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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Procon-AM vai entrar com ação civil contra reajuste da energia elétrica no Amazonas

O reajuste de 38,8% da tarifa de energia elétrica foi anunciado após reunião feita no último dia 27 de outubro pela Agência Nacional Energia Elétrica (Aneel)


Uma equipe da Eletrobras Amazonas se reuniu na sede do Procon-Am na semana passada com autoridades dos órgãos de defesa do consumidor para esclarecer dúvidas sobre o reajuste da tarifa (Divulgação/Eletrobrás)



Nesta quarta-feira (04), às 11h, a Secretaria Executiva de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-AM), juntamente com outros órgãos de defesa do consumidor, irá assinar no auditório Gebes Medeiros da Sede do Ministério Público do Amazonas, na Ponta Negra, a ação civil pública contra o reajuste na tarifa de energia elétrica para o Estado do Amazonas.
A ação tem como ênfase as seguintes proposituras:
1)   Anulação da resolução homologatória n° 1980, de 27 de outubro de 2015, da ANEEL;
2)   O reembolso em dobro dos valores pagos pelos consumidores a partir da entrada em vigor do reajuste de energia;
3)   O pagamento dos danos sociais e morais coletivos tendo em vista a cobrança.
O reajuste da tarifa de energia elétrica foi anunciado após reunião feita no último dia 27 de outubro pela Agência Nacional Energia Elétrica (Aneel). Na reunião foi determinado o aumento de 38,8% na tarifa para todo o estado do Amazonas. A ordem começou a vigorar no último domingo (1º).
Além do Procon-AM, outros órgãos que atuam na defesa do direitos do consumidor também participam desta iniciativa como o Ministério Público do Estado (MPE-AM), a Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), Defensoria Pública da União, Ouvidoria e Proteção ao Consumidor (Procon Manaus), Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Amazonas (OAB-AM), Comissões de Defesa do Consumidor da CMM e da ALEAM e Ministério Público Federal (MPF).

*Com informações da assessoria de imprensa


sábado, 10 de janeiro de 2015

Estados mostram dificuldades para cumprir novo piso salarial dos professores em 2015

Valor dos salários dos professores passou de R$ 1.697 em 2014 para R$ 1.917,78, um reajuste de 13,01%, acima da inflação e superior à receita do Fundeb 

Atualmente, rendimento médio dos docentes representa 60% dos salários médios dos demais profissionais (Divulgação/Seduc)



