quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Aades publica resultado final de seleção no Amazonas; veja lista

Vagas foram ofertadas em mais de 12 cidades do estado.Selecionados devem apresentar documentação exigida no edital.


(Foto: Portalriomadeira) Cidade de Humaitá



A Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (Aades) tornou público na terça-feira (22) o Edital de Homologação do Resultado Final do (PSS) do Projeto de Apoio ao Fortalecimento dos Serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural no Estado do Amazonas, Edital nº 022/2015. A seleção foi realizada em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).

A relação dos classificados no Processo Seletivo Simplificado traz a proporção de até 10 vezes o número de vagas ofertadas, ficando os demais classificados em cadastro de reserva.
Os candidatos devem apresentar a documentação comprobatória exigida no edital na sede da Aades, localizada na Rua Major Gabriel, no 1.721, Centro, Manaus, conforme a seguir: Polo Manaus: Manaus, Manacapuru, Iranduba, Novo Airão, Vila de Rica de Caviana, Caapiranga, Anamã, Anori, Codajás, Coari, Manaquiri, Careiro do Castanho, Careiro da Várzea, Autazes, Novo Olinda do Norte, Borba, Novo Aripuanã, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Itapiranga, Silves, São Sebastião do Uatumã, Urucará, Itacoatiara, Maués, Vila Novo Remanso, Urucurituba, Beruri, Canutama e Tapauá no período de 19 a 29/01/2016 das 09h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30.

Veja lista de polos para contratação:


Polo: Boca do Acre
Municípios: Vila  Extrema e Pauini
Período: 19 a 22/01/2016
Horário: 09h 30min às 11h30min e das 13h30min às 16h30min
Endereço: Rua: José Pereira Cunha s/nº - Platô do Piquiá
Polo: Eirunepé
Municípios:  Envira e Itamarati
Período: 19 a 22/01/2016
Horário: 09h 30min às 11h30min e das 13h30min às 16h30min
Endereço: Rua: Otaviano Melo s/nº - Fátima
Polo: Guajará
Município: Ipixuna
Período: 19 a 22/01/2016
Horário: 09h 30min às 11h30min e das 13h30min às 16h30min
Endereço: Rua: Juvenal de Paula e Castro s/nº - Centro
Polo: Humaitá
Municípios: Apuí, Distrito de Santo Antônio do Matupi, Manicoré e Lábrea
Período: 19 a 22/01/2016
Horário: 09h 30min às 11h30min e das 13h30min às 16h30min
Endereço: Av: Transamazônica Nº1.890 – São Domingos Sávio
Polo: Santa Izabel do Rio Negro
Municípios: São Gabriel da Cachoeira e Barcelos
Período: 26 a 29/01/2016
Horário: 09h 30min às 11h30min e das 13h30min às 16h30min
Endereço: Av: Danilo Corrêa s/nº - Centro
Polo: Parintins
Municípios:  Nhamundá, Barreirinha, Boa Vista do Ramos
Período: 26 a 29/01/2016
Horário: 09h 30min às 11h30min e das 13h30min às 16h30min
Endereço: Av: Das Nações Unidas Nº 2.636
Polo: Tabatinga
Municípios: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Iça, Amaturá e Tonantins
Período: 26 a 29/01/2016
Horário: 09h 30min às 11h30min e das 13h30min às 16h30min
Endereço: Rua Santos Dumont Nº76 – Dom Pedro
Polo: Tefé
Município: Uarini, Alvarães, Maraã, Japurá, Fonte Boa, Jutaí, Carauari e Juruá
Período: 26 a 29/01/2016
Horário: 09h 30min às 11h30min e das 13h30min às 16h30min
Endereço: Rua Marechal Hermes Nº617 - Centro

G1 AM.

