnas de cemitério, folhas de plantas, tocos e bambus, buracos de árvores, além de outros locais em que a água da chuva é coletada ou armazenada.

É bom lembrar que o ovo do mosquito da dengue pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado o ovo estiver seco.
Caso a área receba água novamente, o ovo ficará ativo e pode atingir a fase adulta em um espaço de tempo entre 2 e 3 dias.

Por isso é importante eliminar água e lavar os recipientes com água e sabão.

Já para terminar a entrevista a enfermeira Lexandra Pascoal disse que a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), já esta nos bairros da cidade fazendo o trabalho de fumacê nas casas, quintais e principalmente em terrenos baldios.

Finalizou fazendo um apelo a todos os moradores da cidade que não dificultem o trabalho dos agentes de saúde, que recebam bem esses agentes, fazendo com eles possam vir realmente combater os principais focos do mosquito do “Dengue”.

Em caso de suspeita de dengue procure imediatamente um posto de saúde mais próximo de sua residência e não tome remédio sem antes consultar um profissional de saúde.


Edy Lima Drt 1823










quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Funasa pega pesado contra mosquitos do “Dengue”, em Manicoré

Fotos: Edy Lima.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semades), juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), e Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), começou dia (17), um mutirão de combate a “Dengue”, com o objetivo a prevenção e controle a dengue no município.

Visita domiciliar, envolvendo educação em saúde, tratamento em criadouros; eliminação de possíveis criadores (SENSA), Coleta de lixo e entulhos; com intuito de remover possíveis criadouros; (SEMADES/SEMINFRA), Visitas a possíveis criadouros; Borracharias, oficinas, cemitérios, etc.
Agente de endemias fazendo fumaçê (Funasa).

Realização de UBV Costal; no combate ao mosquito transmissor, O mutirão começou pelo Bairro Dom Bosco, em seguida passando pelo Bairro de Santa Luzia, envolvendo vários agentes e funcionários das secretarias a cima citada.

O Fumacê esta a todo vapor nas vias públicas, casas e quintais, os agentes da  estão na guerra, contra o mosquito, o curioso que vários moradores saem de suas residências para que o a gente coloque dentro de casa, só assim eles ficam satisfeitos, mais por trás de toda essa operação, uma coisa preocupa os agentes, é que quando a criançada vê o fumacê ficam loucas para entrar na fumaça, ficam pra lá e pra cá atrás de quem esta com o aparelho, isso na beira da rua causando um enorme perigo para o trânsito, porque quem esta passando no momento da borrifação, seja de carro, moto ou ate mesmo de bicicleta a visibilidade do condutor é zero ou quase.

Todos os dias são avisados nos programas de rádio os pais e a população sobre o combate do “Dengue”, que os mesmos devem controlar a euforia de seus filhos, que no momento que estiverem colocando a fumaça, orientem seus filhos e netos para que não fiquem literalmente em cima do agente que esta trabalhando, mais infelizmente isso não acontece, pais e mães não conseguem controlar a meninada que fica vulnerável a acidentes.  
           

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Secretarias unidas na guerra contra a “Dengue”, em Manicoré

Foto: Edy Lima.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semades), juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), e Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), começou ontem  dia (17), um mutirão de combate a “Dengue”, com o objetivo a prevenção e controle a dengue no município, tendo como atividades:

Visita domiciliar, envolvendo educação em saúde, tratamento em criadouros; eliminação de possíveis criadores (SENSA), Coleta de lixo e entulhos; com intuito de remover possíveis criadouros; (SEMADES/SEMINFRA), Visitas a possíveis criadouros; Borracharias, oficinas, cemitérios, etc.