Os estados brasileiros relatam dificuldades para cumprir o novo piso salarial dos professores em 2015. O valor passou de R$ 1.697 em 2014 para R$ 1.917,78, um reajuste de 13,01%, acima da inflação e superior à receita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
O secretário de Educação do Rio Grande do Sul, Vieira da Cunha, disse que o cumprimento da medida depende de ajuda federal. “Eu disse ao próprio ministro que não haverá saída para o pagamento do piso, dadas as condições financeiras do estado, sem o aporte de recursos federais”, observou, em visita à sede do Centro dos Professores do Estado.
O estado é um dos que não conseguem cumprir a Lei do Piso (Lei 11.738/2008), que estabelece que o valor mínimo deve ser pago no vencimento e não com gratificações ou complementações, como é feito no Rio Grande do Sul.
O estado não está sozinho. “Como o reajuste tem sido superior à receita do Fundeb, a conta em algum momento não vai fechar. Há estados e municípios que ultrapassaram, com o pagamento da folha, o valor do Fundeb. Tivemos um ano bastante difícil”, explica o presidente em exercício do Consed, Eduardo Deschamps, secretário de Educação de Santa Catarina.
O estado, segundo ele, discutirá, a partir da semana que vem, o impacto do reajuste do piso nos demais salários, com o plano de carreira. Atualmente, o rendimento médio dos docentes representa aproximadamente 60% dos salários médios dos demais profissionais.
Os secretários não negam a importância do piso, essencial para a valorização dos docentes e também para o cumprimento do Plano Nacional de Educação, que estabelece prazo de seis anos para a equiparação do salário dos professores ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
“O piso foi uma conquista importante da educação brasileira. Eu não tenho a menor dúvida de que a melhoria da qualidade da educação básica passa pela valorização do professor”, destaca o secretário de Educação do Espírito Santo, Haroldo Rocha. O estado não cumpre o piso para os professores com formação de nível médio.
Segundo ele, são 80 docentes nessas condições. O valor do vencimento inicial para a formação é R$ 579,26 por uma jornada de 25 horas. Para cumprir a lei, mesmo antes do ajuste, o valor seria R$ 1.060. O secretário acrescenta que o estado pretende corrigir esses salários já com o reajuste.
Ainda em início de mandato, os governos se organizam para avaliar o novo valor. No Paraná, por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria da Educação informa que vai tratar do assunto “dentro da Comissão de Política Salarial, que foi criada pelo Decreto 31/2015. No momento, não temos ainda uma avaliação mais precisa”.
Na Bahia, “a Secretaria da Administração do Estado está fazendo a análise para verificar os impactos na folha de pagamento dos professores da ativa, aposentados e pensionistas com o novo piso nacional”.
A Lei do Piso estabelece o valor mínimo a ser pago aos professores com formação de nível médio, com jornada de 40 horas semanais. O reajuste é feito anualmente, com base no aumento do percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno, referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, ou seja, a variação ocorrida no valor anual mínimo por aluno, definido nacionalmente pelo Fundeb.
O piso salarial subiu de R$ 950, em 2009, para R$ 1.024,67, em 2010, e R$ 1.187,14, em 2011. Em 2012, o valor era R$ 1.451. Em 2013, o piso passou para R$ 1.567 e em 2014 foi reajustado para R$ 1.697. O maior reajuste foi registrado em 2012, com 22,22%.
Antes de anunciar o novo valor, o ministro da Educação, Cid Gomes, reuniu-se com representantes do Consed, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.
Segundo as entidades, o ministro tem se mostrado aberto ao diálogo. O Consed, que terá ainda novas reuniões com Gomes, discutirá novos cálculos para o reajuste anual de forma a garantir um aumento real, mas um impacto menor nas contas públicas nos próximos anos.
Além disso, demandará o cumprimento do trecho da Lei do Piso que diz que a União deverá complementar a integralização nos casos em que o ente federativo não tenha disponibilidade para cumprir o valor.
“Falta definir a forma ou o critério para analisar quais os estados ou municípios que não têm essas condições”, explica Eduardo Deschamps, destacando essa como uma das pautas em conjunto com o ministério.
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Em assembleia, professores da rede pública aceitam reajuste salarial de 10%

Contraproposta do Governo foi aprovada pelo Sinteam


Professores protestaram em frente à sede do Governo na última terça-feira (29)(Euzivaldo Queiroz)




A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores de Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) decidiu em assembleia, na tarde desta terça-feira (6), pela aprovação da contraproposta salarial de 10% apresentada pelo Governo. A reunião ocorreu no Sindicato dos Estivadores, Centro, e causou indignação em alguns grupos que cobravam aumento de 20%. Na local, professores relataram que foram impedidos de participar da reunião e a Polícia Militar foi acionada.