Obras paralisadas novamente: Licenciador da rodovia BR-319 continua indefinido

Governador José Melo defende que essa prerrogativa seja do Ipaam, mas o caso volta à discussão em dez dias 


Rodovia BR-319 (Antônio Lima)


A discussão sobre o impasse no processo de licença ambiental da BR-319 (Manaus-Porto Velho) foi levada ao Governo do Estado. Ontem, o governador José Melo (Pros) disse que terá como meta deixar o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) como único órgão licenciador da rodovia tanto nas atividades de manutenção quanto nas de pavimentação.
As partes envolvidas -  MPF, Ipaam, Ibama e Sema - se reuniram na sede do Governo a portas fechadas para falar sobre a falta de consenso sobre o órgão que deverá licenciar todas as atividades na rodovia, seja Ipaam ou Ibama. Até então, diversos mecanismos jurídicos haviam sido apresentados, inclusive uma ação civil pública de autoria do procurador Rafael da Silva Rocha, que suspendeu os serviços na estrada em novembro deste ano.  
Após ouvir os esclarecimentos, o governador José Melo informou que o resultado da reunião foi “altamente promissor”, pois os órgãos, Ipaam e Ibama, entraram em um consenso de que o licenciamento não pode ser feito de forma “fatiada”, proposta  apresentada em um acordo feito entre Ibama e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
“De acordo com a lei (Resolução nº 237, Conama), o Ibama e o Ipaam não podem licenciar partes da BR-319. Ou o Ibama licencia tudo ou o Ipaam licencia tudo. A minha proposta enquanto governador é que o Ibama passe tudo para o Estado”, declarou o governador.
Entendimento
Segundo o procurador da República, Rafael Rocha, a decisão de quem vai ser o órgão licenciador deve partir de um entendimento entre Ibama e Ipaam. “Foi acertado como encaminhamento que os órgãos vão procurar buscar o entendimento de quem vai ser o órgão responsável por licenciar as atividades como um todo, e não só as atividades de manutenção como as atividades de pavimentação da rodovia. O que falta nesse caso é uma combinação para que isso fique bem definido”, esclareceu Rocha.
O superintendente regional do Ibama, Mário Lúcio Reis, declarou que apesar da posição contrária de José Melo, o interesse dos órgãos é que “saia” licenciamento. “Nossa posição, tanto se ficar no Ibama ou no Ipaam, é apoiar naquilo que for exigido a nível de conhecimento técnico. O interesse é que saia licenciamento. Quem vai conduzir, digamos, é apenas um detalhe. O que não pode acontecer é prolongar isso para dar mais motivação de que a obra está parada por essa indecisão”.
A presidente do Ipaam, Ana Aleixo, disse que caso o Ipaam seja o órgão licenciador, será necessário refazer o processo. “O Dnit precisa complementar esses estudos. O Ipaam não conhece e nunca olhou esse processo. Nós não sabemos o que falta nele”, argumentou.
Acompanhamento
O procurador do MPF, Rafael Rocha, informou que os órgãos têm prazo de dez dias para retornar ao Ministério Público sobre o andamento do processo de licença ambiental. Melo disse ainda que deve se reunir com a presidente Dilma Rousseff (PT) a fim de discutir o problema.

OSWALDO NETO


Seduc divulga resultado do processo seletivo para as escolas de tempo integral

Ao todo, foram ofertadas 5.722 vagas para 52 escolas de tempo integral, localizadas na capital e no interior do Estado



Para efetivar a matrícula, o candidato aprovado no processo seletivo ou seu responsável legal deverá se dirigir à escola para a qual foi selecionado, no período de 7 a 8 de janeiro de 2016 (Divulgação/SEDUC)





O Governo do Estado do Amazonas por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) divulgou nesta quarta-feira (23), o resultado do processo seletivo para o acesso às escolas estaduais de tempo integral - ano letivo de 2016. Ao todo, foram ofertadas 5.722 vagas para 52 escolas de tempo integral, localizadas na capital e no interior do Estado.
O resultado do processo seletivo pode ser consultado no site da Seduc www.educacao.am.gov.br.
O período para a interposição de recursos do processo seletivo será nos dias 28 e 29 de dezembro. O requerimento e os procedimentos para o pedido de recursos também podem ser acessados no site da Seduc. 
 Matrícula
Para efetivar a matrícula, o candidato aprovado no processo seletivo ou seu responsável legal deverá se dirigir à escola para a qual foi selecionado, no período de 7 a 8 de janeiro de 2016, das 8h às 11h e das 14h às 17h.
No ato da matrícula, o responsável pelos alunos deverá apresentar a original e cópia dos seguintes documentos: certidão de nascimento ou documento de identificação equivalente; guia de transferência, histórico escolar ou atestado de conclusão do ensino; duas fotos 3X4 coloridas (recentes); cartão de vacinação e documento comprovante de residência.
As inscrições para o processo seletivo aconteceram no período de 9 a 15 de dezembro. As vagas foram ofertadas para as modalidades de ensino fundamental (do 1º ao 5º ano), (do 6º ao 9º ano) e para o ensino médio.