Realização de UBV Costal; no combate ao mosquito transmissor, (FUNASA), Realização de Termonebulização; Fumacê nas vias públicas e quintais, (FUNASA). O mutirão começou pelo Bairro Dom Bosco, em seguida passando pelo Bairro de Santa Luzia, envolvendo vários agentes e funcionários das secretarias a cima citada.
E tem mais, todos os moradores destes bairros que possuam entulhos e restos de podas de arvores que queiram realizar limpeza em seu quintal, que a Secretaria de Infraestrutura (Seminfra), estará recolhendo todo o material gerado com essa ação.

Mais com um detalhe, em nenhuma hipótese será permitido o deposito de entulho em via pública após a realização do mutirão, e o não cumprimento do comunicado acarretará em penalidades conforme o Art.29 do Regulamento de Limpeza Urbana, amparada pela Lei N°. 595 de 17 Março de 2003.

Segundo o Secretário de Meio Ambiente senhor Rosival Ribeiro a ação esta apenas começando, pretendemos fazer todos os bairros de nossa cidade, não queremos da asa para o Mosquito da Dengue, com a ajuda da população a guerra contra o inimigo “O Dengue”, tudo fica mais fácil, juntos venceremos,finalizou Rosival.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Mortalidade infantil entre povos indígenas aumenta, aponta relatório do Cimi

A precária situação a que estão submetidos os povos indígenas, teria se agravado com o processo de transição da Funasa para a Sesai

Em 2003, os waimiri-atroari festejaram o nascimento do milésimo bebê, Iawyraky, que hoje está com oito anos. Na ocasião foi realizado o ‘Maryba’
Relatório dá conta de que as mortes ocorreram em função de doenças e problemas "facilmente tratáveis" (Euzivaldo Queiroz )

Um total de 126 crianças indígenas com idades entre 0 e 5 anos de idade morreram em 2011, em decorrência da falta de assistência médica, de acordo com o relatório Violência contra os Povos Indígenas no Brasil, divulgado neta terça-feira (13) pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organização indigenista ligada à Igreja Católica.
Em 2010 apenas 92 casos foram identificados pelo Cimi.
O dado é um dos indicadores que demonstram que, embora o número de assassinatos (51) seja menor que o registrado nos cinco anos anteriores, o quadro geral da violência contra os povos indígenas se agravou, com a consequente deterioração do conceito de "bem viver" buscado pelos índios.
Segundo o Cimi, as mortes ocorreram em função de doenças e problemas "facilmente tratáveis".
"Cento e vinte e seis crianças morreram por mera negligência (das autoridades públicas) e falta de assistência, de causas que poderiam ser facilmente tratadas. Não podemos fechar os olhos e cruzar os braços diante da agressão, da omissão e da negligência que tem levado à morte as criancinhas indígenas do nosso país", disse o presidente do Cimi e bispo da Prelazia do Xingu (PA), dom Erwin Kräutler.
O relatório mostra que, segundo os próprios índios ouvidos, a precária situação a que estão submetidos se agravou com o processo de transição da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).

Quadro “desesperador”
 
Os casos de mortalidade infantil foram identificados em várias unidades da Federação, mas, de acordo com o relatório, Mato Grosso lidera a estatística, com 89 vítimas.
No estado, o Cimi classifica como "desesperadora" a situação do povo Xavante.
"Apesar de todas as denúncias feitas em 2010, quando foram registrados 60 óbitos de crianças xavantes, o quadro só se agravou", esclarece o relatório, que atribui à Sesai a informação de que, em 2011, morreram 56 crianças xavantes com menos de 1 ano e 33 com até 4 anos na Terra Indígena Parabubure, de Campinápolis (MT).
Segundo o Cimi, ao serem internadas, todas apresentavam quadro de desnutrição e morreram de diarreia e pneumonia.
O governo de Mato Grosso chegou a decretar estado de emergência em Campinópolis devido à situação.
Na sequência de Mato Grosso vêm os estados do Amazonas, com 11 casos; Acre (10); Amapá (7); Roraima e do Tocantins (ambos com 3); do Rio Grande do Sul (2) e  Rondônia (1).


*Com informações da Agência Brasil