A assembleia começou por volta de 15h30 desta terça e durou cerca de uma hora. Além do percentual de reajuste, outras reivindicações inseridas na pauta e discutidas com o governador José Melo na última sexta-feira (2) também foram aprovadas pelo Sinteam, como o vale-alimentação, vale-transporte e plano de saúde. Na ocasião, a categoria exigiu do Governo o percentual de 15% e informou que caso não fosse aceito, uma paralisação não estaria descartada.
Durante a reunião, professores criticaram a postura do Sinteam em não permitir que um grupo composto por aproximadamente 30 professores participasse da discussão. “Sou uma das fundadoras do Sindicato e não me deixaram participar. É um absurdo não fazer parte de uma reunião onde vai se falar do próprio salário”, disse a professora Gleice Oliveira. Duas viaturas da PM foram deslocadas até o local para acompanhar a movimentação.
De acordo com Marcus Libório, presidente do Sinteam, a entrada do grupo não foi autorizada pelo fato dos mesmos não serem sindicalizados. “Estamos apenas respeitando o Estatuto, onde diz que somente as pessoas sindicalizadas podem participar de assembleias, o que não foi o caso desses trabalhadores. Apesar disso a reunião foi produtiva e o ganho será para todos”, completou o presidente.
Contrários à aprovação exigindo aumento de 20%, cerca de seis grupos componentes do coletivo ‘Educadores em Luta’ mostraram-se insatisfeitos com a atitude do Sindicato. “Não concordamos pelo fato do edital de convocação ter sido publicado somente hoje (terça-feira) e por isso iremos encaminhar um manifesto à Justiça”, disse Gleice. A categoria deve receber uma resposta do Governo até esta quinta-feira (8) sobre a pauta de reivindicações. 
 Manifestação
No dia 29 de abril (terça-feira), cerca de 250 professores realizaram uma manifestação em frente à sede do Governo, localizada na Zona Oeste de Manaus, cobrando melhores condições de trabalho, mudanças na data base e benefícios trabalhistas. A categoria foi recebida na última quinta-feira (3) pelo governador José Melo, onde foi apresentada a contraproposta de 10%. O reajuste da classe tinha vencimento no mês de março, segundo o Sinteam.


Fonte: A Crítica

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Vereadores manifestam apoio a medidas do prefeito de Manaus

Associação Nacional de Transportes Públicos, mostra que vem reduzindo o número de passageiros transportados em função da má qualidade do sistema

 

  A partir desse aumento, o prefeito deve ir para cima das empresas(Luiz Vasconcelos)

 

O reajuste da tarifa de ônibus de R$ 2,75 para R$ 3, concedido pelo prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB) e em vigor desde sábado (30), foi tema de debate, na manhã desta segunda-feira (1º) na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

Vereadores da base do prefeito consideraram o reajuste, apesar de uma medida impopular, necessário, levando em consideração os argumentos apresentados de reajuste de 9%, baseado na planilha da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), quando os empresários pediam reajuste para R$ 3,50.

Como destacou o vereador Ewerton Wanderley (PSDB), a tarifa de ônibus estava congelada há 17 meses, período em que a inflação subiu 12,6%.

Segundo ele, obteve-se, no reajuste, o compromisso da renovação da frota, reajuste dos motoristas e afastamento de uma ameaça de greve. 

Além de melhorar as condições de transporte, a Prefeitura de Manaus vai promover a reforma dos terminais de integração e recuperação de calçadas e abrigos, como assegurou.

O vereador ressaltou ainda, que levantamento da Associação Nacional de Transportes Públicos, mostra que vem reduzindo o número de passageiros transportados em função da má qualidade do sistema. 

“Muitos preferem comprar e ficar pagando uma moto do que utilizar o serviço de transporte público”, argumentou, ainda.

“Deposito meu voto de confiança ao prefeito e vamos cobrar melhores condições aos usuários do sistema de transporte”, disse.

O vereador Mário Frota (PDT), disse que Arthur Neto recebeu uma herança maldita de seu antecessor (Amazonino Mendes).

“A água é  uma tragédia, as ruas estão esburacadas e existe um grande esforço em resolver o problema, mas nessa época do ano é quase impossível devido as chuvas, mas existe um grande esforço”, lembrou ele.

De acordo com o vereador, o preço da tarifa em R$ 3 é caro para Manaus e não gosta dessas empresas que vêm de fora e integram o sistema de transporte coletivo.

“Há 20 anos tínhamos empresas amazonenses. 