Com informações da assessoria de comunicação.


Revista “Science” elege molécula que edita DNA como o maior avanço científico de 2015

A seleção anual das 10 maiores novidades da ciência é feita por editores do periódico


A CRISPR foi usada para a criação dos primeiros embriões humanos geneticamente modificados.(Yorgos Nikas/Science Photo Library/Divulgação)



A seleção anual dos dez avanços científicos mais importantes do ano é feita por editores do periódicoScience. Para os profissionais, a molécula CRISPR - possibilita que partes do genoma sejam recortadas, deletadas e substituídas como se fossem arquivos digitais de computadores para alterar o DNA de determinado organismo - foi a grande vencedora da disputa. O procedimento já foi usado na edição de genes de embriões humanos e também na criação dos primeiros macacos geneticamente modificados.

No entanto, após selecionarem os dez avanços vitoriosos, a Science pediu ajuda para seus leitores e para alguns cientistas para estabelecerem a ordem dos escolhidos. De acordo com o periódico, para os entrevistados, apenas um advento ficou acima da molécula CRISPR: o estudo científico realizado pela sonda New Horizons em Plutão.

Veja.com


Foco da Lava Jato em 2016 será contas no exterior e empresas estrangeiras

Coordenador da força-tarefa da operação pretende ampliar no próximo ano parcerias com órgãos internacionais de investigação e triplicar o número de acusações formais contra os personagens do petrolão


Procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato(Vagner Rosario/VEJA)



O Ministério Público Federal estabeleceu que, em 2016, os principais objetivos da Operação Lava Jato serão identificar mais contas no exterior usadas no esquema de corrupção na Petrobrás, fechar o cerco contra empresas estrangeiras envolvidas e triplicar o número de acusações formais contra personagens sob investigação pela força-tarefa. Até o momento, foram repatriados 659 milhões de reais de contas no exterior, segundo o mais recente balanço da operação.

O coordenador da força-tarefa, o procurador da República Deltan Dallagnol, afirmou que os valores ainda são baixos. "Podemos dizer que um número muito pequeno de contas mantidas ilegalmente no exterior por corruptos e corruptores veio ao Brasil", disse. "Tem muita coisa por vir ainda." A estratégia, segundo a procuradoria, será ampliar parcerias com órgãos internacionais de investigações. Dallagnol citou como exemplo a bem-sucedida troca de informações com o Ministério Público da Suíça, que encontrou quatro contas no exterior do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
A Lava Jato realizou 86 pedidos de cooperação internacional em 36 países. Desse total, há 77 pedidos de cooperação com 28 nações em vigor. Essas parcerias permitem, por exemplo, o bloqueio de bens dos envolvidos no esquema de corrupção na estatal. No caso de Cunha, foram congelados 2,4 milhões de dólares na Suíça.

Além de mirar contas usadas por corruptos e corruptores, o Ministério Público Federal decidiu aprofundar as investigações contra empresas estrangeiras que foram beneficiadas pelo esquema na Petrobrás, como a holandesa SBM. "Vamos para cima das empresas estrangeiras também", comentou Dallagnol.

Veja.com



A cabeça de Moro, capítulo I

Saiba quem é e o que pensa o homem que começou a derrubar o esquema das petrorroubalheiras


O JUIZ SERGIO FERNANDO MORO: seu mundo discreto começou a virar pelo avesso em 11 de julho de 2013, quando ele autorizou a polícia federal a fazer “escuta telefônica e telemática” contra um obscuro doleiro(Laílson Santos/VEJA)


De 11 de julho de 2013 para cá, o juiz Sergio Moro tornou-se uma celebridade nacional. Não há semana em que não tenha um convite para falar em algum evento, e a inclusão de seu nome na lista de palestrantes é garantia de casa cheia. Não há lugar público - restaurante, aeroporto, fila de táxi - em que ele não seja aplaudido por populares. Em 2015, sua figura ganhou ainda mais preeminência em função do contraste entre sua distinção pública e as mentiras e pontapés e manobras e bandalheiras gerais que cobriram Brasília de escárnio. Com a notoriedade, Moro teve de abandonar o hábito de ir para o trabalho de bicicleta. Está um pouco mais gordo e, apesar da timidez pétrea, um pouco mais desinibido. Ganhou traquejo no trato com a imprensa, que sempre o cerca nos eventos públicos com flashes e perguntas, e também se habituou ao assédio do público, que o cumula de pedidos de selfies e autógrafos.

A mudança mais relevante, porém, nesses dois anos e meio, é também a mais sutil: Moro tornou-se um juiz mais duro, não na dosimetria das penas, mas na acidez das críticas que agora permeiam suas sentenças, e tornou-se, também, um juiz mais indignado com o cortejo de tramoias que contaminam o processo democrático. As sentenças dos 1 200 processos em que atuou em quase vinte anos de carreira constituem uma longa crônica dessa lenta mutação. Para examinar esse universo, VEJA escalou Susana Camargo, pesquisadora-chefe da revista, para colher o maior número possível de sentenças dadas por Moro de 2000 para cá. Vasculhando-as já em formato digital e não descartadas pela Justiça, Susana reuniu 300 sentenças prolatadas por Moro nos últimos quinze anos. A primeira é de 5 de fevereiro de 2000. A última, de 2 de dezembro passado.

A leitura minuciosa das 300 sentenças mostra que Moro escreve, em média, doze páginas por decisão. Em proporção, condena mais os homens do que as mulheres. Seus críticos propagam que é um juiz tão implacável que, em suas mãos, até Branca de Neve pegaria prisão perpétua, mas Moro, ao contrário, nunca aplica a pena máxima e, de vez em quando, recorre à pena mínima. Normalmente, sentencia os condenados a "penas pouco acima do mínimo mas ainda distantes do máximo", como costuma escrever. Sempre que pode converte a reclusão em prestação de serviço à comunidade. Escreve as sentenças com ordem e clareza, de modo que os condenados possam lê-las e entendê-las. Não usa palavrões como "interpretação teleológica" ou "hermenêutica jurídica" e quase nunca emprega expressões em latim, cujo uso abusivo é tão corriqueiro no juridiquês nacional.

Da leitura das sentenças, que são sempre escritas pelo próprio Moro, surge um panorama que expõe a complexidade de um juiz que procura combinar rigor e generosidade e atender às necessidades urgentes de um país que se paralisou na impunidade e permitiu que a corrupção atingisse níveis grotescos. Nisso, constata-se que a carreira de Moro divide-se em três grandes etapas, cada qual com seus ensinamentos. A seguir, o que elas dizem sobre a cabeça do magistrado.

Do começo até 2002 - Empossado como juiz em 1996, Moro, então com apenas 24 anos, teve uma passagem rápida por Curitiba e foi trabalhar no interior, em Cascavel, no Paraná, e Joinville, em Santa Catarina. Suas sentenças dessa época mostram um magistrado idealista e inclinado à promoção da justiça social. Deu várias sentenças que lidavam com questões de caráter social. Ao portador do vírus HIV que pretendia aposentar-se como inválido, Moro disse não. À vítima de microcefalia que pleiteava um benefício financeiro maior do governo, Moro disse sim. Nesses anos iniciais, tomou decisões claramente motivadas por sua preocupação em oferecer alguma proteção aos mais vulneráveis. Na vara previdenciária, chegou a ser conhecido como "o juiz dos velhinhos", por sua tendência a julgar a favor deles e contra o INSS. Decidiu que menores órfãos tinham direito a pensão do INSS em caso de morte dos avós. Insurgiu-se contra o critério dos programas de renda do governo que brindavam os pobres com um benefício superior ao concedido aos idosos e portadores de deficiência física, que também eram pobres.