As demais são alienígenas. Vem só faturar e querem que o povo se exploda”, disse ele, ao afirmar que em Curitiba, exemplo de transporte coletivo funcional, a tarifa é R$ 3, mas o transporte está entre os melhores do mundo.

Segundo ele, a partir desse aumento, o prefeito deve ir para cima das empresas, fazer com que cumpram o prometido, fato que não ocorrido no passado.

Socorro Sampaio (PP), por sua vez, considerou a medida antipática, mas deixou claro que vai cobrar para que os empresários coloquem mais ônibus novos e que passem no momento em que a população mais precisa.

“Os empresários sempre jogaram pesado com a população. Não querem deixar o osso porque ele ainda tem muita carne nesse mocotó.

Vamos exigir o que os empresários prometem há muitos anos. Estamos aqui para ajudar o prefeito, mas vamos cobrar essas melhorias”, argumentou.

Arlindo Júnior (PPL) acha que chegou o tempo de não se perder mais tempo com administrações passadas, com a desculpa de que o ex-prefeito deixou rombo, que o atual pegou um abacaxi, entre outros.

“Temos que, como aliados do Arthur e dizer que o Amazonino perdeu tempo falando da administração do Serafim e que Serafim perdeu tempo falando de Carijó.

Temos que parar com isso e olhar para frente”, argumentou, afirmando que já se passaram 90 dias e os buracos são os mesmos. 
“Temos que cobrar, mas quem dá a canetada é o prefeito. Vamos fiscalizar e esperamos muitos dessa administração. Os 100 dias são poucos para muita coisa a se fazer”, afirmou.

Presidente da Comissão de Transporte, Viação e Obras Públicas (COMTVOP), o vereador Rosivaldo Cordovil, não questiona o aumento, mas a qualidade do transporte. 

Segundo ele, na tarde de hoje, durante uma audiência pública, com os envolvidos no sistema de transporte coletivo, os vereadores vão conhecer a real situação, com os cálculos que provocaram a majoração da tarifa.

O vereador Joãozinho Miranda (PTN), por sua vez, argumentou que a polêmica do reajuste da tarifa é natural, mas deve sempre ser avaliado dentro da planilha de custos que todos os vereadores terão acesso. 

Ele disse que vai apresentar projeto de lei que obriga as empresas de transporte coletivo urbano disponibilizar 2% da frota para atender o transporte de famílias carentes em cortejos, casos de morte.
Com Informarção da Assessoria

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Preço do pão deve aumentar de 10% a 15% ainda em fevereiro

Segundo o presidente do Sindicato  de Indústrias de Panificação e Confeitarias do Amazonas (Sindpan), Carlos Azevedo, os motivos para a elevação no preço do pãozinho são dentre outros, a elevação nos preços dos insumos, em especial na farinha de trigo, fermento, gordura, gás além do aumento do salário mínimo

Por enquanto, as padarias ainda não repassaram o reajuste para o consumidor. Mas isso não deve demorar a acontecer
O preço do pão sofrerá reajuste no dia 20 de fevereiro (CLÓVIS MIRANDA/ACRITICA)
O preço do pão francês deve aumentar em torno de 10% a 15% a partir do dia 20 deste mês. A informação foi repassada na manhã desta sexta-feira (15) pelo presidente do Sindicato de Indústrias de Panificação e Confeitaria do Amazonas (Sindpan) Carlos Azevedo.
De acordo com o presidente, os motivos para a elevação no preço do pãozinho são dentre outros, a elevação nos preços dos insumos, em especial na farinha de trigo, fermento, gordura, gás além do aumento do salário mínimo.

Ele explicou que a quebra na safra do grão de trigo americano foi o principal vilão. Carlos Azevedo disse ainda, que caberá aos empresários  escolher em que patamar elevarão o preço do produto que comercializam. Entretanto, a taxa não poderá ultrapassar 15%.
Em Manaus, o quilo do pão custa entre R$ 6 a R$ 10,90.

ACRITICA*
*Colaborou a repórter Luana Gomes.