Em sua agenda também entraram casos de fraude do INSS e sonegação do imposto de renda. Nisso, revelou-se um juiz sensível aos rigores do mercado, mas com limites. Quando empresários enrolados descontavam imposto ou contribuições sociais de seus empregados e deixavam de repassar os recursos ao governo, Moro quase sempre os absolvia se as irregularidades decorressem de dificuldades financeiras reais da empresa. Do contrário, aplicava-lhes "penas pouco acima do mínimo mas ainda distantes do máximo" e as substituía por serviços à comunidade. Mas, quando condenou uma companhia telefônica, a Telesc, a reabrir um serviço de atendimento ao público, cujo fechamento prejudicava os moradores mais humildes, fez questão de defender uma tutela moderada sobre a iniciativa privada. Citando o constitucionalista americano Cass Sunstein, democrata que trabalhou no governo Barack Obama, Moro escreveu: "Mercados não devem ser identificados aprioristicamente com a liberdade; eles devem ser avaliados segundo sirvam ou não à liberdade".
Para um juiz acusado pelos adversários de favorecer os tucanos, é interessante notar que Moro assinou sentenças que poderiam ter desmantelado o Plano Real, a obra máxima do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Num caso de junho de 2001, dez servidores públicos pediram a correção da tabela do imposto de renda desde 1996, ano em que o Plano Real congelara os reajustes.

Na sentença, Moro contestou o dogma segundo o qual a atividade judicial não pode assumir o lugar dos legisladores, que aprovaram lei proibindo qualquer correção, e atendeu ao pleito dos servidores públicos, condenando a Fazenda Nacional a restituir tudo o que cobrara a mais. Em outro caso, de abril de 2002, o autor da ação judicial contestava a decisão do governo, de 1997, de desindexar o valor das aposentadorias e pedia reajuste pelo IGP. Na sentença, Moro censurou o governo pela adoção de índices sem transparência, afirmou que a preservação do valor real das aposentadorias era uma garantia constitucional e, para fechar o raciocínio, lembrou a "célebre advertência" do juiz John Marshall, presidente da Suprema Corte americana, inscrita numa decisão de 1819: "Não podemos esquecer que é uma Constituição que estamos interpretando". Moro aceitou o reajuste pelo IGP e mandou o governo pagar a diferença. Na época, reindexar a economia e criar gatilhos automáticos de reajustes era tudo o que o governo pretendia evitar. Se as sentenças de Moro tivessem prevalecido nacionalmente, o governo FHC teria tido desfecho bem diferente.


Veja.com


Vice-prefeito de Manicoré Paulo Sérgio agradece radialista

A boa política nos ensina a respeitar a todos

(Foto: Edy Lima) Vice-prefeito Paulo Sérgio (PSC), visitando comunidades do interior de Manicoré



Quero agradecer pela enquete, muito oportuna, do Sr Edy Lima, O Maracanã da Amazônia. É um profissional da comunicação que permitiu a manifestação democrática dos internautas. Sei que é um momento ainda distante do período eleitoral, mas na hora em que as pessoas já cogitam o assunto em todos os locais onde estão entre amigos. Vejo isso com muita naturalidade. Agradeço, também, a todos que postaram as diferentes opiniões, mesmo aos que não preferem o meu nome. A boa política nos ensina a respeitar a todos.

Aprendo com os diferentes. Eles nos dão a oportunidade de buscar conquistá-los. Considero todos os nomes que foram proferidos.
Manicoré é um celeiro de boas pessoas, homens e mulheres de vida pública exemplar e invejável, que prestaram e continuam realizando grandes trabalhos, e têm vida doada na buscar de construir uma Manicoré mais justa e solidária. Nessa análise administrativo-política, avalio que estou num aprendizado contínuo e frequente com os erros e acertos meus, deles e de todos os administradores de quê tenho notícia, dos que conheci e dos que tenho lido da história de Manicoré.


Esse conhecimento, ajuda-nos a extrair dos mais variados exemplos, as lições do que se deve e do que não se deve fazer ou repetir. 
Agradeço, com humildade e gratidão a todos que apontaram o meu nome. Fico lisonjeado; sinto-me honrado e motivado pela força que me dão. Mas, sinto-me, também, no dever de fazer mais por nossa Manicoré e toda sua gente, sem discriminação nem preconceito. Gosto da disposição de dialogar com todos.


Ao lado do prefeito Lúcio Flávio, também tenho aprendido. A sua liderança, dedicação, empenho e organização; sua incansável luta nas conquistas dos benefícios para Manicoré nos oferecem grandes e ótimos exemplos a serem seguidos.


 Na Administração, temos uma equipe dedicada e competente, tanto de secretários, assessores, gerentes, vereadores, outros até sem cargo ou função de grande referência, os quais nos dão a honra de prestarem serviços à população; uns com pouca, outros com mais experiência, que, se tivessem oportunidade de administrar esse município, fariam um trabalho honrado e digno para todo o povo. Tenho certeza disso. 

A experiência de vice-prefeito, já estou tendo, e tenho procurado cumprir esse papel que assumi diante de Deus, da Lei e do povo, assim como o fiz quando vereador, e espero, ansioso, terminar a missão sem procurar criar problemas nem atrapalhar e prejudicar o trabalho do prefeito e da equipe que auxilia a administração.


Todos sabem, porém, que a legislação e a práxis política (muitas das vezes proposital e planejada) não dão ao vice-prefeito a autonomia que ele gostaria de ter para realizar e executar ações mais marcantes. Mas, até para ser vice, também é preciso reconhecer esse lugar, o seu papel, a sua função, os seus limites, as incompreensões, as humilhações, as lacunas, e ter a maturidade, espírito e interesse públicos e equilíbrio de espirito e caráter para todos esses desafios. Se não tiver isso, briga com o prefeito, briga com os que não reconhecem essa força política, e não agradecem o seu esforço desde muito antes e durante as eleições, a sua somatória e o resultado, levando-o a tomar decisões políticas precipitadas e a prejudicar a administração e o povo, pela sua inconsequência e insensatez (às vezes, até dos outros).


Com relação a quem será o candidato a prefeito em 2016, a Situação terá o seu, a Oposição, terá o ou os seus. 
Faço parte de uma equipe politico-administrativa, que, espero, liderada pelo prefeito e vários membros antigos e novos, saberá ouvir o anseio do povo, avaliando sabiamente e julgando isso importante (o anseio do povo), apresentará o candidato que reúne as condições políticas mais favoráveis para enfrentar uma eleição municipal com todos os desafios que esta impõe aos candidatos e ao povo numa disputa e escolha de mandato e cargo de prefeito.


Nosso nome tem sido colocado como uma das opções, e vamos aguardar confiantes que Deus proverá todas as coisas.
Os planos de Deus não podem ser frustrados. E, Ele agindo, quem impedirá?
Obrigado a todos vocês.
Obrigado, Deus!
Avante Manicoré!


Paulo Sérgio




domingo, 20 de dezembro de 2015

Alerta climático na Amazônia: desmatamento pode aumentar temperatura em até 4,5°C

Estudo apresentado por pesquisador do Inpa e UEA aponta que o desmatamento pode aumentar temperatura em 4,5°C dos próximos 85 anos


Desmatamento na Amazônia (Arquivo AC)



Um estudo sobre os impactos do desflorestamento na Amazônia aponta uma redução de 35% no volume de chuvas e um aumento de 4,5ºC na temperatura da bacia amazônica em 2100, caso o desmatamento na região continue avançando. A pesquisa destacou, ainda, que a crise hídrica no Sudeste do país, em 2014, não teve nenhuma relação com o estado atual de desmatamento da Amazônia.
O físico Luiz Gustavo Teixeira, mestre em clima e ambiente pela Universidade do Estado Amazonas (UEA) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), defendeu a pesquisa na última sexta-feira. A tese foi concluída na mesma semana em que um acordo internacional que limita o aumento da temperatura da terra em 1,5ºC até 2100 foi firmado na Conferência do Clima (COP 21), em Paris.
“Para alcançar os resultados, utilizei um modelo climático numérico e mais de 20 anos de dados calculados em supercomputadores”, conta.  Os impactos do desmatamento na Amazônia nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, e na bacia do Plata, na Argentina, também foram avaliados.
O estudo afirma  que, até agora, não houve nenhum impacto significativo no regime de chuvas para a Amazônia e nem para outras regiões do País, contrariando as teses de cientistas que relacionaram a crise hídrica no Sudeste, no ano passado, ao desmatamento na Amazônia. “Hoje não dá pra dizer que o atual estado de desflorestamento está afetando o clima na Amazônia ou em outras regiões”, pontua.
Prognóstico negativo

No entanto, se o desmatamento continuar no mesmo ritmo, as perspectivas não são das melhores, segundo o cientista. No Sudeste, a previsão para 2100 é que haja uma redução de 16% na precipitação oriunda da evaporação da Amazônia.
Em 2050, o volume de chuvas na mesma região pode reduzir em até 9%. Já, na Amazônia, a redução pode ser de 13%. “A gente observou que, nas outras regiões, a redução de chuva no cenário futuro será determinada pela água transportada pela bacia amazônica”, explica o orientador do projeto, Francis Wagner Correia, doutor em metereologia e professor da UEA.
De acordo com Wagner, o estudo mostra que o desmatamento também modifica a circulação regional, alterando o fluxo de umidade na região amazônica. “Isso indica, mais uma vez, que a completa e rápida destruição da floresta pode tornar-se um processo irreversível, pois mudanças significativas na reciclagem de precipitação, no ciclo hidrológico e na relação solo-planta-atmosfera seriam tão significativas que, uma vez destruída, a mesma não seria capaz de restabelecer-se por si só”.
Desmatamento sobe na Amazônia

Segundo relatório do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) divulgado no mês passado, o desmatamento voltou a subir na Amazônia Legal. De agosto de 2014 a julho de 2015 o Brasil perdeu 5.831 km² de florestas, um aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado.
Amazonas (54%), Rondônia (41%) e Mato Grosso (40%) impulsionaram o aumento, segundo o Inpe. A área desmatada equivale a 753 mil campos de futebol.
Em setembro, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, a presidente Dilma Rousseff  se comprometeu em eliminar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030. No entanto, a alta no desmate pode colocar o objetivo em risco, segundo ambientalistas. De acordo com o Greenpeace,  “o curioso é que os estados que concentraram os maiores aumentos receberam recursos do Fundo Amazônia - constituído de doações internacionais – para reduzir o desmatamento”. Na ocasião, a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, atribuiu o aumento à má gestão dos Estados.
Tecnologia

O modelo climático utilizado para a pesquisa, chamado modelo regional ETA, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe),  foi calculado em máquinas de alta performance do Sistema de Processamento de Alto Desempenho das UEA e em super computadores Tupã, do Inpe, em Cachoeira Paulista (SP).
Blog: Wagner Correia, doutor em Meteorologia 

"A principal  contribuição do Brasil pra redução das emissões de gases de efeito estufa passa pelo desmatamento na Amazônia.   O Brasil é fortemente importante nessa discussão, não por causa das emissões pela queima de combustíveis fósseis, mas pelo desmatamento na Amazônia. Quando desmata essa área, grande parte do carbono vai para a atmosfera. Então, se o Brasil tiver uma política de preservação ambiental, conservação da floresta em pé e manutenção de projetos para manter o ecossistema, é de uma importância de escala global. A floresta em pé é capaz de absorver muito mais carbono da atmosfera, contribuindo para a redução das mudanças climáticas futuras. O Brasil tem um papel fundamental nas mudanças climáticas pelo fato da conservação da floresta amazônica. Contribuímos para o aquecimento pelo fato do desmatamento, mas se houver, de fato, redução das taxas e a eliminação total do desmatamento, essa será nossa maior contribuição”.

Luana Carvalho


sábado, 19 de dezembro de 2015

Azeredo é condenado. Mas uma coisa é uma coisa...

Ex-presidente do PSDB recebe pena de 20 anos de prisão no caso indevidamente apelidado de “mensalão tucano”


Eduardo Azeredo, ex-governador de Minas Gerais(Marcio Fernandes/AE/VEJA)


Ficou conhecido como "mensalão tucano" o caso pelo qual o ex-­governador de Minas Gerais Eduardo Azeredo foi condenado na semana passada a vinte anos de prisão. O nome, um contraponto ao mensalão maior, se justifica por um motivo. Nesses dois escândalos, o operador principal era o mesmo, o publicitário Marcos Valério. Ele usava suas agências para fechar contratos fictícios com órgãos de governo e repassar o dinheiro recebido a políticos. No caso de Azeredo, a acusação é que estatais mineiras assinavam acordos de fachada para que empresas de Valério organizassem e divulgassem eventos esportivos por elas patrocinados - o dinheiro recebido pelos serviços não prestados teriam abastecido a campanha de reeleição do ex-governador e ex-presidente do PSDB em 1998. Por operar esquema semelhante para o PT, Valério foi condenado a 37 anos de prisão.
E terminam aí as coincidências entre os mensalões.

Em Minas Gerais, o desvio de verbas públicas, segundo a acusação, serviu unicamente para abastecer o caixa dois de uma campanha estadual derrotada. Não havia nada parecido com um "mensalão" propriamente dito - a expressão celebrizada por Roberto Jefferson definia a mesada que o governo Lula pagava a dezenas de congressistas em troca de apoio em votações.

Os valores envolvidos nos dois casos também não guardam semelhança. Em Minas, o desvio comprovado foi de 3,5 milhões de reais. No mensalão, os cofres públicos foram assaltados em 170 milhões de reais - o que fez dele o maior escândalo de corrupção da história do país, título perdido apenas com o surgimento do petrolão e suas cifras biliardárias. Outra diferença fundamental: o mensalão teve 38 réus e 25 condenados pelo Supremo Tribunal Federal. O caso de Azeredo tem dez réus, nenhum deles com condenação definitiva.

O ex-governador renunciou ao mandato de deputado federal no ano passado. Com isso, deixou de ter foro privilegiado e conseguiu fazer com que seu processo voltasse à primeira instância, em que há mais chances de recurso. O tucano completa 70 anos em 2018, e assim os prazos para a prescrição dos crimes pelos quais foi condenado caem à metade, o que deve beneficiá-lo. Dois envolvidos no caso já se valeram da prescrição por idade antes mesmo de serem julgados e escaparam: Cláudio Mourão, que foi o tesoureiro da campanha, e Walfrido Mares Guia, coordenador da campanha e ex-ministro de Lula, ambos com mais de 70 anos. Azeredo, hoje diretor da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, nega as acusações e diz que vai recorrer da sentença.

(Da redação)

Prefeitura de Manicoré e Sempes apresentam programa municipal “Renda Cidadã”

O gerente da Caixa Econômica Federal-local Jetro Xavier

(Fotos: Edy Lima) Secretário Joaquim Ribeiro explicando sobre o programa municipal Renda Cidadã.

Mais de 110 famílias que foram cadastradas no programa, pela Sempes, participaram do evento

Vereador Markson machado, se compromete em fiscalizar de perto o programa 

Beneficiada assinando os papeis do beneficio  


Prefeitura Municipal de Manicoré, através da Secretaria Municipal de Promoção Social (Sempes), apresentou o Programa Municipal “Renda Cidadã”. A cerimônia de apresentação do programa aconteceu ás 17h desse sábado (19), no Centro Juvenil Salesiano (CJS), de Manicoré.

Mais de 110 famílias que foram cadastradas no programa, pela Sempes, participaram do evento. Cada uma assinou documentos que dá acesso ao benefício. O gerente da Caixa Econômica Federal-local Jetro Xavier, esteve presente nas assinaturas dos documentos, e explicou o procedimento de como será feito o pagamento do benefício.  
Os primeiros depósitos do benefício serão pagos no cheque, para cada família inserida no programa. Enquanto isso, os cartões do Programa Renda Cidadã, vão esta sendo confeccionados pela Caixa Econômica. Cada beneficiado vai receber R$ 100, 00 reais, por família.

Requisitos

Renda familiar per capita de até R$ 140, 00 reais;
Comprovação de matrícula na rede pública de ensino dos filhos em idade escolar;
Carteira de vacinação atualizada das crianças de 0 a 6 anos;
Morar em Manicoré há pelo menos 1 ano.

Alem das famílias que vão receber o beneficio, estiveram presente, no evento: Secretário de Promoção Social Joaquim Ribeiro, Juliete representando a Coordenação do CRAS, Técnicos do Cras Dayane Cunha, Maria Raimunda (Dinha), Cesar Cabral e Ana D’Avila, gerente da Caixa Econômica Federal-local, Jetro e vereador Markson Machado.  O recurso do programa municipal “Renda Cidadã”, é do próprio município de Manicoré. 
  

Edy Lima DRT/AM 1823    

Enquete deixe sua resposta:

A sua opinião será muito bem vinda e aceita

Cidade de Manicoré, vista de sima 


Quem você acha que deve ser o próximo prefeito de Manicoré?

O prazo da enquete encerra-se amanhã, domingo (20) as 18 horas!